
Talvez você já saiba - ou não - mas o aluno de Ribeirão Preto que agrediu a professora após ela ter xingado sua mãe já se encontra na Febem local. Desse "monstro" a sociedade está salva! Acredite que ele será mantido preso os três anos que a lei determina para adolescentes que cometem crimes "hediondos" como esse. A professora que xingou a mãe do garoto encontra-se no gozo de merecida licença, enquanto o aluno que revidou já tem seu futuro condenado.
Graças à minha, à sua, à nossa omissão!...
Se você tiver estômago, leia a seguir um fragmento do relatório sobre a intervenção ocorrida numa unidade da Febem de Ribeirão Preto em agosto de 2003. Mas, por favor, não caia no "conto da carochinha" de acreditar que após a mudança do nome da instituição para "Casa" tudo mudou para melhor!
Entretanto, se você é da turma que torce pelo extermínio da nossa juventude, vai apreciar a íntegra do relatório. Leia aqui http://www.geocities.com/fecharfebem/RelFebemRP.htm
Na manhã de 7 de agosto de 2003, alguns adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, que ocupavam o Módulo 2 da Unidade de Internação Rio Pardo, recusaram-se a ingressar em sala de aula, pois pretendiam brincar com skate.
O então Diretor da Unidade, Adauto Pereira, não estava lá e, durante toda a manhã, tentou-se resolver a questão, por meio de outros funcionários, dentre eles o encarregado técnico Reginaldo de Souza Coelho. Os adolescentes não usaram o skate, mas também não assistiram à aula.
Logo após o almoço, alguns adolescentes do Módulo 2 jogaram pedaços de carteiras escolares e pedras por cima da muralha. Já no local, Adauto Pereira chamou um grupo de funcionários estranhos àquela Unidade, conhecido como “Grupo de Intervenção” ou “Choquinho”, para que procedessem à intervenção. Frise-se que esse grupo era integrado por funcionários de outras unidades do Estado de São Paulo.
Membros do “Grupo de Intervenção”, dentre eles, Vagner Roberto Barbieri, de alcunha “Blady”, Carlos Ulisses Baraviera, de alcunha “Boca de Lata”, Joaquim Carmo da Silva Filho, Antonio Carlos Santos, Noel Fernando Pereira e Rodolfo César Falconi, munidos com pedaços de pau e gritando muito alto, entraram no Módulo 2, correndo atrás dos adolescentes e os espancando.
Após a primeira sessão de espancamento e sob o comando dos funcionários, os adolescentes ficaram nus. Trajando apenas cueca, sentaram no chão do pátio, “encaixados” (um atrás do outro, presos pelas pernas), com as cabeças baixas e as mãos sobre as nucas. Os funcionários agrediram, com safanões, os adolescentes que não suportavam ficar por muito tempo com a cabeça baixa, utilizando a seguinte expressão: “Ei vagabundo! Abaixa essa cabeça, ladrão!”.
Alguns adolescentes foram “destacados” do grupo que estava sentado no pátio e levados para trás do prédio onde se situam os quartos. Ali, os funcionários desferiram tapas, socos, pontapés e pauladas nos adolescentes.
Funcionários daquela Unidade colaboraram com o “Grupo de Intervenção”, agredindo física e verbalmente os adolescentes, dentre eles, o diretor Adauto Pereira, José Luiz Teles da Silva, João Paulo Meneia Arroyo Júnior, Celso Antonio Ribeiro, Marcos Alberto dos Santos e Anderson de Souza.
Durante horas, os adolescentes do Módulo 2 foram submetidos a tratamento violento, desumano, vexatório, aterrorizante e constrangedor.
Os funcionários cortaram os cabelos de todos os adolescentes, deixando-os com as cabeças raspadas.
Como se as agressões físicas não fossem o bastante, os funcionários humilharam e ofenderam verbalmente os adolescentes.
Os funcionários Vagner Roberto Barbieri e Carlos Ulisses Baraviera protagonizaram as piores cenas de terror e humilhação. Por ordem deles, os adolescentes foram obrigados a dizer que eram “suínos” e “tangas soltas e atoladas” (expressão utilizada no sentido de homossexual) e que “amavam os funça” (corruptela da palavra funcionário).
