
Quando a professora Glória mencionou o artigo do Padre Geraldo Magela Teixeira, Reitor do Centro Universitário UNA, Violência na escola, publicado em 13/7 no jornal O Estado de Minas, acabei passando por cima, devido à correria do dia-a-dia. Vi porém que o nosso amigo Mauro resolveu inscrever o Padre ao Prêmio IgNóbil da Educação, conferido anualmente àqueles que prestarem maiores desserviços a essa área já tão bem contemplada de descaso e incompetência. Resolvi checar o assunto e passei umas duas horas rindo à toa... Divirtam-se com os delírios do professor-doutor-reitor mineiro, que acrescentou às causas da violência na escola o elemento "edipiano":
Nos últimos dias, tivemos aumento considerável de casos noticiados de violência nas escolas públicas. Ocorreram casos de verdadeiras tentativas de homicídio que chegaram ao limite do tolerável. Mutilação de dedos, queima de cabelos, uma funcionária pisoteada e até mesmo um incêndio em uma residência de professora.
Em seguida, ele disserta sobre a violência como culpa dos pais e dos alunos: falta de autoridade, de limites, de punição e cita um relatório do grupo Pólos da UFMG sobre a vida numa escola, em que professoras entravam em sala armadas de cabos de vassoura para se defender.
Por que então nossos jovens temeriam a punição se aprendem que tudo é permitido? Na escola, reproduzirão comportamentos aprendidos em outros espaços sociais. Entretanto, ao peso da falta de limites na família e a impunidade que assola o país acrescente-se um elemento edipiano. A professora, de certa forma, personifica a autoridade dos pais, do Presidente. Uma criança ou um jovem maltratado pelo mundo, desprotegido e sem perspectiva, não podendo agir violentamente contra essas autoridades, agride a personificação dessas figuras, aquela que está mais próxima dela e aparentemente mais frágil: a professora. É o chamado "exercício edipiano da catarse".
Ora, ora... se a professora usa um cabo de vassoura para se defender de uma agressão que de fato caberia ao Presidente, então é fácil: basta subir na vassoura e voar para Brasília...
Prêmio IgNóbil da Educação para o Padre Geraldo Magela!
Comentários
Esse tema de violência merece realmente ser colocado em pauta. Tenho esposa professora e irmã pedagoga, além de filha adolescente. A violência, seja de que origem for, não deve ser nutrida em salas de aula; ao contrário, compete ao professor mostrar que um mundo diferente desse que passa na televisão todo dia é possível.
Quanto a sua recomendação de link tomarei providências e agradeço muito a dica.
Deixo o convite para conhecer um blog que lancei recentemente com outra colega blogueira do Rio. A história de uma mulher ranzinza e rabugenta que tem um passado bem diferente. Vá até lá, será um prazer recebê-la em:
http://olegariaquerfalar.blogspot.com
Um beijo
Sílvio
Beijos!
Esse Educaforum t� passando dos limites da normalidade!
Insanos...ou melhor...INSANAS...