27 novembro 2010

A escola tabu nº 16 - Na "minha" escola, tomou levou!


Esta é para os que vivem falando: "A educação vem de casa". Com essa expressão, repeteco do que os sindicatos da "educação" espalham por aí, isenta-se a escola de seu papel de orientar os alunos e - pior - justificam-se as situações em que a escola DESEDUCA os alunos.

Leia com atenção a matéria divulgada pela Record clicando neste link e principalmente assista ao vídeo que faz parte da reportagem.



A diretora dessa escola, a EE Andrelino Vieira, em São Carlos, que manda as crianças revidarem as ofensas batendo nos colegas, não é exceção, em absoluto! Ela age, aliás, perfeitamente de acordo com Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, presidente da Udemo (sindicato dos diretores de escola), que vive repetindo: "Em princípio a lei é importante, mas, "na minha" escola, não me interessa o que a lei diz, o que a comunidade decidir está decidido". Entende-se aqui, por comunidade, os grupos de pais que os diretores manipulam a bel prazer para que façam a cabeça de seus pares. Esse é o princípio OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE que ainda vigora nas escolas públicas de todo o país. E quando esses diretores batem no peito e falam "minha" escola, eles realmente entendem que a escola lhes pertence!

Repare na fala da mãe da aluna no vídeo, pois ela entendeu tudo direitinho: "Já que elas (diretoras e vices) não podem (bater nos alunos), mandam as outras crianças bater".

Alô, alô, Serginho Groisman: registrou a diretora da escola incentivando o bullying???

Esse é mais um caso da ESCOLA TABU, essa instituição poderosa e imexível, tomada pela corporação, onde a lei nada vale e onde os nossos filhos sofrem todo tipo de violência, física e moral. Leia alguns posts anteriores da série Escola Tabu, todos mostrando A ESCOLA QUE DESEDUCA:

escola tabu nº 15 - Mais mentira e covardia

A escola tabu nº 14 - A impunidade

A escola tabu nº 13 - Mentira e covardia

A escola que deseduca nº 9 - Assunto tabu

Se você ainda tiver estômago, rs, fique à vontade para navegar no blog e vai encontrar muitos outros casos interessantes, que nunca foram divulgados com a importância que têm e muito menos investigados com o rigor necessário.

26 novembro 2010

Reuniões com a comunidade escolar???...


Seguem comentários sobre as reuniões realizadas nos dias 25 e 26/11 a respeito da EE Lucas Roschel Rasquinho. Antes dos comentários, leia o post De tanto ver triunfar as nulidades... e entenda melhor o assunto.

Reunião nº 1

A reunião do dia 25/11, realizada na DER Sul 3, denominada "Reunião com a Comunidade", conforme consta da lista de presença, teve um quorum de 30 participantes, dos quais:

23 profissionais (professores, membros da APEOESP, da DE e da COGSP) = 80%
01 diretora da escola = não conta, pois foi convocada como "ré"
03 pais de alunos = 10%
02 membros da comunidade = bem-vindos, mas têm apenas direito a voz
01 conselheiro tutelar = bem-vindo, mas tem apenas direito a voz
00 alunos = lamentável, a total ausência de alunos

Você acha que uma assembléia dessas representa a comunidade escolar???...

A EE Lucas Roschel Rasquinho, no bairro de Parelheiros, São Paulo, tem mais de mil alunos matriculados e vai até o 3º ano do ensino médio, inclusive no período noturno. Isto significa que muitos dos seus alunos são adolescentes e adultos, capazes de opinar sobre a qualidade da escola. Mas essa reunião foi convocada justamente para não ser representativa.

Reunião representativa é na escola! Foi essa a nossa proposta e cansamos de repudiar essa reunião na DER. Pedimos até à véspera que fosse cancelada, como você viu nos e-mails publicados abaixo, mas o dirigente da DER fez questão de mantê-la!

TODOS, nessa reunião, pediram a demissão da atual diretora, MENOS o Sr. Hélio, presidente da Associação Amigos do Bairro, cuja fala a favor dela não foi registrada em ata. Estranho, não?...

Bem, esperamos que desta vez tenha ficado claro de uma vez por todas o motivo pelo qual não comparecemos e repudiamos essa reunião.

Reunião nº 2

A reunião do dia 26/11, realizada na COGSP, consta em ata como sendo "sequência" à reunião do dia anterior, ocorrida na DER Sul 3. Entendemos que não houve sequência alguma, pelo menos de nossa parte, que havíamos solicitado UMA ÚNICA reunião para que a diretora pudesse retomar seu trabalho na escola, de onde foi afastada pelo dirigente da DER através de uma licença prêmio forçada à qual tinha, sim, direito, mas que ainda não pretendia tomar. Ela está há quatro meses afastada, tempo que foi suficiente para a escola voltar a ser sucateada, para as aulas vagas voltarem a rodo e para que fosse lançada sobre a diretora todo tipo de calúnia, a ponto de a comunidade escolar se voltar contra ela.

