28 setembro 2005

Os "surdores"

Recebemos essa mensagem de nossa companheira de luta Gloria Reis
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Se juntar as denúncias de escola daria um bom roteiro para um filme de terror. E o que mais nos indigna é constatar a passividade da sociedade e principalmente das autoridades responsáveis. Os ouvidores funcionam mais como "surdores" pois fazem ouvidos de mercador a todas as denúncias, o Ministério Público, que seria o órgão mais responsável para agilizar e levar a termo esses "crimes", está demorando para assumir o seu papel.
Enfim, vamos nós em frente, porque este país conta mesmo é a com a força dos cidadãos conscientes e que não praticam o crime da omissão. Parabéns, meninas, pelo trabalho frente a esta denúncia de Mongagua. Morro de pena do aluno, imagino o que ele está passando, mas são os mártires que terão de dar seu sangue para a grande causa da mudança na educação.
Abraços a todos.
Glória - Leopoldina - MG

23 setembro 2005

Uma escola "de faroeste" em Mongaguá!

O EducaFórum tem procurado apoiar uma mãe de Mongaguá, cujo filho está sofrendo perseguição já há alguns anos.
Professores e diretores da escola já tentaram de tudo para expulsar o aluno, mas os pais resistem e merecem nosso aplauso, pois nós, também pais de alunos de escolas públicas, sabemos como édifícil enfrentar o corporativismo da classe "docente", quando resolve utilizar meios ilegais e imorais para livrar-se de alunos inteligentes e conscientes de seus direitos. Infelizmente, todos os meios que utilizamos não surtiram efeito, a perseguição continua e os pais desse aluno têm precisado apelar para a Procuradoria da Infância e Juventude para defender seu filho.
Esperamos que esta providência surta finalmente algum efeito, pois o documento que o EducaFórum entregou na Ouvidoria da Educação em SãoPaulo, em 17 de agosto, não recebeu qualquer tipo de atenção. O Ouvidor, Sr.Salmon Elias Campos da Silva, disse que mandaria apurar os fatos e tomaria providências, mas até agora não houve qualquer retorno.
Com a autorizaçãodos pais do aluno, o EducaFórum está reproduzindo a seguir o documento entregue na Ouvidoria da Educação.
Além do problema específico desse aluno, nessa escola é comum os alunos serem chamados de "moleque", "vagabundo", "anta" etc, por professores e diretores. A escola também apresenta um quadro grave de aulas vagas, que chegam a duas ou três por dia, a sala de informática e a biblioteca ficam fechadas etc. etc. etc.
Fazemos votos que apareçam mais pais com a mesma coragem dessa mãe de Mongaguá, que resolveu mostrar às autoridades e a todo o Brasil uma realidade que é tão comum neste País.
Leiam o documento a seguir e enviem seus comentários.
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E d u c a F ó r u m
Pais, alunos e ex-alunos em defesa da Educação Pública

São Paulo, 17 de agosto de 2005

Exmo. Sr.
Salmon Elias Campos da Silva
Ouvidor de Estado da Educação
Em mãos

Ref.: E.E. Profª Aracy da Silva Freitas – Mongaguá

Exmo. Sr. Ouvidor,

Anexamos à presente cópia de documentação recebida da Sra. Cássia Ap. Dalcim Marques, contendo denúncias gravíssimas referentes à EE acima citada. O dossiê anexo foi protocolado na DE de São Vicente em 07/07/05, após várias tentativas de a Sra. Cássia evitar a expulsão ilegal de seu filho Wesley da escola, sendo que os primeiros documentos desse dossiê remontam a setembro de 2004. A análise dos papéis mostra diversas irregularidades na EE Aracy da Silva Freitas, a maior de todas sendo a tentativa de expulsar o aluno através de um Conselho de Escola eleito de forma claramente ilegal, expulsão camuflada como “transferência para o próprio bem do aluno”, que está sofrendo perseguições e represálias há anos dentro da escola. Por favor, atente com muito cuidado a todas as expressões ofensivas e chulas proferidas pelos profissionais atuantes dentro da escola, registradas nos documentos anexos, pois entendemos que o exemplo vem de cima. Como exigir respeito de um aluno, se ele é chamado de “vagabundo” e “moleque” durante anos, tendo sido inclusive informado de que sua expulsão estava sendo “armada”?

