
Eu tenho alguns hábitos bizarros: um deles é guardar as matérias publicadas em jornais, quando são boas e consistentes. Coisa de masoquista, rsrs!
Exatamente há um ano, no dia 29 de abril de 2007, o Estadão publicou o caderno Qualidade da Educação, com boas matérias que apontavam falhas e soluções para a educação brasileira. O ponto chave foi o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação, que pretendia “dar um salto de qualidade” em 15 anos. Em 15 anos, só se for um salto de... tartaruga, rs. Mas nunca vamos esquecer (ô país sem memória!) que a elaboração e a discussão da LDB durou 10 anos! Por isso vou tomar a liberdade de voltar ao assunto todo dia 29 de abril, durante os próximos 15 anos. Aff!
Bem, já se passou um ano e já podia ter melhorado “uma coisinha”, não?...
O ponto mais importante desse caderno do Estadão, a meu ver, foi a constatação de que menos de 10% das cidades brasileiras têm um plano de educação, com objetivos claros. Na falta desse plano, cada profissional trabalha como quer, faltam metas de aprendizagem e nada é cobrado pelos diretores de escola. Guiomar Namo de Mello declarou na entrevista que “o currículo vira samba do crioulo doido. Há ausência de uma política clara sobre qual é o currículo”. E agora, um ano depois, existe mais clareza?... Enquanto cada estado e município não elaborarem seu próprio plano de educação, o PDE vai continuar um paquiderme sem pé nem cabeça.
Outra questão fundamental tratada nesse caderno foi a distribuição de livros para as escolas, sem que os alunos tenham acesso ou proveito desse material. O governo brasileiro é o maior comprador de livros didáticos do mundo!!! No ano passado foram adquiridos 120,7 milhões de exemplares, mais de dois livros para cada aluno matriculado no ensino básico (Gustavo Ioschpe, essa conta bate? rsrs), mas apenas 10% das escolas têm uma biblioteca ativa. E agora, um ano depois, quantas escolas têm sua biblioteca funcionando? Os 120 milhões de livros, onde foram parar?...
Ainda de acordo com as autoridades entrevistadas naquela época, o grande desafio era ensinar as crianças a ler e escrever. O que foi feito concretamente, de lá para cá, para garantir a capacitação dos professores? Aqui em São Paulo, nos últimos 4 anos, 85 mil professores participaram do programa Teia do Saber. Qual foi o custo-benefício desses cursos? Só falta agora dizer que a alfabetização será garantida pelos bônus “extras” que os professores vão ganhar...
Será que eu sou pentelha demais?... Sabe o que é? Já se passaram mais de 15 anos desde que comecei a pentelhar vereador e deputado para cobrarem os planos municipal e estadual da educação, aqui em São Paulo. E agora? Mais quinze?...
Exatamente há um ano, no dia 29 de abril de 2007, o Estadão publicou o caderno Qualidade da Educação, com boas matérias que apontavam falhas e soluções para a educação brasileira. O ponto chave foi o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação, que pretendia “dar um salto de qualidade” em 15 anos. Em 15 anos, só se for um salto de... tartaruga, rs. Mas nunca vamos esquecer (ô país sem memória!) que a elaboração e a discussão da LDB durou 10 anos! Por isso vou tomar a liberdade de voltar ao assunto todo dia 29 de abril, durante os próximos 15 anos. Aff!
Bem, já se passou um ano e já podia ter melhorado “uma coisinha”, não?...
O ponto mais importante desse caderno do Estadão, a meu ver, foi a constatação de que menos de 10% das cidades brasileiras têm um plano de educação, com objetivos claros. Na falta desse plano, cada profissional trabalha como quer, faltam metas de aprendizagem e nada é cobrado pelos diretores de escola. Guiomar Namo de Mello declarou na entrevista que “o currículo vira samba do crioulo doido. Há ausência de uma política clara sobre qual é o currículo”. E agora, um ano depois, existe mais clareza?... Enquanto cada estado e município não elaborarem seu próprio plano de educação, o PDE vai continuar um paquiderme sem pé nem cabeça.
Outra questão fundamental tratada nesse caderno foi a distribuição de livros para as escolas, sem que os alunos tenham acesso ou proveito desse material. O governo brasileiro é o maior comprador de livros didáticos do mundo!!! No ano passado foram adquiridos 120,7 milhões de exemplares, mais de dois livros para cada aluno matriculado no ensino básico (Gustavo Ioschpe, essa conta bate? rsrs), mas apenas 10% das escolas têm uma biblioteca ativa. E agora, um ano depois, quantas escolas têm sua biblioteca funcionando? Os 120 milhões de livros, onde foram parar?...
Ainda de acordo com as autoridades entrevistadas naquela época, o grande desafio era ensinar as crianças a ler e escrever. O que foi feito concretamente, de lá para cá, para garantir a capacitação dos professores? Aqui em São Paulo, nos últimos 4 anos, 85 mil professores participaram do programa Teia do Saber. Qual foi o custo-benefício desses cursos? Só falta agora dizer que a alfabetização será garantida pelos bônus “extras” que os professores vão ganhar...
Será que eu sou pentelha demais?... Sabe o que é? Já se passaram mais de 15 anos desde que comecei a pentelhar vereador e deputado para cobrarem os planos municipal e estadual da educação, aqui em São Paulo. E agora? Mais quinze?...
Ah! Esse simpático paquiderme com cara de sapo é um hipopótamo, ok?
Comentários
Esta é a questão que mais me angústia dentro da escola. O deperdício de livros.
Nas duas escolas que eu leciono tem verdeiros tesouros esquecidos e se deteriorando. Isto tem que mudar já.
Danielle
Infelizmente estou com muita falta de tempo (parece que eu escrevo com muita facilidade - ledo engano!!! - aliás, tenho sempre a preocupação de checar todas as fontes), mas me mandaram um e-mail de que na revista Nova Escola deste mês está preto no branco que a percentagem de bibliotecas ativas nas escolas está por volta de 5% (!!!), ou melhor, foi feita uma pesquisa de que os alunos da rede pública fazem mais pesquisas em lan houses (parece que mais de 10%) do que na biblioteca da escola. Vou checar a informação e volto ao assunto, mas não duvido nada disso. Afinal, cadê as bibliotecas para os alunos fazerem pesquisa????????
Uns anos atrás, os alunos do Grêmio davam uma ajuda na organização da biblioteca, este ano o pessoal ainda não se prontificou...
Todos sabemos que a primeira responsabilidade é do poder público que não contrata funcionários para exercer este trabalho.
Mariana. SP