Entendemos portanto que a reunião de hoje foi a ÚNICA que poderia atender nosso pedido de apoio para que a escola voltasse a ter um norte, após ter-se tornado novamente um "faroeste". MAS não: essa reunião foi invadida pela APEOESP, meia hora após seu início, retomando o lero-lero do dia anterior: pedir o afastamento definitivo da diretora.

O "ponto alto" dessa reunião foi o depoimento da única aluna presente, que leu um documento pedindo "A destituição e substituição imediata da diretora". O coordenador da COGSP pediu à aluna que mostrasse o documento e descobriu-se que era o mesmo panfleto distribuído pela APEOESP na porta da escola no dia 20 de outubro, durante uma manifestação em que os alunos foram impedidos de ter acesso às salas de aula. Ficamos muito entristecidos ao ver que a única aluna que compareceu à reunião estava servindo de massa de manobra para o sindicato...

Em compensação, um dos pais de alunos presentes foi bem claro ao denunciar o vandalismo ocorrido após o afastamento da diretora, que havia deixado a escola em perfeito estado, valendo-se inclusive da colaboração dos pais em trabalhos de manutenção e benfeitorias. Esse pai declarou que a escola piorou devido à irresponsabilidade dos professores e não à gestão da diretora. Ele contou que seu filho tem tido muita aula vaga e que foi pedir esclarecimentos ao professor coordenador. Esse, com os pés sobre a mesa, respondeu que um tal professor ficava muito em Brasília e que seu filho ficaria retido por causa das faltas desse professor...

Por sua vez, o secretário da escola declarou que perdeu a paz e está sofrendo todo tipo de pressão por parte de outros profissionais, para que se declare contra a diretora.

A atual diretora, afastada em licença-premio contra sua própria vontade, se declarou preocupada com a escola: após ter conseguido recuperar o IDESP da unidade escolar, que ficou acima da média, as aulas vagas dos últimos meses prejudicaram demais os alunos; sua vice-diretora, que fomenta a discórdia dentro da escola, perdeu a verba de enriquecimento da merenda escolar; sua senha de acesso ao financeiro da escola foi trocada; ela foi retirada, sem ser consultada, do projeto Escola da Família.

A ata da reunião ficou muito confusa, motivo pelo qual a assinamos sob protesto. Ao mesmo tempo, protocolamos um documento em que contestamos diversos pontos, principalmente a escolha da DER para convocar uma "reunião com a comunidade escolar". Ninguém tem o direito de CONVOCAR pais ou alunos fora da escola, onde perderão dias letivos ou de trabalho, terão gastos de condução e de alimentação, enquanto os professores têm seu ponto marcado e as despesas pagas pela APEOESP. Reunião DEMOCRÁTICA é na escola! A escolha infeliz da DER mostra claramente que o objetivo da reunião não foi nada democrático. Mesmo assim, agradecemos ao professor José Benedito por ter permitido a realização de uma segunda reunião, caso contrário o dirigente da Sul 3 poderia ter tomado atitudes precipitadas, como foi aliás a própria convocação da reunião na DER.


"Tropa de elite dentro da escola"

Ficamos surpresos com a informação de que, a partir do dia 16 de novembro foi constituída uma equipe de seis supervisores que estão apurando irregularidades dentro da escola. Essa equipe "não constatou irregularidade alguma". Pudera! A escola ficou durante quatro meses na maior baderna, com vandalismo, falta de segurança, alunos sem aulas, merenda pobre etc. De repente entra uma "tropa de elite" fazendo uma supervisão intensiva e imagina-se que as falhas vão aparecer?... É claro que, nessas duas semanas, todos os profissionais relapsos estão tendo que mudar de comportamento, toda a sujeira está sendo varrida sob o tapete. Isso não é investigação! Esperamos sinceramente que essa medida seja tomada com mais responsabilidade e que seja avaliada a qualidade da escola durante a gestão da diretora, em comparação com os quatro meses de sua ausência forçada. E vamos ver como vai ficar o IDESP da escola em 2010, após 4 meses sem aulas!

25 novembro 2010

ATO POLÍTICO!


Nossa ausência à reunião de ontem, na DE Sul 3, sobre a EE Lucas Roschel Rasquinho, foi um ato político.
Nós havíamos pedido essa reunião, sim, mas para ser na escola ou na COGSP e, em qualquer situação, com a presença do Coordenador.
Quando fomos informados de que a reunião seria na DE Sul 3, conduzida pelo mesmo dirigente que, na hora de dar apoio á diretora da escola, limitou-se a afastá-la, percebemos que seria uma cilada para fazer a diretora pedir demissão.

Não damos murro em ponta de faca, nem participamos de farsas! Se tivéssemos comparecido a essa reunião mal intencionada, seria dar-lhe uma importância que não teve.

