28 maio 2015

Consultas? Por e-mail, não por comentários!



Pedimos de novo, encarecidamente, que não façam mais consultas através de comentários, enviem e-mail para educaforum@hotmail.com Algumas páginas do blog estão tão lotadas de comentários que não é possível responder a todos, principalmente os posts sobre legislação, os que tratam de expulsão de alunos e assédio moral.

A maioria dos comentários nessas páginas tivemos que simplesmente apagar, pela impossibilidade de responder. Se você precisa de uma orientação e pedir através de comentário, sua solicitação não será respondida. Se for por e-mail, respondemos rapidinho. Contamos com a colaboração de todos e mais uma vez agradecemos!

27 maio 2015

Expulsar o aluno... ou a escola?


Mais uma expulsão de aluno na rede estadual de São Paulo, desta vez dupla. Trata-se de um único aluno, mas que foi expulso de uma escola no ano passado e está ameaçado de expulsão na escola atual.

Leia, ao pé da página, o depoimento do aluno, que levaremos pessoalmente à Secretaria da Educação, apenas aguardamos o agendamento com a subsecretária, Profª Raquel.

Nossa estratégia de "salvação" para alunos expulsos é a seguinte: informamos aos pais todas as dicas sobre a legislação, recomendamos que procurem todas as autoridades (mais ou menos) competentes, sejam a Diretoria de Ensino, a Secretaria da Educação, o Conselho Tutelar, o Ministério Público etc. Pretendemos com isso que eles andem com as próprias pernas, reivindicando o direito líquido e certo de seus filhos ao "acesso e permanência numa escola próxima de sua casa", garantido a todos os alunos pela Constituição Federal e pelo ECA. Algumas vezes os pais obtêm sucesso, mas, quando não conseguem e voltam a nos procurar, revelamos nossa estratégia: pedimos um depoimento de próprio punho do aluno (ou aluna), para conhecermos a versão dele e avaliarmos se podemos de fato ajudar. Em média, apenas um aluno em cada dez nos envia o depoimento, mas aquele que o faz demonstra determinação e consciência de cidadania, bastante raros em crianças e adolescentes.

É o caso do aluno em questão, inteligente e com muita vontade e facilidade para aprender, especialmente em matemática. É muito difícil um aluno expulso no meio do ano conseguir ser promovido na nova escola. Ele conseguiu, mas este ano foi suspenso tantas vezes e perdeu tantas provas que as médias estão muito baixas.

Vamos lutar por ele e cobrar da SEE um projeto pedagógico que oriente os diretores, coordenadores e professores de todas as escolas, no trato com os alunos mais inquietos e questionadores, geralmente os mais inteligentes e os primeiros que as escolas costumam expulsar.

O caso desse menino não é isolado. A diferença entre ele e os demais alunos expulsos - que são muitos, basta ver as estatísticas de "evasão" das escolas - é que ele pediu ajuda. A maioria simplesmente abandona os estudos e é assim que a escola joga cérebros no lixo.

Há escolas que expulsam alunos a rodo. Fica a dúvida: não deveria ser o contrário, sendo essas escolas "expulsas" da vida de seus alunos?...

Olá, tenho 12 anos.  Desde os seis anos fui diagnosticado com TDAH. O problema é que eu bagunço muito na escola e não estão me aguentando, os outros falam que eu não respeito ninguém. Mas eu não acho isso, a minha mãe acredita mais nos professores, diretores e coordenadores do que em mim.

Estudei numa escola chamada..........,  não fiquei cinco meses lá, depois fiquei 2 semanas sem ir pra escola e fui pra escola chamada........... No primeiro mês falaram que não dava mais pra ficar lá, consegui passar de ano, estou no 7º. Tomei varias suspensões, a ultima foi de 2 semanas.

Quando eu estou de suspensão fico em casa agoniado para ir a escola, eu gosto de ir a escola diferente de outros que bagunçam pra não ir pra escola. Eu não penso em parar de estudar eu quero acabar os estudos, sei que um dia melhoro.

Eu não quero mais ficar passando por médicos tomando medicamentos, não quero nem psicólogos, estou muito cansado de tudo isso.

06 maio 2015

Escola estadual de São Paulo: tolerância zero!



Desde o início do ano chovem reclamações de pais e alunos sobre a intolerância aos atrasos de alunos, que geralmente permitiam 10 minutos após o fechamento do portão. Cada vez mais, os alunos são barrados na entrada, até mesmo na hora em que toca o sinal. Entrar na segunda aula? Nem pensar!

Isso não tem nada a ver com a tentativa de "disciplinar" os alunos, trata-se mesmo de intolerância e do desejo de que as escolas fiquem cada vez mais vazias, como já denunciamos no post A escola intolerante, autoritária e excludente.

Para variar, a campeã nacional é a rede paulista, que porém tem "a seu favor" o fato de ser a maior do país... (não custa dar uma colher de chá! rs). Segue denúncia de pais de alunos da EE Maria Leoni, em Guarulhos, que acabamos de encaminhar à Ouvidoria da Educação, com cópia para a Central de Atendimento da SEE, resguardando, é claro, a identidade dos pais que nos enviaram a mensagem, para evitar as infalíveis perseguições e represálias.

Na escola Maria Leoni, em Guarulhos, não existe tolerância... As normas da escola mudaram, os pais não foram avisados nem por documento, nem por telefone, nem por reunião (que ainda não teve nenhuma este ano). As normas internas da escola informam: 10 min de tolerância de atraso, apenas mediante justificativa comprovada, presença dos pais ou responsável e autorizada pela direção.
Todos os dias eles batem o portão na cara de vários alunos (20 ou mais) que já estavam com o pé na porta de entrada, apenas porque tocou o sinal, e cada um segue para um lado, tem pontos de drogas nas esquinas da escola, tem badernas... e cada aluno fica à própria sorte após ser barrado na entrada.

Costumamos chamar a Ouvidoria de "Surdoria", devido à sua falta de retorno, ainda mais depois que foi extinto o e-mail ouvidoria@edunet.sp.gov.br, tanto que hoje as denúncias só podem ser enviadas através do site da Secretaria da Educação e a maioria dos pais de alunos desiste de encaminhá-las, devido às dificuldades. É por isto que enviamos cópia para a Central de Atendimento e na semana que vem iremos pessoalmente à SEE para cobrar retorno. A inserção desta denúncia no site, aliás, demorou quase uma hora (apesar de o texto já estar pronto e colocado em anexo, para não estourar o limite exigido de 8 mil caracteres). Imaginem então as dificuldades dos próprios pais de alunos, para serem "ouvidos"...