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O que fazer com o aluno dislexo? Até hoje, o Brasil não sabe... mas também não quer saber! Por tratar-se de uma minoria, a tendência é a escola não se preocupar com esses alunos ou até expulsá-los.
Por esse motivo, é extremamente louvável a iniciativa da professora Ana Lúcia, que se preocupou em trazer de volta o aluno Christian, totalmente desestimulado para ir à escola. Ela criou uma estratégia muito interessante: motivou os colegas a escreverem mensagens para o menino, confeccionou um livrinho e o levou para ele. Copiamos aqui algumas das mensagens, que também comentamos, para mostrar como as crianças podem ser sensíveis, compreensivas e perspicazes.
Aqui Fabiana usou toda a sua arte para demonstrar seu carinho ao amigo.
Júlio sente a falta do colega e percebe que, de alguma forma, ele faz a diferença na classe.
Georgia entende que Christian tem muitas qualidades especiais.
Marcelo sente falta da companhia do Christian durante a atividade de jardinagem. Como é importante para as crianças a convivência e a camaradagem!


Agapi revela que Christian é um menino alegre e que sua presença torna a classe especial.

Essa mensagem de Marina é uma pérola! Ela percebe que todos têm dificuldades em alguma área e que com perseverança é possível vencer os obstáculos.
O livrinho que a professora Ana Lúcia levou para o Christian contém muito mais mensagens, mas devido às limitações do blog não foi possível postar todas. Elas têm em comum a espontaneidade e o interesse das crianças pelo colega de quem realmente gostam.
Christian é mesmo um menino de muitas qualidades. Apesar da dislexia e do DDA, tem raciocínio lógico e rápido, é alegre e muito interessado pelo mundo que o cerca. Certamente conseguirá superar todas as suas dificuldades, é apenas questão de tempo, como entendem os próprios colegas. Ele teve também a sorte de sua família não permitir que desistisse dos estudos e conta com uma professora que faz questão de sua presença na classe.
Que essa atitude da professora Ana Lúcia possa servir de exemplo para todas as escolas que tendem a excluir seus alunos dislexos e portadores de DDA. Torcemos também para que a escola do Christian busque e encontre uma forma de lidar com esses alunos especiais, não apenas por precisarem ser incluídos, mas por terem grandes qualidades e uma inteligência que merece ser explorada. Eles podem fazer a diferença, revelando alguns dos mistérios de que nem sonha nossa vã filosofia...
Comentários
Vã filosofia e incapacidade de enxergar o diferente como igual a nós.
Todos somos parte de tudo.
Já que vc está falando de DDA, poste um artigo sobre a inclusão de alunos especiais. Aqueles portadores de síndrome como Down, de retardo mental e os autistas. A escola fala em inclusão e joga estas crianças na sala sem material de apoio, sem professor de apoio, sem suporte psicológico (aliás estas psicólogas adoram dar entrevistas, mas na escola não fazem nada).
Enquanto isso vou te contar a história do Gustavo. Ele nasceu portador da síndrome de down. A mãe que não era casada com o pai pensava que ele nunca iria falar nem aprender e o conservou em casa o quanto pode até os 3 anos de idade. No ano passado ela morreu de câncer e ele foi morar com o pai que só o via nos feriados de fim de ano. Agora Gustavo com 4,5 anos entrou na escola (Ed.Infantil). Tem sido muito difícil para ele a adaptação que já não é fácil para os demais. Não tem nada na escola que tenha sido pensado para o Gustavo, exceto uma boa dose dedicação da professora dele. A publicidade da TV mostra a menininha down tocando bateria e dizendo que ser diferente é normal. Que normal que nada! O Gustavo é que diga.
Sabe, não é uma questão só de especialistas, é mudança de paradigma mesmo!
O dia que a escola aceitar a inclusão estará salva para investir em todos os alunos dentro de suas potencialidades.
Posso enviar material para vc se quiser. Diga o email...
Somos um universo individual numa criação espetacular do ARQUITETO DO UNIVERSO....
A escola quer fazer justamente o contrário, vejam por exemplo a exigência de uso de uniforme. Só um pequeno exemplo, para massificar, para robotizar.
Aluno que fala muito, que questina que se rebela ou exige respeito tem carreira curta na escola.
Em São Paulo, só ficam os bonzinhos e mesmo assim não aprendem também.
Ser diferente não é comum não. E o certo não é entender todos como iguais, mas entender que todos são diferentes e respeitar as diferenças de cada um.
Vou te mandar o material na 2a. pois minha mãe está doente e eu só voltei para casa hj.
um abraço
desculpe não ter enviado o material. Minha está internada Há 13 dias, estou com ela no hospital. Tentarei te enviar na próxima 2a.feira.
um abraço