
Se Páscoa é tempo de renovação - embora todos os dias sejam oportunidades de renovação - o texto abaixo veio como um presente oportuno. Regina Milone, uma das professoras sérias e dignas que frequentam este blog, se encantou com o filme Entre os muros da escola e resolveu colocar suas impressões no papel. Colocações muito interessantes! O texto seria perfeito, se a realidade do ensino público fosse ao menos parecida, na França e no Brasil. Não estou falando aqui de política ou de conteúdos curriculares, mas de algo "imponderável" que impede à escola pública brasileira dar o salto de qualidade necessário: o desprezo pelo aluno em todos os níveis da sociedade formadora de opinião.
Esse desprezo permite que o aluno da rede pública brasileira tenha em média 25% de aulas vagas, que seu professor demore até 20 minutos para entrar na sala de aula após o sinal, que esse aluno não seja socorrido dentro da escola nem possa ligar para a mãe pedindo ajuda, como ocorreu com o garoto que quebrou os pulsos aqui em São Paulo e a família não conseguiu advogado para processar a escola, nem mesmo após apelo nacional feito através da revista Veja.
Aluno brasileiro da rede pública não dispõe de sabonete para lavar as mãos, os banheiros são imundos e sem portas. Aluno brasileiro não é orientado para fazer pesquisa, pois 90% das escolas têm suas bibliotecas fechadas e mesmo assim o governo continua enviando milhões de livros para as "bibliotecas" das escolas públicas...
Esse mesmo desprezo permite que grupos de alunos sejam impedidos de entrar na escola por falta de uniforme e de repente venham a se afogar na represa, como ocorreu em São Paulo e a sociedade não se comoveu, porque eram crianças pobres, quem sabe, marginais em potencial...
Esse desprezo permite que alunos sejam expulsos a rodo por qualquer motivo, que lhes seja negada a frequencia na escola próxima à sua residência, pois existe um tráfico de vagas que a ninguém interessa investigar.
Graças a esse desprezo, a polícia militar é chamada imediatamente para "socorrer", por exemplo, uma professora ofendida verbalmente por um aluno e resolve espancar três que estavam passando por lá. O caso ocorreu no Paraná e só veio a público porque a polícia errou o alvo. Mesmo assim, ninguém se comoveu com o fato...
Esse desprezo permite que nossa mídia, omissa e covarde, corra aos apelos dos poderosos sindicatos da classe "docente" quando um aluno torce um cabelo a um professor, sem se preocupar em ouvir o outro lado. Hipocritamente, a imprensa brasileira gasta rios de tinta para falar de "educação" em época de eleição, mas nunca se dá ao trabalho, como já sugerimos inúmeras vezes, de checar com seus funcionários menos graduados como funciona a escola onde seus filhos estudam. Simplesmente porque não interessa. A prova é que um filme estrangeiro e premiado sobre a escola é sucesso de público e crítica, enquanto um filme nacional tão bom e muito mais oportuno do que esse passou quase despercebido, sem despertar qualquer discussão renovadora na sociedade brasileira.
Essa mesma mídia sabe que existe, em Araraquara, uma das cidades mais ricas do país, um poderoso esquema de corrupção que há dez anos desvia milhões de verbas do ensino e das APMs para os bolsos de dirigentes, supervisores e diretores de escola. Trata-se de um enorme "escândalo"... restrito à mídia local, pois não interessa a São Paulo ou ao Brasil que o ensino público avance e os filhos da população mais humilde venham a ser melhor alfabetizados. Coisas... do Brasil.
Mas, como somos MUITO teimosos e acreditamos em mudanças, lá vai o texto da professora Regina, na esperança de que possa provocar um bom e saudável debate.
Boa Páscoa para todos!
Não deixem de ver o filme "ENTRE OS MUROS DA ESCOLA", ganhador da Palma de Ouro em Cannes. É um filme francês, que mostra a realidade das salas de aula em escolas públicas e a relação professor-aluno, nas séries equivalentes ao 6º até 9ºanos do Ensino Fundamental daqui e Ensino Médio (garotada de 13, 14, 15 anos de idade). Acabei de assistir (baixei da internet) e valeu muito a pena. Em muitos pontos, aquela realidade é idêntica à nossa.
