20 dezembro 2010

A escola tabu nº 20 - Apuração preliminar?!


O assunto Apuração Preliminar/Processo Administrativo é nosso velho conhecido, tanto na rede estadual, quanto na municipal de São Paulo. Não podemos falar de outros estados, pois o assunto é muito delicado e checamos as fontes com extremo rigor, para não corrermos o risco de cair em descrédito.

Mas, até hoje, apuramos que se trata de GRANDE FARSA, onde quem arma o esquema são as raposas das diretorias de ensino, enteressadas em colocar panos quentes nas irregularidades. RAPOSAS TOMANDO CONTA DO GALINHEIRO!

Leia por exemplo o depoimento desta aluna que - duvida? - abandonou a escola após passar por esse constrangimento:


Agora veja abaixo um caso exemplar que acompanhamos bem de perto, na rede municipal de São Paulo. Saiba que, após a apuração, a diretora da escola abriu inquérito contra as mães de alunos, pois ela se sentiu "ofendida" pelas denúncias, mais do que sérias e comprovadas. Esse tipo de atitude por parte dessas cobras criadas que infestam a rede pública de ensino só ocorre porque elas ficam à vontade para exercitar seu autoritarismo. Foi um custo convencer o Secretário Alexandre Schneider a fazer a diretora retirar a "queixa", aliás, isso só ocorreu porque o desmascaramos em audiência pública na Assembléia Legislativa, quando o assunto foi devidamente filmado e gravado, rsrs. Só Assim! Leia o post anterior a esse fato:

19 dezembro 2010

Retrospectiva 2010 demora



A retrospectiva 2010 vai demorar ainda alguns dias, até conhecermos o desfecho de algumas questões importantes. Já adiantamos, porém, que foi um dos piores anos da década, se não o pior. Como sempre falamos - e comprovamos aqui - a qualidade do ensino não é o maior problema da educação brasileira. Muito piores são a corrupção, a omissão daqueles que estão em cargos estratégicos e, principalmente, o desprezo para com o aluno da rede pública, considerado cidadão de segunda classe.

Para diminuir a ansiedade, seguem abaixo os links das retrospectivas 2008 e 2009. Assim, quando sair a retrospectiva 2010, será mais fácil entender o tamanho do rombo...

Aliás, já está bem clara a piora de 2008 para 2009, pois em 2008 ainda tínhamos "algo a comemorar", a ponto de termos feito um post sobre as mensagens positivas recebidas durante o ano. Em 2009 elas quase sumiram e em 2010 não recebemos absolutamente nenhuma! É claro que existem, no Brasil, escolas públicas que merecem respeito, mas são a minoria absoluta e nada garante a continuidade dos bons exemplos, pois não há uma política que possa garantir essa continuidade.

A política atual é do QUANTO PIOR, MELHOR, como você viu recentemente no caso dos diretores de escola da DE Sul 3 que foram escorraçados pela banda podre, em conluio com a APEOESP, por cobrarem pontualidade, assiduidade e TRABALHO DE QUALIDADE dos professores. As últimas vítimas dessa corja não receberam qualquer apoio de seus superiores, certamente envolvidos nas tramóias que as condenaram, sendo que

A diretora da EE. Lucas Roschel Rasquinho conseguiu elevar consideravelmente o IDESP da escola, que ficou acima da média.

A diretora da EE Joaquim Alvares Cruz teve seu projeto de gestão selecionado entre os melhores pelo programa Mais Educação do governo federal.

Elas foram "premiadas" com calúnias e difamações em relatórios públicos repletos de mentiras, que foram aceitos pela SEE sem questionamentos. Aliás, já cansamos de denunciar a parcialidade das apurações preliminares realizadas pelas diretorias de ensino, essas LATAS DO LIXO DA EDUCAÇÃO.

Professor José Benedito, estamos cobrando a reunião em seu gabinete dos diretores escorraçados pela banda podre, junto com o dirigente da Sul 3, ainda este ano! Marque dia e horário e providencie carros para buscar esses diretores. Estamos de olho e não vamos esquecer do assunto. Sua omissão vai ser interpretada como conivência!

Sobre a ilustração acima: de um modo geral, as diretorias de ensino são ninhos de cobras sobre os quais pousam ingênuas borboletas...



16 dezembro 2010

Acordo com bandido?!


Pacificar não é fazer acordo com bandido!

14 dezembro 2010

TÁ TUDO DOMINADO???


URGENTE: o professor José Benedito prometeu chamar os diretores e ex-diretores da DE Sul 3, que estão sendo ou já foram derrubados pela APEOESP, para uma reunião esclarecedora. Esperamos que o faça pessoalmente: se deixar a tarefa para a sua assessoria, a reunião não será agendada! Pois a diretora da EE Joaquim Álvares Cruz, antes de renunciar ao cargo de diretora e voltar à sala de aula na escola onde é efetiva, tentou durante vários dias falar com o coordenador da COGSP e foi barrada por sua assessoria. Provavelmente a APEOESP, após dominar a diretoria de ensino Sul 3, já está dominando também a assessoria da COGSP. Cuidado, professor José Benedito, não diga que não avisamos!

