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Mostrando postagens de Março, 2008

Troféu "Anta" ou "Jegue"?

O troféu "Anta da Educação" está guardado há mais de um ano, desde quando uma ilustre figura da SEE declarou que as escolas deveriam ter rodinhas...

Hoje temos a honra de conferi-lo, com toda pompa e circunstância, para duas autoridades que dividem o mérito: A Rede Globo de Televisão e o INEP(T). O motivo é o mesmo: cansamos de denunciar que 90% das escolas públicas brasileiras têm suas bibliotecas fechadas. O INEP(T) nunca se dignou a fazer uma pesquisa que possa comprovar essa informação, mas nós temos o hábito de perguntar a todos os pais que nos procuram se a biblioteca da escola dos filhos está funcionando. E a proporção é de 1 x 10.
Em vez de mostrar esse maior descalabro da educação pública brasileira - AS BIBLIOTECAS ESCOLARES FECHADAS, que perde apenas para o fenômeno da AULA VAGA - a Rede Globo de Televisão acabou ridicularizando a questão, apresentando projetos como o "jegue-livro", que em si pode ser uma proposta interessante e não é o xis da questão. Mai…

Suspensão coletiva

Infelizmente, os símbolos da juventude são malvistos nas escolas. A família só é chamada para ouvir sobre o boné do filho. Além disso, quando se fala em violência e Educação, é difícil escapar da constatação de que o ensino no Brasil conserva hábitos autoritários.
O que falta na escola é diálogo. Não existe interação, e as instituições não são nem um pouco democráticas. Por mais que a escola fale em cidadania, voluntariado, etc., ela é um espaço muito autoritário. A escola será um agente de transformação quando ela for mais democrática.

Miriam Abramovay
A suspensão é de longe o instrumento “pedagógico” mais utilizado nas escolas públicas brasileiras. Mesmo assim, o assunto é tabu. O último post a esse respeito, http://educaforum.blogspot.com/2008/03/quem-serve-suspenso-de-alunos.html, passou em brancas nuvens. Nem um comentariozinho... Isto significa que o assunto incomoda, e muito!...

Para não perder o antigo vício de colocar o dedo na ferida, vou desta vez abordar a questão da suspensão…

Natureza humana e hipocrisia

Em seu novo artigo na Veja, Gustavo Ioschpe vem com mais um assunto polêmico, muito bem amarrado ao problema educacional brasileiro. É a questão da ecologia, unanimidade absoluta no país. Responda rápido: o que é mais “bonitinho”, o mico-leão dourado ou aquela criança descalça e esfarrapada que você viu hoje passando no farol?...

A resposta tem a ver com seus valores. Bonito, feio, bom, ruim, interessante, indiferente, agradável, desagradável, são conceitos que indicam seus valores. E, já que estamos em clima de Páscoa, permita-me este plágio: Onde está teu tesouro, lá também está teu coração. Sim, os valores são coisas do coração...

O Brasil tem enormes problemas sociais e de desenvolvimento. Mas as soluções vão a passos de tartaruga, aliás, as metas não são claras e os métodos menos ainda. Pergunte a queima-roupa para alguém: como acabar com as favelas? como acabar com as secas no Nordeste? como resolver o problema do tráfico de drogas?... A resposta será provavelmente: Não sei. Mas t…

O canto da baleia

Do blog da Cremilda, http://cremilda.blig.ig.com.br
O jornal Agora parece que acorda do sono milenar da imprensa brasileira, não um acordar pleno, mas um bom começo. Está fazendo o que sempre pedimos para as autoridades e principalmente para a imprensa. O jornal Agora resolveu OUVIR OS ALUNOS.
Está todo mundo hipnotizado num canto mórbido e numa crença de que o aluno é um monstro e qualquer professora é santa e abnegada. O aluno que ousa reagir sofre a pena máxima, trabalhos forçados ou privação de liberdade. A professora vista como santa, tocá-la, mesmo que seja para se defender, é considerado pela imprensa e pelas autoridades uma heresia, um crime hediondo sem direito a defesa. O canto da sereia, que está mais para baleia assassina, parece que hipnotiza quase todo mundo. Está matando o Brasil e o arrasta para um mar de lama. Os fatos que são narrados na imprensa mostram o óbvio. No caso mais recente, o de Ribeirão Preto, o aluno foi agredido e se defendeu. Vem a Apeoesp, pede pena má…

