13 outubro 2005

Mãe de Mongaguá escreve ao Ouvidor

Cópia da carta para a Ouvidoria a nós enviada pela mãe de Mongaguá __________________________________________________________________________
Senhor OUVIDOR,
Salmon Elias Campos da Silva

Lamento que apenas hoje tive a oportunidade de responder ao senhor pela falta de oportunidade que me deram de direito de explicitar o que estamos passando.
Se vocês quisessem realmente ouvir e resolver, teriam ouvido os alunos que tanto tem a reclamar.
Acho que poderia ser muito melhor o relacionamento entre Direção/professores/alunos a policia esta constantemente nesta escola e não por causa de meu filho não, tenho certeza que os jovens estão revoltados por estarem sendo tratados como estão e vocês que poderiam resolver o problema se calam em seus escritórios mantidos pela própria comunidade, sem a mínima preocupação em solucionar problemas reais.
E lógico que a escola fará de tudo para encobrir toda esta situação, sou responsável e jamais iria me expor sem ter a certeza do que denunciei.
Eu sim estou compromissada com a educação de meu filho, pois tento resolver um problema que deveria ser resolvido por vocês, quantas mães agüentariam expor seus filhos a esta direção que na primeira denuncia começa a tratar o aluno da forma que meu filho vem sendo tratado.
O senhor não deu oportunidade ao meu filho, e a outros alunos de contar o que vem passando e de relatar o quanto ele poderia utilizar em seu beneficio de tudo que o governo fornece a esta escola e lhe e privado.
Senhor OUVIDOR se eu for enumerar todos os artigos do ECA que estão sendo surradamente ignorados não caberia aqui, mas uma escola/direção/professores compromissada não estaria ignorando ao menos um artigo.
Para que serve o Estatuto da Criança e do Adolescente então, mero papel..... no site da diretoria de ensino tem informações a respeito do uso obrigatório do uniforme, esses profissionais não leram ainda..... Ainda fazem anotações a respeito disso (mais um artigo ignorado) colocando a criança em situação de constrangimento não e ilegal isso senhor OUVIDOR.
Não e ilegal um funcionário cobrar pedágio para aluno passar do portão do Pátio para a sala de aula, a que artigos estes profissionais se enquadram, será que por se tratarem de funcionários públicos não serão punidos...........
Indignada com a sua omissão e descaso, pois somente agora o senhor se manifestou a respeito.
Porque saiu no blog, o senhor não imagina a quantidade de pessoas que estão com denuncias a fazer a respeito de funcionários desta que chamaremos sim de ESCOLA DE FAROESTE EM MONGAGUA.
Considerar apenas uma reunião de pais e mestres, piada Sr. Ouvidor, pois ali não se encontravam os verdadeiros professores de meu filho nem o conheciam como quase todos relataram a mim e meu marido pessoalmente.
Dizer o que de quem nem se conhece.........
Que diretor e esse que ri quando mostramos algo que esta errado, ele diz vai procurar seus direitos será que a resposta e assim por saber que nada farão, que os superiores serão omissos....Será.....
Espero que repense e veja o erro que esta cometendo senhor ouvidor gostaria muito de um dia colocar em todos os sites da internet o quanto esta escola e compromissada com a educação, espero, pois ali se encontram jovens que não podemos perder, não podemos ser omissos e leva-los a serem futuros delinqüentes, a pensarem que seus direitos são arrancados, vamos dar oportunidade a estes jovens eles tem muito a nos ensinar......mas não são compreendidos.
Vamos escuta-los Sr. Ouvidor.......