Felizmente, o tiro saiu pela culatra! A diretora soube enfrentar de cabeça erguida a corja mal intencionada e mentirosa que durante meses fez todo tipo de pressão e ameaça para que ela abandonasse de vez a escola.

Hoje, sim, iremos à reunião que efetivamente pedimos: na COGSP e com a presença do Coordenador. E tudo será esclarecido.

24 novembro 2010

A banda podre da EE Lucas em ação!

Infelizmente, a banda podre da EE Lucas Roschel Rasquinho vai se reunir amanhã na diretoria de ensino Sul 3, para tentar o afastamento definitivo da diretora que conseguiu recuperar a escola. Segue nossa mensagem para o Coordenador da Grande São Paulo, lamentando a situação e confirmando nossa reunião sexta-feira às 11:00 na COGSP, agendada pelo gabinete. Ainda temos a esperança de que a diretora não renuncie, apesar da forte pressão da banda podre. Leia todo o histórico do assunto clicando no link De tanto ver triunfar as nulidades...


From: educaforum@hotmail.com
To: cogspgab@sp.gov.br; joliveira@edunet.sp.gov.br
Subject: Reunião sexta-feira às 11:00 na COGSP confirmada!
Date: Wed, 24 Nov 2010 20:24:55 +0000

Prezado Prof. José Benedito,

Segue mensagem enviada ao Prof. Samuel, dirigente da Sul 3, informando que REPUDIAMOS a reunião marcada para amanhã na DE e pedindo que fosse cancelada, já que seu gabinete agendou uma outra reunião na sexta-feira às 11:00, na COGSP.

Como não recebemos resposta e acreditamos que essa reunião será mantida, lamentamos profundamente que assunto tão sério como o futuro de uma escola tenha sido tratado de forma tão leviana: a diretora que conseguiu recuperar a EE Lucas Roschel Rasquinho tem sofrido ameaças e assédio moral por ter tido a ousadia de cobrar trabalho e marcar falta para professores relapsos e irresponsáveis. O "apoio" que ela recebeu da DE foi um afastamento forçado que permitiu à "banda podre" tomar novamente conta da escola, como quando pedimos sua intervenção, em maio de 2008.

E agora, que pedimos uma reunião para que a diretora possa voltar à escola fortalecida, essa reunião é marcada justamente na DE???!!! E sem a presença do Coordenador da COGSP???!!!

Acreditamos que esse local foi escolhido para a banda podre se unir e fazer pressão para o afastamento definitivo da diretora, após o qual a escola voltaria a ser o mesmo "faroeste" que era em 2008. Foi por esse motivo que REPUDIAMOS e pedimos o cancelamento dessa reunião na DE.

Já que não recebemos confirmação do cancelamento e que seu gabinete agendou outra reunião na COGSP na sexta-feira às 11:00, confirmamos nossa presença na sexta e vamos levar para a reunião um documento que pedimos seja encaminhado ao Governador, junto com a ata da reunião.

Atenciosamente,
EducaFórum
PAIS, ALUNOS, EDUCADORES E CIDADÃOS QUE LUTAM PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA CIDADANIA

To: de-sul3@edunet.sp.gov.br
CC: cogspgab@sp.gov.br; joliveira@edunet.sp.gov.br
Subject: Repúdio à reunião de amanhã às 10:00 na DE
Date: Wed, 24 Nov 2010 16:37:13 +0000

Prezado Prof. Samuel,

Na dificuldade de um contato telefônico, informamos que REPUDIAMOS a reunião agendada amanhã às 10:00 na DE Sul 3, devido à ausência do Coordenador da COGSP, única pessoa em quem confiamos para que o andamento de uma reunião tão séria possa ser realizada.

Também repudiamos o local escolhido para a reunião, onde a "banda podre" estará muito mais à vontade do que na COGSP, local neutro onde não serão admitidas baixarias e muito menos assédio moral, como a diretora do EE Lucas Roschel Rasquinho tem sofrido, até provocar o afastamento temporário dela da escola.

A assessoria da COGSP acabou de informar que está marcada TAMBÉM uma reunião na própria COGSP na sexta-feira às 11:00, por esse motivo não vemos qualquer necessidade de a reunião de amanhã continuar de pé. Entendemos que só podem existir motivos inconfessáveis para a manutenção dessa reunião!

Temos certeza de que poderemos contar com o seu bom senso, no sentido de cancelar imediatamente a reunião de amanhã. Se o motivo for o envio de uma ata ao Governador, não poderá ser a ata de uma reunião da qual participaria apenas a "banda podre", com o objetivo de sacrificar a diretora da escola. O pedido do Governador foi para o Coordenador da COGSP e seria um absurdo enviar a ata de uma reunião da qual o próprio Coordenador não participou!

No aguardo de uma resposta imediata, agradecemos sua atenção!

Atenciosamente,
EducaFórum

21 novembro 2010

De tanto ver triunfar as nulidades...


