Ensino médio para varredor de rua?

Essa carta foi publicada no Jornal Zero Hora/RS

Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente.

Não queremos entrar no mérito da questão, se é justo ou não ter um presidente sem ensino médio, mas como fica a exclusão do cidadão acima? Aliás, qual é mesmo a percentagem de alunos que não conseguem terminar o ensino médio, seja por expulsão, seja por serem obrigados a entrar no mercado de trabalho, para não passar fome?... Uma das coisas simples que já reivindicamos é o lanche para o aluno trabalhador, que sai correndo do serviço e às vezes toma um ônibus para chegar a tempo na escola à noite, mas esse benefício nunca foi concedido. Minto! Na gestão da Erundina na Prefeitura de São Paulo chegou a ter JANTAR para o aluno trabalhador. E todo mundo sabe o que aconteceu depois que o Maluf entrou na Prefeitura... De lá para cá, a merenda escolar é só para os "pequenininhos". O que mais acontece para o aluno trabalhador é chegar à escola quinze minutos atrasado e ter sua entrada barrada, pois os diretores de escola não têm a sensibilidade para compreender que o aluno trabalhou o dia inteiro e pode ter um justo motivo para o atraso. Mas não: se o aluno chegar no horário passa fome, se chegar atrasado perde a aula. Como então diminuir a evasão do aluno de ensino médio na rede pública?

Comentários

Almir Cardoso disse…
Eu não concordo com a permisção do aluno entrar na escola depois do horario. Se ele já chega no segundo grau sem disciplina de casa, como ele se vira no mercado de trabalho, a escola não tem que educar? E essa de merenda para aluno do noturno tambem não concordo, é assistencialismo.

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