
O Estadão de 19 de setembro denuncia o "maior escândalo da história" na educação!
Aqui? Sim, é aqui!!!!!!
Mas não vá pular de alegria: infelizmente não foi aqui que o fato foi desvendado....
Até parece, né?... A gente sabe que o maior "escândalo" da história na educação é AQUI, justamente porque nunca se investigou o caminho por onde as verbas do ensino escoam para o ralo. Mas por aqui, ainda, ninguém foi punido. Do que estou falando, então??
Mais suspense... Vão tentando adivinhar aí, pois o tamanho da notícia no jornal é tão pequeno que certamente ninguém viu...
Foi nos Istêites, claro! Onde mais se investigam escândalos e se prendem quadrilhas deste lado do Atlântico? Uma ex-superintendente escolar de Mineola, Texas, foi condenada a sete anos de cadeia por roubar mais de US$ 4 milhões, gastos em carros, casas e outras mordomias. Ela era membro de uma quadrilha de 6 pessoas que ao todo "faturou" US$ 11 milhões de verbas da educação, entre 1996 e 2004. A fim de receber uma pena mais branda, a quadrilha comprometeu-se a devolver parte do dinheiro. Mas o principal é que estão todos em cana.
Se esse é o MAIOR escândalo do gênero na história dos Estados Unidos... para bom entendedor meia palavra basta: significa que outros casos, mesmo menores, já foram investigados e punidos.
E aqui? Nem unzinho! E não foi por falta de iniciativa de nossa parte. Nos idos de 1996, provocamos o então prefeito Paulo Maluf, através do Jornal da Tarde, para que informasse o que era feito das verbas destinadas ao ensino. Isso resultou numa série de reportagens sobre a manipulação das verbas da educação, que deu em... absolutamente nada.
Depois provocamos o então governador Mário Covas através do finado Diário Popular. Fomos recebidos no Palácio dos Bandeirantes para uma reunião com um batalhão de assessores financeiros de olhos puxados, que admitiram a manipulação, mas alegaram que estavam "cobertos" legalmente e mandaram reclamar com o Legislativo, que permitia os desmandos...
Em nível micro, lembro-me de uma reforma hidráulica que durou dois anos na escola dos meus filhos. Nós pais investigamos pessoalmente e descobrimos que a empresa que ganhara a licitação havia subempreitado uma segunda, que havia subempreitado uma terceira, que por sua vez subempreitara três pobres coitados que estavam executando o serviço com materiais de péssima qualidade, fornecidos pela empresa. Quando denunciamos o caso à Comissão de Educação da Câmara, a diretora da escola teve um desmaio e nunca mais voltou, foi imediatamente substituída. Eu nunca mais mexi naquele "angu", até porque um dos meus filhos acabara de sofrer um acidente estranhíssimo e inexplicado num sábado, quando depois de horas de buscas fomos encontrá-lo num dos hospitais da região, sem memória...
Acabou a história, morreu a Vitória, quem quiser que conte outra...
(Esta foi uma dica quente do PaisOnline!)
Comentários
Primeiro, há uma artigo de um economista da Fundação Getúlio Vargas e colunista da revista, que fala sobre a doença do consumismo e, já que não podemos escapar dele, do consumismo ético ou responsável. Depois vem um texto de uma educadora elucidando alguns fatos e preparando o terreno para algumas atividades relacionadas ao tema do artigo. Pois bem, não é que a professora escreveu sobre aquilo que eu tinha falado aqui com você? De que a violência (ela não falou a escolar especificamente, mas esta está embutida naquela, a gente sabe) e a maneira como o sujeito é visto na sociedade está intimamente ligada ao não acesso ao consumo! Olha, só, matei na mosca, hein?
Nem o articulista nem a professora, no entanto, mencionaram a palavra NEOLIBERALISMO, mas todos sabem que a revista Carta Capital é anti-neoliberal, sistema este que incentiva o consumismo desenfreado, a disputa entre as pessoas e o culto às marcas e às grandes empresas.
Quer ler a matéria? Está no site da revista Carta Capital - link Carta Capital na Escola ou direito em www.cartanaescola.com.br