Me permitam analisar um pouco:
- As escolas públicas francesas estão recebendo uma diversidade de alunos e culturas - imigrantes de vários países - e estão encontrando muitas dificuldades em lidar com isso, assim como encontramos aqui, onde a existência de vários "brasis", também com diferentes culturas, hábitos e costumes se faz presente, principalmente no ensino público; aqui também ainda estamos lutando pra aprender a lidar com isso e nos comunicarmos de forma efetiva;
- Os adolescentes mostrados no filme encontram-se bastante descrentes da importância da escola e do estudo, só se mostram motivados na hora do recreio e dos esportes, estão cada dia mais irônicos e agressivos com os colegas e com os professores, estão debochados, desrespeitosos e indisciplinados, já que aquilo tudo parece não fazer o menor sentido pra eles, além de sentirem-se perseguidos pelos professores e pela escola em muitos momentos, não sentindo-se compreendidos e amparados por eles;
- Os professores também sentem-se desmotivados, pois dar aula para turmas onde apenas um ou dois estão interessados é super frustrante, o que os faz tentar vários recursos e dinâmicas, nem sempre bem sucedidas, para tentar mudar esse quadro, procurando cativar os alunos de alguma forma e, muitas vezes, perdendo a paciência - o que é super humano - nesse processo que parece estar andando pouco ou quase nada;
- Os diretores e coordenadores (no nosso caso, orientadores também) buscam ouvir todos os lados e "costurar" essas relações, aplicam normas, impõem limites, organizam reuniões e acabam passando boa parte do tempo tendo que cuidar de casos de indisciplina e de organização da escola, incluindo aí a estrutura física da escola, entre outras coisas;
- Os "Conselhos de Disciplina" de lá julgam e acabam sempre expulsando alunos considerados "difíceis", após suspensões e outras punições, o que também acontece aqui, nas reuniões de professores e equipe diretiva, mesmo sendo proibido por lei e mesmo sabendo-se que, dessa forma, é muito mais provável que aconteça a evasão escolar ou a entrada desses adolescentes na marginalidade ao invés de funcionar como uma "lição" que os faça melhorar de alguma forma;
- Os pais desses alunos são pessoas simples, pobres, em geral de vida sofrida e que, lá na França, nem mesmo falam a língua do país, muitas vezes, o que corresponde aqui à dificuldade que encontramos em nos comunicar com os responsáveis por nossas crianças e adolescentes também, pois parece nitidamente, na prática, que também são duas (ou mais) línguas diferentes se encontrando e, aqui como lá, sabemos que chamar os pais para conversarmos pode levar os alunos a serem surrados, castigados e humilhados em casa depois, muitas vezes.
Enfim...
- As escolas públicas francesas estão recebendo uma diversidade de alunos e culturas - imigrantes de vários países - e estão encontrando muitas dificuldades em lidar com isso, assim como encontramos aqui, onde a existência de vários "brasis", também com diferentes culturas, hábitos e costumes se faz presente, principalmente no ensino público; aqui também ainda estamos lutando pra aprender a lidar com isso e nos comunicarmos de forma efetiva;
- Os adolescentes mostrados no filme encontram-se bastante descrentes da importância da escola e do estudo, só se mostram motivados na hora do recreio e dos esportes, estão cada dia mais irônicos e agressivos com os colegas e com os professores, estão debochados, desrespeitosos e indisciplinados, já que aquilo tudo parece não fazer o menor sentido pra eles, além de sentirem-se perseguidos pelos professores e pela escola em muitos momentos, não sentindo-se compreendidos e amparados por eles;
- Os professores também sentem-se desmotivados, pois dar aula para turmas onde apenas um ou dois estão interessados é super frustrante, o que os faz tentar vários recursos e dinâmicas, nem sempre bem sucedidas, para tentar mudar esse quadro, procurando cativar os alunos de alguma forma e, muitas vezes, perdendo a paciência - o que é super humano - nesse processo que parece estar andando pouco ou quase nada;