Este blog não pretende ser, mas acabou se tornando um registro dos vícios, das falhas e da corrupção no sistema educacional brasileiro. Fazer o quê?... Nunca foi esse o nosso objetivo, desde que começamos a lutar pela qualidade e moralização do ensino público, há mais de vinte anos! Adoraríamos poder mostrar inúmeras vitórias e um quadro geral satisfatório, mas a verdade é bem outra, e o que trazemos neste blog não aparece em nenhuma mídia convencional. Então, pense duas vezes antes de ler, caso você queira continuar na sua zona de conforto!

A única coisa que pode mudar o cenário educacional no país se resume numa palavrinha: coragem. Coragem por parte da comunidade, gritando sua insatisfação e indignação a plenos pulmões. Coragem por parte dos bons profissionais, em enfrentar o sistema viciado e os colegas da banda podre.

Se a coragem é um artigo tão raro na vida educacional brasileira, existem bons motivos para explicar esse fenômeno. Vamos hoje ilustrar um caso típico, com muitos detalhes, como é necessário para se fazer uma análise profunda de qualquer situação.

A EE Lucas Roschel Rasquinho, em Parelheiros, São Paulo, é uma escola que ocupa este espaço desde maio de 2008, quando um grupo de pais corajosos resolveram enfrentar uma direção corrupta e autoritária e pediram a nossa ajuda. Estivemos várias vezes no local, que se encontra na extrema periferia da Capital. Foi muito, muito difícil conseguir o afastamento da antiga direção, mas o ano de 2009 iniciou de forma positiva na EE Lucas, com uma nova diretora que teve a coragem de lutar contra o sistema e iniciar a recuperação da escola. Leia nosso post Finalmente, uma verdadeira diretora!, de 01/03/09.

Em agosto de 2009 as notícias eram as melhores possíveis: a comunidade nos informava que, em tão pouco tempo, a nova diretora já havia conseguido moralizar a escola: teve a coragem de cobrar trabalho de qualidade e seriedade dos professores, acostumados a chegar no horário que quisessem, a faltar a bel prazer, a xingar os alunos de tudo que era nome, como pudemos inclusive presenciar numa das reuniões de 2008, quando uma professora chamou os alunos repetidamente de "pentelhos" na nossa frente e foi ovacionada pelos colegas da banda podre. Tentemos imaginar, então, como ela os chamava entre quatro paredes...

Leia nosso post Lucas Roschel Rasquinho, quem te viu, quem te vê!, de 08/08/09, que mostra os progressos da escola e a coragem da nova diretora. Em pouco tempo, ela tirou a escola das mãos da corporação e a entregou aos alunos, acabando com a cobrança de taxas ilegais e de uniforme, fornecendo material o ano inteiro e fazendo a festa de formatura de graça, montando uma linda sala de vídeo para os alunos, criando com eles uma rádio comunitária, cuidando da manutenção do prédio, arrumando e expondo publicamente as contas da APM, afastando da escola a PM, que era chamada constantemente pela antiga diretora para punir alunos e ameaçar os pais que tinham a coragem de denunciar seus abusos.

Se você tiver lido com atenção o nosso post de 08/08/09, você deve ter reparado no último parágrafo da mensagem que recebemos dos pais de alunos: "Por esses motivos os professores e a paneloca da Sul 3 estão querendo expulsar a diretora da escola".

Pedimos então à comunidade que nos informasse sobre qualquer tentativa de boicote ao trabalho da nova direção. Foi em 2010 que a paz da EE Lucas acabou e isso tem tudo a ver com uma atitude corajosa da nova diretora: preocupada com a greve inconstitucional que a APEOESP organizou na rede, preocupada com os alunos de sua escola, que seriam prejudicados durante a greve, ela marcou falta para os professores que não compareceram às aulas. Essa atitude absolutamente inédita em todo o território nacional, onde o professor já tem direito a N faltas por ano e o aluno amarga de 25 a 40% de AULAS VAGAS, valeu à nova diretora da EE Lucas a ira do sindicato e dos professores da banda podre, que pediram seu afastamento. Já que nada justificaria a demissão da única diretora que havia conseguido recuperar a escola após décadas de decadência, os professores da banda podre aproveitaram as férias dela para espalhar na comunidade e na Secretaria da Educação calúnias sobre a diretora, que não estava presente para se defender. Vendo que as calúnias não seriam suficientes para afastá-la da escola, a banda podre resolveu fazer ameaças à integridade física da profissional, que foi aconselhada pela diretoria de ensino a tomar uma licença-prêmio "até a poeira assentar".

Ficamos sabendo da gravidade da situação em agosto, quando fomos informados pela comunidade de que a escola estava "ao deus dará", que a banda podre havia tomado conta de tudo novamente, que quase não havia aula, que os professores ficavam jogando baralho durante o dia letivo... Pedimos uma nova reunião à COGSP, também para tratar de outros assuntos pendentes, e até hoje não fomos atendidos. Não temos dúvidas de que a APEOESP está por trás da tentativa de afastamento da nova diretora e que fará de tudo para impedir sua volta à escola.

