A escola tabu nº 13 - Mentira e covardia


EM TEMPO: Quando a Clara nos escreveu pela primeira vez, dava a impressão de que o professor apenas tivesse AMEAÇADO impedir que ela fizesse as provas, mas não foi isso: ele realmente impediu que ela as fizesse. Por este motivo nossa orientação mudou: ela deve, sim, continuar a ignorar as provocações do professor, a manter-se educada e tranquila, mas a mãe, SIM, pode e deve reclamar junto à direção da escola, pois nenhuma lei permite a esse professor tirar à aluna o direito de fazer as provas! Ele mentiu perante toda a classe e deve ser punido por essa atitude irresponsável.
Segue o texto como foi elaborado no dia "do professor", sendo que um professor como esse não merece qualquer homenagem e sim uma bela punição!

Aproveitando a deixa de Gilberto Dimenstein, de que o "dia do professor é o mais importante do ano", publicamos uma mensagem que acabamos de receber de uma aluna, mostrando toda a perversidade de que um mau professor é capaz. Toda escola pública tem - no mínimo - um desses, se não este ano, teve no ano ano passado e terá no ano que vem, devido à grande rotatividade de profissionais... Eles contaminam toda a rede pública com seu cinismo, mentira e covardia. Mais uma vez fica bem claro que o maior problema da educação, no Brasil, não é o ensino. E mais uma vez deixamos bem claro que não estamos generalizando: é até ridículo ter que explicar que nem todos os professores são perversos. Ainda bem, rsrs!

Segue a mensagem da aluna - que merece flores - e embaixo nossa resposta:

Oi! Eu fui suspensa por oito dias por ter me envolvido em uma briga no intervalo. Minha mãe conversou com a direção e eles permitiram que eu fizesse as provas e trabalhos, no entanto, um professor disse na frente de todos os alunos que não ia me deixar fazer as provas e trabalhos porque aluno suspenso não tem direito a nada, que eu estava sendo privilegiada e que se alguém superior tipo a justiça ficasse sabendo do que aconteceu, a escola e eu iriamos sofrer um processo. Claro, não é certo brigar e eu paguei o preço sendo suspensa da escola por oito dias, mas não achava que era proibido fazer os trabalhos e provas quando eu retornasse às aulas. Em função disso, gostaria de saber se existe uma lei que proibe o aluno, ou que permite a ele fazer provas e trabalhos e também se a permissão da escola de eu fazer os trabalhos e provas pode gerar problemas jurídicos. Ficarei muito grata se me responderem e sanarem essa minha tão grande dúvida e preocupação.

Resposta do EducaFórum:

Prezada Clara, em primeiro lugar, parabéns pela sua excelente redação! Muito adulto não saberia explicar a situação com tanta clareza e concisão.

Não existe lei alguma, o professor mentiu para você, é terrorismo de professor mal amado e mal resolvido profissionalmente, como existem tantos por este Brasil afora. Mas não o enfrente, pois esse tipo de professor é bicho peçonhento, morde e pode até "matar", ou seja, provocar sua expulsão da escola. Parece aliás que ele está louquinho para se livrar da sua pessoa...

Muito cuidado! Não brigue mais, respeite seus colegas e professores, mesmo aqueles que não se dão o respeito. Professor, no Brasil, é inimputável e a sociedade o considera santo ou mártir. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco, ou seja, o aluno. Você errou, a escola não soube lidar com o seu erro e tenha certeza de que ficará do lado do professor, em qualquer situação! Por isso, não reclame com a direção da escola, se você contar o que aconteceu ele vai negar, vai mentir do mesmo jeito que mentiu para você sobre a tal lei que inventou para lhe dar uma "lição". Mas você é uma menina esperta e não caiu nessa conversa, conversa de gente mentirosa e covarde.

Desse tipo de professor, infelizmente, a escola pública está cheia, já nas particulares é mais difícil, pois eles correm o risco de serem demitidos quando fazem alguma besteira. Aliás, muitas vezes o mesmo professor dá aula na rede pública e na particular, mas trata os alunos de formas diferentes: na particular ele é um cordeirinho (precisa do emprego para garantir a bolsa para seus próprios filhos) e na pública ele mostra sua verdadeira cara, pois aposta na impunidade e na falta de opção dos pais, que dificilmente têm condições de mudar seus filhos de escola.

Como já alertamos: tome muito cuidado, Clara! Daqui para frente você está marcada e esse professor vai continuar lhe perseguindo. Procure evitá-lo, não responda e continue enviando informações. Vamos monitorar de longe. Um abraço!

Comentários

Samara disse…
Infelizmente o estado da educação pública brasileira não é dos melhores.Meu nome é Samara e tenho 17 anos, quero contar aqui a história do meu irmão Lucas de 14 anos. Há uma semana ele vem recebendo apelidos de colegas, o que causou nele uma certa reclusão social, até mesmo em casa.Ele chegou a pedir ajuda para a escola, mas nenhuma solução foi tomada.Nessa quinta-feira, 14/10, ele cansado da situação acabou se envolvendo em briga com o colega que o apelidou.O meu irmão sofreu 'suspensão' de 2 dias, o que fere os direitos dele de ter acesso à educação, e o outro menino ainda saiu como vitima. Quero saber qual postura meus pais devem tomar em relação a essa situação de negligência ao Bullying sofrido por ele e se a suspensão dada pela escola é valida.Agradeço desde já pela resposta.
Arthur disse…
Cara Samara, eu recomendo que seus pais registrem um Boletim de Ocorrência contra o outro menino (o real agressor). Ele e a família dele devem ser responsabilizados.
Anônimo disse…
Amanhâ os 1.800 alunos do Lucas Roschel Rasquinhos serão supensos
pelos os professores.
Todos foram avisados via panfletos.
Os pais não entendem o que está acontecedendo.

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