Cássia Aparecida Dalcim Marques
Mãe de aluno do E.E.Prof Aracy da Silva Freitas

12 outubro 2005

Caso Mongaguá: Veja a resposta da Ouvidoria

A resposta que recebemos da ouvidoria da educação do Estado de São Paulo à denúncia da mãe de Mongaguá mostra que nada foi apurado.
Aparentemente, foi apenas solicitado um relatório à diretoria de ensino, sendo que ninguém entrou em contato com a mãe, nem mesmo deu qualquer resposta à denúncia protocolada em julho.
Com base no relato da supervisão, sem ouvir os pais do aluno nem ninguém da comunidade da EE Profª Aracy da Silva Freitas, a ouvidoria concluiu que a denúncia não procede.
Será que a ouvidoria ouve de um lado só?...
Confira a mensagem da ouvidoria (nos comentários desta mensagem) e a resposta que enviamos hoje.
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Prof. Salmon Elias Campos da Silva
Ouvidor da Educação do Estado de São Paulo

Sr. Ouvidor,

Foi com muita decepção que recebemos sua resposta de 23/09, referente à denúncia de mãe de escola pública de Mongaguá, reproduzida em nosso blog. Ainda aguardamos alguns dias, na esperança de que a mãe recebesse algum contato, seja da ouvidoria, seja da diretoria de ensino, mas nada aconteceu. Percebemos que a denúncia foi considerada apenas um número de protocolo, como se não se tratasse de pessoas, ou melhor, de contribuintes que mantêm a escola pública, pagando os salários de todos os integrantes da Secretaria da Educação, inclusive o seu. A denúncia chamou a atenção de diversos outros pais e alunos da mesma escola, que confirmaram os relatos da mãe e mostraram que ainda existe muito receio por parte da comunidade, no sentido de expor seus filhos ao autoritarismo e às represálias do corpo docente da escola. Isto comprova que não foi tomada, por parte da ouvidoria, nenhuma medida para sanar os problemas. Gostaríamos portanto de fazer os seguintes questionamentos:
1. A família, o aluno nem ninguém da comunidade foi chamado ou ouvido após a denúncia, portanto a supervisão apresentou somente a versão da escola. Como então a ouvidoria pode ter chegado à conclusão de que as denúncias não procedem?
2. Após a formalização da denúncia protocolada pela mãe do aluno na Diretoria de Ensino, sem resposta até hoje, a perseguição ao aluno foi intensificada, tanto que a mãe precisou recorrer à Procuradoria da Infância e Juventude, que abriu novo processo contra a escola.
3. O aluno está sendo chamado na diretoria da escola quase diariamente, recebendo anotações sobre falta de uniforme. Essa escola não foi informada de que a exigência de uniforme é proibida nas escolas públicas? Qual o objetivo dessas anotações?
4. As aulas vagas continuam e a esta altura do ano letivo qualquer reposição só pode ser puro paliativo. Leia os comentários dos alunos à denúncia publicada em nosso blog.
Ficamos no aguardo de um posicionamento mais objetivo e consistente e esperamos que, desta vez, a denúncia seja levada a sério.
Atenciosamente
EducaFórum
Giulia Pierro / Vera Vaz

10 outubro 2005

Mãe de Itajubá foi à luta!

Recebemos uma nova mensagem da Mãe de Itajubá, com boas novidades sobre sua luta para defender a filha de uma professora desequilibrada.
Muito boa sorte, Mãe de Itajubá! O Brasil inteiro está acompanhando e torcendo por você.
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"Finalmente a professora de minha filha foi afastada da sala de aula para que o Ministério Público apure as denúncias.
Acredito que a pressão da imprensa e os contatos com a Procuradoria Federal que meu advogado fez ajudaram para que ele tomasse esta atitude. Ainda não posso comemorar vitória total porque a apuração apenas começou e não sei onde vai dar, mas que estou mais leve por não levar minha filha todos os dias para a convivência com aquela desequilibrada, isto é inegável.
O advogado ainda estuda a possibilidade de entrar com ação por danos morais. Outros casos têm aparecido relacionados à mesma pessoa e precisam ser apurados. São provas de treze anos atrás, de maus-tratos conta alunos feitos por essa professora. Estamos colhendo depoimentos.
Embora hoje tenhamos tido mais um embate: o sindicato dos servidores públicos municipais posicionou-se a favor da professora e a diretoria da escola começou a passar um abaixo-assinado pedindo sua volta (!) Tivemos hora e meia de conversa com a direção da escola tentando mostrar a ela o absurdo deste posicionamento."

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Leia a denúncia da Mãe de Itajubá, postada no dia 9/09/2005