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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Brasil, um país de baderneiros?

Falamos aqui muitas vezes do autoritarismo da rede de ensino para com os alunos. Aliás, apenas aqui fala-se disso, o que se divulga na mídia é o contrário, ou seja, alunos agredindo professores. Pois é, os sindicatos da classe, com suas poderosas assessorias de imprensa, têm a mídia nas mãos e nunca se ouve a versão dos alunos ou dos pais.
O "observatório da violência escolar" é caolho, pois o que nós vemos diariamente na rede pública de ensino sãoAlunos sofrendo discriminação, abuso moral, maus tratos, espancamentos, perseguições e represálias, torturas e expulsão da escola.Mães de alunos tratadas aos gritos, perseguidas e questionadas sobre "falta de roupas para lavar" quando se atrevem a fazer alguma crítica sobre a escola.Intrigas armadas por diretores de escola, coordenadores, professores e outros profissionais, para que toda a escola se volte contra o aluno indesejado ou os pais denunciantes de irregularidades.Manipulação da eleição dos Conselhos de Escola e…

Balaio de gatos com a bênção divina?

O texto a seguir é da Cremilda, que como ninguém sabe mostrar tanto os absurdos quanto os aspectos irônicos e hilários desse assunto tabu que é o sistema educacional brasileiro, onde, como sempre repetimos, a qualidade do ensino é o menor dos problemas:
DOMESTICANDO ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA A FERRO E FOGOCremilda Estella Teixeira
Tem sempre uma explicação para os deputados e autoridades apresentarem uma novidade no sentido de melhorar a qualidade do ensino na escola pública. Nenhum deles vai ao centro da questão. Nenhum se lembra que o aluno deve ser prioridade, estão sempre pensando apenas no professor. Ninguém pensa que na verdade o professor não trabalha, a maioria engana com as bênçãos da imprensa. Cobrar dele uma postura profissional é quase uma heresia.
O senador Paulo Paim quer que a “agressão a professor” seja considerada crime hediondo, como se professor fosse uma espécie de santo. Só falta pedir a canonização do pobre professor que recebe a reação do aluno como uma agressão.
Pa…

O problema é o aluno, ou a escola?...

Não é de hoje que denunciamos o autoritarismo do sistema de ensino brasileiro, onde, somente para o aluno, existe tolerância zero.
Se o aluno não aprende: tolerância zero.Se o aluno reclama que não aprende: tolerância zero.Se o aluno atrapalha a aula e faz "bagunça": tolerância zero.Se o aluno é acusado injustamente e se atreve a contestar: tolerância zero.
A tolerância zero para o aluno é a mesma, seja a escola pública ou particular, muda porém a forma. A escola particular, preocupada em não perder clientes, age de maneira mais "polida", a pública não faz rodeios:
O aluno da rede pública é sumariamente expulso.O aluno da rede pública é convidado a se retirar.
A Constituição Federal não faz distinção entre escola pública e particular. Veja o que ela garante:
Art. 206 - 0 ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escolaVII - garantia de padrão de qualidade
O aluno tem portanto direito a permanecer n…

Mídia nota zero - A série XXIV - O quarto podre poder

A baderna na rede pública de ensino nunca chega ao ápice! rs Não, a cada dia ocorre mais algum fato que demonstra a vontade política da sociedade brasileira acabar com o ensino público. O fato mais sintomático foi a greve de mais de 100 dias em Minas Gerais, apoiada por toda a população e pela grande mídia, durante a qual não se ouviu uma única palavra de preocupação com os alunos, que praticamente perderam o ano letivo. Como se fosse consenso que é melhor ficar sem aulas do que com aulas ruins... Não, esse é um argumento que usamos aqui no EducaFórum de forma irônica, rs.
As assessorias de imprensa dos sindicatos da "educação" venceram muitas batalhas e praticamente estão a ponto de ganhar a guerra contra o aluno da rede pública, esse sociopata em potencial. A figura do professor continua cada vez mais em alta: ele é a "vítima" de um sistema perverso que prejudica ele e só ele, a incompetência do ensino público é devida à "ausência" da família, ao desinte…

Aprender segundo Rubem Alves

Geralmente, os professores não gostam de Rubem Alves: pudera, ele é um autêntico educador. E o Brasil é um país de professores, pessoas que recebem para ensinar, mas pouco ensinam. Pessoas que trabalham para receber um salário, mas não se dedicam ao ato de ensinar. E ainda rejeitam o verbo "educar", pois entendem que educar é papel da família...
É por termos entre nossos seguidores (graças a Deus!) muitos EDUCADORES, que aproveitamos a inspiração da educadora Glória Reis e postamos aqui alguns vídeos desse grande brasileiro que é Rubem Alves. Deus o conserve entre nós por muitos e muitos anos ainda!







