Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2010

A escola tabu nº 16 - Na "minha" escola, tomou levou!

Esta é para os que vivem falando: "A educação vem de casa". Com essa expressão, repeteco do que os sindicatos da "educação" espalham por aí, isenta-se a escola de seu papel de orientar os alunos e - pior - justificam-se as situações em que a escola DESEDUCA os alunos.

Leia com atenção a matéria divulgada pela Record clicando neste link e principalmente assista ao vídeo que faz parte da reportagem.



A diretora dessa escola, a EE Andrelino Vieira, em São Carlos, que manda as crianças revidarem as ofensas batendo nos colegas, não é exceção, em absoluto! Ela age, aliás, perfeitamente de acordo com Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, presidente da Udemo (sindicato dos diretores de escola), que vive repetindo: "Em princípio a lei é importante, mas, "na minha" escola, não me interessa o que a lei diz, o que a comunidade decidir está decidido". Entende-se aqui, por comunidade, os grupos de pais que os diretores manipulam a bel prazer para que façam a cabeça de…

Reuniões com a comunidade escolar???...

Seguem comentários sobre as reuniões realizadas nos dias 25 e 26/11 a respeito da EE Lucas Roschel Rasquinho. Antes dos comentários, leia o post De tanto ver triunfar as nulidades... e entenda melhor o assunto.Reunião nº 1A reunião do dia 25/11, realizada na DER Sul 3, denominada "Reunião com a Comunidade", conforme consta da lista de presença, teve um quorum de 30 participantes, dos quais:

23 profissionais (professores, membros da APEOESP, da DE e da COGSP) = 80%
01 diretora da escola = não conta, pois foi convocada como "ré"
03 pais de alunos = 10%
02 membros da comunidade = bem-vindos, mas têm apenas direito a voz
01 conselheiro tutelar = bem-vindo, mas tem apenas direito a voz
00 alunos = lamentável, a total ausência de alunos

Você acha que uma assembléia dessas representa a comunidade escolar???...

A EE Lucas Roschel Rasquinho, no bairro de Parelheiros, São Paulo, tem mais de mil alunos matriculados e vai até o 3º ano do ensino médio, inclusive no período noturno. Ist…

ATO POLÍTICO!

Nossa ausência à reunião de ontem, na DE Sul 3, sobre a EE Lucas Roschel Rasquinho, foi um ato político. Nós havíamos pedido essa reunião, sim, mas para ser na escola ou na COGSP e, em qualquer situação, com a presença do Coordenador. Quando fomos informados de que a reunião seria na DE Sul 3, conduzida pelo mesmo dirigente que, na hora de dar apoio á diretora da escola, limitou-se a afastá-la, percebemos que seria uma cilada para fazer a diretora pedir demissão.
Não damos murro em ponta de faca, nem participamos de farsas! Se tivéssemos comparecido a essa reunião mal intencionada, seria dar-lhe uma importância que não teve.
Felizmente, o tiro saiu pela culatra! A diretora soube enfrentar de cabeça erguida a corja mal intencionada e mentirosa que durante meses fez todo tipo de pressão e ameaça para que ela abandonasse de vez a escola.

Hoje, sim, iremos à reunião que efetivamente pedimos: na COGSP e com a presença do Coordenador. E tudo será esclarecido.

A banda podre da EE Lucas em ação!

Infelizmente, a banda podre da EE Lucas Roschel Rasquinho vai se reunir amanhã na diretoria de ensino Sul 3, para tentar o afastamento definitivo da diretora que conseguiu recuperar a escola. Segue nossa mensagem para o Coordenador da Grande São Paulo, lamentando a situação e confirmando nossa reunião sexta-feira às 11:00 na COGSP, agendada pelo gabinete. Ainda temos a esperança de que a diretora não renuncie, apesar da forte pressão da banda podre.Leia todo o histórico do assunto clicando no link De tanto ver triunfar as nulidades...