A Sra. Cássia nos contatou há alguns meses e a orientamos para que tentasse resolver todos os problemas da forma mais pacífica possível, antes de tomar medidas mais drásticas. Infelizmente, porém, ela não teve qualquer retorno da DE, mesmo ela tendo informado que não estava permitindo a ida de seu filho à escola, por ter sido ameaçado pelo próprio diretor, como consta no relato da reunião de Conselho “armada” para sua expulsão da escola. Ela tentou diversos contatos telefônicos com a Dirigente, Sra. Serli Carvalho Rodrigues, mas nunca foi atendida. Uma única vez conseguiu falar com a supervisora da escola, que disse não poder pronunciar-se oficialmente a respeito. Entendemos que a Diretoria está tentando “varrer o assunto para baixo do tapete”, na esperança de que seja esquecido. Esta omissão é inaceitável, inclusive a mãe está sendo chamada ao Conselho Tutelar, provavelmente a pedido da escola, manobra que conhecemos há muitos anos como uma tentativa de convencer os pais a transferir seus filhos para outra UE.

Além disso, a mãe informa que a escola está tendo de 2 a 3 aulas vagas por dia, já neste segundo semestre, que os alunos são obrigados a ficar no pátio do colégio e às vezes são dispensados. Como se vê nos documentos, essa escola parece utilizar como “instrumento pedagógico” o BO e a ameaça de chamar a Polícia Militar, na tentativa de, talvez, acalmar adolescentes revoltados ou aborrecidos por estarem sem ocupação dentro da escola, em horários que deveriam ser de aula!

Aliás, durante recente audiência no caso da professora autora do BO anexo ao dossiê, a juíza recomendou ao próprio aluno que tomasse cuidado para não ser prejudicado, pois a escola tem o hábito de expulsar irregularmente alunos, sendo que a própria juíza chamaria a atenção do diretor com respeito a essas ilegalidades.

Sr. Ouvidor, esperamos que, finalmente, sejam tomadas algumas providências a partir da própria Secretaria da Educação, pois entendemos que a EE acima citada necessita de urgente intervenção. Quanto à Diretora de Ensino, Profª Serli, sua omissão é inaceitável. Parece-nos que essa escola foge totalmente à orientação dada pelo Sr. Secretário da Educação, no sentido de implementar uma pedagogia de respeito e incentivo ao aluno.

Como sempre declaramos e esclarecemos, somos apenas pais e ex-pais de alunos de escolas públicas, cidadãos que sentem e/ou sentiram na pele a dificuldade de querer que seus filhos freqüentem uma escola igual para todos. Não temos ONG nem estamos atrelados a partidos políticos, nossa única força é o site e o Blog que conseguimos manter no ar com muita dificuldade e que nos permitem contatos com pais e alunos de escolas públicas do País inteiro. Muitos deles, como a Sra. Cássia, nos pedem ajuda e, sempre que possível, procuramos orientar conforme a Lei, para que os problemas possam ser efetivamente resolvidos e não adiados ou complicados. Devido à nossa independência e por sermos, efetivamente, pais de alunos e ex-alunos de escolas públicas, somos muito procurados pela imprensa, inclusive colaboramos com o Caderno de Educação publicado pela Folha de São Paulo no mês de julho. Mas sempre orientamos os pais a procurar a imprensa somente em última hipótese, quando os recursos legais já estiverem totalmente esgotados. Esperamos que, neste caso de Mongaguá, a Sra. Cássia não precise chegar a esse ponto, o que dependerá, principalmente, da agilidade das providências a serem tomadas pela Ouvidoria e/ou Secretaria da Educação, pois a DE já se mostrou completamente omissa. Aliás, seria extremamente desagradável que a Profª Serli entrasse em contato com a Sra. Cássia somente agora, por interferência da Ouvidoria, ou seja, por “espontânea pressão”...

Na esperança de que, finalmente, a Secretaria da Educação procure implementar, na EE Profª Aracy da Silva Freitas, a pedagogia defendida pelo Sr. Secretário Estadual da Educação, ficamos no aguardo de suas notícias. Por favor, não nos decepcione!