Por esse motivo insistimos em pedir a já solicitada reunião à COGSP e fazemos questão que não seja na diretoria de ensino, na qual não confiamos de jeito algum: em primeiro lugar, o dirigente já tentou nos desqualificar em 2008, quando se referiu ao EducaFórum como "três ou quatro pessoas" que pretendiam levar o tumulto para uma escola "tão boa e bem organizada"! Em segundo lugar, foi péssima a sugestão que ele deu à diretora, de que ficasse de licença-prêmio "até a poeira assentar". A poeira não assentou, muito ao contrário, a banda podre da escola e a APEOESP tiveram tempo de sobra para arquitetar o seu afastamento, através de ameaças e de uma manifestação que ocorreu no dia 20 de outubro em frente à escola, como você pode ler em nosso post Extra, extra! Escola faroeste em Parelheiros. Tivemos o cuidado de avisar por e-mail toda a mídia para não comparecer à manifestação e boicotar essa manobra sórdida do sindicato para afastar a única diretora que havia conseguido moralizar a escola. Ficamos muito satisfeitos ao receber alguns e-mails garantindo que nenhum jornalista daria cobertura da tal manifestação. Isto significa que até a mídia convencional está começando a ficar menos "na mão" dos sindicatos da "educação".

O resumo de toda essa história, para você que teve a coragem de ler até aqui, é que cobramos do coordenador da COGSP uma reunião para finalmente desmascarar a banda podre da EE Lucas e a APEOESP, a fim de que a diretora possa voltar de cabeça erguida. Queremos que a coragem da comunidade em denunciar tantos abusos seja finalmente premiada, pois hoje, como ontem, "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agitarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa, 1914

20 novembro 2010

Dos males, o menor!




Lembrando apenas que foi na gestão Chalita o famoso relatório que consagra a palavra "bicha" como expressão carinhosa do professor para o aluno... Precisa mais?

18 novembro 2010

Homofobia premiada




"...o termo "bicha" tornou-se bastante comum entre os jovens, perdendo a característica de chulo pelo desgaste natural linguístico, verificado quando um termo é frequentemente utilizado.

... muitos professores, para cativarem seus alunos, mantendo um relacionamento mais próximo e amistoso, fazem brincadeiras desse naipe com seus pupilos."

As citações acima são de um processo de Apuração Preliminar realizada na EE Octacílio de Carvalho Lopes em 2004 e serviram para inocentar um professor que induziu um grupo de alunos ao bullying contra um colega. O garoto foi espancado em plena sala de aula e hoje esse professor foi promovido a coordenador pedagógico em outra escola da rede pública paulista.

Em 2008 questionamos a validade desse relatório durante uma reunião na Secretaria da Educação e recebemos a seguinte resposta do chefe de gabinete, Fernando Padula: esse relatório era anterior à "atual gestão", portanto não cabia comentário ou retratação por parte da SEE.

Este é mesmo um país sem memória. Por isso tanta irresponsabilidade!

15 novembro 2010

Quem tem medo da Progressão Continuada?

Segue excelente vídeo do amigo Mauro Alves da Silva, o maior conhecedor da legislação educacional brasileira. Tive o privilégio de - junto com o Mauro - ser expulsa do portal Luís Nassif, reduto do pior professorado brasileiro, rsrs...

Para reflexão...




Sobre a imensa Nação Brasileira
nos momentos de festa ou de dor
paira sempre a sagrada bandeira
pavilhão da Justiça e do Amor!

Contemplando o teu vulto sagrado
compreendemos o nosso dever
e o Brasil, por seus filhos amado
poderoso e feliz há de ser.

14 novembro 2010

A educação não precisa de "grandes cérebros"!


Mais um debate sobre educação, desta vez na Globo News. Até que os "moços" são bem intencionados e deram algumas dicas interessantes, mas, em certos pontos, até o mediador foi mais fundo no âmago da questão, quando, por exemplo, descobriu que a sociedade brasileira não considera a educação como um "valor", mas um mero instrumento para conseguir emprego.

Para variar, a principal questão debatida foi o salário do professor... rs. Por sorte estava lá Gustavo Ioschpe para colocar um freio no delírio dos outros debatedores, que querem "grandes cérebros" para gerir o sistema de ensino e "os melhores" para dar aula. Disseram que a carreira não atrai os jovens que saem da faculdade e que esses preferem a bolsa do mestrado ao duro trabalho em sala de aula, tudo "por um troco a mais"...

Essa visão é muito estreita e não leva em conta outros fatores que desmotivam os jovens a entrarem no magistério, mais precisamente na rede pública. A seguir, registramos esses fatores e colocamos links para esclarecimento:
  • A demonização do aluno, tão bem orquestrada pelos sindicatos da "educação", que conseguiram manipular a grande mídia a ponto de a vítima se tornar algoz, como se vê, por exemplo, aqui.

