07 Fevereiro 2010
O esquema X - "O Podrão"
Você acha possível alguém criar um esquema de corrupção sozinho?...
Claro que não, pois a palavra esquema pressupõe o envolvimento de diversas pessoas. De qualquer forma, para ocorrer corrupção são necessários no mínimo dois envolvidos.
Mais uma vez trazemos aqui o tenebroso “caso Araraquara”, que aponta uma das regiões mais ricas do país roubando dinheiro da educação. Já cansamos de falar sobre o Cronograma do esquema, sobre o Funcionamento do esquema e de mostrar As provas do crime.
Mas hoje temos duas novidades, uma boa e outra ruim. Primeiro a ruim:
O jornalista Glauco Cortez, que mantém o blog Educação Política, foi notificado judicialmente devido a comentários de seus leitores sobre o esquema de Araraquara. Esse assunto é tabu na grande mídia e os poucos meios alternativos que se atrevem a enfrentá-lo correm esse risco. O EducaFórum faz questão de solidarizar-se com o jornalista e condena a omissão dos grandes meios de comunicação, lembrando que omissão também é crime.
A boa notícia é a demissão da dirigente de ensino de Araraquara, que até o fim tentou convencer que nadava num mar de rosas... Até agora não sabemos se ela participava ativamente do esquema montado pela ex-dirigente Sandra Rossato, já que era supervisora de ensino na época, mas com certeza sabia de tudo. Sua demissão pode ter sido um sinal de que a Secretaria Estadual da Educação está acordando para a realidade. A realidade está registrada nos diversos Processos Administrativos que correm na própria SEE, mas até hoje não houve interesse em fazer justiça. O que pode ter mudado?
É o “Podrão”.
O “Podrão” é um inquérito policial gigantesco, contendo 20 volumes de notas fiscais frias, que se encontra no 2º DP de Araraquara e que a qualquer hora vai “explodir”. Seria uma atitude inteligente por parte do secretário Paulo Renato, recém-chegado à Secretaria e portanto livre de responsabilidades que cabem aos ex-secretários Rose Neubauer e Gabriel Chalita, punir os responsáveis antes que tudo venha a público de forma incontrolável. Nós fizemos a nossa parte, postamos em seu blog todas as informações anteriores sobre o esquema e vamos inserir também este post. Secretário Paulo Renato, chegou a hora da verdade: apoiar o partido ou apoiar a educação?...
Ainda cabem uns esclarecimentos:
Quem denunciou o esquema?
Por incrível que possa parecer, foi a própria mandante, a ex-dirigente de ensino de Araraquara.
Por que?
Para mantê-lo sob controle.
Como?
Resumindo o funcionamento do esquema: a dirigente de ensino, alegando problemas “burocráticos”, mandava os diretores trabalhar com notas fiscais frias como se fosse a coisa mais natural do mundo, dizendo que isso “agilizava” a captação dos recursos. Ela pedia uma parte do dinheiro para “reformas ou necessidades da diretoria de ensino” e também mandava os diretores “guardarem uma parte para futuras necessidades”. Essas necessidades não existiam, era a deixa para que eles pudessem fazer seu pé de meia particular, assim como ela fez o seu. Ou talvez parte desse dinheiro tenha sido desviado para campanhas eleitorais. Se for assim, salve-se quem puder!...
Se você ler com atenção os depoimentos contidos nos links acima (cronograma e funcionamento do esquema), vai perceber que no início todos os diretores participaram, até por não entender direito onde estavam metidos, mas alguns começaram a se sentir incomodados e tentaram rebelar-se. Apenas alguns, pois os demais (ao todo 56 diretores de escola) aproveitaram o “pé-de-meia”, com o qual reformaram ou compraram suas casas, carro importado, pesqueiro etc.
Bem, os “rebeldes” tornaram-se um problema para a mandante do esquema e assim ela criou uma tática realmente maquiavélica: denunciou os diretores rebeldes – e só esses – como uma forma de amordaçar os demais que porventura tivessem alguma intenção nesse sentido.
