Bancos? Deixa quebrar!




Não, não estou autorizando ninguém a quebrar bancos! rs

Estou apenas contestando o absurdo prestígio de que os bancos, principalmente os grandes, gozam junto à população brasileira. Existe um imenso PAVOR de que os bancos possam quebrar. O país inteiro se assusta ao pensar que as instituições bancárias possam falir e assim se dobra ao seu domínio.

Justo os menores correntistas são os mais apavorados, como os aposentados ou até a dona de casa que, pela primeira vez em sua vida, recebeu um cartão de banco, no caso, do programa Bolsa-Família. Já pensou se esse rico dinheirinho for engolido na quebradeira?...

Saiba que ESSE PERIGO NÃO EXISTE! Todo correntista que tiver até R$ 100 mil no banco ou na poupança pode ficar tranquilo: mesmo que seu banco quebre, o governo garante a reposição desse dinheiro. E, provavelmente, 99% da população brasileira profissionalmente ativa têm menos de R$ 100 mil investidos em bancos. Ou não?

Pronto, está então comprovado que banco pode quebrar à vontade, isso só vai atingir 1% da população, que certamente possui muito mais do que R$100 mil, ou seja, propriedades, dinheiro no exterior etc. etc. Mas ainda não é a quebradeira dos bancos que estou propondo! rs

Este texto é apenas uma provocação para que o brasileiro pare de perceber seu banco como um "guarda-chuva" (lembram daquela esperta propaganda?...). É importante ter uma visão mais crítica e realista dessas instituições.

Lembro, ainda hoje, uma frase que ouvi de um dos ministros do famigerado ex-presidente e hoje indigesto senador, Fernando Collor: Banco é uma empresa cujo produto é dinheiro. Nem uma palavra sobre a função social dos bancos! E assim tem sido, desde então: bancos são tubarões que engolem, sim, o "rico" dinheirinho do povo e, principalmente, os ENORMES recursos dos impostos que TODOS pagamos.

(Pausa para reflexão. Durante esta pausa, lembre-se de que os bancos são as empresas mais lucrativas deste país e até as crianças sabem disto.)

Como é que o dinheiro dos nossos impostos vai parar nos bancos??? A vilã dessa história chama-se DÍVIDA PÚBLICA. É uma questão antiga que somente agora está começando a chamar a atenção da população mundial. Não através da grande mídia, claro, já que essa é financiada pelos bancos e pelos governos, que são os maiores anunciantes!

Olhe com atenção a "pizza" acima, que se explica por si só: 753 BILHÕES, ou seja, QUASE METADE DOS RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL, foram usados, no ano passado, para pagar a tal DÍVIDA PÚBLICA. Não é balela, a informação é do Senado Federal! E a origem dessa dívida até hoje não foi explicada à população. Quando você pede um dinheiro emprestado, é por alguma necessidade, certo? Não é o que acontece no país! Há décadas, o Brasil emite títulos para... pagar JUROS SOBRE JUROS de uma dívida que não nos trouxe qualquer benefício! Os grandes beneficiários dessa dívida são bancos! É uma BOLSA-BANQUEIRO 35 vezes maior do que o programa Bolsa-Família!

E já que saímos às ruas por "20 centavos", veja outros dados:
R$ 753 bilhões dariam para manter a Tarifa Zero nos ônibus do Brasil por 40 anos!
R$ 753 bilhões são 10 vezes o valor gasto em Saúde no ano de 2012!
R$ 753 bilhões são 13 vezes o valor gasto em Educação no ano de 2012!

O Brasil não é o único país tão "endividado": vários países do mundo têm enormes "dívidas" públicas e estão em situação dramática, pois o pagamento de juros abusivos, escorchantes e na maioria das vezes ilegais, impede a realização de investimentos sociais. 

No entanto, um desses países, o Equador, conseguiu dar um enorme exemplo de coragem e determinação para o resto do mundo, ao se livrar da maior parte de sua dívida pública. Como? Fazendo uma AUDITORIA e comprovando, por A+B, que a maior parte dessa dívida era ilegítima (sem contrapartida), ilegal (contrariava a legislação local a internacional) e baseada em fraudes, como a renúncia à prescrição. A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, aqui do Brasil, participou dessa auditoria com toda a sua experiência. Com esse relatório em mãos, o presidente do Equador, Rafael Correa, usou uma estratégia brilhante: ofereceu aos credores apenas 30% do valor dos títulos e 95% deles aceitou vendê-los ao governo. Nenhum deles entrou na Justiça, pois sabia que não poderia ganhar uma causa baseada em ilegalidades, ilegitimidades e fraudes. Assim ficou comprovado que aquela "dívida", contraída pelos ex-presidentes do país, era fruto de especulação e beneficiava o mercado financeiro através do pagamento de juros abusivos e ilegais. Assim, o Equador conseguiu voltar a investir nas áreas sociais e o país pôde retomar o crescimento.

É por isso que não me importo com o futuro de bancos - ou melhor, de banqueiros - que lesam nossa pátria de forma criminosa e mesquinha. Seu desprezo para os clientes que possuem investimentos menores que R$  100 mil é muito evidente nas absurdas filas que o povo é obrigado a fazer. Por mim, esses bancos podem quebrar! rs

CONTINUA, mas já vá assistindo ao documentário grego DIVIDOCRACIA que mostra a questão da Dívida Pública em nível internacional: tutto il mondo è paese (o mundo é uma aldeia)!

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