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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Alunos das escolas de luta: do MACRO ao MICRO

A História mostra que nenhuma vitória é duradoura se a luta não for exercida de baixo para cima.
Pela primeira vez em mais de duas décadas de degradação, a rede pública paulista parece estar em condições de recomeçar do zero, para finalmente garantir aos seus alunos uma vida escolar digna e propícia ao aprendizado.
O furacão que trouxe essa boa nova foi a indignação da camada "menor" da comunidade escolar: os alunos. Ou seja, esse movimento começou onde ninguém suspeitaria. Acostumada a manter os pais de alunos sob controle, mediante uma falácia chamada Escola da Família, além das tradicionais ameaças de expulsão dos filhos via Conselho de Escola, a Secretaria da Educação não podia acreditar que as ocupações das escolas por seus alunos dariam no que deram: a suspensão do projeto de "reorganização" da rede.
A própria sociedade brasileira ficou pasma - ainda sem entender bem o que está se passando - com a coragem, a determinação e a inteligência que os alunos demons…

Os alunos ocupando suas escolas, de fato e de direito!

Foi um prazer e um privilégio compartilhar com os alunos das escolas de luta algumas horas deste final de ano, que marcou sua tomada de posse daquilo que já era deles por direito. Agora o é de fato!
Neste dia 21, mesmo debaixo de chuva, os alunos da rede estadual realizaram mais uma manifestação contra a “reorganização” das escolas. Eles estão certos, pois a suspensão do projeto, prometida pelo governador, é altamente suspeita. Ele deixou bem claro que vai passar o próximo ano discutindo e avaliando a realidade de cada escola com a comunidade, “especialmente com os pais de alunos”...
Para bom entendedor, meia palavra basta! Isto significa que o ano letivo já irá iniciar com uma terrível lavagem cerebral sobre os pais de alunos, tentando colocá-los contra os próprios filhos, que por sua vez acabarão se desentendendo com os próprios colegas, que então poderão se voltar contra os próprios pais... Tradicionalmente, esta é a técnica "de guerrilha" utilizada pela secretaria da edu…

As históricas conquistas das Escolas de Luta

Neste país sem memória nem interesse em vencer o apartheid educacional que impera desde o "descobrimento", a ocupação de mais de 200 escolas por seus alunos não foi compreendida pela população em geral e muito menos pelos pais e alunos que se posicionaram contra.

A população em geral não valoriza a educação pública, prefere pagar duas escolas: uma particular, para seus próprios filhos, e a outra... bem, a outra é para os filhos "dos outros".

Os pais e alunos da rede estadual de São Paulo que se posicionaram contra as ocupações, não se deram conta de que o governo iria fechar "apenas" 94 unidades, mas que as Escolas de Luta somaram mais de 200. Por que alunos de escolas que não seriam fechadas teriam "invadido" e ocupado seus colégios?...

Esta reflexão não pode ser feita sem a discussão de algumas ideias e muito menos sem o conhecimento de certos fatos. No Brasil inteiro, os pais "que podem", pagam escola particular para os filhos - me…

Geraldo Alckmin e a roupa nova do imperador

O interesse da mídia pelas escolas de luta diminuiu. Claro. Ela só acordou depois que foi impossível negar a importância da resistência dos alunos à tal "reorganização" do governador Geraldo Alckmin. Foi quando um furo de reportagem da jornalista Laura Capriglione divulgou o áudio de uma reunião secreta do chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, em que ele declarou guerra aos alunos das escolas ocupadas.
Essa reunião na SEE ocorreu no dia 29 de novembro e a revelação dessa estratégia de guerra, bem como algumas corajosas manifestações de rua dos alunos, não puderam ser ignoradas pela grande mídia, mesmo com muitas manipulações. Depois disso, porém, a conversinha mole do “picolé de chuchu”, através dos diretores de escola, foi convencendo os pobres pais de alunos de que seus filhos estavam sendo prejudicados em final de ano letivo, que estavam perdendo as provas finais, a formatura e bla bla bla... Com isso, algumas escolas acabaram sendo desocupadas pel…

Gestão democrática - A exclusão dos pais e alunos

Ao anunciar uma nova "reestruturação" da rede pública de ensino, querendo repetir o fracasso do mesmo projeto executado há 20 anos, o Governo do Estado de São Paulo provocou a revolta dos estudantes, que ocuparam mais de 200 escolas durante o mês de novembro e fizeram manifestações de rua, rejeitando essa reforma que envolveria o fechamento de 95 escolas (em 1995 foram 150!) e a transferência de centenas de milhares de alunos. O Governo respondeu com violência, tentando arrombar as escolas ocupadas, atirando bombas de gás nos estudantes e os agredindo fisicamente durante as manifestações.