Ela foi muito bem sucedida e alguns diretores de escola foram exonerados, até que uma das diretoras negou-se a participar do esquema e seu marido resolveu colher provas e mais provas de corrupção em todas as escolas às quais teve acesso. Isso permitiu a montagem do “Podrão”, que se espera ser conduzido de forma mais justa do que os processos administrativos da SEE.
Sobre os processos administrativos
A esse respeito também já falamos bastante aqui no blog, mas vamos resumir:
18 diretores de escola já foram investigados, porém nenhum supervisor, sendo que muitos estavam a par do esquema, orquestrado por Sandra Rossato dentro da própria diretoria de ensino. Alguns diretores de escola já foram julgados e exonerados e esperava-se que o julgamento da própria mandante do esquema fosse o último.
Mas não, ocorreu o contrário: no ano passado a ex-dirigente foi condenada a... 90 dias de suspensão, já estando aposentada. Dá para acreditar nisso? Uma piada de mau gosto!
Em compensação, uma das ex-diretoras acabou de ter sua aposentadoria cassada. Agora veja a diferença: o processo contra a ex-dirigente contém 14 volumes, o processo contra essa diretora contém apenas 5. Algo está "podrão" no reino da Dinamarca.
06 Fevereiro 2010
Nova perseguição
Acabamos de receber mais um comentário sobre perseguição de alunos na escola. Mais uma vez esclarecemos que este tipo de denúncia não deve ser encaminhada através do blog, mas do e-mail educaforum@hotmail.com.
Agradecemos a atenção!
25 Janeiro 2010
Formar ou não formar cidadãos?...
Pessoal, publiquei um artigo no portal Luis Nassif e pretendo continuar enviando textos também para lá. A fim de não ficar enchendo vocês em dobro (rsrs), vou colocar aqui apenas os links dos artigos publicados lá.
Esse primeiro é sobre a eterna discussão da nossa academia: Formar ou não formar cidadãos, this is the question, rsrs...
Abraço a todos, não vou sumir, não!
17 Janeiro 2010
Bonitinho, mas ordinário!

- TENDO SIDO GESTOR DA MAIOR SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO PAÍS DURANTE 4 ANOS?
- TENDO FINANCIADO MILHARES DE CURSOS PARA PROFESSORES, TENDO ENVIADO CENTENAS DELES FAZER PÓS-GRADUAÇÃO NO EXTERIOR?
- TENDO LANÇADO UMA "PEDAGOGIA DO AMOR" QUE SÓ SERVIU PARA ENGANAR A SOCIEDADE, ENQUANTO OS CONSELHOS DE ESCOLA DA SUA REDE EXPULSAVAM ALUNOS A BEL PRAZER?
16 Janeiro 2010
Relembrando Gustavo Ioschpe - I

Essas duas classes, na verdade, são uma só. O mesmo colégio, os mesmos alunos, o mesmo espaço físico, os dois retratos ocorridos no mesmo ano. Conheço-a bem: é a classe na qual me formei no ensino secundário.
Não conheço estudos empíricos sobre o assunto, mas durante a minha vivência de estudante casos como esses descritos acima formaram a convicção de que o problema da indisciplina na escola está fortemente associado à qualidade da aula que está sendo ministrada. Eis uma idéia que deve soar no mínimo estranha, possivelmente sacrílega, a qualquer pessoa bem informada que acompanha o debate educacional brasileiro. Pois, na questão da indisciplina, certamente predomina a leitura de que esse é um fenômeno de responsabilidade exclusiva do aluno – desajustado, vagabundo, porra-louca etc. –, de sua família – os pais que não ensinam mais valores aos filhos e só se lembram de ir à escola para reclamar quando o filho leva bomba – e da sociedade em geral, cada vez mais violenta e desrespeitosa.