From: educaforum@hotmail.com
To: cogspgab@sp.gov.br; joliveira@edunet.sp.gov.br
Subject: Reunião sexta-feira às 11:00 na COGSP confirmada!
Date: Wed, 24 Nov 2010 20:24:55 +0000

Prezado Prof. José Benedito,

Segue mensagem enviada ao Prof. Samuel, dirigente da Sul 3, informando que REPUDIAMOS a reunião marcada para amanhã na DE e pedindo que fosse cancelada, já que seu gabinete agendou uma outra reunião na sexta-feira às 11:00, na COGSP.

Como não recebemos respos…

De tanto ver triunfar as nulidades...

Este blog não pretende ser, mas acabou se tornando um registro dos vícios, das falhas e da corrupção no sistema educacional brasileiro. Fazer o quê?... Nunca foi esse o nosso objetivo, desde que começamos a lutar pela qualidade e moralização do ensino público, há mais de vinte anos! Adoraríamos poder mostrar inúmeras vitórias e um quadro geral satisfatório, mas a verdade é bem outra, e o que trazemos neste blog não aparece em nenhuma mídia convencional. Então, pense duas vezes antes de ler, caso você queira continuar na sua zona de conforto!

A única coisa que pode mudar o cenário educacional no país se resume numa palavrinha: coragem. Coragem por parte da comunidade, gritando sua insatisfação e indignação a plenos pulmões. Coragem por parte dos bons profissionais, em enfrentar o sistema viciado e os colegas da banda podre.

Se a coragem é um artigo tão raro na vida educacional brasileira, existem bons motivos para explicar esse fenômeno. Vamos hoje ilustrar um caso típico, com muitos det…

Dos males, o menor!

Lembrando apenas que foi na gestão Chalita o famoso relatório que consagra a palavra "bicha" como expressão carinhosa do professor para o aluno... Precisa mais?

Homofobia premiada

"...o termo "bicha" tornou-se bastante comum entre os jovens, perdendo a característica de chulo pelo desgaste natural linguístico, verificado quando um termo é frequentemente utilizado.

... muitos professores, para cativarem seus alunos, mantendo um relacionamento mais próximo e amistoso, fazem brincadeiras desse naipe com seus pupilos."

As citações acima são de um processo de Apuração Preliminar realizada na EE Octacílio de Carvalho Lopes em 2004 e serviram para inocentar um professor que induziu um grupo de alunos ao bullying contra um colega. O garoto foi espancado em plena sala de aula e hoje esse professor foi promovido a coordenador pedagógico em outra escola da rede pública paulista.

Em 2008 questionamos a validade desse relatório durante uma reunião na Secretaria da Educação e recebemos a seguinte resposta do chefe de gabinete, Fernando Padula: esse relatório era anterior à "atual gestão", portanto não cabia comentário ou retratação por parte da SEE…

Para reflexão...

Sobre a imensa Nação Brasileira
nos momentos de festa ou de dor
paira sempre a sagrada bandeira
pavilhão da Justiça e do Amor!

Contemplando o teu vulto sagrado
compreendemos o nosso dever
e o Brasil, por seus filhos amado
poderoso e feliz há de ser.

A educação não precisa de "grandes cérebros"!

Mais um debate sobre educação, desta vez na Globo News. Até que os "moços" são bem intencionados e deram algumas dicas interessantes, mas, em certos pontos, até o mediador foi mais fundo no âmago da questão, quando, por exemplo, descobriu que a sociedade brasileira não considera a educação como um "valor", mas um mero instrumento para conseguir emprego.
Para variar, a principal questão debatida foi o salário do professor... rs. Por sorte estava lá Gustavo Ioschpe para colocar um freio no delírio dos outros debatedores, que querem "grandes cérebros" para gerir o sistema de ensino e "os melhores" para dar aula. Disseram que a carreira não atrai os jovens que saem da faculdade e que esses preferem a bolsa do mestrado ao duro trabalho em sala de aula, tudo "por um troco a mais"...
Essa visão é muito estreita e não leva em conta outros fatores que desmotivam os jovens a entrarem no magistério, mais precisamente na rede pública. A seguir, reg…

A escola tabu nº 15 - Mais mentira e covardia

Palavra de mais uma professora no exercício de seu "sacerdócio":

“Eu cheguei até a sala de aula pra lecionar pra eles e fui agredida. A primeira agressão que tive foi um empurrão que eu quase caí no chão. Uma das meninas pediu para ir ao banheiro, eu pedi que aguardasse um pouquinho, porque tinha gente lá fora, ela me acusou que eu não deixei ela ir, eu falei: ‘Filha, eu simplesmente deixei você ir ao banheiro, só que precisava da colega chegar’”.