PEÇA PARA A CORREGEDORIA DA EDUCAÇÃO INVESTIGAR REUNIÃO REALIZADA NA SEXTA-FEIRA, DIA 10 DE DEZEMBRO, PELA APEOESP, NA EE LUCAS ROSCHEL RASQUINHO, NA CALADA DA NOITE, COM A PARTICIPAÇÃO DE SUPERVISORA QUE INTEGRA A COMISSÃO DE APURAÇÃO PRELIMINAR.

Milagre de "São Benedito"


Aleluia! Lembram do causo do aluno que esperou dois anos pelo histórico escolar? Releiam aqui:


Recebemos uma nova mensagem do aluno e agora sim, após tudo resolvido, divulgamos seu nome e o da escola, a EE Prof. Pedro de Alcantara Marcondes Machado, que pertence à DE Leste 1. Nota zero para a escola e para a DE, esse atraso é uma vergonha! Não fosse "São Benedito", que fez um milagre expresso, quanto tempo mais esse aluno precisaria esperar?...

Segue a mensagem do aluno, Reginaldo Souza Pauferro:

Desculpem-me a grande demora em responder. Por esses dias eu tive tarefas excessivas e realmente esqueci de outras também importantes. Consegui ir à escola na sexta passada e foi incrível! Não sei se vou conseguir descrever a cena, mas quero compartilhar com vocês.

Quando cheguei, a mulher (Rosangela) que havia me atendido das outras vezes estava atendendo outra pessoa e percebi que a expressão facial dela mudou na hora em que me viu.
Me dirigi a outra pessoa que perguntou se poderia me ajudar e prontamente eu disse em tom convicto: - Vim buscar o meu histórico.

Ela perguntou: - Em que ano você terminou? Quando eu disse em 2008 ela logo falou: Você é o Reginaldo Pauferro? (Nessa hora eu percebi que vocês já haviam mexido os pauzinhos). Ela disse que a supervisora assinou e veio me trazer o histórico falando comigo sem me olhar e com a voz de quem está nervosa e chateada. Num péssimo atendimento, com atos de quem perdeu uma batalha e ficou com o ego ferido.

Não me deixei abater e mantive a cordialidade, a única coisa que não consegui deixar de praticar nesse momento foi o sarcasmo!

Muitíssimo obrigado pela ajuda de vocês, pelo seu comprometimento e por ser tão engajados numa causa. Eu fui um dos beneficiados por suas ações.

Eu gostei do blog e não vou deixar de participar também. No momento estou estudando algo bem específico e às vezes fico bem focado, mas como eu disse na primeira conversa e que não foi para fazer média, eu vou estar engajado em ação social, pode ser com um nicho diferente, porém um complementa o outro e um é a emenda do outro, com isso todos somos parte de um Todo.

Se o sonho do brasileiro para o futuro tem sido de uma maneira geral, uma casa, um carro na garagem, uma família feliz e um bom emprego, então de uma maneira geral esse brasileiro está contribuindo para uma nação mesquinha, equivocada e com a visão turva. Pois enquanto o indivíduo não aprender a incluir a sociedade nos sonhos, qual o legado que ele vai deixar?

Reginaldo Pauferro

12 dezembro 2010

A escola tabu nº 19 - O reinado da APEOESP na Sul 3


Faz tempo que a Cremilda está pedindo para o Secretário Paulo Renato entregar de vez a Secretaria da Educação para a APEOESP. É irônico, claro, mas reflete uma realidade. Pelo menos numa das diretorias de ensino, a Sul 3, a APEOESP está dominando, a ponto de fazer reuniões dentro das escolas e da própria diretoria de ensino. É óbvio que o dirigente da Sul 3 ou não conhece a legislação, ou está tão certo da impunidade que fica totalmente à vontade para receber os sindicalistas e permitir seus "comícios" dentro das próprias escolas.

O que mais nos deixou estarrecidos foi saber que semana passada, na EE Lucas Roschel Rasquinho, essa escola castigada pelos profissionais da banda podre que querem derrubar a diretora, por ter exigido deles assiduidade, pontualidade e trabalho, foi feita uma reunião da APEOESP, com a participação de duas supervisoras da Sul 3. Mais uma reunião para arquitetar o afastamento definitivo da diretora. Isso, numa escola onde já estaria instalada uma comissão de investigação e mais uma equipe da corregedoria! Investigando o quê, se até reunião da APEOESP é feita dentro da escola???

