
A nossa amiga Adriana http://blogiana.blogspot.com/ publicou o post abaixo sobre a multimistura, um preparado nutricional à base de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim, com valor nutritivo 20 vezes maior do que a comida distribuída na merenda escolar de todo o País. Hoje, mais de três décadas após sua formulação, a multimistura é adotada por 15 países. Entretanto, no Brasil apenas o estado de Tocantins a adotou em política pública. O governo prefere favorecer a Nestlé e seus preparados industrializados, 120% mais caros. Mais uma vergonha nacional!
Na revista "Istoé" desta semana (clique aqui para ler a reportagem na íntegra), foi publicada uma reportagem sobre a pediatra Clara Takaki Brandão (mãe da minha grande amiga Elia) e o que ela vem passando nos últimos meses para garantir o "Direito a Cidadania" e a boa nutrição (trabalho orientado e desenvolvido por ela, conhecido como "multimistura"). Seu trabalho ficou conhecido no Brasil e no exterior, principalmente pela recuperação de desnutridos. Porém este trabalho é algo muito mais amplo, porque beneficia trabalhadores de construção, camponeses, presidiários, e atinge escolas, postos de amamentação, postos de saúde, agentes comunitários, etc.
Agora, a batalha dessa pediatra é para que o governo não tire a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara.
Mais conclusões tristes sobre esse governo medíocre e desfocado. É a liderança míope desprezando um trabalho que só ofereceu resultados positivos até agora. E depois esse deslumbrado analfabeto se pergunta por que o povo brasileiro fala tão mal do próprio país...
Agora, a batalha dessa pediatra é para que o governo não tire a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara.
Mais conclusões tristes sobre esse governo medíocre e desfocado. É a liderança míope desprezando um trabalho que só ofereceu resultados positivos até agora. E depois esse deslumbrado analfabeto se pergunta por que o povo brasileiro fala tão mal do próprio país...
Comentários
Imagine nós...
Alguns dias atrás uma funcionária readaptada em sala de aula tirou o tênis do pé da aluna e tacou nas costas do aluno, deixando uma grande hematoma. Não aconteceu nada com à funcionária, dois dias depois a mesma foi cuidar dos alunos em uma excursão. Em uma reunião dos pais com à coordenadora de educação da região,uma mãe reclamou sobre o fato.A funcionária debochou da mãe e a coordenadora de educação não fez nada. (Mãe: FABIANA)Até quando, amiga? O que mais podemos fazer? O mito da escola, como os gatos, tem sete vidas...
Claro que isso se deve a esta abertura absurda que certos "educadores" deram aos leigos de dar palpite na área a qual não pertencem, como consultores do MEC e da CNE (economistas e advogados), para depois encabeçar o ataque à nossa cartegoria.
O engraçado é que nenhuma profissão dá este tipo de abertura. Ninguém chega até um médico durante uma operação e diz: "doutor, acho que o senhor deve cortar mais pra baixo"!
Por que na educação todos querem meter o bedelho?
Luciano Luckesi