Mongaguá: perseguição continua

Enviamos nova mensagem à Ouvidoria da Educação do Estado de São Paulo sobre o caso Mongaguá. Os vários "capitulos" desta triste história estão arquivados nos meses passados, a partir de agosto. Esperamos que os alunos da escola sejam finalmente ouvidos e que seja feita justiça.

Senhor Ouvidor,
Acabamos de receber nova mensagem da mãe de Mongaguá, Sra. Cássia A. Dalcim Marques, que desde o dia 13 de novembro está aguardando uma resposta sua sobre o caso que já lhe informamos em agosto. Veja trechos do que ela escreveu:

É com tristeza que volto a escrever, até agora o Sr. Ouvidor não retornou nada, e meu filho continua sendo perseguido na escola. Somos chamados ao Conselho Tutelar por bobagens e por coisas que a escola cobra ilegalmente, como o uniforme (sim, paramos no conselho tutelar por conta de uniforme!). A supervisora também está envolvida, houve um epsódio na sala de meu filho em que ela entrou para falar alguma coisa e na saída alguns alunos assoviaram, ela retornou e questionou o professor. Ele imediatamente disse que foi o meu filho. Esse professor é o tal de História, aquele que quer dar um murro na cara de meu filho... Daí a supervisora relatou o fato como ocorrência, mesmo os alunos dizendo que não havia sido ele. Aliás, ele nem assoviar sabe, imagine! Estou muito cansada com tudo isto, é a mesma coisa que dar murro em ponta de faca.

Veja, Sr. Ouvidor, em sua resposta de 23/09 o Sr. informou que considerava improcedente a denúncia dessa mãe, com base em "relatório da supervisão". A autora do relatório seria por acaso a mesma supervisora que protagonizou o episódio acima citado?...
Pedimos a gentileza de verificar duas coisas graves:
1. A escola continua exigindo uniforme e encaminhando os alunos ao Conselho Tutelar por falta de uniforme. Isto é ilegal.
2. A ocorrência registrada pela supervisora precisa ser checada e os alunos que estavam presentes devem ser chamados a testemunhar. Não é possível que dentro de uma escola seja registrada e aceita somente a versão do professor ou do profissional do ensino.
Ficamos no aguardo do seu posicionamento e abaixo transcrevemos a mensagem anterior da Sra. Cassia, que não mereceu sua resposta.

Atenciosamente,
EducaFórum

Comentários

Geraldo disse…
É engraçado como essas autoridades se fazem de surdas, pra que então elas colocam seu e-mail a público,hein? Então é isso mesmo, não é ouvidor, é "surdor".
Marta Bellini disse…
Há uma lei sobre assédio moral. Esta lei pode ser chamada para processar o professor de história que persegue o aluno.
Giulia disse…
Querida Marta, não precisa de mais leis, o ECA já diz tudo. O problema é conseguir testemunhas (!) e pagar um advogado para enfrentar um processo durante o qual o aluno será cada vez mais perseguido dentro da escola...
Marta Bellini disse…
Giulia,é revoltante!
O problema é o seguinte: há o ECA, mas pobre não tem direito, tem lei.
E cada dia mais vejo professores alienados. Quinta-feira em reunião de meu departamento vi bem isso. Sai da reunião pensando em me aposentar!
Milton disse…
É sou Aluno de Escola estadual de São Paulo.Estou no último ano do ensíno médio e estou a ponto de ser expulso por ter tropeçado em uma cadeira e ter jogado a mesma para o lado.O Coorenador alega que eo pratiquei ato de vandalismo onde poderia ter acertado algum aluno com a cadeira.Sendo que isso foi no meio do pátio da escola e os outros alunos que estavam sendo dispensados por façta de energia na escola.

Posso ser expulso por somente ter jogado essa cadeira, que não quebrou e nem acertou ninguem?
Anônimo disse…
Antes de qualquer comentários é necessário saber quem é esta mãe, pois,é uma criadora de casos, arrogante, ignorante, desprovida de educação, verefique a história real, e depois comente.
Erica Cristina disse…
Olá, boa tarde!
Acabo de receber a notícia de que o meu sobrinho foi Expulso da esconla onde estuda (Fundação Bradesco / ES). Já há algum tempo vem havendo problemas entre ele e os professores. A mãe já foi chamada à escola várias vezes. Eles dizem que ele debocha, responde mal aos professores, mata aulas, etc. Ele está agora com 11 anos, e os problemas começaram a cerca de 2 anos. A mãe foi convidada a ir à escola hoje, para uma reunião com a diretora. Durante a reunião, a diretora foi busca-lo em sala de aula, e veio trazendo ele pelo braço e disse à mãe: Está vendo, ele acabou de fazer comigo novamente as grosserias dele. Pode leva-lo para casa, e vir buscar na próxima semana a transferência dele. Bem, entendo que cabe aos pais a educação das crianças, e imagino o quanto deve ser difícl para os educadores diariamente enfrentar essas situações recorrentes. Mas há uma certa AUTORIDADE ABSOLUTA, VERDADE ABSOLUTA por parte dos educadores, das instituições, que me arrepia. A mãe foi surpreendida por uma situação em que não sabia sequer se poderia defender seu filho. Essa criança, fazia acompanhamento com psicologo por haver passado por algumas mudanças trágicas em sua vida, talvez a mãe tenha falhado em sua educação e na determinação de limites. Mas uma expulsão imediata, sem que houvesse qualquer agravante, vejo como muito desrespeitosa. É colocar a instituição como detentora única da verdade, da razão e dos direitos. E também não acredito que a transferência resolva esse tipo de comportamento. Infelizmente.
Giulia disse…
Oi, Erica, que absurdo! Me manda por favor e-mail para educaforum@hotmail.com,com todos os detalhes, inclusive para onde seria a transferência. Um abraço!