
Somente os que não conhecem a rede pública por dentro duvidam da conclusão das autoridades. Eu mesma sou testemunha de uma cena parecida, em que uma professora chamou a classe inteira de "merda" e alegou ter usado a expressão como uma maneira de se aproximar dos adolescentes através de seu próprio linguajar...
O professor que agrediu fisica e verbalmente o aluno na EE Octacílio afastou-se dessa escola e foi promovido a coordenador pedagógico em outra unidade, dentro do princípio que a Cremilda chama de "lei da gravidade ao contrário": profissional da educação que agride aluno não é punido, ele costuma subir na hierarquia. A técnica é simples: o primeiro passo é "sumir" com o professor, coordenador pedagógico ou diretor. Ele sai "de licença médica" ou "de férias" e não aparece mais na escola. Quando ninguém mais lembra dele - pois é, a memória do brasileiro é curta... - ele reaparece em alguma outra unidade ou até numa diretoria ou gabinete, em um cargo quase sempre mais elevado. Este fenômeno também é compreensível: após o "estresse" que ele passou por agredir o aluno, ele recebe o apoio e a solidariedade da corporação, sempre pronta a responsabilizar a criança ou o adolescente por ter "provocado" o professor, tirando-o do sério. A manifestação concreta dessa atitude da classe "docente" está no Orkut Professoras assassinas, que foi proibido e mudou para Professores sofredores. Quem tiver estômago, que se aventure por aquelas bandas...
Parabéns à Cremilda e ao Mauro por acenderem uma velinha todo mês para "comemorar" esse caso típico de violação dos direitos dos alunos e da impunidade dos maus profissionais da educação.
Comentários
Isso é caso de polícia
discriminação é crime e tem que ser processado.
Que coisa mais indecente, nunca vi nada igual.
Vá sim na Vara e leve a ocorrência para a Secretaria da Educação. Na dúvida, mande e-mail! Boa sorte e abraço.