E d u c a F ó r u m
Pais, alunos e ex-alunos em defesa da Educação Pública



Giulia Pierro Vera Vaz

www.webamigos.net/educaforum
http://educaforum.blogspot.com

10 setembro 2005

Aluna de 12 anos denuncia: "DESRESPEITO AOS ALUNOS"

From: p.....@yahoo.com.br
To: educaforum@webamigos.net
Sábado, 3 de Setembro de 2005 - 10:03:29
Nome: P... Escola: EE L... Idade: 12 Grau: Básico Serie: 6ª Estado: SP
Assunto: DESRESPEITO AOS ALUNOS
Mensagem: Deixo aqui a denúcia do está acontecendo na minha escola, sei que não é fácil lidar com crianças e adolescentes, mas ocorreu comigo um fato onde o coordenador de alunos gritou pra mim o seguinte:se eu era idiota,surda ou besta,porque ele me chamou e eu não escutei pois faço parte da fanfarra da escola e no momento ela estava tocando, minha mãe reuniu os alunos que viram ele fazer isso e foi na direção da escola, não foi tomada nenhuma providência , então a minha mãe fez a queixa na delegacia de ensino respónsável pela escola. Mas mesmo assim gosto da minha escola e de vários professores que lá dão aula.

Tem gente que quer expulsar o aluno!

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As seguintes informações foram enviadas por: A...
Quarta, 7 de setembro de 2005 às 13:41:10
Nome: A...
email: b... @bol.com.br

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Mensagem: Gostaria de saber oque pode ser feito a um aluno que serve de mal exemplo para os outros, tendo em vista que já foi solicitado visita e aconselhamento do conselho tutelar entre outras atitudes que não deram certo. O aluno desacata os fúncionários. Por se tratar de escola´pública, gostaria de saber se há como expulsar esse aluno.

Sem uniforme? Fora da sala de aula!

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As seguintes informações foram enviadas por: mãe do Paraná

Sábado, 6 de agosto de 2005 às 14:33:31-

Nome: mãe do Paraná

email: g.....@yahoo.com.br

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Mensagem: Meu filho foi colocado para fora da sala de aula por falta da calça escolar. Isto nao e costume. Em ..., Paraná, Escola ... pela professora que vive dizendo que os alunos tem cerebro atrofiado. Esta professora é de Historia.
Chamei o conselho tutelar e este apenas telefonou para escola e o pessoal da escola acabou comigo e com meu filho. O conselho chamou o promotor de justiça este disse para o conselho nao me levar em consideraçao. Como fica? Até quando esta escola terá atitudes retrógradas, nao assume seus erros. Obrigaram meu filho na minha frente a colocar roupa ja usada e suja. Isso é expor a saude de outrem ao perigo. Nada disso foi apurado. Tudo acaba em pizza aqui e no planalto. Nao tem como solucionar, ficamos como bandidos sendo que nao tem aula. Ha duas semanas que começaram as " aulas" e quase nao foram dadas aulas. Vivo aflita pois nao posso colocar meu filho em escola particular. Como fazer? ...,Paraná

09 setembro 2005

Expulsão de aluno agredido pelo professor

WebAmigos.net - Sua nova opção na Internet
Mensagens dos internautas
As seguintes informações foram enviadas por: Nádia
Domingo, 14 de agosto de 2005 às 16:29:40
Nome: Nádia Andrade

Mensagem: Oi gostaria de saber se escolas publicas tem o direito de expulsar algum aluno, sendo que quem foi agredido foi um aluno pelo professor, e o professor ainda está dando aula mas querem expulsar o aluno que apenas empurrou o professor para se defender??? O que podemos fazer neste caso???Desde já agradeço...

Violência Psicológica em Escola Pública de Itajubá - MG

From: Mãe de Itajuba - MG*
to: Educafórum
Denúncia: violência psicológica em escola pública
Date: Thu, 1 Sep 2005 21:46:34 -0300 (ART)

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Caros amigos,
Os últimos dois dias foram atípicos. Ontem (31/08) ouvi de minha filha de 9 anos sobre os abusos infligidos pela professora em sala de aula. Nunca imaginaria ouvir isso de minha menina. Ainda naquela noite, procurei por outra criança de sua sala de aula e ouvi depoimento semelhante. Insone, coloquei tudo no papel e pesquisei na rede o sites que poderiam me ajudar. Encontrei vocês.
Solicito que leiam o anexo com o conteúdo da denúncia (publicada abaixo), que foi protocolada hoje junto ao Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Educação e Ministério Público. Gostaria de saber se há alguma ONG que poderia ajudar-nos, cobrando das autoridades soluções ou quais as probabilidades de sucesso se entrarmos com um ação de danos morais.
Como nossa cidade é pequena, temo que a professora seja advertida e continue tudo como está. Ou pior, se começarem as represálias às crianças que ousaram denunciar...
Peço a vocês o cuidado ético quanto à identidade das pessoas envolvidas.
Por favor, ajudem.
Atenciosamente,
Mãe de Itajuba - MG*

