A escola tabu nº 32 - Os tentáculos da escola


Que a escola é uma instituição imexível todos nós já sabemos há um bom tempo. Entretanto, algumas situações beiram o inimaginável. Lembram do "causo" do Conselho Tutelar que boicotou a reintegração do aluno expulso injustamente, aluno contra o qual absolutamente nada constava? Refresque a memória lendo o post Conselho Tutelar, lacaio da escola. Pois é, ocorreu o inimaginável! O "promotor" que ficou bundando, enrolando a mãe do aluno com a promessa de cobrar do Conselho Tutelar os registros a respeito do filho, não era promotor, fingiu-se de!!!

Você se pergunta como isso pôde acontecer? Pois é, os pais são separados, o aluno mora com o pai numa cidade e a mãe mora em outro estado com duas filhas do casal, então toda a conversa da mãe com o "promotor" foi pelo telefone. Leia trechos da penúltima mensagem dessa mãe:

Quando apertei o promotor para saber a respeito dos relatórios da conselheira tutelar, ele me falou que ela havia entrado em contato e que teria levantado o suposto envolvimento de meu filho com drogas dentro da escola. Nessa hora perdi totalmente o horizonte, falei que a partir daquele momento iria processar todo mundo, a escola, a direção e a conselheira tutelar, pois ele, o promotor, devia saber muito bem o que custa uma acusação sem provas!!! Ele se comprometeu a apurar a questão com rigor...

Inconformada com a demora na apuração, alguns dias depois liguei novamente para a promotoria e fui atendida por uma oficial que me revelou uma situação absurda: aquele "promotor da infância e juventude" com quem eu havia falado diversas vezes... não passava de um simples oficial de promotoria e me deixou pensar que fosse o promotor!!!

Bem, inconformada de passar por idiota, liguei novamente para o suposto promotor e delicadamente perguntei: venho me reportando a você como se fosse o promotor desta comarca e você não me corrigiu em tempo algum, agora eu quero lhe perguntar, a dona conselheira já protocolou junto da promotoria o processo do meu filho??

Ele me pediu alguns minutos, voltou e falou: não! ainda não!! Em seguida me aconselhou a protocolar mesmo por sedex um relatório dizendo tudo o que se passava, então falei a ele que mais tarde voltaria a ligar, e que por favor ele me fizesse a gentileza de pedir ao verdadeiro promotor que me atendesse, pois, afinal de contas, ele havia participado de toda minha denúncia, então nada mais justo que ele me colocasse em contato com o tal promotor!! E assim meu filho continua fora da escola a três semanas!!!! Até quando se manterá esta situação???????

Ficamos sem notícias dessa mãe durante algumas semanas, depois recebemos a seguinte mensagem:

Quando liguei novamente para a promotoria, onde aquele canalha se fez passar por promotor, não consegui falar com o Promotor verdadeiro, ele se negou a me atender por telefone, ou depois da lambança do oficial ele tratou de travar meu contato, já que a distância o ajudaria pelo menos em tempo.

Nesse ínterim entrei em contato com a diretora da escola mais próxima à casa do meu filho, ela arranjou uma vaga para ele à noite, não pude negar porque senão até hoje o menino estaria fora da escola.
Portanto estou na seguinte fase, preciso me deslocar até lá para protocolar junto ao Promotor minha reclamação, narrando toda a ocorrência! O meu filho foi o único prejudicado de toda essa lambança, mas a essa distância nada se pode fazer!! Indignação é pouco, mas infelizmente meu ex-companheiro não quer se envolver com os problemas escolares do filho e eu com nossas duas filhas morando em outro estado tenho dificuldades para me deslocar até lá!

Para resolver uma injustiça as pessoas têm que mudar toda a sua rotina, senão nada acontece!!! No mínimo, o Promotor deveria tomar ciência do fato que ocorreu dentro da própria promotoria, da postura do Conselho Tutelar e de quem eles estão protegendo!!!

Ao final, o que vemos na prática (vida real) é totalmente diferente daquilo que aprendemos nos bancos universitários, ninguém quer saber de fazer o que é certo, justo, CUMPRIR CADA UM SUA DEVIDA FUNÇÃO, na verdade todos estão preocupados em se manter no poder custe o que custar, isso em qualquer escalão. Infelizmente essa é a nossa realidade!!

Mais uma vez está claro que o Conselho Tutelar é um instrumento às ordens dos diretores de escola e demais "autoridades" da educação, contra os alunos. Nesse caso específico, o próprio promotor da infância e juventude é conivente com a expulsão injusta do aluno e a colocação de panos quentes foi garantida pela dificuldade da mãe em se deslocar para a cidade onde o filho reside. Esse não é um caso isolado, a diferença aqui é a escolaridade da mãe, de nível superior, e sua tenacidade. Os tentáculos da escola chegam ao inimaginável, neste país pedófilo onde o aluno, além de vítima, é sempre o culpado.

Leia mais este relato sobre Conselho Tutelar.

Comentários

movimentocoep disse…
Giulia,
Oriente essa mãe a denunciar o casoo no Conselho Nacional do ministéro Público.
http://www.cnmp.gov.br/portal/index.php
Giulia disse…
Obrigada pela dica, Mauro! Mss como é que ela faz, se a escola fica no litoral de SP e a mãe mora em Minas? Ela pode fazer a denúncia via Sedex?
Glória disse…
Por que o nome desse promotor não está aí? O promotor e os juízes que me acusaram e condenaram vão ter seus nomes expostos no meu blog até o fim dos meus dias, para que o Judiciário e o Ministério Público saibam que devem satisfação dos seus atos à população. http://jornalrecomeco.blogspot.com/

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