47 meses de injustiça

Lembra da EE Octacílio Lopes? Aquele "causo" em que um professor aproveitou o agito da classe durante o espancamento de um aluno (bullying), para chamá-lo de "bicha"?
O fato deu-se há quase quatro anos, mas prefiro comemorar antes da data correta, rsrs, pois ele é exemplar para entender como funciona a rede pública de ensino: O professor foi promovido a coordenador pedagógico em outra escola, a EE Adelaide Ferraz. É o que a amiga Cremilda chama de "lei da gravidade ao contrário": o fruto podre sobe... A Apuração Preliminar 721/04, instaurada pela Secretaria Estadual da Educação (processo interno) concluiu que tratou-se de brincadeira, alegando que "o termo 'bicha' tornou-se bastante comum entre os jovens, perdendo a característica de chulo pelo desgaste natural lingüístico e reconhece que muitos professores, PARA CATIVAREM SEUS ALUNOS, mantendo um relacionamento mais próximo e amistoso, FAZEM BRINCADEIRAS DESSE NAIPE COM SEUS PUPILOS". So…

É a Glória!

A melhor professora que eu coheço é a nossa amiga Glória Reis. A mais bonita! Como disse Vinícius,

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso que haja qualquer coisa de flor em tudo isso...

A Glória foi educadora a vida inteira. Suas lembranças do magistério estão reunidas no livro Escola, instituição da tortura. Hoje, aposentada, leva as pétalas da sua competência, carinho, dedicação e coragem para crianças e adolescentes necessitados e muitas vezes abandonados pela escola. Ao contrário dessas professoras que fazem de tudo para se aposentar precocemente e dão graças a Deus por poderem "gozar a vida" ou fazer a viagem "dos seus sonhos", Glória dedica seus dias para crianças carentes e para adultos que já foram excluídos na infância e povoam a cadeia de Leopoldina, Minas Gerais. A beleza da Glória foi "premiada" por uma condenação que a tornou notícia nacional. Leia a última reportagem e prestigie sempre o blog da Glória:

A professora qu…

Comunidade presente???

A violência tem-se constituído num dos principais desafios contemporâneos aos responsáveis por políticas públicas. Sua manifestação está em todas as instâncias do tecido social. Concepções estabelecendo a origem da violência como fenômeno unicamente vinculado à existência da pobreza mostraram-se insuficientes para compreender e explicar as situações concretas dos dias atuais. Certamente, os componentes inerentes à violência encontram o cenário apto para suas manifestações onde a pobreza se traduz em restrição permanente. Porém, hoje parece não haver dúvidas acerca da relação entre a violência, a agressividade e a exclusão social, que perpassa a sociedade como um todo, independentemente, de sua situação sócio-econômica e cultural. A violência está associada a questões mais amplas, de natureza estrutural, revelando problemas INSTITUCIONAIS, SOCIAIS, POLÍTICOS.

O texto acima foi retirado do site da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo http://www.educacao.sp.gov.br/, esse “paquide…

Imprensa gazeteira

Imprensa gazeteira é o título do melhor artigo que eu já li sobre educação, publicado em O Estado de São Paulo na época em que esse jornal ainda dava uma cobertura decente do assunto Educação. A autoria é do excelente jornalista Luiz Weis e o texto data de, pelo menos, quinze anos... (ainda vou escarafunchar em minhas papeladas e copiá-lo aqui!). De lá para cá, a qualidade da cobertura da educação na mídia brasileira foi escorregando ladeira abaixo até cair no abismo. Leia abaixo os comentários do nosso amigo Mauro, do Coep, sobre mais um texto "light" da hoje maior autoridade jornalística do Brasil (!) em educação, Gilberto Dimenstein.
Ah, que saudades do Luiz Weis, do José Nêumanne, da Rosa Baptistella... Acho que estou ficando velha, rsrs. Só discordo de um ponto do amigo Mauro: hoje o aluno percebe direitinho que não aprende nada na escola...
No artigo "País do faz-de-conta" (Folha de São Paulo, 16/03/2008), o jornalista Gilberto Dimenstein comentou os resultado…