  • O exemplo dos maus profissionais contamina aqueles que não têm verdadeira vocação pelo ensino. Desta forma, o ambiente escolar não é de profissionalismo, assiduidade e pontualidade, mas de descaso, como você pode ver aqui.

  • A politicagem que reina na rede pública de ensino dificulta a continuidade dos bons projetos e, consequentemente, a construção de uma carreira satisfatória. Veja aqui, por exemplo, como a politicagem pode prejudicar uma escola e os bons profissionais.

  • A corrupção anda à solta na rede pública de ensino, assunto TABU que a mídia faz questão de ignorar. Jovens bem formados passam ao longe do faroeste que virou a educação no país, veja por exemplo aqui.

Dizer que melhores salários resolvem o problema educacional é pura falácia, também muito bem orquestrada pelos sindicatos da classe. Além disso, a educação brasileira não precisa de "grandes cérebros", muito menos para alfabetizar crianças... Eu diria aliás o seguinte: muito mais do que um alto QI, os educadores precisam de um bom QE, ou seja, Inteligência Emocional, que faz muita falta nas escolas. O clima dentro de uma escola pública é de gritaria e descontrole por parte daqueles que deveriam ser exemplo de equilíbrio para crianças e adolescentes, naturalmente espontâneos e vivazes.

Concordo com Gustavo Ioschpe quando diz que muita coisa pode ser melhorada, desde já, na rede pública de ensino:

  • PROFISSIONALIZAR os SERVIDORES. Sim, são servidores, não donos da escola. Que sejam cobrados em PONTUALIDADE, ASSIDUIDADE e RESULTADOS. Isso foi falado por todos os debatedores do programa e está de acordo com o que sempre defendemos aqui.

  • ACABAR COM A INDICAÇÃO para diretor de escola, que infesta 50% da rede pública de ensino. Os "cargos de confiança" servem para manter a descontinuidade dos bons projetos e favorecem a corrupção.

  • ACABAR COM O COITADISMO do professor, ou seja, com o discurso sindical de que o profissional do ensino é a vítima do sistema educacional. Esse discurso gera inércia e permite a realização de todo tipo de crime contra o aluno, tratado como estorvo.

  • CAPACITAR OS COORDENADORES PEDAGÓGICOS, que sejam escolhidos entre os que realmente conhecem as práticas pedagógicas e têm psicologia para lidar com alunos, pais e professores.

Discordamos de Gustavo Ioschpe quando fala em aumentar a aula expositiva e a lição de casa. Na rede pública isso não funciona. As aulas expositivas mal são compreendidas pelos alunos e a lição de casa acaba sendo cobrada dos pais, que não têm escolaridade suficiente para ajudar os filhos. Esperar que o professor corrija TAMBÉM a lição de casa, quando ele mal corrige o caderno dos alunos em sala, é utopia. O que precisa, urgentemente, é acabar com a AULA VAGA (que solapa de 25 a 40% do ano letivo), com a falta de pontualidade e o absenteísmo do professor. E, principalmente, COBRAR RESULTADOS.

Quanto à grave questão do analfabetismo no país, é lamentável que o assunto não tenha sido debatido, mas apenas rotulado de "vergonha". Para alfabetizar crianças (mais uma vez) não é necessário ser um "grande cérebro", mas ter prática no assunto, prática que precisa iniciar na faculdade, em estágios supervisionados. Quantos e quantos "educadores" assinaram estágio fajuto para os alunos que deveriam aprender junto com eles numa sala de aula?... Além disso, o alfabetizador precisa gostar de lidar com crianças, caso contrário, que faça sim seu mestrado e doutorado, sem impingir sua impaciência aos pequenos, que precisam de um ambiente favorável ao aprendizado, em vez de aturar mau humor e gritos.

Os debatedores perderam uma boa oportunidade para citar os numerosos exemplos dados na revista Nova Escola, que todo ano premia os melhores projetos educacionais do país, geralmente realizados em áreas carentes e por professores que ganham aquilo que os sindicatos chamam de "salário de fome"... Essa revista é a melhor publicação educacional do país, por ser de simples leitura e trazer práticas testadas e eficazes nas mais variadas comunidades brasileiras. Baratíssima, poderia ser leitura de cabeceira para todos os iniciantes na profissão de educador, principalmente os alfabetizadores. A assinatura anual custa R$ 34, ainda divididos em 2 parcelas. Depois de dar esta superdica, rs, preciso porém fazer uma crítica à revista Nova Escola: ela se guia pelo princípio do "politicamente correto", sem nunca mostrar a podridão do sistema, que aparece sempre pasteurizado...

