Mídia nota zero - a série XI - Papo de bar...


A psicanalista Ana Veronica Mautner publicou na Folha de São Paulo um artigo "profundamente" hilário sobre a progressão continuada. Nunca li nada tão estapafúrdio! Ela "ficou com a boca amarga" devido à derrota do Brasil na copa do mundo e faz uma comparação delirante entre o nosso futebol e a educação, na qual a grande vilã seria a progressão continuada. Já escrevi tanto sobre o assunto que não vou mais uma vez chover no molhado. Apenas repito a equação que mostra por que essa prática não funciona no sistema educacional brasileiro:

PROGRESSÃO CONTINUADA = AVALIAÇÃO CONTÍNUA + RECUPERAÇÃO CONTÍNUA.

Já que não tenho nada a acrescentar, clique neste link para ler uma excelente análise do amigo Mauro sobre o ridículo texto da psicóloga, cuja "análise" não passa de um papo de bar. Mais uma nota zero para a Folha de São Paulo na seleção dos textos que publica sobre educação.

Quem realmente fez uma ótima comparação entre o Brasil futebolístico e a educação foi o senador Cristovam Buarque:
No futebol o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo. E todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama.

Comentários

cremilda disse…
Giulia.
O Mauro leu o seu apelo.
Se vai atender, ou se entendeu não sei
Eu mesma não gosto de ficar alizando mães que acham que ser amiguinhas da diretora e das professoras vão resolver alguma coisa.
Até piora....
Esse tipo de mãe sempre existiu, aos montes, são aquelas que assinam tudo que a diretora quer. Elas atrapalham, nunca ajudam.
Acho que se a escola está do jeito que está, assim Á mostra é graças ao nosso trabalho duro e firme, nesse quadro eu incluo você.
Nunca esteve tão ruim, mas lembro que antes do sol nascer, o céu fica preto mesmo, acho que é o caso agora.
Acho que o melhor trabalho é o que vem com muita coragem e coragem as mães amiguinhas da diretora não tem. Elas agradam a diretora e normalmente são do Conselho de Escola e da APM, mas por medo. Acham que se assinarem tudo que a direção quer seus filhos estarão a salvo, não raro essas mães ajudam a diretora a perseguir aluno e a expulsa-los, a diretora as convence que seus filhos estarão sofrendo a mal influência
O medo é mau conselheiro....
Giulia disse…
Cremilda, acho que você também não entendeu o que eu quis dizer. Não fiz apelo algum, apenas expus minha opinião. Tenho o Mauro em alto conceito, mas trilhamos caminhos diferentes, mesmo buscando o mesmo objetivo: o meu caminho é no sentido de compartilhar experiências e aproximar pessoas. Sou dura com quem age de má fé, mas sei separar o jogo do trigo. Muitas pessoas não entendem a nossa luta por desconhecerem uma realidade que a mídia não mostra. Falta de conhecimento não é má fé. Você tem razão: o melhor do nosso trabalho é mostrar as chagas da escola pública, mas isso também tem um outro viés, pois horroriza as pessoas e faz o jogo do lobby da escola particular. Já pensou nisso? A gente precisa tomar cuidado para não virar um "Datena" ao contrário...
cremilda disse…
Pois é...
O Datena é do mal, decididamente do mal....
E acho que temos sim que tomar uma posição.
Tomar a decisão de estar do lado do mais fraco e lutar contra a injustiça dentro da escola vai horrorizar o lado de lá.
É para horrorizar mesmo.
O meu objetivo é esse.
Falar nas entrelinhas, devagar e com todo jeitinho, não funciona com torturadores, hipócritas e pessoas que sabem muito bem o que estao fazendo.
Não é comigo, estou fora.
A Vanessa está do lado de lá...
Quem está do lado de lá, está do lado da escola que tortura, violenta humilha e dá maus exemplos.
Acho que respeitar posições é uma coisa, mas apoiar e fazer de conta que não está vendo é outra...
Se existe tanto mal na escola pública é justamente por conta da omissão e covardia dos bons.
A escolha é livre, assim como a semeadura, mas temos que ter maturidade também para aceitar as consequências.
É isso.
Giulia,

Nossa total solidariedade à mãe Vanessa Cabral, pois uma mãe conhece muito bem a angustia de colocar os filhos na escola pública e não saber se eles estão bem e nem se voltarão com a saúde mental e física abalada.
Por outro lado, nosso total repúdio à jornalista Vanessa Cabral por fazer propaganda enganos da escola pública, iludindo a comunidade em geral e colocando sob suspeição as milhares de denúncias diárias contra as violências físicas e morais que nossas crianças sofrem nas escolas públicas.

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