
Trecho de Educação e superdotados: uma análise do sistema educacional
A educadora Helena Antipoff já falava em superdotação na década de 20! Ainda hoje, no Brasil, não existe programa pedagógico para permitir o desenvolvimento harmonioso de alunos que se destacam por habilidades e talentos especiais. O mínimo que o país poderia fazer, para não prejudicar tanto esses cérebros privilegiados, é permitir que ao menos pudessem frequentar o ano escolar adequado ao seu desenvolvimento. Mas não!
Este blog chato registra os dias e até as horas que os pais e alunos perdem em intermináveis idas e vindas na busca de seus direitos. Vamos contar as novidades do caso da menina Valéria, cuja história narramos no post O Brasil jogando cérebros no lixo.
Bom, a história havia parado na quarta-feira dia 16, com a visita à Subsecretaria da SEE, no gabinete do Prof. José Benedito. Na sexta-feira dia 18 os pais da Valéria foram ao Conselho Estadual da Educação, para reunião agendada às 10:00, que deveria ser com a conselheira Neide, mas foram atendidos por uma (?) chamada Ivana, que os recebeu no saguão e já foi declarando que nada poderia fazer.
Voltamos a cobrar uma atitude do Prof. José Benedito, que pediu aos pais irem à Diretoria de Ensino, para "resolver" junto à dirigente Maria Lígia.
Na segunda-feira dia 21 os pais foram à DE Sul 2 e ouviram da dirigente que a única coisa que poderia "resolver" seria um laudo de superdotação da menina, emitido por um profissional da psicologia. Cabe agora a seguinte pergunta: que tipo de avaliação poderia ser mais confiável do que o teste de prontidão para o 2º ano, que a aluna fez sob pressão psicológica na própria escola, e no qual teve 100% de acertos??? Como se a aluna quisesse ir para a faculdade e não para o 2º ano do Ensino Fundamental!!!
Cabe mais uma pergunta superimportante: por que a escola mandou a aluna fazer o teste, de pelo menos 10 páginas, SE SUA RECLASSIFICAÇÃO NÃO SERIA ACEITA? Seria talvez para dar uma "lição de moral" aos pais, mostrando-lhes que sua filha não teria condições de passar para o 2º ano? Seria por isso que, durante o teste, a menina foi acompanhada pela mesma "leoa de chácara" que a arrastou escada acima e a traumatizou chamando-a de "adiantada"? Suspeitamos que essa figura tenebrosa da EE Rev. Prof. Manoel da Silveira Porto Filho, de nome Sonia e cujo cargo até agora não foi esclarecido, pretendeu assim intimidar a aluna, na esperança de que ela não passasse no teste e a família ficasse desmoralizada, quem sabe até tirando a menina da escola... Assim o problema seria resolvido!!! Mas, infelizmente para a tal figura, Valéria acertou 100% das perguntas, mesmo sob pressão.
Bem, inconformados, na terça-feira dia 22 os pais foram junto com a Cremilda procurar o Defensor de Direitos da Criança e do Adolescente, Dr. Flávio Frasseto. Muito gentilmente, ele esclareceu que a Diretoria de Ensino teria solicitado o laudo de superdotação como uma forma de "se calçar juridicamente", caso "alguém" viesse a contestar a reclassificação da menina. Quem seria esse alguém? A Presidenta Dilma?... Quem contestaria um teste de mais de 10 páginas com 100% de acertos e letra perfeitamente harmoniosa, feito por uma menina de 6 anos sob a pressão de uma "leoa de chácara" que torcia pelo fracasso dela?
Não sabemos quantos dias de trabalho e de sufoco os pais dessa aluna ainda vão perder atrás de um laudo de "superdotação", dado por um profissional que dificilmente vai fazê-lo de graça e provavelmente vai exigir uma série de exames... Esperamos que, ao término dessa "novela", o Dr. Flávio Frasseto seja mais objetivo e resolva cobrar, para essa criança e seus pais, danos morais por todo o constrangimento, tempo e dinheiro perdidos em busca de algo óbvio e devido. Esse dinheiro não vai recuperar nada do que a menina perdeu, mas talvez abra um precedente para que outras crianças com habilidades e talentos especiais não tenham que passar pela mesma via crucis.