Carlos Ulisses, o “Boca de Lata”, dirigiu-se aos adolescentes, em voz alta, usando as seguintes palavras: “Vocês estão tomados pelo demônio e agora vocês encontraram Deus! Vocês serão libertos pelo ‘Exu Caibrada’. Aleluia!”. Vagner apresentou-se como “Professor do Capeta” e disse que iria “chupar o sangue” dos adolescentes.
Um dos adolescentes chegou a vomitar e foi obrigado a sentar e a esfregar-se sobre o vômito. Outro adolescente urinou e foi obrigado a ficar de pé, expondo-se aos funcionários e aos demais adolescentes, com a cueca e as pernas molhadas. A agravar o tratamento vexatório, essa vítima teve de ouvir a seguinte manifestação de um dos funcionários: “Olha! Ele mijou na cueca”. Outros, ainda, ao serem chamados para o corte de cabelo, levantaram-se do chão e se apresentaram com o pênis ereto. Os funcionários do “Grupo de Intervenção” dirigiram-se a eles usando a seguinte expressão: “Oh! Mocinha ... fica de pé para todo mundo ver. Só porque você estava encostado nele ficou de pau duro!”. Um adolescente negro foi agredido verbalmente por funcionário que usou a seguinte expressão: “Neguinho tem esse bico de tanto fumar maconha”.
Os pertences dos adolescentes (fotos, cartas, artesanatos, exemplares da Bíblia Sagrada, cuecas, escovas de dente, etc.) foram retirados dos quartos pelos funcionários do “Grupo de Intervenção” e jogados no pátio. Funcionários cataram e separaram esses pertences, colocando-os em sacos.
Os adolescentes foram obrigados a fazer faxina na unidade e, após banho de ducha e troca de roupa, foram colocados nos quartos.
Graças à minha, à sua, à nossa omissão!...
Se você tiver estômago, leia a seguir um fragmento do relatório sobre a intervenção ocorrida numa unidade da Febem de Ribeirão Preto em agosto de 2003. Mas, por favor, não caia no "conto da carochinha" de acreditar que após a mudança do nome da instituição para "Casa" tudo mudou para melhor!
Entretanto, se você é da turma que torce pelo extermínio da nossa juventude, vai apreciar a íntegra do relatório. Leia aqui http://www.geocities.com/fecharfebem/RelFebemRP.htm
Na manhã de 7 de agosto de 2003, alguns adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, que ocupavam o Módulo 2 da Unidade de Internação Rio Pardo, recusaram-se a ingressar em sala de aula, pois pretendiam brincar com skate.
O então Diretor da Unidade, Adauto Pereira, não estava lá e, durante toda a manhã, tentou-se resolver a questão, por meio de outros funcionários, dentre eles o encarregado técnico Reginaldo de Souza Coelho. Os adolescentes não usaram o skate, mas também não assistiram à aula.
Logo após o almoço, alguns adolescentes do Módulo 2 jogaram pedaços de carteiras escolares e pedras por cima da muralha. Já no local, Adauto Pereira chamou um grupo de funcionários estranhos àquela Unidade, conhecido como “Grupo de Intervenção” ou “Choquinho”, para que procedessem à intervenção. Frise-se que esse grupo era integrado por funcionários de outras unidades do Estado de São Paulo.
Membros do “Grupo de Intervenção”, dentre eles, Vagner Roberto Barbieri, de alcunha “Blady”, Carlos Ulisses Baraviera, de alcunha “Boca de Lata”, Joaquim Carmo da Silva Filho, Antonio Carlos Santos, Noel Fernando Pereira e Rodolfo César Falconi, munidos com pedaços de pau e gritando muito alto, entraram no Módulo 2, correndo atrás dos adolescentes e os espancando.
Após a primeira sessão de espancamento e sob o comando dos funcionários, os adolescentes ficaram nus. Trajando apenas cueca, sentaram no chão do pátio, “encaixados” (um atrás do outro, presos pelas pernas), com as cabeças baixas e as mãos sobre as nucas. Os funcionários agrediram, com safanões, os adolescentes que não suportavam ficar por muito tempo com a cabeça baixa, utilizando a seguinte expressão: “Ei vagabundo! Abaixa essa cabeça, ladrão!”.
Alguns adolescentes foram “destacados” do grupo que estava sentado no pátio e levados para trás do prédio onde se situam os quartos. Ali, os funcionários desferiram tapas, socos, pontapés e pauladas nos adolescentes.
