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Coronelismo na educação


As páginas dos jornais estão lotadas de notícias com respeito à invasão da reitoria da USP por estudantes, uma questão menor, frente aos inúmeros problemas do sistema educacional, que a mídia varre para baixo do tapete.

Outro problema, muito mais sério, está ocorrendo há quase um mês em Rondônia. Se este país fosse uma verdadeira nação, esse problema estaria tendo a mesma repercussão que o da USP e seria inclusive possível comparar os dois casos. No entanto, Rondônia deve ser considerado pela sociedade brasileira um estadozinho da periferia, digamos, marginal.

Há quase um mês, estudantes e professores da Unir - Universidade Federal de Rondônia, estão em greve e acampados na reitoria da universidade, por motivos muito mais sérios que os da USP: corrupção generalizada, que vai desde a má administraçaõ de recursos até ao favorecimento na concessão de vagas, por parte do reitor, José Januario de Oliveira Amaral. Estudantes e professores querem a renúncia do reitor que, bravo coroné, não pretende largar o osso.

O mais grave de toda essa questão é a truculência como o assunto está sendo tratado pela polícia federal, que prendeu estudantes e até um professor que estava chupando um pirulito e foi acusado de ter atirado uma bomba segundos antes. Assista ao vídeo abaixo e veja como parece que o país voltou à época da ditadura!





Parabéns aos alunos da Unir, que se posicionam claramente e aparecem na filmagem de cabeça erguida, sem esconderem o rosto como aqueles da USP. Leia também a matéria que saiu na Folha.com

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