
Quando somos crianças a magia vem para nos socorrer dos adultos. Na escola aquelas professoras bravas com suas tabuadas para memorizar (achando que tabuada é matemática, não é!), com a conjugação dos verbos... pretérito, presente do indicativo... professoras que gritavam de dia na sala de aula e que, talvez, em casa levassem surras de seus maridos. Uma brutalidade. Aliás, as escolas brasileiras são especialistas em brutalidades. Começa pela brutalidade da ignorância (a maior parte dos professores não lê, não estuda, apenas vomita as horríveis lições dos livros didáticos) e segue pelos caminhos da rudeza de espírito.
Eu lia tudo que tinha em Porto Ferreira, SP. Manuais de biotônico Fontoura, Seleções Readers (do meu vizinho), revistas de vampiros, novelas, Meu pé de Laranja Lima, José de Alencar (minha mãe comprou a coleção), mais tarde... Machado de Assis, Clarice... NO MEIO disto tudo o Disney , o idiota do Pateta com seu amendoim mágico.
Pequena, eu pensava que poderia degolar as professoras que tinha... comendo aqueles amendoins.
Comentários
Tenho saudades do tempo que o educador recebia respeito e salário condizentes com sua posição, tanto pelo que sabia, tanto pelo quanto sabia ensinar.
Se eu exagerar na controvérsia, me avisa, pois tenho o péssimo hábito a ser tendencioso ( sempre a meu favor, obviamente).
Um abraço e me quira bem. Pode não parecer, mas estou do mesmo lado.
Obrigada pela lembrança! Qq dia deste lhe conto sobre a professora Moacyra, a onça brava....que eu odiava quando soube que morrera fiquei feliz. Pode?