Escola estadual de São Paulo: tolerância zero!



Desde o início do ano chovem reclamações de pais e alunos sobre a intolerância aos atrasos de alunos, que geralmente permitiam 10 minutos após o fechamento do portão. Cada vez mais, os alunos são barrados na entrada, até mesmo na hora em que toca o sinal. Entrar na segunda aula? Nem pensar!

Isso não tem nada a ver com a tentativa de "disciplinar" os alunos, trata-se mesmo de intolerância e do desejo de que as escolas fiquem cada vez mais vazias, como já denunciamos no post A escola intolerante, autoritária e excludente.

Para variar, a campeã nacional é a rede paulista, que porém tem "a seu favor" o fato de ser a maior do país... (não custa dar uma colher de chá! rs). Segue denúncia de pais de alunos da EE Maria Leoni, em Guarulhos, que acabamos de encaminhar à Ouvidoria da Educação, com cópia para a Central de Atendimento da SEE, resguardando, é claro, a identidade dos pais que nos enviaram a mensagem, para evitar as infalíveis perseguições e represálias.

Na escola Maria Leoni, em Guarulhos, não existe tolerância... As normas da escola mudaram, os pais não foram avisados nem por documento, nem por telefone, nem por reunião (que ainda não teve nenhuma este ano). As normas internas da escola informam: 10 min de tolerância de atraso, apenas mediante justificativa comprovada, presença dos pais ou responsável e autorizada pela direção.
Todos os dias eles batem o portão na cara de vários alunos (20 ou mais) que já estavam com o pé na porta de entrada, apenas porque tocou o sinal, e cada um segue para um lado, tem pontos de drogas nas esquinas da escola, tem badernas... e cada aluno fica à própria sorte após ser barrado na entrada.

Costumamos chamar a Ouvidoria de "Surdoria", devido à sua falta de retorno, ainda mais depois que foi extinto o e-mail ouvidoria@edunet.sp.gov.br, tanto que hoje as denúncias só podem ser enviadas através do site da Secretaria da Educação e a maioria dos pais de alunos desiste de encaminhá-las, devido às dificuldades. É por isto que enviamos cópia para a Central de Atendimento e na semana que vem iremos pessoalmente à SEE para cobrar retorno. A inserção desta denúncia no site, aliás, demorou quase uma hora (apesar de o texto já estar pronto e colocado em anexo, para não estourar o limite exigido de 8 mil caracteres). Imaginem então as dificuldades dos próprios pais de alunos, para serem "ouvidos"...

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