Ouvir o aluno

No post Gestão democrática na escola http://educaforum.blogspot.com/2008/03/gesto-democrtica-na-escola.htmltrouxemos o excelente exemplo do professor Braz Rodrigues, diretor da EMEF Campos Salles, na favela Heliópolis, São Paulo. Hoje trazemos o exemplo de outro diretor de escola em São Paulo, a EMEF Garcia d´Ávila. Trata-se do professor Waldir Romero, que em poucos anos conseguiu transformar uma escola popularmente chamada de “maloquinha” em referência para toda a rede municipal. O segredo do sucesso desse excelente diretor foi... OUVIR O ALUNO...

O secretário Alexandre Schneider deveria aproveitar esses dois exemplos de sucesso em sua rede para orientar os demais diretores e acabar com o autoritarismo que impera em escolas como a EMEF Imperatriz Dona Amélia, onde quem manda e desmanda é uma diretora incompetente e sem escrúpulos. A seguir, o texto parcial da revista Nova Escola que traz a informação. A matéria completa você pode ler aqui
http://revistaescola.abril.com.br/online/report…

É o sexto documento. Será que ele leu pelo menos um?...

A apuração preliminar referente à EMEF Imperatriz Dona Amélia, concluída em dezembro, está finalmente na mesa do Secretário. Mas será que ele está a par dos acontecimentos? Leia o novo documento que lhe enviamos hoje, o sexto!

E d u c a F ó r u m
http://educaforum.blogspot.com/

Sr. Alexandre Alves Schneider
Secretário da Educação do Município de São Paulo
claudiaoliveira@prefeitura.sp.gov.br

Cópia Sr. Waldecir Navarrete Pelissoni
Chefe de Gabinete
wpelissoni@prefeitura.sp.gov.br

Cópia para Sra. Hatsue Ito
Coordenadora de Ensino de S. Mateus
smecesaomateusadm@prefeitura.sp.gov.br

Ref. Graves denúncias sobre a EMEF Imperatriz Dona Amélia – São Mateus - 6º documento

Sr. Secretário,

Em aditamento ao nosso 5º documento, enviado em 27/02/08, informamos que, na falta de sua resposta e em vista de que as mães da EMEF estão tentando em vão agendar uma reunião com V.Sa. desde o início das aulas, resolvemos investigar o assunto da apuração preliminar, que teria sido concluída em dezembro, conforme informação …

Quais as próximas vítimas?

Já que alguns leitores não se convenceram da inocência da garota acusada de atear fogo à lixeira da classe em São João da Boa Vista, publicamos o documento que enviamos à Secretaria Estadual da Educação em 29 de fevereiro e que aguarda resposta da Coordenadoria de Ensino do Interior. Tomara que agora a situação fique clara e que o nível da discussão possa ser aprofundado.

E d u c a F ó r u m
http://educaforum.blogspot.com/

São Paulo, 29 de fevereiro de 2008

Profª Maria Helena de Castro – Secretária Estadual da Educação (mhcastro@sp.gov.br)
Profª Edna Matos – Coordenadora do Interior (edna.matos@edunet.sp.gov.br)
Diretoria de Ensino de São João da Boa Vista (de.sjboavista@edunet.sp.gov.br)

Ref.: Assunto EE Padre Josué Silveira de Mattos, São João da Boa Vista / Quais as próximas vítimas?

Prezadas Autoridades,

Agradecemos o relatório recebido e gostaríamos de dar as últimas informações sobre o assunto, bem como tecer alguns comentários e fazer algumas perguntas.

Durante a audiência do dia 25/02, …

Conselho de escola? Para quê?!

Você que acha exageradas nossas queixas sobre a falta de transparência no processo de eleição dos Conselhos de Escola, veja essa:
Amanhã, 14 de março, deveria se realizar a eleição do Conselho da “famosa” EMEF Imperatriz Dona Amélia, São Paulo, escola alvo de apuração de uma série de irregularidades noticiadas no ano passado. Pois bem: na minha ingenuidade pensei que, tendo um processo administrativo em curso, a direção da escola tomaria um certo cuidado para programar a eleição do Conselho dentro de um mínimo de retidão. Ledo engano!

