Pais se organizam na Bahia!

Recebemos mensagem de Luiz Alberto Souza Oliveira, de Alcobaça, na Bahia, informando a criação de mais uma associação de pais - independente e apartidária, com o objetivo de zelar pelos direitos dos alunos e lutar por um ensino de qualidade. Luiz pediu dicas e recomendamos visitar os nossos sites amigos, especialmente o PaisOnline, que contém todo tipo de informação, desde denúncias até legislação, além do excelente formulário de registro das "aulas vagas". Muito boa sorte, pais de Alcobaça, nós de Sampa estamos torcendo por vocês! São os pequenos municípios que formam as bases deste País. Procurem estar sempre bem fundamentados em suas denúncias, pois a informação e a sensatez é que garantem credibilidade.
Procurem também participar da comunidade que nossos amigos do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro criaram no Orkut: EDUCAÇÃO É ESSENCIAL. O Brasil é um só e ainda precisa ser unificado, pelo menos na área da educação.


Aguardamos novas notícias e um abraço!

Comentários

Glória disse…
Que boa notícia essa de saber que as pessoas estão se unindo e se manifestando.
Giulia, hoje, lá no meu blog, entrou uma mensagem boa para você responder: um professor dizendo que, embora reconheça algumas falhas dos colegas, ele acha que a grande falha é "dos pais"... O que será que ele sabe da vida dos pais na pobreza? Ou será que ele não sabe também que quase não existe mais "pais"?
Transcrevo a mensagem:
Frederico] [fgguimaraes@yahoo.com.br] [Belo Horizonte, MG]
Olá Glória. Eu concordo que a revista Veja é EXTREMAMENTE tendenciosa e muito pouco confiável. Entretanto, devemos ter cuidado ao fazer generalizações acerca da educação. Sou professor da rede pública municipal de Belo Horizonte e, apesar de acreditar que o professor é um dos responsáveis pelos problemas da educação, ele não está só. Inclusive a família é sim, uma das grandes culpadas. Falo isso da minha experiência em sala de aula. Os alunos que mais causam problemas de indisciplina ou de baixo rendimento, na grande maioria das vezes, são aqueles cujos pais não comparecem em nenhuma reunião ou que, quando chamados à escola, declaram, perante o filho, que "ele não tem mais jeito" ou que "já desistiram dele". Ora, com uma "motivação" dessas, fica difícil se sair bem na escola, não é mesmo?
Anônimo disse…
VESTIBULAR ÚNICO NACIONAL: JOVENS BRASILEIROS! LUTEM!

Essas pessoas que estão decidindo tudo no caso, afirmo, têm pensado em muita coisa, menos em vocês. Esqueça essa história de que jovens da rede pública possuem má formação. Existem muitos bons e nem tanto assim e de ambos os lados. Vou provar que educando da rede pública tem tudo que precisa para fazer curso superior, com dois fatos:

1) Estudo científico da Unicamp, http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3502&bd= 1\&pg=1&lg=, acesso abril/09, realizado por Renato Pedrosa, prova que os ingressantes através do seu cotismo, pomposamente designado de ¨Ação Afirmativa¨, não apresentam desempenho acadêmico pior. Havendo até casos significativos em que são melhores. A mesma conclusão chegou todos os estudos de casos em que adotaram algum processo deste tipo. Mais ainda. Alguns indicadores apontam a Unicamp como nossa líder no cenário internacional. Portanto, capacidade dos estudantes da rede pública de fazer qualquer curso de qualquer universidade, no mundo até, há. O mesmo vale para todo estudante brasileiro.

2) o Programa do MEC/MCT, olimpíada brasileira de matemática das escolas pública - OBMEP, matéria tida por bicho papão do estudante nacional, apresenta no endereço http://www.obmep.org.br/picme.html, o Programa de Iniciação Científica e Mestrado – PICME, que engloba 30 mestrados em matemática pelo Brasil todo. Leia. Por este, os jovens das escolas públicas classificados, com não mais do que um ano de treinamento quase todo online e que ingressaram em qualquer curso superior, podem fazer simultaneamente um curso de mestrado em matemática. Sendo o mestrado com duração de 2 anos e graduação, no mínimo, em 4 anos, muitos terminarão mestrado antes até da graduação. E, até pela quantidade de professores e universidades públicas que avalizaram tal programa, além de ser financiado pela Capes/CNPq/MEC/MCT, o fato expressa fé pública de que há educando da rede pública em condições para compensar tal investimento de recursos públicos e torná-lo mais do que um programa de sucesso. Assim sendo, facilmente o mesmo é viável para qualquer outra área. Portanto, uma vez sem possível mestrado em matemática com graduação concomitante, apenas graduação é uma coisa simplória.

A não ser que o MEC venha defender que tudo exposto é falso, portanto, significa demitir alguns e processar todos. Permanecendo verdadeiro, que o MEC tome as mesmas providências que estão tomadas via OBMEP para todos os cursos.
E, o urgentíssimo é lutar para que MEC providencie:

1) Que todo candidato, pagante ou isento no vestibular nacional, seja isento de toda e qualquer taxa em qualquer pública, caso essa não aceite só o nacional como condição única.

2) Que o MEC, ao invés de repassar recursos (começa com R$ 200 milhões) para universidades que aderirem ao vestibular nacional, crie com esse, e outras fontes, um fundo governamental, porquanto, através de um acordo com todas as correntes políticas do país – assuma, jovem!, o compromisso de não votar e convencer todo amigo de fazer o mesmo, em partido que for contra -, para construção de moradia estudantil e restaurante universitário. Isso para que num prazo máximo de 5 anos seja garantido, tal qual primeiro mundo, que todo que for fazer curso fora do seu estado, junto com o aceite, receba a chave do seu quartinho. Pois, uma Nação começa ficar tranqüila quando papai e mamãe pode dormir sabendo que filhote não tem por que ficar ao relento e com fome. Assim como, garantido isso, filhote pouco tem medo de meter a cara nos livros, estudar e ir cursar o que for e onde for. Saudade dos quitutes da mamãe... há férias para matar isso.

Assina: Prof. João Batista do Nascimento – Fac. Mat. UFPa, jbn@ufpa.br
Anônimo disse…
Olha que coisa interessante: no artigo, http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=62957, o reitor diz que se alguém oferecer uma montanha de dinheiro para fazer alguma coisa na UFBA, a lei o obriga dispensar. Entretanto, de todo que precisa pagar R$ 85,00 para concorrer uma vaga na sua universidade ele embolsa com prazer.