Funcionários daquela Unidade colaboraram com o “Grupo de Intervenção”, agredindo física e verbalmente os adolescentes, dentre eles, o diretor Adauto Pereira, José Luiz Teles da Silva, João Paulo Meneia Arroyo Júnior, Celso Antonio Ribeiro, Marcos Alberto dos Santos e Anderson de Souza.
Durante horas, os adolescentes do Módulo 2 foram submetidos a tratamento violento, desumano, vexatório, aterrorizante e constrangedor.
Os funcionários cortaram os cabelos de todos os adolescentes, deixando-os com as cabeças raspadas.
Como se as agressões físicas não fossem o bastante, os funcionários humilharam e ofenderam verbalmente os adolescentes.
Os funcionários Vagner Roberto Barbieri e Carlos Ulisses Baraviera protagonizaram as piores cenas de terror e humilhação. Por ordem deles, os adolescentes foram obrigados a dizer que eram “suínos” e “tangas soltas e atoladas” (expressão utilizada no sentido de homossexual) e que “amavam os funça” (corruptela da palavra funcionário).
Carlos Ulisses, o “Boca de Lata”, dirigiu-se aos adolescentes, em voz alta, usando as seguintes palavras: “Vocês estão tomados pelo demônio e agora vocês encontraram Deus! Vocês serão libertos pelo ‘Exu Caibrada’. Aleluia!”. Vagner apresentou-se como “Professor do Capeta” e disse que iria “chupar o sangue” dos adolescentes.
Um dos adolescentes chegou a vomitar e foi obrigado a sentar e a esfregar-se sobre o vômito. Outro adolescente urinou e foi obrigado a ficar de pé, expondo-se aos funcionários e aos demais adolescentes, com a cueca e as pernas molhadas. A agravar o tratamento vexatório, essa vítima teve de ouvir a seguinte manifestação de um dos funcionários: “Olha! Ele mijou na cueca”. Outros, ainda, ao serem chamados para o corte de cabelo, levantaram-se do chão e se apresentaram com o pênis ereto. Os funcionários do “Grupo de Intervenção” dirigiram-se a eles usando a seguinte expressão: “Oh! Mocinha ... fica de pé para todo mundo ver. Só porque você estava encostado nele ficou de pau duro!”. Um adolescente negro foi agredido verbalmente por funcionário que usou a seguinte expressão: “Neguinho tem esse bico de tanto fumar maconha”.
Os pertences dos adolescentes (fotos, cartas, artesanatos, exemplares da Bíblia Sagrada, cuecas, escovas de dente, etc.) foram retirados dos quartos pelos funcionários do “Grupo de Intervenção” e jogados no pátio. Funcionários cataram e separaram esses pertences, colocando-os em sacos.
Os adolescentes foram obrigados a fazer faxina na unidade e, após banho de ducha e troca de roupa, foram colocados nos quartos.
Comentários
Como eles tiveram a covardia de mandar o garoto, que só tinha a intenção de defender a mãe, para um campo de concentração desses?
Como eles tem a covardia de manter uma instituição podre dessas?
E as crianças perdem o direito de liberdade, perdem o direito de ser crianças.
O estatuto da criança muitas vezes é distorcido por aqueles que deveriam entender.
E os professores são os “mestres” que nos da medo, vergonha e constrange.
Coitado desse garoto que pode se tornar um agressor daqueles que mata por um celular, faz assaltos relâmpagos carregando crianças penduradas pelo lado de fora do carro, isso é assustador, mas a verdade é que a escola, a sociedade tem grande parcela de culpa quando nos deparados com jovens tão maus e violentos.
Se esses jovens desta casa são tratados assim, como eles vão nos tratar quando sair igual ou pior ao tratamento que recebem lá.
O pior que só indignarmos também não resolve, o importante é denunciar, gritar para alguém ouvir, mas quem? Nos políticos já perde a fé há muito tempo.
Não farei nenhum comentário, porque tudo o que eu disser aqui, não será o suficiente para mostrar toda a indignação que senti.
Senti vontade de vomitar.
Concordo com minha amiga Fabiana, só indignação não basta.
É preciso gritar, mas é necessário que seja em coro!
