
Lembra da mensagem do outro dia? Leia aqui novamente:
Minha filha tem DDA e sofreu bullying liderado pela professora quando estava no segundo ano primário. Ela colocou apelido de "XXX (nome dela) que não faz nada", "XXX preguiçosa" e agredia ela diariamente. Pegava o caderno dela, andava pela sala inteira mostrando para todos, para humilhá-la. Ela era uma criança hiperativa, alegre, mas naquele semestre passou a ser uma criança totalmente apática. Passava todo periodo da aula debruçada sobre a mesa sem levantar a cabeça. Quando percebemos o que havia de errado, transferimos ela para uma outra escola, mas o trauma já estava instalado. Hoje ela tem 15 anos, até hoje ela sofre de apatia na sala de aula e não conseguimos resolver o problema apesar de nosso empenho, tratamento psicologico e remédios. Hoje, na reunião com a orientadora pedagógica, ela disse que se ela continuar assim, a escola terá que tomar providências pois para os professores é extremamente difícil e não pode ficar nessa situação. Ela não tem NENHUM comportamento delinquente, apenas é apática e não participa nas atividades de aula. A escola pode expulsar um aluno por causa disso?
Essa mãe acaba de nos enviar mais informações:
Obrigada por divulgar nossa experiência.
Apesar de termos condições de pagar escola particular, minha filha quis ser transferida para escola pública, pois achou que a pressão pelo bom desempenho iria diminuir.
Na verdade, tanto as escolas particulares quantos as públicas foram uma decepção para nós. Moramos numa cidade pequena e não temos muitas opções.
Ultimamente a coordenadora pedagógica da escola tem nos ameaçado de denunciar para o conselho tutelar. Denunciar o quê? Não sei.
A psicopedagoga que está atendendo minha filha solicitou, à direção da escola, um relatório de avaliação do comportamento dela, para que possa auxiliar no tratamento. A escola recusou. A direção disse que os professores são extremamente ocupados.
Esta semana, mais uma vez fui chamada para "reunião" na escola... Estou deprimida. É sempre queixas intermináveis sobre minha filha. Totalmente monólogo. Quando tentamos sugerir algo para que possamos trabalhar juntos, tudo que escuto é - Ah, é difícil, nós não podemos dar um tratamento especial...
A última reunião pedi para que a psicopedagoga participasse junto. Como ela é profissional na área, demonstrou muito mais capacidade de argumentação e conseguimos algumas "promessas" por parte da direção. Só que alguns dias depois falaram que não foi combinado nada daquilo. Parece que a partir da proxima reunião terei que exigir ata.
Apesar de termos condições de pagar escola particular, minha filha quis ser transferida para escola pública, pois achou que a pressão pelo bom desempenho iria diminuir.
Na verdade, tanto as escolas particulares quantos as públicas foram uma decepção para nós. Moramos numa cidade pequena e não temos muitas opções.
Ultimamente a coordenadora pedagógica da escola tem nos ameaçado de denunciar para o conselho tutelar. Denunciar o quê? Não sei.
A psicopedagoga que está atendendo minha filha solicitou, à direção da escola, um relatório de avaliação do comportamento dela, para que possa auxiliar no tratamento. A escola recusou. A direção disse que os professores são extremamente ocupados.
Esta semana, mais uma vez fui chamada para "reunião" na escola... Estou deprimida. É sempre queixas intermináveis sobre minha filha. Totalmente monólogo. Quando tentamos sugerir algo para que possamos trabalhar juntos, tudo que escuto é - Ah, é difícil, nós não podemos dar um tratamento especial...
A última reunião pedi para que a psicopedagoga participasse junto. Como ela é profissional na área, demonstrou muito mais capacidade de argumentação e conseguimos algumas "promessas" por parte da direção. Só que alguns dias depois falaram que não foi combinado nada daquilo. Parece que a partir da proxima reunião terei que exigir ata.
Sim, é o caso de exigir ata, mas esteja certa de que a escola não vai fornecer cópia! E tem mais: os professores não estão "extremamente ocupados"... A verdade é que a escola não vai emitir relatório algum, pois TEM MEDO que esse relatório possa ser usado contra ela. Essa é a realidade da escola no Brasil: uma escola que não dá a mínima para o aluno e ainda por cima ameaça denunciar os pais para o Conselho Tutelar, que se tornou o maior aliado em seus abusos.
Quando falamos pela primeira vez aqui de "bullying docente", só faltou sermos processados. E sempre vêm os puristas da língua colocar os pontos nos ii: "bullying é coisa entre crianças ou adolescentes". Então tá!
Leia também o post anterior: Cortina de fumaça sobre o bullying docente
Comentários
Idéia lançada.... Abraços