Em realidade, não é apenas na questão da indisciplina escolar que a responsabilidade pelos nossos fracassos é atribuída à sociedade ou aos alunos e que os agentes do sistema educacional, especialmente os professores, aparecem apenas como as vítimas, que lutam sem jamais desistir apesar da enorme maré contra. Todas as questões relativas à escola foram seqüestradas pela agenda da corporação dos funcionários do ensino. Pense naquilo que você, leitor, acredita ser a solução para o problema da nossa educação. Provavelmente será algo que englobe alguns ou todos os seguintes fatores: aumento do investimento em educação, aumento do salário dos professores, diminuição do número de alunos nas salas de aula, aumento do número de horas letivas. Agora pense nesses fatores e pergunte-se: a quem eles beneficiam? Aos alunos ou aos profissionais do ensino?
Você provavelmente deve estar pensando: não é a mesma coisa? Professores mais satisfeitos e motivados não darão aulas melhores? Defender o professor não é o mesmo que defender os alunos? Você sucumbiu à propaganda da corporação, mas não se assuste: assim como os alemães da época hitlerista acreditavam que os não-arianos eram raças inferiores e os cubanos sob Fidel crêem que podem creditar todos os seus males à perseguição dos Estados Unidos, é difícil para qualquer um ter uma idéia diferente da propagada pelo discurso único. No caso da nossa educação, esse discurso é o dos profissionais do ensino.
É uma cantilena que tem lógica, claro. Faz sentido imaginar que professores e funcionários de ensino mais bem pagos serão mais motivados e, portanto, darão aulas melhores, ou que conseguirão dedicar mais atenção a cada aluno em salas menores, ou que a presença de equipamentos multimídia ou de uma quadra poliesportiva tenha efeitos positivos – assim como é bastante lógico imaginar que o Sol orbita ao redor da Terra, que o planeta é quadrado, que uma garrafa cheia de água chegará antes ao solo do que uma garrafa vazia ou que a melhor forma de combater uma doença que se espalha pela corrente sanguínea é retirando sangue do corpo por meio de sanguessugas. Muito do que é lógico é falso, e muito do que é verdadeiro é contra-intuitivo. A única maneira de estabelecer a verdade é testando, empiricamente.
No campo educacional, essa medição vem sendo feita de forma sistemática e metódica há mais de dez anos, e revela alguns achados talvez surpreendentes. Quando se analisa o desempenho de alunos em testes e se cotejam as características de suas escolas e professores, descobre-se que o número de alunos em sala de aula não tem impacto significativo sobre o aprendizado, nem o salário dos professores, nem a presença de infra-estrutura rebuscada nas escolas. Esses mesmos estudos empíricos revelam outros dados interessantes. Alguns dos fatores associados ao melhor desempenho do alunado não apenas não trazem benefícios aos professores como fazem com que tenham de trabalhar mais: alunos que fazem o dever de casa com mais freqüência, por exemplo, têm desempenho melhor – e esse desempenho é ainda melhor se o professor comenta a sua avaliação, em vez de apenas marcar "certo" ou "errado". Também têm desempenho superior alunos que são avaliados constantemente por meio de provas, alunos de professores com um conhecimento mais aprofundado da matéria que ensinam e alunos de professores que faltam menos ao trabalho. Não é curioso que nenhum desses fatores conste da agenda dos sindicatos de professores quando eles fazem manifestos pela melhoria da qualidade da educação? Não, claro que não. Sindicatos devem defender a sua categoria. O problema não é que a corporação dos profissionais do ensino puxe a brasa para a sua sardinha; o problema é que eles tenham conseguido fazer com que o país aceite como sendo um programa para o bem comum aquilo que é, na verdade, a defesa dos interesses da sua categoria profissional.
