Mídia nota zero - A série - IV




O falso moralismo do jornal Folha de São Paulo

As reportagens SP distribui a escolas livro com palavrões (19/05) e Compra de livro com palavrão vai ser punida, afirma Serra (20/08) soam hipócritas, pois o jornal Folha de São Paulo também está sendo distribuído nas escolas e ele reproduziu alguns palavrões e outras expressões chulas do livro Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol. (leia aqui e aqui).

Não foi nenhuma surpresa constatarmos que a reportagem pseudo-moralista foi feita justamente pelo jornalista que acha a EE Lucia de Castro Bueno (Taboão da Serra-SP) "a melhor escola pública de SP"... Esse jornalista não acha imoral divulgar uma mentira... esse jornalista também não acha imoral fazer propaganda de um diretor-ditador que pré-seleciona seus alunos, expulsa os "mais fracos", ataca a democracia e governantes legitimamente eleitos pelo povo...

Aliás, recentemente tivemos prova do "moralismo-seletivo" do repórter e da Folha de São Paulo. Usaram o caso do "quebra-quebra" na EE Antonio Firmino de Proença para dar voz ao autoritário presidente do sindicato dos diretores e culpar alunos e seus pais pela situação caótica das escolas públicas e do ensino...
Mas não houve nenhuma palavra sobre o fato dessa escola dispensar alunos para promover "baladas noturnas", com denúncias da presença de alunos de até 12 anos e consumo de bebidas alcoólicas e drogas... Leia aqui
Detalhe importante: a grana arrecadada com as "baladas" é dividida entre a direção da escola e a empresa organizadora... Por que será que o repórter omitiu esta informação fundamental? Será que ele ficou com medo de perder a confiança dos diretores das escolas? Ou foi puro fanatismo pela ditadura?

Cremilda Estella Teixeira

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