Como sempre, a professora é agredida "do nada".

Leia agora o comentário do diretor da APEOESP, o sindicato mais competente do Brasil, que conseguiu dominar a grande mídia e formar a opinião pública vigente sobre o coitadismo do professor:

“Os professores estão sendo agredidos a todo o momento, os funcionários agredidos a todo o momento..."

Veja agora a reportagem sobre a suposta agressão à professora por parte de alunos de oito anos de idade.



Vamos lembrar aqui outro caso de mentira e covardia.

Que tipo de monstro? - A série 6

8 anos de torturas em bebês e crianças até 4 anos... A dona dessa creche só foi desmascarada depois que uma funcionária gravou as imagens desse vídeo:






Essa história é parecida com esta outra e não significa que as torturas em crianças nas creches estejam se intensificando, mas apenas que os fatos estão vindo à tona, graças à tecnologia e à coragem de pessoas que resolveram quebrar o tabu que torna a escola um lugar santo e inviolável.

É claro que não existem tantos psicopatas entre os profissionais da "educação", como parece ao ver vídeos como esses... Mas o alerta é claro a todos os pais: pesquisem bastante e conheçam direito os lugares onde matriculam seus filhos, pois o pagamento de uma mensalidade não garante segurança e bom atendimento.

O que dizer então da escola pública, onde muitos pais se sentem agradecidos por receberem uma vaga "de graça" para os filhos?... Nada disso: a escola pública brasileira é muito bem paga com o dinheiro dos nossos impostos, que estã…

A múmia vestiu a carapuça, rsrs...

Divirta-se com a discussão sobre a "bula" que o CNE quer aplicar à obra de Monteiro Lobato, taxada de racista. No vídeo do link copiado abaixo, o douto mestre do Conselho Nacional da Educação acabou vestindo a carapuça, ao fazer um paralelo entre o CNE e a a Santa Inquisição, rsrsrsrs...
Assista clicando aqui!
Aliás, esse possível (possível, sim! pois as múmias estão soltas!) veto à obra de Monteiro Lobato é apenas a cereja de um bolo podre que está sendo servido às crianças e adolescentes brasileiros pelo mercado editorial, há anos. Devido às recomendações oficiais, de que as obras editadas para a infância e a juventude sigam os critérios do politicamente correto, os autores já vão "ajeitando" seus textos para não serem sumariamente rejeitados pelas editoras, que querem vender livros e sabem que eles não serão adotados pelas escolas e muito menos pelos milionários projetos governamentais, caso contenham palavras, frases ou atos "não recomendáveis". Ao che…

A escola tabu nº 14 - A impunidade

Uma das características mais "tabu" da rede pública de ensino, do Oiapoque ao Chuí, é a questão das punições dos maus profissionais.





O caso da reportagem acima, por exemplo, merecia exoneração definitiva dos três profissionais, mas a Secretaria da Educação do Espírito Santo fala em "afastamento". Quanto a pedir desculpas, já é um avanço, pois até hoje nunca ouvimos isso de nenhuma autoridade educacional, no entanto, desculpas não apagam os erros e duvidamos muito que a punição desses profissionais seja rigorosa. Por que?

Em vinte anos de luta pela melhoria do ensino público, nunca soubemos de uma punição para valer, principalmente nos casos de crueldade contra os alunos. Muitas vezes, aliás, punidos são aqueles profissionais que se atrevem a denunciar os desmandos do sistema, como aconteceu no esquema de Araraquara e na EE David Eugênio dos Santos. Esses recebem punição rigorosa, que é para os demais não se atreverem a questionar e muito menos a denunciar as irregul…