Bom, a história havia parado na quarta-feira dia 16, com a visita à Subsecretaria da SEE, no gabinete do Prof. José Benedito. Na sexta-feira dia 18 os pais da Valéria foram ao Conselho Estadual da Educação, para reunião agendada às 10:00, que deveria ser com a conselheira Neide, mas foram atendidos por uma (?) chamada Ivana, que os recebeu no saguão e já foi declarando que nada poderia fazer.
Voltamos a cobrar uma atitude do Prof. José Benedito, que pediu aos pais irem à Diretoria de Ensino, para "resolver" junto à dirigente Maria Lígia.
Na segunda-feira dia 21 os pais foram à DE Sul 2 e ouviram da dirigente que a única coisa que poderia "resolver" seria um laudo de superdotação da menina, emitido por um profissional da psicologia. Cabe agora a seguinte pergunta: que tipo de avaliação poderia ser mais confiável do que o teste de prontidão para o 2º ano, que a aluna fez sob pressão psicológica na própria escola, e no qual teve 100% de acertos??? Como se a aluna quisesse ir para a faculdade e não para o 2º ano do Ensino Fundamental!!!
Cabe mais uma pergunta superimportante: por que a escola mandou a aluna fazer o teste, de pelo menos 10 páginas, SE SUA RECLASSIFICAÇÃO NÃO SERIA ACEITA? Seria talvez para dar uma "lição de moral" aos pais, mostrando-lhes que sua filha não teria condições de passar para o 2º ano? Seria por isso que, durante o teste, a menina foi acompanhada pela mesma "leoa de chácara" que a arrastou escada acima e a traumatizou chamando-a de "adiantada"? Suspeitamos que essa figura tenebrosa da EE Rev. Prof. Manoel da Silveira Porto Filho, de nome Sonia e cujo cargo até agora não foi esclarecido, pretendeu assim intimidar a aluna, na esperança de que ela não passasse no teste e a família ficasse desmoralizada, quem sabe até tirando a menina da escola... Assim o problema seria resolvido!!! Mas, infelizmente para a tal figura, Valéria acertou 100% das perguntas, mesmo sob pressão.
Bem, inconformados, na terça-feira dia 22 os pais foram junto com a Cremilda procurar o Defensor de Direitos da Criança e do Adolescente, Dr. Flávio Frasseto. Muito gentilmente, ele esclareceu que a Diretoria de Ensino teria solicitado o laudo de superdotação como uma forma de "se calçar juridicamente", caso "alguém" viesse a contestar a reclassificação da menina. Quem seria esse alguém? A Presidenta Dilma?... Quem contestaria um teste de mais de 10 páginas com 100% de acertos e letra perfeitamente harmoniosa, feito por uma menina de 6 anos sob a pressão de uma "leoa de chácara" que torcia pelo fracasso dela?
Comentários
Pena que eu só lí esse seu texto agora.
As 15 horas eu fui no Palácio do Governo e protocolei um segundo documento dando as "novidades" desse caso da Valéria, e cobrando o andamento do primeiro.
Pena que senão eu teria protocolado o seu também. Sempre é tempo, se amanhã não houver uma novidade, vou ver se volto lá segunda e protocolo o seu.
Deixei também na Rádio Bandeirantes, é caminho. Deixei as cartas na Bandeirantes e de lá que é pertinho fui até o Palácio.
Vamos ver agora se consigo falar com Dr. Kfouri para marcar uma reuniao na OAB. Levaremos todos os casos da Sul 2, sei que mudar a dirigente não vai adiantar, mas pelo menos se ela sair dá um alô para quem fica.