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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Justiça tupiniquim pune pais de alunos!

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Comentário do artista plástico Fernando Naviskas:
Abandono intelectual é o que governo faz com a educação em geral. Esse sim comete crime. Punindo os pais por não se submeterem ao péssimo nível escolar comete um segundo crime. Que país é esse?!




Três episódios envolvendo pais e alunos brasileiros mostram claramente que este é o país onde a injustiça é legalizada. (Se é que alguém ainda tinha alguma dúvida sobre isto...)

Sai finalmente a notícia de um caso que acompanhamos muito de perto aqui no blog: a aventura do casal de Belo Horizonte que resolveu educar seus filhos em casa, devido a uma série de motivos, todos justificados, tanto que os hoje adolescentes adquiriram muito mais conhecimentos do que na média das escolas do país e também tornaram-se pessoas muito bem adaptadas à sociedade. Relembre o caso através dessa reportagem do Estadão, que saiu quando os dois meninos ganharam uma viagem ao exterior em um concurso: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sem-educacao-formal-irmaos-g…

Todo mundo de olho no blog! rsrs

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Alô, alô, Secretários e Secretárias da Educação dos municípios e estados brasileiros! Percebemos que estiveram aqui, pois às vésperas do início das aulas as visitas aqui no blog simplesmente bombam. rsrs É tanto medo assim das nossas críticas?...
Em seus sites, tudo sobre atribuição de aulas, concursos & outros assuntos interessantes para o profissional da rede. Sobre a Eleição dos Conselhos de Escola, absolutamente nada. Essa vai continuar sendo realizada, como sempre, na surdina, com papeizinhos de 2cm de largura para os alunos entregarem aos pais avisando sobre o dia da  "eleição", cujos candidatos sairão da cartola, coelhinhos dóceis e amáveis que vão dizer amém a todas as decisões do diretor da escola.
Bom, se estivermos sendo injustos, por favor, postem aqui seu posicionamento. Ganha uma postagem especial, com direito a foto, o Secretário ou Secretária da Educação que tiver orientado corretamente as direções das escolas sobre a Eleição Democrática do Conselho!

Minecraft como ferramenta de aprendizagem

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A Folha de São Paulo de hoje noticia que o jogo virtual Minecraft está sendo usado como ferramenta de ensino em um pequeno, mas significativo numero de escolas ao redor do mundo. Isto nos lembra a recente história do Christian, um garoto brilhante que aprendeu sozinho a navegar pelo Minecraft e com ele construiu para si um mundo de conforto e aconchego, após ter sido "gentilmente" convidado a se retirar da escola Rudolf Steiner, uma renomada unidade da pedagogia Waldorf. Aos 12 anos, Christian ainda não estava alfabetizado e a escola julgava não poder fazer mais nada por ele. Pois é, escola particular não expulsa, convida a se retirar, mas o empurrão é firme e certeiro! Até então, Christian dormia na classe, incapaz de assimilar aulas certamente maçantes e repetitivas para sua inteligência brilhante. O aluno sonolento e sonhador revelou-se porém um estudante participativo e interessado quando mudou para a Lumiar, a escola fundada por Ricardo Semler, aquele que "virou a …

Eleição democrática dos Conselhos de Escola: um circo!

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Este é um assunto "clássico" aqui no EducaFórum, desde o nosso artigo Gestão participativa na escola: a exclusão da comunidade. Todo ano nos cansamos de falar que a única maneira de garantir a gestão democrática nas escolas é promover a eleição de Conselhos de Escola independentes e conscientes, com a participação real dos pais e alunos. E isso só será possível se a eleição dos Conselhos for realizada no mesmo dia em cada rede de ensino, ou, no mínimo, em cada município. Caso contrário, os maus diretores de escola continuarão transformando a "eleição" na simples indicação de pais de alunos manipuláveis e já aliciados por eles. Na prática atual, a "convocação" para a eleição costuma ser enviada aos pais em papeizinhos de 2 cm de largura através dos próprios alunos, NA ESPERANÇA DE QUE ELES OS PERCAM, como é comum em crianças e adolescentes, não é mesmo?... Assim os diretores podem afirmar que enviaram sim a convocação, mas os pais não se interessaram em pa…

Carimbar os royalties do pré-sal!