Esse deslocamento de prioridades só é possível porque há um vácuo na nossa sociedade, que parece ter se esquecido de quem é a nossa educação e para quem ela é feita. É bom lembrar, portanto, que a educação pública é de, digamos, "propriedade" do povo brasileiro, e não apenas dos profissionais que nela trabalham. Esses profissionais são servidores públicos e, portanto, não cabe a eles formular política pública, mas sim acatar o programa decidido pela sociedade por meio dos seus representantes eleitos. E isso em todos os níveis: assim como o professor de 1ª série de uma escola pública não pode decidir quando o aluno deve ser alfabetizado, os doutores da pedagogia da USP não podem formar, com dinheiro público, professores que eles desejam que sejam vanguardistas da revolução socialista. Finalmente, precisamos lembrar para quem é nossa educação. Um sistema educacional é criado para educar os alunos. É isso – só isso – que importa. Se as salas de aula são agradáveis ou não para o professor e se a escola é suficientemente convidativa para os seus funcionários são questões que deveriam ser relevantes apenas na medida em que comprovadamente afetam o desempenho dos alunos. A idéia de que nosso aluno não aprende porque não se interessa ou porque os pais não se importam com a escola é ridícula, para não dizer maliciosa. Seria algo na composição do nosso ar, ou algum vírus na água que os brasileiros bebem, que aniquila a curiosidade das nossas crianças e o desejo dos pais de ver os filhos progredindo na vida?
09 Janeiro 2010
Democramole na educação

O maior problema começa e se fecha nos bancos escolares.
É claro que a maioria dos pais da rede pública não vai poder ajudar muito nas lições, nem pagar professor particular. Então, chegar ao diploma pode ser um desafio impossível. Tanto é que os níveis de repetência são altíssimos, os de desistência idem, os de expulsão são agora "legitimados" através dos Conselhos de Escola, tribunais de exceção que decidem quem pode permanecer na escola. Problemas disciplinares corriqueiros são hoje "resolvidos" chamando a polícia na escola - até criança de 7 anos já foi parar na delegacia!
O aluno da rede pública é divulgado em toda a mídia, dominada pelos sindicatos da classe "docente", como trombadinha em potencial, elemento suspeito que põe em risco a segurança do professor e do colega. O que se passa nas escolas públicas, já a partir dos primeiros anos da vida escolar, só os alunos sabem - e obviamente não conseguem explicar, como é normal nas crianças...
A escola pública é uma "caixa preta", uma "Instituição da tortura", como diz o livro da professora Glória Reis, é "o lugar onde a criança chora e a mãe não vê", como a Cremilda ouviu seu próprio filho dizer.
Este quadro dantesco tem se confirmado nos últimos anos, quando uma das maiores esperanças para a educação brasileira andou sendo enterrada pela preguiça do sistema educacional: a progressão continuada. Chamada de "empurração automática" pelos péssimos profissionais que não entendem seu mecanismo, ela acabou sendo rejeitada pela sociedade e pela mídia. Como já cansamos de repetir aqui, e ainda não desistimos, a Progressão Continuada pode ser explicada numa equação simples:
PROGRESSÃO CONTINUADA = AVALIAÇÃO CONTÍNUA + RECUPERAÇÃO CONTÍNUA.
Ela é rejeitada porque exige trabalho do professor, do coordenador pedagógico, do diretor da escola, do supervisor, do dirigente de ensino e do secretário da educação. Quem quer essa "batata quente"?
Mais uma vez repetimos: enquanto a REPETÊNCIA, a EXPULSÃO e a EXCLUSÃO forem as ferramentas que empurram a educação brasileira "com a barriga", nada a comemorar.
Para entender melhor este texto, leia nossa Retrospectiva 2009, clicando aqui.
03 Janeiro 2010
Mídia nota zero, a série VIII - Parabéns, Boris Casoy!

- A hipocrisia da mídia, tentando fazer média com quem despreza.
- O real desprezo do formador de opinião pelo cidadão de "segunda classe".