- Os diretores e coordenadores (no nosso caso, orientadores também) buscam ouvir todos os lados e "costurar" essas relações, aplicam normas, impõem limites, organizam reuniões e acabam passando boa parte do tempo tendo que cuidar de casos de indisciplina e de organização da escola, incluindo aí a estrutura física da escola, entre outras coisas;
- Os "Conselhos de Disciplina" de lá julgam e acabam sempre expulsando alunos considerados "difíceis", após suspensões e outras punições, o que também acontece aqui, nas reuniões de professores e equipe diretiva, mesmo sendo proibido por lei e mesmo sabendo-se que, dessa forma, é muito mais provável que aconteça a evasão escolar ou a entrada desses adolescentes na marginalidade ao invés de funcionar como uma "lição" que os faça melhorar de alguma forma;
- Os pais desses alunos são pessoas simples, pobres, em geral de vida sofrida e que, lá na França, nem mesmo falam a língua do país, muitas vezes, o que corresponde aqui à dificuldade que encontramos em nos comunicar com os responsáveis por nossas crianças e adolescentes também, pois parece nitidamente, na prática, que também são duas (ou mais) línguas diferentes se encontrando e, aqui como lá, sabemos que chamar os pais para conversarmos pode levar os alunos a serem surrados, castigados e humilhados em casa depois, muitas vezes.
Enfim...
Nada muito diferente da nossa realidade não!
A busca do professor no filme é louvável. Ele usa a inteligência, a criatividade, é democrático, mas não consegue despertar o interesse dos alunos, na maior parte do tempo, como também acontece aqui. E olha que ele tenta muito fazer com que os alunos participem, falem do que gostam, sejam dinâmicos, mas eles estão mais é querendo que a aula acabe logo e que as férias cheguem logo também. E, infelizmente, isso é o que grande parte dos profissionais das escolas daqui (não só os professores) também acabam querendo... Até mesmo como reação ao estresse e desgaste do dia a dia, pois ser professor, na realidade atual, não está mole pra ninguém!
No entanto vemos, no final do filme, que nos momentos de descontração - jogo de futebol -, os alunos e os profissionais da escola se integram, interagem e fazem do estar na escola algo muito prazeroso. Isso também acontece aqui. Mas, mesmo assim, insiste-se em se manter principalmente aulas expositivas em todas as matérias, aquele modelo antigo do "cuspe e giz", o que é justamente o contrário desse dinamismo necessário e super presente, tanto na criança quanto no adolescente. A escola, nesse ponto, violenta a própria natureza curiosa e criativa dos alunos, até que não reste nada dessa natureza ali, dentro dos "muros da escola"...
Os adolescentes vão sempre questionar a autoridade (de forma crítica ou não; consciente ou não; debochada ou não), vão preferir estar com os amigos do que com os adultos, vão estar super ligados em sexo, terão sempre linguagem própria (incluindo gírias, palavrões..) entre eles, pois tudo isso FAZ PARTE DA ADOLESCÊNCIA. É normal. Não podemos reagir a isso como se fôssemos tão adolescentes quanto eles! Mas no dia a dia das salas de aula lotadas é bem difícil...
Os alunos precisam de limites? Claro que sim!!! Mas não adianta a escola ser democrática no discurso e manter práticas tradicionais, conservadoras, voltadas para a pura e simples obediência. Isso só vai continuar cultivando a rebeldia dos alunos! Nunca ajudaremos a formar cidadãos com o mínimo de autonomia, espírito crítico, iniciativa e criatividade assim! E, sem essas características minimamente desenvolvidas, como poderão se virar bem nesse mundo louco que nós, adultos, estamos entregando pra eles??? De alguma forma, vejo que eles percebem isso intuitivamente e reagem assim, na defensiva, mostrando que esse não é o mundo que querem.