A pequena vitória do "moicano"

Uma notícia boa que poderia ter sido melhor ainda: um aluno de Fortaleza ganhou na Justiça R$ 3.000 por ter sido impedido de entrar na escola, devido ao seu corte de cabelos estilo moicano. Em primeira instância, a pena estipulada foi de R$ 10.000, mas o juiz deve ter ficado com peninha da escola e resolveu baixar o valor para um terço. Pena!!!
Se você pensa que esse tipo de atitude das escolas ocorre somente em regiões supostamente atrasadas do país, está redondamente enganado! Advertências, suspensões e até expulsões por motivos tão fúteis quanto este, pipocam em todo o Brasil. Releia nosso texto Cabelo espetado? Colares, brincos? Expulsão neles!, que mostra a frequência desses casos e conta a saga de dois alunos que conseguimos "salvar" da expulsão aqui em São Paulo Capital, na EE Jardim Iguatemi. Isso só foi possível porque as mães não se conformaram e foram conosco até à Secretaria da Educação denunciar o fato. Sim, infelizmente é necessário denunciar porque, quando não…

Saiu o Prêmio IgNóbil de Educação 2011!

Finalmente saiu o resultado, veja clicando aqui

Lya Luft, pode confiar!

De vez em quando sou obrigada a comprar a Veja, já que os artigos de Gustavo Ioschpe são disponibilizados na net com muito atraso - quando são. Vou comentar separadamente o último, que escancara o imenso cabide de empregos existente no sistema de ensino. Já sabíamos desse descalabro por nossas andanças em órgãos públicos, onde há pencas de assessores educacionais emprestados da rede de ensino. Leia-se: professores, coordenadores, supervisores e diretores comissionados em gabinetes. Não havia porém dados estatísticos e esse é o mérito de Gustavo Ioschpe, excelente escarafunchador e tabulador de números, cada vez mais surpreendendo com sua ousadia.
Já que comprei a Veja desta semana, além do artigo de Gustavo Ioschpe chamou-me a atenção o de Lya Luft, Em quem confiar. Não é a primeira vez que leio textos dessa escritora, que deve ter aproximadamente a minha idade, por isso fico à vontade para comentar a respeito. Mais uma vez ela adota uma postura saudosista, falando da confiança que s…

Qualidade do ensino? Isso é de menos!

Apertar o cinto! rsrs
Estivemos hojena coordenação da COGSP: a Cremilda do NAPA, o Tertuliano do Fórum da Criança e do Adolescente de Marsilac e eu. Nossas reuniões na COGSP confirmam o que sempre defendemos aqui: o maior problema da rede pública não é a qualidade do ensino.Levamos hoje quatro casos e um que foi mencionado apenas de leve, por ter sido, digamos, “abortado”. Nenhum desses casos merecia ser levado para o coordenador da COGSP, todos eles poderiam ter sido resolvidos sem interferências, aliás, nem precisariam ter-se tornado problemas. Vamos começar justo pelo caso “abortado”, que mostra exatamente o mau caratismo de certos “educadores”, acobertado pelo corporativismo que domina as escolas:Uma professora se refere a uma classe inteira como sendo “um curral de vacas e galinhas, precisando de uma salsicha para se satisfazer”. Uma das alunas responde que a classe não seria um curral, pois a filha da professora não estuda nela. Essa resposta vale uma semana de suspensão para a a…

Diminuir o número de aulas ruins? Ótima ideia!

Já cansamos de falar, aqui, da irresponsabilidade que levou à total inutilidade do ensino médio no Brasil, um curso que não chega a absolutamente lugar algum. Justo quando apareceu uma luz no horizonte, mostrando um caminho digno para a maioria dos alunos da rede pública, essa luz foi apagada pelo governo federal, com a conivência do governo estadual de São Paulo, locomotiva do país. Há 15 anos, o governo federal decretou o fim do ensino médio integrado ao técnico. Por sua vez, o Estado de São Paulo, que naquela época chegou a fechar mais de 300 escolas de ensino regular, lavou suas mãos, quando poderia ter, no mínimo, contestado o absurdo da medida federal e aproveitado as escolas fechadas para um projeto de integração.
Mas tudo isso não ocorreu por acaso: nossos políticos garantiram assim manter a população ignorante por mais umas décadas, conseguindo se reeleger - graças não à justiça social, que ainda está longe de ser realizada no país, mas às bolsas-esmola e outros "benefíc…