Diogo Silva, o OURO que a escola não destruiu


Leia aqui mais um excelente texto da amiga Cremilda, link ao lado.

Medalha de Ouro no Pan e orgulho dos brasileiros, Diogo Silva foi um dos milhares que a escola enviava para psicólogo quando não entendia e não queria se dar o trabalho de investir na sua hiperatividade. As psicólogas quase sempre desmentiam a escola, mas a marca de "louquinho" e o desconforto ficavam. Dificilmente um aluno assim marcado melhorava, era quase sempre um desistente da escola sob "livre e espontânea pressão".

Hoje a escola não faz mais isso. Ela se livra dos alunos agitados com talento, dos líderes e rebeldes, de modo mais rápido. Expulsa simplesmente. Métodos para expulsar aluno de escola pública é o que não falta, principalmente em São Paulo. São eficientes e rápidos. Um deles é apelar para a Lei do Desacato, provocar o aluno e, quando ele revida, chamar a Policia Militar alegando que o aluno desacatou o professor. Pronto! O aluno está desgraçado.

Outros métodos também são usados. Aproveita-se a onda de violência e usa-se o medo dos pais. Envia-se o aluno rebelde para ser julgado no Conselho de Escola. Os pais são convencidos de que esse é uma má influencia para seus próprios filhos. A escola conta então com o aval de muitos pais que entendem estar defendendo seu filho da convivência com más companhias.

Graças a Deus, o Diogo Silva é um OURO que a escola não destruiu. Infelizmente fico imaginando quantos OUROS, quantos tesouros são destruídos graças à IMPUNIDADE, à CORRUPÇÃO e à INCOMPETÊNCIA da nossa lamentável Escola Pública.

Cremilda Estella Teixeira

Comentários

Ronald disse…
O Mário, do Apoio Fraterno, me honrou com a possibilidade de conhecer um pouco de suas preocupações e que são, com certeza, a preocupação de milhões de pais deste imenso Brasil. Faça de mim um porta voz... Parabéns pelo blog. Vou te linkar lá em casa...
Naeno disse…
CONSTRUTOR

Construir uma noite é fácil demais
Basta juntar todos os pesadelos
E deixar-se embriagar pelos luares
Desembaraçar estrelas aos novelos
Tecendo distantes constelações
Nos nadas azuis do firmamento imóvel
Até que as distâncias unifiquem os tons
Parindo do escuro a negritude móvel.

Mais complicado é inventar o dia
Tem-se que ser operário da luz
Colher claridade do claro que se irradia
E bordar da luz do sol pontos de cruz.

Um abraço
Naeno
Vera Vaz disse…
Mas essa nossa amiga Cremilda é demais mesmo! Parabéns pelo texto cheio de verdades e muito bem ditas!
Blog sensacional. Sou professor de geografia e adorei este espaço.

Voltarei mais vezes.

Grande abraço ...
Mário disse…
Infelismente ele é raro. A maioria, a escola destruiu. Brilhante abordagem. Parabéns!
O assunto é complexo e deve se analisar cada caso. Nem sempre o aluno é culpado, da mesma forma que nem sempre a escola é culpada. A escola pública geralmente não conta com o apoio devido da sociedade e do poder público e não possui recursos para aplicar a formação ética e cidadã nestes novos indivíduos no país.

Grande abraço...