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*O nome da autora da denúncia foi omitido a fim de preservar os envolvidos:
To: Educaforum educaforum@webamigos.net
Subject: Publicação da denúncia

Olá, conforme conversamos por telefone, você tem minha autorização e até meu pedido de ajuda para que divulgue a denúncia (escola pública de Itajubá-MG), solicito apenas que preserve os nomes dos envolvidos, pois estamos providenciando as medidas legais cabíveis, já que as autoridades responsáveis, mesmo após terem recebido as denúncias, não nos deram nenhum retorno. Pelo contrário, as crianças têm sido chamadas pela coordenação da escola e pela própria professora para "conversas" onde se tentar dissuadí-las da gravidade do mal feito. Até quando a injustiça, a humilhação, a distorção da verdade??

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Carta-denúncia: violência dentro da escola

Há muito a violência contra a criança demonstrada pelos meios de comunicação indigna a todos nós. Enquanto sociedade, estamos aprendendo a denunciar abusos e a cuidar melhor de nossas crianças. Mas o que fazer quando a violência não deixa marcas? Quando não se tem um olho roxo ou um hematoma para mostrar? O que fazer quando o que machuca são palavras ríspidas e comportamentos abrutalhados manifestos entre quatro paredes, longe dos olhos dos pais, enquanto estes acreditam que seus filhos estariam sendo “educados” para o bem? O que fazer quando este comportamento parte de quem deveria dar o exemplo? – perguntamos perplexos.
“A Cultura do Terror

A extorsão
o insulto,
a ameaça,
o cascudo,
a bofetada,
a surra,
o açoite,
o quarto escuro,
a ducha gelada,
o jejum obrigatório,
a comida obrigatória,
a proibição de sair,
a proibição de dizer o que se pensa,
a proibição de se fazer o que se sente,
e a humilhação pública
são alguns dos métodos de penitência e tortura tradicionais na vida da família. Para castigo à desobediência, a tradição familiar perpetua uma cultura de terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e contagia tudo com a peste do medo. Os direitos humanos deveriam começar em casa”. – E na escola, completamos nós.
Eduardo Galeano.


Itajubá, 01 de setembro de 2005.


Ilma. Prof. Ana Tereza PaixãoDD Secretária Municipal de Educação
Exmo. Dr. Júlio AltenfelderPromotor Público da Infância e Adolescência
Ilma. Sra. Lenice Maria RibeiroDD Presidente do Conselho Tutelar da Infância e Adolescência
Digníssimos Senhores,