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Você já se cansou do nosso blablablá sobre como as verbas destinadas ao ensino são desviadas, manipuladas etc e tal, não é? Nós também nos cansamos de repetir que só aumentar os gastos não vai resolver os problemas, se não houver um projeto nacional coerente e focado na qualidade do ensino, no respeito ao aluno, na meritocracia. No entanto, sabemos que, se a sociedade não tiver um mínimo de conhecimento e de controle sobre essas verbas, elas vão continuar sendo dilapidadas a bel prazer por políticos inescrupulosos que só pensam em seus interesses pessoais ou partidários. 
Você já ouviu falar dos royalties do pré-sal, não é? São os valores pagos em dinheiro ao governo pelas empresas produtoras de petróleo para ter direito à exploração. Não tenha dúvida de que, se esse dinheiro não for aplicado em algo que seja realmente útil para a sociedade, ele vai sumir nos bolsos de políticos oportunistas & apaniguados. A Presidente Dilma, que merece todo o respeito - apesar das nossas diferença…

Mais verbas para a Educação??? nº 3

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Segue abaixo o terceiro artigo que escrevi e publiquei em 1998 no "finado" Diário Popular sobre a questão das verbas destinadas ao ensino. Ele é bastante revelador, pois anuncia a futura CPI da Educação, que terminou... adivinha como? rsrsrs Ah, e a notícia mais importante é que, após a CPI, Papai Noel concedeu ao Estado e ao Município o presente de passar a investir na Educação não mais 30, mas 25% dos impostos e transferências... Segue o artigo e ao pé da página vai um vídeo do dia 7 de abril de 1998, dia anterior à aprovação da CPI. Aprecie as falas e as caras dos vereadores, rs. Enfim, com isso quero apenas dizer que já foi feita muita "onda" a respeito da aplicação das verbas destinadas ao ensino, aqui em São Paulo. O EducaFórum (na época Fórum Municipal de Educação)  encaminhou representações ao MP contra o Município e o Estado, cujas cópias entregamos em audiência pública conjunta na Câmara Municipal para os então secretários Regis de Oliveira e Hubert Alquèr…

Mais verbas para a Educação??? nº 2

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Dando continuidade ao assunto (clique aqui para ler o nº 1), segue meu segundo artigo publicado em 1998 no finado Diário Popular, sempre tentando mostrar que em 15 anos pouco mudou e que o interesse por verbas continua sendo apenas questão de barganha, já que a preocupação com a qualidade dos investimentos e a fiscalização dos gastos não é prioridade. Os últimos anos da década de 90 foram um verdadeiro caos na rede pública paulista e paulistana: falta de vagas, classes superlotadas, aulas vagas em proporções absurdas, proposta educacional sem consistência etc. etc. E hoje? Aposta-se no aumento de verbas para resolver os problemas! Continuamos andando em círculos... Amanhã posto o terceiro e último artigo da série "Caixa Preta 1998".
CAIXA PRETA Nº 2, texto publicado no dia 22 de janeiro de 1998, quando o prefeito de São Paulo era Celso Pitta e o governador do estado Mario Covas

   Muitos políticos alegam que a "exagerada" preocupação da opinião pública com as verbas …

Mais verbas para a educação??? nº 1

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Neste início de ano, vale uma reflexão mais profunda sobre o assunto que sempre ocupa o primeiro lugar na mídia quando se fala de educação: VERBAS. Costuma tratar-se de um ping-pong superlight, do tipo tênis de praia, que não leva a lugar algum. No fundo, ninguém quer aprofundar o assunto, só se pensa em "números", como se a educação fosse uma grande loteria - e no fundo tem sido: quanto mais alto o "prêmio", maior o esbanjamento e a  alegria geral...
Então, já que faço parte daquela meia dúzia de 3 ou 4 que têm procurado acompanhar e entender a fundo o assunto nas últimas décadas, resolvi postar aqui uma série de 3 artigos meus publicados no finado Diário Popular no início de 1998, quando eu participava ativamente das reuniões do Fórum Municipal de Educação, na Câmara Municipal de São Paulo. Vou postar um por dia, na esperança de conseguir mostrar que apenas o gasto de mais verba não resolve e até pode agravar os problemas, se não houver gestão e fiscalização adeq…