A busca do professor no filme é louvável. Ele usa a inteligência, a criatividade, é democrático, mas não consegue despertar o interesse dos alunos, na maior parte do tempo, como também acontece aqui. E olha que ele tenta muito fazer com que os alunos participem, falem do que gostam, sejam dinâmicos, mas eles estão mais é querendo que a aula acabe logo e que as férias cheguem logo também. E, infelizmente, isso é o que grande parte dos profissionais das escolas daqui (não só os professores) também acabam querendo... Até mesmo como reação ao estresse e desgaste do dia a dia, pois ser professor, na realidade atual, não está mole pra ninguém!
No entanto vemos, no final do filme, que nos momentos de descontração - jogo de futebol -, os alunos e os profissionais da escola se integram, interagem e fazem do estar na escola algo muito prazeroso. Isso também acontece aqui. Mas, mesmo assim, insiste-se em se manter principalmente aulas expositivas em todas as matérias, aquele modelo antigo do "cuspe e giz", o que é justamente o contrário desse dinamismo necessário e super presente, tanto na criança quanto no adolescente. A escola, nesse ponto, violenta a própria natureza curiosa e criativa dos alunos, até que não reste nada dessa natureza ali, dentro dos "muros da escola"...
Os adolescentes vão sempre questionar a autoridade (de forma crítica ou não; consciente ou não; debochada ou não), vão preferir estar com os amigos do que com os adultos, vão estar super ligados em sexo, terão sempre linguagem própria (incluindo gírias, palavrões..) entre eles, pois tudo isso FAZ PARTE DA ADOLESCÊNCIA. É normal. Não podemos reagir a isso como se fôssemos tão adolescentes quanto eles! Mas no dia a dia das salas de aula lotadas é bem difícil...
Os alunos precisam de limites? Claro que sim!!! Mas não adianta a escola ser democrática no discurso e manter práticas tradicionais, conservadoras, voltadas para a pura e simples obediência. Isso só vai continuar cultivando a rebeldia dos alunos! Nunca ajudaremos a formar cidadãos com o mínimo de autonomia, espírito crítico, iniciativa e criatividade assim! E, sem essas características minimamente desenvolvidas, como poderão se virar bem nesse mundo louco que nós, adultos, estamos entregando pra eles??? De alguma forma, vejo que eles percebem isso intuitivamente e reagem assim, na defensiva, mostrando que esse não é o mundo que querem.
Ao mesmo tempo, em uma sociedade cada dia mais individualista e consumista como a nossa, com diferença de classes sócio-econômicas gritantes, fica complicado desenvolvermos outros valores junto ao aluno, já que o próprio ser humano tem sido cada vez mais tratado como algo descartável, numa sociedade em que o maior valor é realmente o dinheiro e o status, o poder e o prestígio que ele pode comprar, o que os jovens veem muito bem. Aí chegamos pra eles e falamos da importância do estudo e eles não entendem, não acreditam e só se interessam se for pra ganhar dinheiro de forma fácil e rápida, já que o imediatismo também impera.
É tudo fruto do capitalismo? Acho que só em parte. É fruto também das nossas contradições e do enorme desconhecimento que o homem ainda tem sobre o seu próprio funcionamento interno (emocional, psíquico, inconsciente...), o que o faz eleger inimigos sempre fora de si e permanecer em luta apenas contra estes, muitas vezes acabando por ser totalmente incoerente no que diz respeito ao que defende, repetindo e fortalecendo, sem perceber, a falsa dicotomia "teoria X prática", "razão X emoção", entre outras. Isso acontece frequentemente como, por exemplo, quando alguém defende a democracia e a justiça social e age de forma absolutamente intolerante e autoritária, sem conseguir ouvir ou respeitar quem pense diferente dele ou avalie as coisas de outra maneira. Sem dúvida é muito mais fácil seguir normas rígidas, ser autoritário, manipular (mesmo justificando pra si mesmo que é com a melhor das intenções...), julgar, rotular do que aprender a lidar com as diferenças, cooperar, trocar, estar aberto pra aprender sempre, fazer constantemente uma auto-crítica honesta, etc.