Quando a crise se tornou insustentável e a popularidade do governador Geraldo Alckmin despencou, o mesmo recuou, "suspendendo" a reestruturação. No entanto, muitos alunos receberam a informação de que já estavam sendo transferidos para outras escolas! Além disso houve vazamento do áudio de uma reunião interna na Secretaria da Educação, onde o Chefe de Gabinete, Fernando Padula, de…

"Reestruturação" de 1995: crianças no período noturno!

Este é o terceiro post que mostra os estragos da primeira "reestruturação" do ensino estadual de São Paulo, realizada a partir de 1995 pelo governador Mario Covas, ídolo do atual governador Geraldo Alckmin. Divulgo essas matérias da época para mostrar aos alunos das escolas de luta que o pretexto do Geraldo é exatamente o mesmo alegado pelo antigo governador, ou seja, agrupar os alunos por ciclos. Naquela época, dezenas de milhares de alunos acabaram evadindo por falta de opção, famílias desestruturaram suas rotinas e... a qualidade do ensino só foi piorando.

Tem mais: além do fechamento de muitas escolas - só no primeiro ano foram 150! - várias unidades "reestruturadas" acabaram tendo que voltar a receber alunos de outros ciclos, devido à justa pressão da comunidade e dos Conselhos Tutelares! Ou seja, essa reforma não deu certo!!! E tudo indica que poderá ocorrer a mesma confusão, se a reestruturação do Geraldo for adiante. É claro que ele vai jurar de pés juntos…

A desestruturação de 1995 - Escolas desativadas!

Neste segundo post sobre a "reestruturação" das escolas estaduais iniciada em 1995 (o primeiro foi Bomba, BOMBA!! Não caia na conversa do Geraldo!) você vai ver o que ocorreu no ano seguinte com algumas das 150 escolas desativadas e como essa "reforma" prejudicou alunos e famílias. A reportagem, datada de 29 de maio de 1996, é do finado Diário Popular e foi assinada pelo então repórter Moacir Assunção, hoje jornalista e escritor de renome. E aí, Moacir, não vai comentar essa "nova" reestruturação do Geraldo? Não seria mais do mesmo?... 
Essa reportagem está mais conservada que a primeira matéria que publiquei. Mesmo digitalizada é bem legível, então não vou digitá-la. Basta você clicar na imagem pra ampliá-la e ter uma boa leitura. Se tiver dificuldades, dê uma chorada que eu digito... rs

Chama a atenção o triste fim da escola "Chiquinha" e de seus alunos, que além de terem sido remanejados para longe, perderam a noção de pertencimento a uma es…

Bomba, BOMBA!! Não caia na conversa do Geraldo!

A partir de hoje, vou divulgar matérias publicadas na década de 90, que demonstram como foi a primeira "reestruturação" do ensino, realizada pelo então governador Mario Covas. Ela provocou uma desestruturação tão devastadora da rede, que a partir do ano seguinte as matrículas precisaram ser feitas através de sorteio. E logo de cara foram fechadas 150 escolas!
Naquela época havia na Capital dois jornais que davam uma boa cobertura dos FATOS educacionais. Coloquei fatos em caixa alta, porque hoje a mídia não investiga nem o mínimo para termos uma visão clara do que se passa dentro das escolas, e muito menos nos bastidores dos órgãos educacionais. Mídia corrupta ou omissa?... 
Os dois jornais que cobriam a educação na época eram o Diário Popular e o Jornal da Tarde, hoje extintos, fato que também leva a uma boa reflexão...
Vou começar essa nova série de posts com uma verdadeira bomba! A matéria acima digitalizada, obviamente não disponível na internet, data de 18 de janeiro de…