Mais uma professora OH!


Vejam que maravilha: mais uma professora estadual que não se dobrou à truculência dos sindicalistas que tentaram pressioná-la para entrar na greve! Um deles, inclusive, lhe disse que se estava contente com o salário que recebia, então suas aulas deviam valer bem pouco...
É a professora Edilva Bandeira, que mantém o blog http://edilvabandeira.zip.net/. Ela disse que vai continuar dando suas aulas tranqüilamente e não vai ser tutelada por esses "pseudo-líderes equivocados, intolerantes e autoritários". Viva!!!
Em suas próprias palavras:
Acredito na educação pública, estou nela há 10 anos como professora efetiva de Língua Portuguesa na escola Arno Hausser de Ilha Solteira-SP. No momento enfrento a agressividade e intolerãncia de alguns colegas por defender o meu direito de permanecer dando aulas em meio a uma greve que eu considero despropositada, inútil e corporativa. Abraços e vamos continuar lutando por uma educação pública de qualidade, mas sem greve, cujo objetivo é defender os interesses apenas dos professores, esquecendo-se do principal sujeito da educação: o aluno.

Comentários

Ana Carla disse…
Nossa..Giulia que professora diferente, dificil encontrar essas pessoas na educação, completamente contaminada por professores vitimizados e ansiosos por benefícios profisssionais e pessoais.
Parabéns, professora Edilva.
Anônimo disse…
No mínimo ela tem um maridão rico.... Não é profissional, deve dar aulas por esporte, pra não ter que ficar em casa fiscalizando empregados!
Edilva Bandeira disse…
Caro anônimo não tenho um maridão rico, aliás nem maridão tenho, sou divorciada há 15 anos, criei três filhos sozinha, com meu salário e luta, um é engenheiro mecãnico, mestrando da UNESP de Ilha Solteira, outro é estudante de biologia, outra de jornalismo, todos sustentados com o salário digno de professora.Dou 46 aulas semanais em três cidades diferentes.
Desculpa te decepcionar.
Abraços
Anônimo disse…
Não percam tempo acreditando que a professora Edilva é uma vencedora apenas com o baixo salário pago pela Educação Pública. Ela pode se manter trabalhando porque, segundo ela, leciona em duas faculdades particulares. Assim, fica fácil ser contra a luta de milhares de professores. Gostaria de enfatizar que ela se promoveu utilizando fragmentos da discussão realizada por mim durante uma reunião em que fui, sim, pedir aos professores para apoiarem a greve que estamos fazendo. Cada um expressa o que quer, como ela mesma disse, e, além disso, não sou líder de ninguém, sou apenas um professor que está cansado dos demandos do governo tucano, no poder há quase 15 anos, que sucateou a escola pública, implementou a progressão continuada, considera por muitos como promoção automática e que jogou a qualidade da educação pública paulista na última posição nas avaliações realizadas até agora.
Paulo Lyra disse…
Cliquei errado na escolha do nome responsável pelo comentário, desculpe-me
Cremilda Estella Teixeira | disse…
Professora, Parabéns !!! Como é bom "topar" com um tipo assim. Noossa ... É por causa de professoras assim feito você que a gente não joga a toalha Por causa de vocês é que a escola pública não ruiu de vez Muito obrigada Muita coragem ! É com muita alegria mesmo, afinal temos educadoras que tem a exata noção da sua importância na formação do cidadão de bem. Vocês são a minoria mas fazem a diferença na escola pública A diferença de trabalhar em algo que gostamos, ser professora por vocação, o salário acaba ficando em segundo plano mesmo, em primeiro plano vem a satisfação de estar cumprindo o seu dever e exercendo com dignidade a profissão mais importante do planeta Um abraço !
Tereza Andrade disse…
Mulher de fibra essa Edilva Bandeira, se não bastasse o posicionamento profissional, ainda há uma bela e corajosa história pessoal. Parabéns professora, eu estou torcendo pelo seu sucesso...
Abraços
Anônimo disse…
Divorciada com tres filhos.... Linda história pessoal! Será que os filhos delas são egressos de escola pública também? Com todo respeito dona Edilva, pendura uma Melancia no pescoço e sai rebolando!!! Os professore que estão protestando não tem nada com suas 46 horas de aula mais pensão, nem a senhora nada com a manifestação deles, visto que a Senhora é totalmente auto-suficiente!
Giulia disse…
Paulo, qual é o problema de a professora Edilva ter se aprimorado profissionalmente a ponto de poder dar aulas em boas escolas da rede particular?...
Aliás, muitos professores ruins trabalham na rede pública e dão aula em PÉSSIMAS escolas particulares, somente para ganhar bolsa para seus próprios filhos...
Percebe a diferença?

Quanto ao anônimo logo acima, ele precisa comer bastante melancia para desopilar o fígado e o rim. Credo!
Glória disse…
Giulia, essa gente não sabe nem inovar, parados no tempo e no espaço. Essa do "maridão rico" é um dos chavões deles, que tive de levar na cara muitas vezes, quando comecei a me posicionar contra as contínuas greves do magistério. Na época era casada com um tido "maridão rico" e faziam comigo o que o "anônimo" fez com a Edilva. Ufa, como cansam!!!
Anônimo disse…
Quanta hipocrisia! Vocês escrevem " se aprimorar para dar aula em escola particular". Depois vem querer defender a escola pública.Menos né. Sinceramente gostaria de assistir uma aula da Glória. Aliás, uma não, dez aulas. Ela deve ser excelente. Pelo menos uma coisa eu admiro em vocês: ter tanto tempo pra ficar correndo atrás de um blog. Como é bom não precisar trabalhar pra se sustentar né! Nós que somos simples professores que dependem dos salários pra pagar todo tipo de conta e ainda ter que financiar estudos pra estar sempre atualizados ficamos aqui, assim, com jornada dupla, tripla... Vendo comentários no blog. E, no intervalo das aulas mandar uma mensaginha também né! Afinal de contas ninguém é de ferro. Um abraço pra vocês do Educaforum.
Valdeci Santana disse…
Os cães ladram e a caravana passa e certamente a senhora professora Edilva é a CARAVANA.
Abraços e vá em frente!
Ana Cristina disse…
A professora Edilva é pequenina, magrinha, mas dona de uma força e inteligência incrivel. Fui sua aluna nas disciplinas de Língua Portuguesa e Línguistica na Letras da Faculdade Integrada de Pereira Barreto -SP. Ela estava sempre defendendo a escola pública com entusiasmo. Lembro que um dia um colega lamentou a situação do professor e o chamou de coitado, imediatamente a professora reagiu e disse que ela não era coitada e nõs não deveríamos nos sentir coitados. Agora sou professora e nestes dias de greve, quando o discurso é de vitimização do coitado do professor que deve ao banco, que não tem dinheiro para as necessidades básicas, que ganha um salário miséravel e outras justificativas da galera do "sindicato", lembro das palavras da professora Edilva e não me sinto uma coitada.
Giulia disse…
Anônimo, pra dar aula em boas escolas particulares o professor tem que se aprimorar sim, senão é demitido! Muito ao contrário da rede pública, que aceita tudo, inclusive as faltas dia-sim, dia- não.