É tudo fruto do capitalismo? Acho que só em parte. É fruto também das nossas contradições e do enorme desconhecimento que o homem ainda tem sobre o seu próprio funcionamento interno (emocional, psíquico, inconsciente...), o que o faz eleger inimigos sempre fora de si e permanecer em luta apenas contra estes, muitas vezes acabando por ser totalmente incoerente no que diz respeito ao que defende, repetindo e fortalecendo, sem perceber, a falsa dicotomia "teoria X prática", "razão X emoção", entre outras. Isso acontece frequentemente como, por exemplo, quando alguém defende a democracia e a justiça social e age de forma absolutamente intolerante e autoritária, sem conseguir ouvir ou respeitar quem pense diferente dele ou avalie as coisas de outra maneira. Sem dúvida é muito mais fácil seguir normas rígidas, ser autoritário, manipular (mesmo justificando pra si mesmo que é com a melhor das intenções...), julgar, rotular do que aprender a lidar com as diferenças, cooperar, trocar, estar aberto pra aprender sempre, fazer constantemente uma auto-crítica honesta, etc.
E outra coisa importante: o conhecimento é algo DINÂMICO, em constante renovação, fruto de novas descobertas, mas, no entanto, a escola ainda é tão arcaica que funciona na direção oposta a isso, apresentando conteúdos de forma estanque e cristalizada, sem interrelacioná-los e repelindo qualquer conhecimento novo que chegue a ela e que coloque em cheque alguns de seus paradigmas e vícios. Já senti isso na pele várias vezes (as contribuições do pedagogo na escola costumam ser repelidas e vistas como "teóricas demais", muitas vezes, pois dizem que ele "não está dentro da sala de aula pra saber das coisas", no que esquecem que TODO PEDAGOGO É PROFESSOR TAMBÉM e já deu aula)! Afinal, ainda valoriza-se mais os anos de experiência prática (mesmo que com pouco ou nenhum estudo) e o senso comum do que o que tem sido descoberto e avaliado por pesquisadores seríssimos, no mundo todo. A escola não valoriza a pesquisa, recebendo-a sempre como "algo puramente teórico que não tem nada a ver com a realidade prática da escola". Mas as pesquisas são feitas em cima de observação de práticas também! Uma coisa não está separada da outra! E muitas são feitas por professores, inclusive! E como a escola quer que o aluno valorize o estudo e o conhecimento adquirido pela humanidade ao longo dos tempos se ela é a primeira a criticar, debochar e rejeitar os novos conhecimentos e descobertas??? É absurdamente INCOERENTE!! Como cativar os alunos assim, se eles veem que grande parte dos "educadores" não lê, não gosta de estudar, não se atualiza, não se renova...??? Assim fica impossível!!! É uma dupla mensagem o tempo todo: "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço"! "Estudem, mas quando alguém chegar pra vocês com idéias novas, digam que vocês é que sabem das coisas por causa dos seus "anos de experiência" nisso ou naquilo". "Desconfie do conhecimento sempre", é o que passamos pra eles, o que é muito diferente do que devíamos passar, que é: tenham sempre espírito crítico diante do que receberem sim, mas saibam ouvir, refletir e pesquisar antes de julgar alguma idéia, pessoa ou prática, pois a maior sabedoria é se manter aberto a novas aprendizagens na vida a cada momento, questionando, buscando e desenvolvendo saberes, ao invés de ficar na posição rígida e defensiva de negação e rejeição (Freud explica!).
O medo do novo é um dos maiores do ser humano e isso deveria ser ensinado na escola. O medo do "diferente" geralmente vem da ignorância que leva aos preconceitos, à intolerância e, no final, à todo tipo de conflitos, confrontos e guerras. Ensinar - e primeiro o educador precisa aprender mais sobre isso! - sobre como funciona o ser humano, em termos de comportamento e reações emocionais seria, sem dúvida, muito mais interessante e útil pra vida de nossos alunos, não acham???!!!!!
Regina Milone
Pedagoga, psicóloga e arteterapeuta. Atua em Psicologia Clínica (consultório) no Rio e como orientadora educacional em escola pública no município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense.
Comentários
O EducaFórum não tem constituição jurídica, aqui não entra dinheiro, só sai, do nosso próprio bolso.
Você, como bom sindicalista da classe "docente", só lê neste blog apenas o que lhe interessa, senão saberia que cobramos de todos.
