Realfabetização - Compromisso com o aluno


Já elogiamos aqui a Secretária Municipal do Rio de Janeiro, Cláudia Costin (que é paulista), pela sua gestão voltada para o aluno. Atualmente, é um exemplo único em todo o Brasil, não apenas pela competência educacional, mas principalmente pelo compromisso com o aluno, esse ignorado ou esquecido pelas autoridades, em todo o Brasil.


Como costuma dizer o educador Rubem Alves, a maioria dos professores não-educadores nunca fala de seus alunos, apenas de salários, condições de trabalho, carreira, aposentadoria... Vemos esse modelo em praticamente todo o país, menos no Rio de Janeiro, onde os professores não demonstram apenas respeito, mas interesse, dedicação e amor pelos seus alunos. O exemplo vem de cima! Diferente dos demais Secretários da Educação, Cláudia Costin costuma falar entusiasticamente de seus alunos e demonstra seu interesse através dos projetos que implanta em sua Secretaria, desde a fascinante Educopédia, que leva a tecnologia para a educação, até o programa de Realfabetização, que se preocupa com os alunos analfabetos funcionais, esses que costumam ser culpados pelo fracasso escolar, junto com a própria família. São os alunos com baixa auto-estima, considerados incapazes de aprender e que muitas vezes abandonam a escola.

Enquanto a maioria das autoridades educacionais se preocupa em resolver a questão da alfabetização "daqui para frente", a prefeitura do Rio de Janeiro arregaça as mangas e assume a recuperação dos alunos que aos 9, 10 ou 11 anos ainda não entendem o que lêem, nem sabem redigir um pequeno texto. Um programa necessário para todo o Brasil e que merece ser estudado por todas as Secretarias da Educação.

As aulas de realfabetização são diferentes, não se trata da repeteba inconsequente à qual são sujeitos os alunos repetentes. O programa é concentrado e foca no essencial que o aluno perdeu em português e matemática, abordando temas das demais disciplinas e, principalmente, fazendo ligação direta com o cotidiano das crianças. Nas palavras da própria Cláudia Costin: "É como em paciente na UTI. Você praticamente para tudo e concentra no que é essencial".

Mas a adesão e o compromisso do professor são fundamentais para dar certo. Não adianta um programa bem elaborado sem a participação da classe docente. E é nesse quesito que a Secretaria da Educação do Rio de Janeiro faz toda a diferença. Basta acompanhar o Twitter @ClaudiaCostin para ver quantos educadores falam do sucesso dos próprios alunos, enquanto no Twitter das demais autoridades educacionais o tema costuma ser o salário, os concursos, a remoção, o bônus, enfim, os direitos do profissional da escola. Tem mais: aqui no EducaFórum recebemos denúncias de pais e alunos das redes públicas de ensino de todo o Brasil e podemos afirmar que praticamente o Rio de Janeiro é uma exceção.

Aqui em São Paulo, a única comparação que podemos fazer é com a gestão de Mário Sérgio Cortella, no início dos anos 90: uma rede de ensino focada no aluno e fervilhante de qualidade. Essa comparação mostra que partido político não garante competência na educação, já que o viés partidário da gestão Cláudia Costin é diferente daquele de Mário Sérgio Cortella. O único partido que funciona na educação é o "partido do aluno"!

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