
Estou achando que o Gustavo Ioschpe acompanha este blog, rsrs. Não é de hoje que ele tenta alertar a sociedade sobre os sindicatos da educação, iguais aos sindicatos de qualquer categoria, mas que no Brasil conseguem a façanha de transformar os trabalhadores em "salvadores da pátria".
Então vamos lá: vocês acham, por exemplo, que o sindicato que defende os trabalhadores da Volkswagen luta pela melhoria da qualidade dos carros que a empresa fabrica?
Vocês acham que o sindicato dos trabalhadores da Colgate se preocupa com a saúde bucal dos clientes?
Vocês acham que o sindicato dos trabalhadores da Wickbold tem o objetivo de zelar pela qualidade dos pães da empresa ou de qualquer outra do mesmo ramo?
Nenhum sindicato se preocupa com a qualidade do que as empresas oferecem! Seu objetivo é atender às reivindicações da categoria: melhores salários, mais benefícios, menos trabalho, mais mordomias...
Mas alguns sindicatos são mais espertos do que outros! Aqueles da educação - principalmente os ricos sindicatos do ensino básico - encontraram uma fórmula infalível de ter suas reivindicações atendidas: através de suas assessorias de imprensa, foram convencendo a sociedade de que a melhoria da educação passa pela satisfação dos profissionais. E a mídia papagueia inevitavelmente o conteúdo dos press-releases panfletados por eles...
Leia o artigo de Gustavo Ioschpe clicando aqui.
De alguns anos para cá, os governos começaram a ameaçar os profissionais da educação com a perspectiva de avaliação do seu trabalho - ameaça aliás bem pífia - o que provocou uma ação ainda mais forte dos sindicatos na "defesa" dos trabalhadores. A última cria dos assessores de imprensa desses sindicatos é a figura do professor "vítima do aluno". Basta um aluno torcer o cabelo de um professor - até aluno de 7 anos de idade!!! - a polícia e a mídia são imediatamente chamadas para registrar a ocorrência. A classe "docente" está tentando de tudo para se eximir da responsabilidade pelo fracasso escolar, se fazendo de vítima em todos os sentidos.
Há vinte anos estamos tentando desmascarar essas manobras, desde que os sindicatos tentaram nos manipular, convidando-nos a subir em seus carros de som e a lutar com eles por melhores salários, pela redução de alunos nas salas, pela volta à repetência etc. etc.
Nesse seu último artigo, Gustavo Ioschpe fala em "peitar os sindicatos". É o que fazemos há duas décadas, o que nos rendeu uma imensa coleção de palavras de baixo calão e impropérios enviados por esses "educadores" em forma de comentários. Resta saber se mais alguém - além do Gustavo Ioschpe e de nós mesmos - vai ter a coragem de enfrentar esse desafio.
Já que o papo é sobre sindicatos, leia clicando aqui a respeito do comportamento vergonhoso da APEOESP durante a "greve" do ano passado.
Comentários
Mudando um pouco de assunto,então, para a senhora o empregado deve aceitar tudo de cabeça baixa, dos salários sem reajuste, assédio moral, até as péssimas condições de trabalho?
Será na Rua Anchieta 35 -sala 8 na Sede Comissão Direitos Humanos.OAB
As 19 horas, espero que você chegue um pouco mais cedo para me dar uma força.
O Tertu confirmou.
Vamos nessa.
Vamos fazer deles um partido político. Ainda que seja um partido bem corrputo, como todos os sindicatos. Escolheremos um dos líderes, mesmo que não seja o mais educado, afinal de contas escola no Brasil não educa mesmo e fazer dele um presidente da república, demagogo e populista. Nós iremos deixa-lo ficar no poder por dois mandatos seguidos, esbanjando o nosso dinheiro, inflacionando a nossa economia com programas de "distribuição" de dinheiro para os "pobres". E ao final do mandato elegeremos uma sucessora do mesmo sindicato, digo, partido. Pronto,
agora todos os sindicatos fazem parte da base aliada. Que peitar sindicato o que?
Minha opinião pessoal? Peitar sim!