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Mostrando postagens de Maio, 2006

Sobre a greve

Pessoal do Rio, leiam o depoimento da professora Glória Reis, de Minas Gerais:

Gente, eles fazem greve não é por salário ou por melhoria na educação...Eles fazem simplesmente porque acham ótimo mais umas férias além das que já têm e, principalmente, porque PODEM, não devem satisfação a ninguém... As autoridades são uns bolhas, morrem de medo de professor, não sei de onde vem tanto poder... Bem, a causa maior está na famigerada estabilidade do funcionalismo público, isso não há dúvida... Já perceberam que só eles fazem greve? Por que não fazer? Não há nada que os detenha e mais o empurrão desses pelegos de sindicato que vivem disso...Contar com aprovação de alguma lei que ponha fim a esse abuso??? Desistam... Os políticos são os maiores cúmplices deles, pois qual "legislador" que não tem mulheres, filhas, netas, sobrinhas, toda uma galera, no funcionalismo público? Acho que a única saída é fazer MUITO BARULHO, vão para a porta da secretaria, levem cartazes bem vistosos, batam …

Nova greve no Rio. Dá para acreditar?

"a greve desde que seja em prol de um melhor salario para os servidores, sim e correta, pois nós professores merecemos um bom salário, pois nossos governates, não fazem greve , por que almenta seus salários quando bem quer. "

Encontrei, nestas três linhas, 3 erros de gramática, falta de 3 acentos e 3 erros de digitação, sem falar da pontuação... Trata-se do comentário de um professor, publicado no site Globo.com, a respeito da nova greve dos professores do Colégio Pedro II. Mesmo se o texto estivesse sem erros, o conteúdo é de chorar. Esse professor acha que merece aumento apenas porque “os nossos governates almenta seus salários quando bem quer.” Um professor assim combina bem com Seu Creysson, nosso Minístrio Anaufabético, não?

Para mostrar que existem cabeças mais pensantes do que muito professor, copiamos nos comentários ao pé desta mensagem depoimentos de pais e alunos do Colégio Pedro II. Principalmente os alunos mostram uma consciência política tamanha que revela a caus…

Quem se importa com o flanelinha?

Entre os desaparecidos durante o trágico “Dia das Mães” em São Paulo estava o flanelinha Marcos André da Silva Cruz, um garoto de 14 anos assassinado na zona norte. O Estado de São Paulo de 21/05 relata que a irmã foi buscar informações no IML, sem sucesso. Em suas próprias palavras: “Não tinha porque matar. Não sei se foi a polícia, mas me disseram que ele foi rendido e morreu com as mãos para cima”.

É o tipo de notícia que me fere a alma. Alguém de nós, que temos computador e acesso à Internet, tem um filho flanelinha? Alguém teve um filho assassinado enquanto tentava juntar uns trocados para ajudar em casa? Como se sente a mãe desse garoto, desaparecido em situação suspeita na periferia? Ela terá coragem de aprofundar as buscas, sabendo que o resto de sua família poderá ser vítima dos mesmos criminosos?

Não se trata aqui dos atentados do PCC ou de uma situação específica. Se trata das condições da infância e juventude em São Paulo, onde os faróis estão cheios de flanelinhas, de crian…

Na escola pública de SP, o crime compensa?

Do blog http://cremilda.blig.ig.com.br

Na EE David Eugenio dos Santos (zona norte da Capital), um grupo de mães e uma corajosa educadora que fazia parte do Conselho de Escola resolveram denunciar os maus tratos, torturas físicas e perseguições que os alunos sofriam. Denunciaram também, acompanhados de farta documentação, os indícios de desvio de verbas. A diretora, depois que o caso saiu nos jornais, foi afastada, mas continuou assinando ponto na Diretoria de Ensino Norte 2. Processo de averiguação, aparentemente abafado, produziu o resultado: a vice- diretora foi promovida a supervisora. A diretora vai voltar para a escola. A supervisora da escola foi promovida a Dirigente Regional. O Dirigente Regional foi promovido a Coordenador da COGSP (Coordenação Geral de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo). Valha-nos, Deus! As mães que denunciaram não podem voltar com as filhas lá na escola. Elas têm medo. A educadora que reuniu provas e documentos e que ajudou as mães foi punid…

Pratafórmica do Seu Creysson 4

Eça veio da Xapada dos Viadeiro, gostei mutcho:

Proméçia 5
A merêndia e as merendêrias na minha jestaum vai sê mutcho gostósia! As merendêrias vai vim do Nordéstio e de Mina Gerásio de aviaum pra todas escólias do Brasiu, élias vaum casá com os policiários que cuida das escólias e vaum morá nas casínias de látia que vô mandá colocá no terrênio. Açim fica garantídio a sigurância e a boa limentaçaum pros alúnios. Tem mais: quando falta professôrio, a aula vai sê de culinário e de tiro ao Álvaro! Isso é o pograma multidisciplinário do Seu Creysson, ókeyo?