É com espírito de perplexidade e indignação que vimos a estas instituições denunciar o vil tratamento a que nossas crianças vêm sendo submetidas durante o convívio diário sob a tutela da professora de Escola Pública de Itajubá - MG
Na noite de ontem , 31 de agosto, chorando, a menor N. A. S., de 9 anos, mostrou o caderno de religião onde se lia a anotação daquela professora relatando que a aluna estaria distraída e não teria conseguido copiar a lição. Com sintomas físicos de ansiedade, demonstrando nervosismo e chorando convulsivamente, a criança narrou que na ocasião não conseguiu copiar o texto da lousa no tempo devido. Então a professora bateu na mesa, a chamou de “lerda”, bradando que “se fosse meu filho eu sacudia, dava uns murros para poder andar mais rápido” (palavras da criança). Observamos que a criança trazia um calo no dedo médio esquerdo, fruto de horas de cópia e provavelmente da tensão ao escrever. Em outra ocasião, durante o primeiro mês de aula deste ano, ao não compreender atividade relacionada ao calendário que estava sendo explicado na lousa, a mesma aluna pediu ajuda da professora, que a tomou rispidamente pelo braço e a levou à frente para que resolvesse o exercício no quadro. A criança sentiu-se constrangida e humilhada, passando desde então a sentar-se no fundo e a temer participar das aulas.
Na época, ao reclamar com a professora a mãe ouviu-a dizer que a criança estaria assustada com o jeito natural dela (professora de Itajubá), que costuma falar alto mesmo.Hoje, N.A.S. demonstra medo da professora e não tem vontade de freqüentar a escola.
A colega de classe, T.F.S.D, da mesma idade, também afirma temer a professora, apresenta comportamento negativista em relação à escola e diz que tem medo de perguntar quando não entende alguma coisa, pois a professora costuma chamá-los de burros: “Matemática não precisa pensar, é só fazer – a professora diz pra gente”. A criança cita nomes de outros coleguinhas que, quando conversam ou não prestam atenção à explicação, recebem gritos no ouvido, são chamados de “lerdos, burros, antas” ou são levados pelo braço para fora da sala de aula...A mãe de T.F.S.D. também dirigiu-se à professora e à coordenadora pedagógica nos bimestres anteriores, recebendo o mesmo tipo de explicação dado à outra mãe.
Como pais, não temos palavras que expressem nossa consternação. Vivenciamos valores com nossos filhos como cidadania, o valor do respeito pelo próximo e da educação como chave para um mundo melhor e vemos tudo isto sendo pisoteado dia após dia por uma pessoa que nunca deveria estar exercendo o magistério, pois lhe falta competência e estabilidade emocional para tal.
A exposição de nossos filhos a tamanha violência não pode ser mais tolerada, visto que apenas agora denunciamos porque as crianças tinham medo de falar do que vinha acontecendo, sintoma típico de situações de pressão: elas se sentem coagidas, obrigadas a manter um pacto de silêncio por medo de serem punidas.
O encaminhamento desta denúncia à Promotoria Pública, ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente e à Secretaria Municipal de Educação, nesta data, é o meio que encontramos de fazer ouvir os direitos de nossos filhos, que vão para a escola a fim de aprender a serem cidadãos responsáveis, a desenvolver seu potencial e contribuir para a sociedade em que vivemos, e não para reproduzirem sintomas desequilibrados de alguém que vem demonstrando dia após dia inépcia e descontrole. Sabemos que, se mais pais e outra crianças forem ouvidos, esta queixa será corroborada. Porém não podemos perder mais tempo, continuando a expor nossas crianças a este cruel tratamento. Solicitamos que apurem os fatos e providenciem o afastamento da professora.
Acreditamos que o aluno vai para a escola para respeitar e aprender a respeitar, que a escola deve estar a serviço da formação de pessoas íntegras e integrais, sujeitos conscientes de seus direitos e deveres. Será que podemos atingir esta meta infringindo direitos básicos do ser humano?
Atenciosamente,

Mãe de Itajuba e outros

08 setembro 2005

ABUSO MORAL NA ESCOLA E EXPULSÃO DE ALUNOS

O EducaFórum tem recebido cada vez mais denúncias de pais de alunos que sofreram agressões físicas e psicológicas dentro da escola, por parte de professores, diretores e funcionários da "educação". A mídia trata apenas do assunto "bullying", ou seja, os maus tratos praticados pelos próprios alunos contra outros colegas. É uma questão de modismo e também uma forma de disfarçar a gravidade do que acontece de fato dentro de muitas escolas públicas, ou seja, o abuso de autoridade por parte de adultos contratados para educar nossos filhos, mas que utilizam seu poder para destruir sua auto-estima. Este crime tem um nome e é passível de punição: trata-se de ABUSO MORAL, quando a agressão é apenas emocional. A agressão física é mais rara, por outro lado mais fácil de comprovar através de Boletim de Ocorrência. Mas não é isso que queremos: nem revide, nem vingança. O que queremos é conscientizar as autoridades da educação do absurdo de ignorar ou até negar denúncias claras, encaminhadas pelos pais a instâncias superiores - Diretorias de Ensino, Ouvidorias da Educação ou outras - pois as mesmas denúncias, feitas para a direção das escolas onde ocorrem os abusos, têm o efeito de "gol contra", já que os alunos passam a ser cada vez mais agredidos e desrespeitados, numa ação perversa de perseguição e represália.
Outro crime que ninguém vê é a EXPULSÃO ILEGAL de alunos, cada vez mais freqüente nas escolas públicas sob o nome de "transferência para outra unidade, para o bem do próprio aluno", muitas vezes promovida por um Conselho de Escola eleito de forma também ilegal e funcionando ilegalmente.
Por este motivo, entendemos que a única solução para estes assuntos tabu é a divulgação dos fatos. Parabenizamos os pais que têm a coragem de expor esses problemas publicamente e deixamos claro que só publicamos mensagens assinadas com a expressa autorização dos próprios envolvidos. Coragem, pais de alunos, coragem, Brasil!