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Superdotação - a mão direita sabe o que a esquerda faz?


Para entender o assunto de hoje você precisa acompanhar a saga da menina Valéria, plenamente alfabetizada aos 6 anos e obrigada a "aprender" o beabá numa classe de 1º ano. Leia os posts anteriores clicando aqui, aqui e aqui.

Uma informação que não havíamos dado é que as duas irmãs mais velhas da Valéria também estão adiantadas nos estudos. Bom, se a superdotação fosse uma questão genética, este caso seria exemplar. A família mora no Capão Redondo e as três meninas estudam na rede pública, mas, se este fosse um país sério, uma escola particular de renome daria com prazer bolsa integral às três alunas, não para posar de boazinha, mas por interesse comercial. Nem isso! Neste país, aBUNDAm a indiferença para os talentos humanos e a incompetência empresarial...

Mas parece que a superdotação das meninas é mesmo herança dos pais! Leia a mensagem que acabamos de receber de Cristina e Claudemir, que encontraram sozinhos, na Internet, a solução para conseguir a reclassificação da Valéria e, talvez, para oferecer a todas as suas filhas uma educação de qualidade. Uma família que mereceria toda a atenção do estado e da sociedade brasileira, se o interesse geral da nação não fossem as novelas das seis, das sete e das oito:

Bom dia, Giulia e Cremilda,

Desculpem, estamos sem telefone, tanto em casa como no celular, por isso estamos enviando este e-mail.
Queremos relatar que fomos ao CAPE, Centro De Apoio Pedagógico Especializado e fomos  muito bem atendidos pelas senhoras
- Tânia - Coordenadora do Ensino Hospitalar,
- Marta - Coordenadora de Crianças com Dificuldades de Aprendizado.

Contando o caso da Valeria , elas demonstraram indignação pela postura tanto da escola como da DE SUL 2 e explicaram que o CAPE funciona como um órgão instrutor (assessoria e consultoria) para profissionais da educação das Escolas Publicas do Estado, possui vários departamentos responsáveis por diversos   tipos de situações, entre elas alunos com Altas Habilidades, cuja responsável é a Sra. Denise, que está em contato bem próximo com a Sra. Christina Menna Barreto Cupertino (Assessora, Consultora, Coordenadora Do CAPE, Organizadora do Projeto Para Crianças com Altas Habilidades e autora do livro Um Olhar Para As Altas Habilidades - Construindo Caminhos).

A Sra. Marta adiantou que ouviram falar do nosso caso e que tomarão providências, dando a resposta mais tardar na terça-feira em dois aspectos:

1º - Garantia do laudo, onde entrarão em contato com psicólogos e psicopedagogos do projeto, a priori sem custos. Isso por uma questão de investimento na criança, existindo a possibilidade  de que ela seja encaminhada para uma bolsa de estudos no colégio Objetivo (para não desperdiçar um provável talento).
2º- Intermediação e soma de esforços com todos nós junto à Secretaria da Educação e Conselho Estadual da Educação,  para reclassificação imediata e sem obstáculos, lembrando mais uma vez que a priori as mesmas se indignaram com a falta de postura e atenção quanto ao diferencial da criança em todos os sentidos. Elas se interessaram também, pelo desenvolvimento das nossas outras  duas filhas.

Abraços,
Claudemir e Cristina

Como já mencionamos no último post, ou a dirigente da DE SUL 2 não sabe da existência do CAPE, órgão da SEE instalado dentro da DE SUL 1, ou ela não quis encaminhar os pais da Valéria para lá. Essa é a dúvida: a mão direita sabe o que a esquerda faz?...

Parece que nem o CAPE acredita na competência da rede pública em trabalhar o talento da aluna, já que aventou a possibilidade de encaminhar Valéria para uma bolsa de estudos na rede particular. Uma pena! Em lugar de se empenhar na capacitação da escola pública, a ideia é sempre encaminhar os alunos superdotados para a rede particular...

Fazemos muitos votos de que o CAPE realmente RESOLVA, no mínimo, a  simples questão da reclassificação da Valéria, assunto que está em banho-maria desde o início do ano e que exigiu dos pais a perda de inúmeros dias de trabalho e rendeu para a aluna desgostos e humilhações. 

Parabéns, Cristina e Claudemir! Vocês são pais SUPERDOTADOS EM CONSCIÊNCIA DE CIDADANIA, um exemplo para todo o Brasil. Torcemos muito por vocês e por todas as suas três filhas! Continuem contando com a nossa solidariedade e apoio. Um abraço!

Giulia e Cremilda 

Comentários

Osmar José Paz Delmaschio disse…
O que eu não consigo entender Giulia é que quando eu era coordenador,há mais ou menos 10 anos, as Diretorias de Ensino faziam uma pressão muito grande para reclassificarmos alunos que estavam em defasagem de idade/série. Alunos que tinham 17, 18 anos e que estavam apenas na 1ª série do ensino médio faziam uma prova e logo já poderiam frequentar séries mais avançadas. Por que será que esses pais estão encontrando tamanha dificuldade para reclassificar essa aluna ? Parabéns pela sua disposição em ajudar essa família !
Giulia disse…
Pois é, Osmar, você vê que as dúvidas são as mesmas para quem está dos dois lados do "balcão"...
Recebi uma crítica, de que estamos "batendo forte" em quem nos ajuda. Gostaria de saber quem é que está se sentindo agredido: agredida FOI essa criança, essa família e todas as demais que sofrem para conseguir uma reclassificação dos filhos.
Anônimo disse…
saber ela sabe com certeza
o qu e ela tem á péssima vontade para resolver as coisas
isto ela nunca teve
ela não está nem ai pra o que acontece nas escolas
ela acoberta e é conivente com tudo que acntece nas escolas dela

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