Farta índia 7 proméçia pra acabá minha pratafórmica. Aguárdio sua sujestaum!

DISPOIS DO PRESIDÊNTIO OPERÁRICO, XEGOU A VEIZ DO MINÍSTRIO ANALFABÉTICO!

O crime LEGALMENTE organizado

Os tristes acontecimentos do "dia das mães" prolongado em São Paulo exigem uma reflexão mais profunda. Depois de todos esses atentados, ainda é possível fazer uma separação entre a criminalidade "comum" e o crime organizado? Não será o preso principalmente um ser humano? E depois de ser atirado num depósito de corpos como é uma delegacia de polícia ou um presídio no Brasil, qual sua chance de ser reintegrado à sociedade? Sabemos que é quase nula. É ísso que permite ao crime organizado se fortalecer cada vez mais. O crime organizado é uma indústria, uma enorme empresa que a cada dia tem mais chances de recrutar um número maior de seres humanos...dentro e fora dos presídios, pois o mercado de trabalho convencional está saturado e a desesperança tende a dominar as comunidades carentes. O crime organizado está infiltrado também nas Febens, os presídios juvenis que o Estado de São Paulo teima em alimentar há décadas, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma l…

Feliz dia das mães, Cássia!

Cássia, você é um exemplo para todos nós, pais de alunos de escolas públicas, para não desistirmos de uma educação de qualidade para todas as crianças e adolescentes do Brasil, para não deixarmos nossos filhos serem discriminados e perseguidos por uma escola que parece ter o único objetivo de torná-los passivos e acomodados, ou então, expulsá-los. Parabéns, Cássia, são mães como você que fazem a diferença. Que sua voz seja finalmente ouvida pela Promotoria e pela Ouvidoria da Educação do Estado de São Paulo!

Seu filho é "santo"?

Eu não agüento mais ouvir: “É, mãe, mas seu filho também não é santo, né?” E eu pergunto: porque este tipo de indagação? O que significa “ser santo”? Ainda bem que ele não é, pois se o fosse talvez o pregariam na cruz, como fizeram com o único que recordo ter sido realmente santo.

Cássia A. Dalcim Marques


Todas nós: Giulia, Vera, Helem, Cristina, Caroline, já ouvimos isso a respeito dos nossos filhos, dito por professores, coordenadores pedagógicos, diretores de escola. Mas o que eles entendem por “santo”? Ter um cadeado na boca, algemas nas mãos e pés?... Não, graças a Deus nossos filhos não são “santos”, são saudáveis, alegres, inteligentes. Será isto que incomoda? A escola não está preparada para lidar com o aluno que questiona, que faz perguntas difíceis ou embaraçosas, que tem a curiosidade de quem está despertando para a vida. A escola faz de tudo para reprimir a espontaneidade da criança, matar sua vontade de aprender e sufocar sua vocação. Para não falar do adolescente, tratado …

Srs. Promotores, sigam o exemplo!

Medidas tomadas por Promotores da Infância e Juventude no interior do País mostram quanto o Ministério Público poderia fazer pela educação pública no Brasil inteiro.

Em Mirassol/SP, o Dr. José Heitor dos Santos acionou a EE Anísio José Moreira, onde os alunos comem a merenda em pé por falta de cadeiras. O promotor denunciou também a aula vaga e pediu que a escola pague uma indenização de 7 milhões aos alunos.

Em Leopoldina/MG, o Dr. Sérgio Soares da Silveira participou de reunião na Pastoral do Menor e instruiu os pais e alunos sobre os direitos da criança e do adolescente, contidos no ECA. Ele esclareceu que sob nenhum pretexto a escola pode excluir os alunos, como, por exemplo, na falta de uniforme, material escolar ou documento. Ele se colocou à disposição de todos em sua sala no Juizado Especial, afirmando que as escolas faltosas seriam punidas na forma da lei.

Essas medidas são exemplos de como seria fácil resolver os problemas da educação pública neste País. Na verdade, nem haveri…

Viva a Veja!

Rasguei o verbo contra a revista Veja no blog da Glória, com respeito à matéria sobre o livro O professor refém, de Tânia Zagury. Eu havia deixado de ler a Veja por ser, de modo geral, tendenciosa. Após essa matéria, porém, resolvi ficar “de olho” nela a fim de não me alienar, pois nada é tão ruim que não possa ficar pior...

Vou me retratar! Tive uma grata surpresa, ao ler o artigo de Cláudio de Moura Castro, publicado na edição de 26/04, Precisamos de uma crise. De forma extremamente lúcida, o artigo coloca e esclarece a seguinte questão: Estamos diante de dois grandes problemas: convencer os brasileiros de que nossa educação é péssima e, então, entender como melhorá-la.

O artigo aponta que, mesmo o Brasil apresentando resultados vergonhosos no teste internacional Pisa e ficando entre os últimos lugares em nível mundial, a sociedade não se indigna, condição essencial para a tomada de soluções efetivas. Pesquisas mostram que, absurdamente, os pais de alunos estão satisfeitos com a educa…