Boris se desculpou no dia seguinte e o fez de forma adequada: não tentou enganar o público com uma conversinha de que "não era bem o que pensava", ele apenas declarou que foi uma frase "infeliz".
Pena que os garis aceitaram as desculpas. Eles poderiam plantar-se em frente ao prédio da Band e pedir a demissão do jornalista. Mas, como isto é Brasil, provavelmente quem perderia o emprego seria o técnico que deixou vazar o áudio, rsrs. Para não dizer que a própria emissora demitiria o profissional, se não concordasse com sua fala.
Os garis não reagiram à ofensa, da mesma forma como não exigem a demissão dos diretores de escola, dos professores e demais profissionais da "educação" que xingam e humilham seus filhos, que os largam na quadra batendo bola durante as aulas vagas, que não os socorrem quando se machucam, que gritam com eles se não entendem explicações dadas com má vontade, que se recusam a repetir o que falaram ou a corrigir seus cadernos, que os expulsam quando são irreverentes ou repetentes, exemplos vivos de sua própria incompetência pedagógica e profissional.
Parabéns, Boris! Com uma única frase você demonstrou o que tentamos provar há vinte anos: a ojeriza dos formadores de opinião e da classe média/alta brasileira por aqueles que não estão no seu "nível", aqueles que estão dependurados em vassouras, seja nas ruas, seja em residências de alto padrão, varrendo o lixo produzido pelo excesso de consumo desnecessário, trocando a fralda de bebês que suas próprias mães têm nojo de limpar.
Os "mais baixos na escala do trabalho" têm seus filhos na rede pública de ensino. É por isso que os "mais altos" inventaram, no Brasil, a rede particular. Porque não querem misturar seus filhos, certo como dois e dois dão quatro. E a mídia é a ferramenta ideal para manter essa distância: não se fala das enormes verbas da educação desviadas ou manipuladas, não se fala dos prédios escolares que mais parecem presídios, não se fala da aula vaga, que diminui o ano letivo em 30 a 40%, nem do nível do ensino, pior que o de muitos países de IDH mais baixo.
Não: a mídia não fala da vergonha internacional que é a nossa educação, ela fala do aluno da rede pública, o filho do gari, do pedreiro, do eletricista, do vigia, do pequeno comerciante. E fala mal: ele é o culpado pelo baixo nível de ensino, ele é o baderneiro, o elemento perigoso que agride professores e colegas, ele é o criminoso em potencial que precisa ser detido já nos bancos escolares. E assim a escola fica às vontade para chamar a radiopatrulha para resolver os mais simples casos de indisciplina.
Pronto! O que Boris Casoy falou nos bastidores do seu programa é o que os alunos da rede pública de ensino ouvem diariamente em suas escolas, a seu respeito e sobre seus pais. As escolas públicas deste país são BASTIDORES da vida infantil e juvenil dos quais nada vaza! A "merda" falada e feita por diretores, professores e demais profissionais da educação permanece no próprio ambiente e ái de quem se atrever a divulgá-la!
O que mais dói é ver mães e pais humildes agradecendo e levando presentinhos para a diretora que distrata seu filho ou para o coordenador "pedagógico" que rasgou seu caderno. Isto também é obra da mídia: da importância exagerada que se dá àquele pedaço de papel, o diploma, sem esclarecer que, na maioria dos casos, trata-se do atestado de incompetência de uma escola quase inútil para o que deveria servir. O gari, o pedreiro, o eletricista, não têm condições de mudar seus filhos de escola, no máximo poderão matriculá-los em outra unidade próxima, onde possivelmente serão perseguidos pelos mesmos profissionais...
Se o ano já iniciou com a repercussão de mais um deslize da mídia, o que será que vem pela frente?
EM TEMPO: segue um link para reportagem da Folha Online que mostra o vídeo em que Boris Casoy comenta sobre os lixeiros. Já recebi um e-mail duvidando do tom da fala do jornalista... http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u673580.shtml