Abraços
Sônia
A gente tem gritado, e muito, mas esbarra num preconceito muito arraigado na sociedade brasileira, refletido numa atitude que teve o ex-governador Mário Covas ao enfrentar as mães de internos da Febem, durante um motim. Já naquela época as mães se queixavam das condições desumanas em que viviam seus filhos e o governador respondeu para uma delas: "Mas o seu filho alguma coisa fez para estar lá dentro!". Então é isso: de modo geral, quem está preso é considerado lixo pela sociedade, que tenha roubado um pão ou matado alguém, e ninguém se preocupa com a possibilidade de se tratar de um inocente. As condições podem ser as piores possíveis, porque a sociedade pensa assim: "Se não temos um atendimento de saúde decente, se temos escolas caindo aos pedaços, porque os criminosos devem viver em condições melhores? Extermínio neles!". Sabem por que o Mauro teve a brilhante idéia de entrar com Habeas Corpus preventivo para defender a garota de São João da Boa Vista, arrastada para o tribunal por uma diretora de escola vingativa? Porque ela corria o risco de ser internada na Febem. Inocente!!! E foi muita sorte ela encontrar um juiz JUSTO!!! De repente o juiz poderia ser cunhado da diretora da escola, sabe como é cidade pequena???
O nome disso é hipocrisia!
Quem visse vocês todas apanhando de aluno,que beleza!
Pena eu não estar perto para estimular:bate, bate mesmo guri,ela merece, para isso é professora.
Ademais,seus alunos sabem desta postura tãoooo amiga de vocês?
Sugiro que ponham aqui o endereço e o horário onde cada uma trabalha para que se possa conferir de pertinho como agem na prática; quero ver todos os posts no mural das escolas e salas de vocês, pode ser?
A diferença entre vocês e o esculachador de professores da Veja, o tal Gustavo, é que ele, ao menos, é lindo e milionárioooo.
Lia
Você, pelo jeito, é da turma das ex-professoras assassinas do orkut, hoje professoras sofredoras, é isso?
Mas você se casaria com um "esculachador de professores", só por ser lindo e milionário?...
A professora errou? Simmmmmm, mas desde quando isso justifica a agressão física que ela sofreu?
As autoridades foram longe demais condenando o aluno? Simmmm, mas ele precisava de alguma punição para aprender o limite!
Os dois erraram, mas vocês já ouviram aquele ditado antigo que quem dá o primeiro tapa perde a razão?
A professora em momento algum deveria ter ofendido a mãe ou qualquer outro parente do aluno, mas ele não deveria em momento algum bater na professora.
Nunca se viu na mídia comoção tamanha nos casos de alunos agredidos por professores!!!
A nossa sociedade tende mesmo a condenar os mais fracos!
Você acompanhou o caso da garota expulsa injustamente por ter colocado fogo na lixeira da classe? NÓS SÓ DECIDIMOS DEFENDÊ-LA após termos toda certeza de que ela era inocente. E mesmo assim tivemos um trabalho insano, pois a diretora da escola conseguiu arrastar para o tribunal quatro alunos que testemunharam em falso contra a menina. Veja que coisa grave!!! O juiz percebeu em cinco minutos que eles estavam mentindo, mas a diretora da escola os levou ao tribunal, após horas e horas de reuniões! Será que ela não havia percebido que eles estavam mentindo, apenas para não serem eles próprios acusados??? Qual pena merece uma diretora dessas?
Gente, vamos aprofundar um pouco o nível do debate e pensar em todas as conseqüências de uma situação como essa?...
Ela foi acusada injustamente de tê-lo feito e sumariamente expulsa pelo Conselho de Escola. Se a família não nos tivesse procurado, hoje essa garota estaria na rua da amargura!
O que aconteceu de fato foi o seguinte: como a diretora não descobriu quem de fato botou fogo na lixeira, quis mostrar sua "autoridade" e usou a menina como bode expiatório. A Secretaria da Educação percebeu a injustiça e mandou reintegrar a aluna. A diretora não engoliu o sapo e ENTROU COM AÇÃO CONTRA A GAROTA, arrastando ela e MAIS QUATRO ALUNOS para o tribunal! Um tribunal de verdade, entende, com juiz e tudo!!! E em cinco minutos o juiz a desmoralizou!
Você entendeu desta vez, ou vou ter que repetir de novo?
O que EU NÃO ENTENDO, é o seguinte: como é que a Secretaria da Educação tolera, em seus quadros, uma diretora dessas???
E ainda alega que "o que a diretora faz fora da escola não é da alçada da SEE"!!!