
Samuel Pessoa, professor da Escola de Pós-Graduação em Economia e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, ambos da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, é incisivo. Ele aponta que o tipo de contrato de trabalho que se estabelece entre o setor público e os profissionais da Educação gerou um corporativismo na categoria impensável entre outros tipos de trabalhadores. "Se o professor falta, não é punido no bolso e poucos têm coragem de discutir a culpa dele quando o aluno fracassa. Tudo é responsabilidade do sistema e ficamos por isso mesmo", ataca.
Revista Nova Escola – fev 07
Revista Nova Escola – fev 07
Comentários
Você não faz idéia do que é isso no ensino superior. Dificilmente é computada falta de professor e, se registrada (no caso de muuuuitas faltas...) desconheço, até hoje, advertência, punição, desconto em salário, etc.
Bjs
Enfim, no Brasil, o aluno que se vire! Nas universidades particulares não é melhor, aliás não entendo como os alunos se sujeitem a tanto sucatamento, vejam por exemplo o caso do Fernando, o aluno do ProUni que pediu ajuda porque a Uni Sant´Anna suspendeu o curso de Ciências Sociais este ano. Inclusive ele me escreveu que resolveu mesmo dar um tempo este ano para colocar a cabeça em ordem e retomar sua vida acadêmica. Claro! Como fica a cabeça de um garoto de vinte anos numa situação desse tipo? Não é de pirar? Um menino inteligente como esse se sujeitar a um curso meia-boca?...