Na reunião do dia 25 de fevereiro, a diretora da escola declarou que ia “correr” com a eleição, pois o prazo máximo dado pela SME seria o dia 14 de março. De lá para cá, os pais não foram avisados de absolutamente nada, nem mesmo o horário da eleição foi marcado.
E muito menos os pais receberam alguma comunicação por escrito! Nem mesmo aquela famosa papeleta de 2 cm foi distribuída através dos alunos...

Hoje, às 11h00, telefonamos para a Secretaria Municipal…

Onze perguntas sem resposta

A Folha de São Paulo realizou ontem um debate com a Secretária de Educação do Estado de São Paulo, Maria Helena de Castro. O mediador foi um cada vez mais deslumbrado Gilberto Dimenstein, que chegou a chamá-la de “estrela da educação”.

É óbvio que as perguntas foram “light” e que os pais de alunos vão continuar sem respostas.

Nosso amigo Mauro, do Coep, elaborou dez perguntinhas básicas que não teriam chance alguma de serem colocadas para a Secretária. Faço questão de reproduzi-las aqui, para mostrar como estamos longe de obter alguma transparência na educação:O PSDB está governando São Paulo há treze anos. Sendo você do PSDB, também se sente responsável pelo baixo nível educacional em São Paulo? Um ex-secretário, conhecido como “Alice no país das maravilhas”, que é seu colega no PSDB, chegou a confessar que havia cerca de duas mil denúncias anuais contra escolas que praticavam violências contra alunos, pais e comunidade. Mas ele acredita no mito de que professorinha é santa e abnegada,…

Chora, professor, chora!

Professor está sempre chorando por um salário "melhor". Cansamos de pedir para que um deles nos mostrasse seu holerite, nunca conseguimos...
De mão beijada, direto do site da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (o site privativo da corporação, dona da escola pública), uma informação bem objetiva:
Um professor na rede estadual ganha hoje, de início, para 24 horas semanais, R$ 1.036,00. A seguir o trecho completo, "escondido" no interior do site da SEE dentro de um texto que se refere à contratação de coordenadores pedagógicos... O salário inicial de professor-coordenador de ciclo 1 é de R$ 1.773,71. Para ciclo 2 e Ensino Médio é de R$ 1.975,55. Um professor na rede estadual ganha hoje, de início, para 24 horas semanais, R$ 1.036,00.
Que profissional de outra área tem um salário inicial de mais de mil reais para trabalhar meia jornada, com direito a dois períodos de férias por ano, N faltas abonadas & outras mordomias?...
A SEE vai premiar os profissionais …

Gestão democrática na escola

Muitas vezes percebo que estamos pregando no “deserto”, de tanto que batemos sempre nas mesmas teclas. Mas, de vez em quando e muito timidamente, a mídia mostra exemplos que vêm de encontro às nossas propostas. Infelizmente são casos pontuais, que não recebem o aval das Secretarias da Educação, a não ser apoios “entusiasmados” das autoridades de plantão nos telejornais. Falar é muito fácil e estamos cansados de blá-blá-blá!...

É o caso da Gestão Participativa na Escola, assunto que estamos desenvolvendo há pelo menos quinze anos e que está na lei, ou melhor, na Constituição!!! Refrescando a memória, leia aqui nosso “eterno” artigo Gestão participativa na escola: a exclusão da comunidade http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/01/gesto-participativa-na-escola.html

A aplicação das medidas básicas que permitiriam a realização desse processo esbarra no autoritarismo da rede pública de ensino. Quem manda é a corporação, que mantém o cabresto bem apertado. E que os Secretários da Educação, prin…

Qual dia não é nosso?

Desejo hoje um Brasil mais feminino, mais acolhedor, mais voltado para o cuidado das pessoas, das crianças. O que somos nós, mulheres, sem os nossos filhos, sobrinhos, netos, sem o sorriso dos bebês, sem a risada espontânea das crianças e a energia do adolescente? Desejo um Brasil menos mesquinho, menos corrupto, menos panfletário, menos autoritário e burRocrático.
Desejo um Brasil mais humano, preocupado com a preservação da vida, disposto a abrir novos caminhos na conquista do conhecimento, da sabedoria, da seriedade sem a qual nenhum futuro é possível.