Devemos explicações apenas aos nossos leitores, que acessam este blog aos montes. Temos uma média de 150 visitas por dia, anônimo, você é apenas mais um... Aliás, já que é anônimo, não conta...
As denúncias sérias, essas vêm por e-mail, não nos comentários do blog.
Caroline, neste país do vale-tudo, do jeitinho , ninguém acredita que alguém possa fazer algo pela sociedade de graça! Todos enxergam uma vantagem financeira em tudo. O Deus desta sociedade é o cifrão. E isso vale também para as ONGs, existem muitas que são apenas trampolins para a política partidária e a corrupção.
Professor Paulo, repito: o EducaFórum não é ONG, você sabe o que é um fórum? É um espaço para o livre encontro e o debate democrático. É isso que nós somos. Muitas vezes saímos do debate e metemos a mão na massa, acompanhamos os pais na Secretaria da Educação ou em outros órgãos públicos, sabe por que? Porque senão os problemas não se resolvem. Nossos filhos estudaram em escolas públicas e conhecemos bem a malemolência do serviço público. Os impostos que pagamos só servem para engordar políticos e ONGs. Se você achar que pra isso precisamos ganhar, é que seu único Deus é o cifrão. Reveja seus valores, Paulo Neto!
a democracia deve existir sempre
porém há muitos de vcs que exageram
e acabam generalizando
existem bons profissionais sim
e não devemos defender pessoas erradas não
mas a democracia , através da constituição federal nos garante o direito de defesa
sejamos justos
e vamos dar um basta na impunidade
e também não vamos julgar todos como se fossem apenas um
a senhora fala os professores
generalizou
pq não dá nome aos bois?
pq não investiga a fundo e diz o nome
é isto que me deixa indignado
não são todos
tem tanta certeza dos seu argumentos (generalizantes) que até se irrita com os outros ?
cadê a democracia ?
já vi este filme
Se tem uma coisa INDISCUTÍVEL, é que nossos professores não ensinam o aluno a interpretar texto nem a fazer pesquisa. Te falo isso de boca cheia, pois meus três filhos aprenderam em casa, se dependesse dos professores, já viu!!! E eles só estudaram em escolas centrais, com a maioria dos professores concursados. Aliás, as próprias pesquisas governamentais comprovam a incompetência da classe "docente"! Os IDEB e IDESP da vida já dão o parâmetro, além do inquestionável despreparo dos alunos que saem das faculdades de pedagogia. O aluno que não aprende a raciocinar no ensino fundamental e médio dificilmente recupera depois. Francamente, contam-se nos dedos professores como a Regina Milone, que têm a competência e a disposição de discutir o ensino com seriedade. Mais uma vez chamo a atenção para a pobreza dos comentários sobre este post!!!
Como não generalizar???
Então, eu deleto
Deleto esse tipo de comentário como gostaria de deletar esse tipo de professor da escola pública
Querem fazer gracinha e ofender os pais, que ocupem outro espaço
Dar satisfações de minha vida a eles é que não vou dar mesmo.
Explicações ????
IMAGINA, SOR....CRESCA E APAREÇA
No meu blog eu não deixo mesmo
Deleto e acabou...
and me I bewitched with Brazil.
but sorry this post is long for me.
can somebody pass me the clue of message ??
love:))
Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionava. Formou homens de têmpera, respeitadores, honestos e patriotas. O método moderno deu no que deu: pessoas de moral fraca, mal-educadas, corruptas.
Viva o velho!
Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO…
‘ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!’
****************
Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS…
‘SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!’
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Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA…
‘PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?’
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Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO…
‘CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!’
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Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO…
‘FECHA A BOCA E COME!’
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Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO…
‘ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!’
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Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA…
‘CALMA!… QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ..’.
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Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS…
‘OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!’
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Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO…
‘SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!’
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Minha Mãe me ensinou MEDICINA…
‘PÁRA DE FICAR VESGO, MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.’
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Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL…
‘SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!’
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Minha Mãe me ensinou sobre SEXO…
‘…E COMO VOCÊ ACHA QUE VOCÊ NASCEU?’