Crítica semelhante vai para a grande mídia, onde o jornalismo investigativo na educação morreu há muitos anos. A última grande reportagem foi feita em 94 pelo Jornal da Tarde, quando publicou a manipulação das verbas do ensino por parte do prefeito Paulo Maluf. Mesmo assim, essa reportagem só saiu porque infestamos a seção de cartas do JT de provocações ao Maluf, até que um dia o editor me ligou e disse que o bate-boca estava ficando impossível e que portanto o jornal havia decidido investigar o assunto. Aleluia! rsrs

Estamos para ver algo parecido acontecer novamente... O milionário desvio de verbas da educação na região de Araraquara já rendeu 20 volumes de notas fiscais frias e mesmo assim a mídia não dá a mínima. Sinal dos tempos!

A última questão que vou abordar sobre esse debate é a falta de pressão popular. Isso foi colocado como fator determinante para que a qualidade do ensino tome um rumo. Existe no Brasil um apartheid muito bem estruturado que separa as crianças e os jovens em alunos da rede particular ou pública. Interesses poderosos estão por trás desse fenômeno e alimentam o preconceito que impede à sociedade brasileira quebrar esse tabu. Exigir que uma população não escolarizada perceba a má qualidade do ensino oferecido a seus filhos é inviável. (Diga-se também de passagem que a qualidade da escola particular deixa muito a desejar.) Mesmo assim, esses pais percebem a diferença no tratamento que seus filhos recebem, em comparação com os filhos de quem pode pagar uma escola privada. Por que não se revoltam? A resposta só é conhecida por quem teve seus filhos discriminados, perseguidos ou até expulsos devido às denúncias que fez. Esse é mais um assunto TABU que só vai vir à tona quando algum sociólogo se interessar em fazer um estudo sobre a forma como a sociedade brasileira encara a educação de seus filhos. Já lançamos esse desafio há anos, mas, aparentemente, também os sociólogos não dão a mínima para a educação do país...

A escola tabu nº 15 - Mais mentira e covardia

Palavra de mais uma professora no exercício de seu "sacerdócio":

“Eu cheguei até a sala de aula pra lecionar pra eles e fui agredida. A primeira agressão que tive foi um empurrão que eu quase caí no chão. Uma das meninas pediu para ir ao banheiro, eu pedi que aguardasse um pouquinho, porque tinha gente lá fora, ela me acusou que eu não deixei ela ir, eu falei: ‘Filha, eu simplesmente deixei você ir ao banheiro, só que precisava da colega chegar’”.

Como sempre, a professora é agredida "do nada".

Leia agora o comentário do diretor da APEOESP, o sindicato mais competente do Brasil, que conseguiu dominar a grande mídia e formar a opinião pública vigente sobre o coitadismo do professor:

“Os professores estão sendo agredidos a todo o momento, os funcionários agredidos a todo o momento..."

Veja agora a reportagem sobre a suposta agressão à professora por parte de alunos de oito anos de idade.



Vamos lembrar aqui outro caso de mentira e covardia.

09 novembro 2010

Que tipo de monstro? - A série 6

8 anos de torturas em bebês e crianças até 4 anos... A dona dessa creche só foi desmascarada depois que uma funcionária gravou as imagens desse vídeo:






Essa história é parecida com esta outra e não significa que as torturas em crianças nas creches estejam se intensificando, mas apenas que os fatos estão vindo à tona, graças à tecnologia e à coragem de pessoas que resolveram quebrar o tabu que torna a escola um lugar santo e inviolável.

É claro que não existem tantos psicopatas entre os profissionais da "educação", como parece ao ver vídeos como esses... Mas o alerta é claro a todos os pais: pesquisem bastante e conheçam direito os lugares onde matriculam seus filhos, pois o pagamento de uma mensalidade não garante segurança e bom atendimento.

O que dizer então da escola pública, onde muitos pais se sentem agradecidos por receberem uma vaga "de graça" para os filhos?... Nada disso: a escola pública brasileira é muito bem paga com o dinheiro dos nossos impostos, que estão entre os mais altos do mundo! Já cansamos de sugerir para colocar câmeras de vídeo em todas as creches e escolas públicas do país, para inibir o descaso, a negligência e os maus tratos de que milhares de crianças são vítimas todos os dias, se não por psicopatas, por profissionais relapsos ou perversos, que contam com a certeza da impunidade e não têm o mínimo escrúpulo em descarregar sobre os filhos dos outros seu mau humor ou perversidade. Quando denunciados ou questionados, esses profissionais SEMPRE negam seus crimes, exatamente como fez a dona da creche no vídeo desta outra reportagem.
Segundo ela, estava "educando" as crianças...

Assista tambem ao depoimento das mães das crianças torturadas e da funcionária que fez a denúncia.

08 novembro 2010

A múmia vestiu a carapuça, rsrs...


Divirta-se com a discussão sobre a "bula" que o CNE quer aplicar à obra de Monteiro Lobato, taxada de racista. No vídeo do link copiado abaixo, o douto mestre do Conselho Nacional da Educação acabou vestindo a carapuça, ao fazer um paralelo entre o CNE e a a Santa Inquisição, rsrsrsrs...


