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Falta de respeito pelos pais de alunos

Mais uma vez o assunto é falta de respeito. A falta de respeito pelo aluno predomina na rede pública brasileira, desde as mais altas autoridades da educação até o inspetor de alunos. Já falamos exaustivamente disto em posts anteriores e hoje voltamos ao também já abordado assunto da falta de respeito pelos pais. A maioria dos pais de alunos da rede pública costuma relevar as ofensas, para evitar represálias e perseguições contra os filhos ou até por sentir-se em condição de inferioridade diante de profissionais que se ufanam de seus diplomas ou décadas de magistério. Alguns, felizmente, possuem coragem suficiente para discutir com esses profissionais e procurar instâncias superiores, que possam tomar providências adequadas. Leiam a mensagem que acabamos de receber:

Sou mãe de S, uma menina de 10 anos que está no 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública na região metropolitana de Porto Alegre.

Na última sexta-feira 22/08/2014 fui convidada a comparecer ao Conselho de Classe participativo, para ter acesso ao desempenho escolar de minha filha no 2º trimestre de trabalho escolar.

Chegando à escola fomos recebidos (eu e meu marido) pela professora que logo saiu da sala e felizmente foi chamar a orientadora para acompanhar nossa conversa.

A professora iniciou dizendo que continua preocupada com o "psicológico da S" que não está tendo bom rendimento em matemática. Solicitei por tres vezes que a mesma me mostrasse como faz o acompanhamento das notas (avaliação) e ela não mostrou o caderno com os registros das notas, ao contrário fechou e guardou. Insistimos para saber o que a professora chama de problema psicológico e ela disse que "acho que como a S tem duas irmãs que se destacam, fica abafada na família". Dissemos que quando a escola relatou o problema levamos nossa filha ao psicólogo indicado.  Ele devolveu que a S podia precisar naquele momento de uma avaliação psicopedagógica, então levamos a uma psicopedagoga que avaliou e disse que seria uma falha metodológica e não problema da S. A professora respondeu rispidamente: "Tu não vê que tua filha é doente, tá sempre com nariz escorrendo e com o olho inchado?". Explicamos que ela tem rinite alérgica crônica e faz tratamento. A orientadora tentou amenizar diversas vezes mas sem sucesso. A professora disse que a S se destaca em português, mas não falou das outras disciplinas. Insisti perguntando se a questão psicológica que ela tanto reforçava era uma hipótese ou uma certeza, e que se era hipótese precisávamos levantar outras hipóteses referentes à não aprendizagem  ou à dificuldade em matemática, por exemplo, referente à metodologia. Nessa hora a professora teve um acesso de deboche, mandou que procurássemos à Secretaria da Educação dizendo: "Não estão satisfeitos com a escola, tirem a S daqui! Eu tenho 24 anos de magistério (batia com uma mão na outra no sentido de 'não vai dar em nada!'), vão na Secretaria, é logo alí ó...". Para piorar, quando já estávamos na porta a professora ficou atirando beijinhos com a mão e rindo: "Vai mãe, vai com Deus, vai na Secretaria, vai com Deus!"

Não gostaria de deixar a situação dessa forma, então fiz um registro com a direção na escola e de posse deste fui até a Secretaria, onde fiz outro registro e fui recebida pelo Secretário de Educação e diretora pedagógica, que ficou de fazer as intervenções na escola. Mas independente do que será feito a respeito dessa situação internamente, quero saber  o que cabe em termos de ação civil contra essa profissional, pela falta de ética e respeito aos pais de uma criança menor que não tem como argumentar e se defender sozinha. Essa professora foi debochada, irônica e invasiva... Se foi assim conosco, que conseguimos argumentar e contestá-la, imagina com pais mais humildes - parte de uma clientela abarcada pela região em que a escola se situa.

Nossa resposta:

Parabéns pela sua atitude! Muitos pais simplesmente baixariam a cabeça e deixariam tudo como está. Quanto a denunciar a professora pelos meios legais, entendemos que esse não é o caminho, pois já tivemos casos em que os processos provocaram apenas anos de desgaste, humilhações e constrangimento para os próprios pais e alunos. O diálogo, a discussão civilizada e a denúncia às autoridades competentes são sempre os melhores meios de solucionar problemas de mau comportamento, seja de profissionais ou de alunos, mesmo que os resultados sejam pífios. Continue nos informando com respeito às atitudes dessa professora e não tolere qualquer eventual represália dela contra sua filha.

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