Leia só se tiver estômago

Talvez você já saiba - ou não - mas o aluno de Ribeirão Preto que agrediu a professora após ela ter xingado sua mãe já se encontra na Febem local. Desse "monstro" a sociedade está salva! Acredite que ele será mantido preso os três anos que a lei determina para adolescentes que cometem crimes "hediondos" como esse. A professora que xingou a mãe do garoto encontra-se no gozo de merecida licença, enquanto o aluno que revidou já tem seu futuro condenado.
Graças à minha, à sua, à nossa omissão!...

Se você tiver estômago, leia a seguir um fragmento do relatório sobre a intervenção ocorrida numa unidade da Febem de Ribeirão Preto em agosto de 2003. Mas, por favor, não caia no "conto da carochinha" de acreditar que após a mudança do nome da instituição para "Casa" tudo mudou para melhor!
Entretanto, se você é da turma que torce pelo extermínio da nossa juventude, vai apreciar a íntegra do relatório. Leia aqui http://www.geocities.com/fecharfebem/RelFebemR…

Motivação na aprendizagem

O artigo abaixo, indicado por um amigo, é de autoria de Cássia Ravena Mulin de Assis Medel, orientadora pedagógica carioca. Achei o texto extremamente lógico e ao mesmo tempo revelador. Cabe ressaltar que a autora trabalha em duas escolas da rede pública de ensino, não tem portanto uma visão meramente teórica. Me pergunto se é por coincidência que os bons exemplos que nos indicam vêm do Estado do Rio de Janeiro. Será que se trata de uma "ilha" nesse mar de incompetência que assola o país?...
Os professores estão sempre se perguntando sobre o que devem fazer para que os alunos realmente aprendam. Segundo o dicionário Silveira Bueno, motivação quer dizer exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo. Através dessas definições, pode-se constatar que estar motivado é estar animado, entusiasmado. Para isso, é necessário ter motivos para se chegar a esse estado.
Qualquer coisa que se faça na vida, é necessário primeiro a vontade de realizá-la, senão nada acontece. Isso també…

Violência nas escolas - O círculo vicioso

A questão da violência nas escolas ainda é assunto tabu, pois a mídia costuma mostrar apenas um viés: a violência do aluno contra o professor, às vezes de forma absurdamente incompetente ou francamente tendenciosa, como mostra o vídeo da reportagem veiculada no Jornal Hoje, da Globo, em 25/02/08 ttp://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20080225-316955,00.html. É impressionante como a mídia atende aos “apelos” dos sindicatos da educação, sem se preocupar em ouvir o “outro lado”, veiculando matérias prolixas e confusas que só servem para alimentar o viés anti-aluno.

A partir do momento que foi proibido – a pedido de professores! - o uso do celular nas salas de aula, os alunos perderam toda e qualquer possibilidade de registrar os atos de violência de que são vítimas, principalmente os mais sórdidos e “sutis”.

Por exemplo: se os alunos da EMEF Imperatriz Dona Amélia pudessem ter filmado a diretora da escola colocando o Livro de Ocorrências na mesa de um aluno, para que ele espalh…

A quem serve a suspensão de alunos?

Esse é um assunto que não me canso de abordar. Afinal, o nosso interesse aqui é levantar tudo o que mantém a escola brasileira no limbo do subdesenvolvimento. Se os problemas não forem detectados, encarados e enfrentados, nada vai mudar. A mídia costuma discutir apenas a questão da qualidade do ensino, deixando de lado fenômenos extremamente graves que provocam a evasão e a exclusão de milhares de crianças e adolescentes em todo o país.

A suspensão de alunos é algo que agrada à sociedade brasileira. Mais ainda do que a suspensão, a expulsão goza de grande simpatia junto àquela parcela de cidadãos que preferem enfiar a cabeça na areia, como o avestruz, do que perceber a gravidade de atirar uma criança ou um jovem da escola para a marginalidade. A expulsão é um fenômeno contra o qual temos tido bastante êxito, pois trata-se de uma violação grave demais para passar em brancas nuvens – desde que os alunos e/ou seus pais tenham a coragem de enfrentar um tribunal de exceção e lutar contra a …