Aliás, esse possível (possível, sim! pois as múmias estão soltas!) veto à obra de Monteiro Lobato é apenas a cereja de um bolo podre que está sendo servido às crianças e adolescentes brasileiros pelo mercado editorial, há anos. Devido às recomendações oficiais, de que as obras editadas para a infância e a juventude sigam os critérios do politicamente correto, os autores já vão "ajeitando" seus textos para não serem sumariamente rejeitados pelas editoras, que querem vender livros e sabem que eles não serão adotados pelas escolas e muito menos pelos milionários projetos governamentais, caso contenham palavras, frases ou atos "não recomendáveis". Ao chegar às editoras, mesmo já "ajeitados" pelos autores, os textos passam por novos "remendos" e chegam às prateleiras "pasteurizados".

Alguns exemplos: um livro destinado a uma criança de dez anos, por exemplo, não pode contar a história de uma criança cujo pai ou tio fume ou tome bebida alcoólica; não pode haver no livro palavra chula ou xingação; de preferência, que a criança retratada no livro não seja mal-educada, que não chute um cachorro, que não puxe rabo de gato... A cada "falha" desse tipo no texto, as chances de publicação são cada vez mais reduzidas. A quem serve uma literatura manipulada ideologicamente?...

Talvez essa polêmica sobre a obra de Monteiro Lobato sirva para expor a CENSURA velada já em curso na literatura infanto-juvenil no Brasil. CENSURA, essa, que tenta varrer debaixo do tapete os reais preconceitos que assolam a sociedade brasileira. Preconceitos que promovem o apartheid da infância já na idade escolar - quando o "filho da patroa" vai para a escola particular e o "filho da empregada" para a pública. Preconceitos que permitem à classe "docente" tratar o aluno da rede pública por "anta, pivete, estrupício" e convocar um tribunal ilegal para sua expulsão da escola.

Nenhuma "bula" vai diminuir qualquer preconceito no país. Preconceitos têm a ver com valores adquiridos geralmente na infância e adolescência, através do EXEMPLO, principalmente dos adultos. Nenhuma sociedade, em todo o planeta, está totalmente livre de preconceitos. Entretanto, em países onde a democracia não está consolidada, são mais fortes e abafados pela censura e pela manipulação ideológica. Alguma semelhança?...

02 novembro 2010

A escola tabu nº 14 - A impunidade

Uma das características mais "tabu" da rede pública de ensino, do Oiapoque ao Chuí, é a questão das punições dos maus profissionais.





O caso da reportagem acima, por exemplo, merecia exoneração definitiva dos três profissionais, mas a Secretaria da Educação do Espírito Santo fala em "afastamento". Quanto a pedir desculpas, já é um avanço, pois até hoje nunca ouvimos isso de nenhuma autoridade educacional, no entanto, desculpas não apagam os erros e duvidamos muito que a punição desses profissionais seja rigorosa. Por que?

Em vinte anos de luta pela melhoria do ensino público, nunca soubemos de uma punição para valer, principalmente nos casos de crueldade contra os alunos. Muitas vezes, aliás, punidos são aqueles profissionais que se atrevem a denunciar os desmandos do sistema, como aconteceu no esquema de Araraquara e na EE David Eugênio dos Santos. Esses recebem punição rigorosa, que é para os demais não se atreverem a questionar e muito menos a denunciar as irregularidades ou crimes da escola.

Em compensação, os profissionais que realmente prejudicam o aluno e a escola costumam ser afastados durante averiguação preliminar e depois "somem" por algum tempo, mas de repente reaparecem "discretamente" numa diretoria de ensino, num gabinete ou mesmo em outra escola. Como diz a amiga Cremilda, o sistema educacional brasileiro reinventou a teoria da gravidade: "em vez de cair, o fruto podre sobe". A questão é extremamente grave, pois quando um diretor perverso ou corrupto sai de uma escola para entrar numa diretoria de ensino, seu poder de corrupção cresce. Para não dizer que as diretorias de ensino deveriam ser centros do saber e não "latas de lixo".

A certeza da impunidade leva certos profissionais a não ter o mínimo escrúpulo em maltratar ou humilhar alunos, como ocorreu no caso do vídeo acima. Está claro que esses "elementos" não tinham a mínima idéia de que seu ato iria acabar na mídia, pois geralmente os pais de alunos não costumam fazer denúncias, por medo de que seus filhos venham a ser perseguidos, o que é quase sempre fatal. Mesmo assim, provavelmente nem mesmo esses profissionais acreditam que receberão punição rigorosa e essa exposição na mídia não servirá para coibir atos semelhantes em outras escolas. A mídia, aliás, sempre esquece os poucos casos de denúncias de crimes nas escolas, em lugar de acompanhar sua evolução. Isso reforça a certeza da impunidade, como no caso da creche Caminho do Futuro (?!), onde crianças até três anos de idade foram torturadas a bel prazer durante anos e os crimes só foram levados a sério após a instalação de câmeras de vídeo escondidas em todos os ambientes.