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Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA…
‘VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!’
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Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES.. .
‘TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?’
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Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE..
‘QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.’
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Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA…
‘UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!’
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Minha mãe me ensinou RELIGIÃO…
‘MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!’
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Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ…
‘SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!’
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Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO…
‘OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!’
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Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO…
‘VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!’
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Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOQUO…
‘NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?’
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Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO…
‘EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!’
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Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ….
‘SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!’
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Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..
‘SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!…’
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Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA…
‘JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!’
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Minha mãe me ensinou os NÚMEROS…
VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!’
Brigadão Mãe !!!
(Autor desconhecido, mas bem podia ter sido eu…)
O RESTO É CONVERSA FIADA!!!!!!
a senhora bem que podia explicar do que a senhora vive né?
quem paga seu salário ?
quem elegeu a senhora representante dos pais ?
a sua entidade recebe verbas de quem ?
a senhora está a serviço de quem ?
a senhora é candidata?
ou vai apoiar a candidatura do Eufrásio Meira? aquele que fica na radio divulgando as palavras medíocres que vcs falam heim?
a senhora é presidente vitalícia da entidade que a senhora criou ?: sem a aleição de ninguém ?
como pode defender a democracia se é ditadora no poder?
quando haverá eleição paraescolha do novo presidente da sua entidade ?
quem vota ?
a senhora e mais quem ?
depois fica falando das escolas, dos professores e dos diretores?
que moral a senhora tem para falar mal de alguém ?
não existe outro serviço que a senhora possa fazer?
aliás, a senhora já trabalhou alguma vez na vida? já foi para a escola?
concluiu pelo menos a 4ª série do ciclo I?
nossa, quanta irregularidade gente
e ainda fica falando da escola pública
meu Deus
quanta hipocrisia
Imagina uma tranqueira postar essa apologia a violencia doméstica...
Ela bem que tentou mas eu deletei e ainda moderei os comentários, quer dizer que não terão nem cinco minutinhos de fama.
Podem estrebuchar...
Essa turma que tem saudade da palmatória e do relho, vir destilar suas taras onde a gente tenta construir a cultura da educação para a paz.
E podem estrebuchar mas na minha frequesia não cantam...
Muita ousadia....não dou mesmo essa ousadia....
Em segundo lugar, queria dizer que estou muito triste pelo fato de vários "anônimos" aproveitarem este espaço pra continuar com as ofensas e com a guerrinha ridícula e covarde (quem nem mesmo se identifica é COVARDE sim!!!) que usam há tempos contra as criadoras deste blog. É um baixo nível que deixa qualquer um, que tenha um mínimo de educação e sensibilidade, chocado!
Gostaria muito que debatêssemos o filme, seus pontos em comum e suas diferenças em relação a nossa realidade, entre outras coisas.
Sou atuante nas minhas profissões, idealista e batalhadora, mas jamais corporativista, pois isso só serve pra cegar pessoas e classes profissionais, na minha opinião. Lutar pela melhoria de uma classe trabalhadora mas sem auto-crítica é algo que não me interessa nem um pouco! É injusto e neurótico demais!! Aliás, citei essa falta de auto-crítica no meu texto, pois mesmo sendo educadora, não vou tapar o sol com a peneira e achar que os professores são todos ótimos e verdadeiramente comprometidos com a profissão, porque simplesmente ISSO NÃO É VERDADE!
Gostaria muito que trocássemos IDÉIAS, CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS, e não ofensas!
Quanto ao anônimo que escreveu sobre a educação antiga, exaltando-a e a todo tipo de violência que vinha com ela (autoritarismo, ameaças, castigos, humilhações, agressões, etc.), só posso lamentar a tremenda ignorância, o que é no mínimo preocupante em alguém que exerce uma profissão de tamanha responsabilidade quanto é a de educador. Dói ler/ouvir absurdos como esses em pleno ano de 2009!!!!!
Tem gente que não aprende nunca, até porque acha que já sabe tudo, tema aliás que também abordei no meu texto...
Mais uma vez, obrigada Giulia pela oportunidade de me expressar aqui, na busca de diálogo e reflexões..
Um beijo pra vc!