Desde o post Uma história sórdida, portanto, as coisas pioraram ainda mais na EE Lucas Roschel Rasquinho e entornaram de vez na EE Joaquim Álvares Cruz, cuja diretora resolveu se afastar de vez, após ter sido ameaçada por elementos da banda podre da escola, que prometeram recebê-la "com paus e pedras" caso resolvesse voltar. Não se trata de ameaças no sentido figurado, mas reais. A escola é localizada no extremo sul da Capital, o caminho passa por 15 km de estrada de terra e o prédio não possui segurança alguma. Cabe aqui uma reflexão sobre o exemplo que esses "educadores" dão aos seus alunos, incitando-os à violência contra a diretora. Sim, pois é assim que a coisa funciona: a APEOESP faz menifestações e reuniões nas escolas incitando a comunidade escolar contra os diretores que dão prioridade ao aluno, que cortam o ponto do professor relapso, que exigem trabalho de qualidade...

O professor José Benedito prometeu chamar os diretores e ex-diretores da Sul 3, que estão sendo ou já foram derrubados pela APEOESP, para uma reunião esclarecedora. Esperamos que o faça pessoalmente, pois, se deixar a tarefa para a sua assessoria, a reunião não será agendada. Pois a diretora da EE Joaquim Alvares Cruz, antes de renunciar ao cargo de diretora e voltar à sala de aula na escola onde é efetiva, tentou durante vários dias falar com o coordenador da COGSP e foi barrada por sua assessoria. Provavelmente a APEOESP, após dominar a diretoria de ensino Sul 3, já está dominando também a assessoria da COGSP. Cuidado, professor José Benedito, não diga que não avisamos!

11 dezembro 2010

Dislexia - Orientação para os pais

Para quem achou muito longo ou confuso o post A escola tabu nº 18 - A dislexia, segue a orientação que demos ao pai de aluno que acionou o Colégio Magnum, de Belo Horizonte, e está aguardando a última instância do processo, após ganhar nas duas primeiras.

Bem, Antonio, essa escola merece ser processada por Oferta irregular de ensino - Art VII - Parágrafo 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente, pois ela não ofereceu à aluna as "estratégias de recuperação paralela" a que tinha direito conforme o Art 12º - IV da LDB, nem se sensibilizou com a excelente recuperação oferecida pela própria família, que fez a criança melhorar a ponto de quase fechar a média. A escola também passou por cima de todos os laudos que comprovam a dislexia da aluna, diagnosticada aliás na própria escola. Fica assim caracterizada a reprovação como medida punitiva e não como recurso pedagógico!

08 dezembro 2010

A escola tabu nº 18 - A dislexia


Dislexia é uma palavra hoje bastante usada. Em 2001, quando começamos a falar disso, ninguém no Brasil sabia do que se tratava. Hoje também não se sabe direito, mas a palavra é bastante usada, rs...

Muito fácil dizer que se trata de uma disfunção neurológica que leva a confundir e trocar letras e números. E daí? Como resolver? A dislexia foi descoberta há mais de 120 anos, mas poucos são os países que sabem lidar com essa dificuldade, que impede a milhões de crianças se alfabetizarem na idade certa, além de prejudicá-las durante ainda muitos anos.

No Brasil não existem estatísticas sobre a percentagem de crianças dislexas nas escolas. E, por incrível que pareça, elas são tratadas da mesma forma tanto na rede pública de ensino, quanto na particular: a escola tenta expulsá-las - e muitas vezes consegue.

Por se tratar de um fenômeno conhecido há apenas algumas décadas - pelo menos no Brasil - a tendência é tratar as crianças dislexas por "burras". Na rede particular isso não costuma ser dito com clareza: primeiro a escola chama os pais para falar das dificuldades da criança e depois sugere que talvez em outra escola ela tenha mais sucesso. Se livrar do aluno é a primeira idéia de uma escola incompetente. E é muito bom que os pais procurem mesmo outra escola para os filhos! Quando a direção chama os pais para sugerir a mudança significa que o aluno é indesejado, que os professores não sabem o que fazer com ele e que nessa escola estaria quase certamente fadado ao fracasso.

Já na escola pública o aluno dislexo corre o risco de ser chamado de "burro" com todas as letras. Aliás, na rede pública, todas as crianças com problemas de aprendizagem, seja TDA, TDAH ou outro tipo de dificuldade, costumam ser tachadas de burras, preguiçosas, mal educadas etc.

Mas o resumo da ópera é que, devido à incompetência geral e à falta de vocação para educar, os alunos dislexos incomodam as escolas e costumam ser expulsos, de forma direta ou branca.

Segue a mensagem de um pai de alunos que está em contato conosco desde o início de 2008. Sua filha estudava numa escola de elite em Belo Horizonte e ele resolveu processá-la por expulsar a menina.

Ganhamos em duas instâncias. A escola me propôs um acordo mas, como não aceitei, ela jogou o processo para uma instância maior. O que eu estou pleiteando é o ressarcimento de todas as parcelas pagas desde o primeiro ano até a quarta série (do currículo antigo), bem como danos e assédio moral tanto para a aluna quanto para os pais.

Como não obtive ainda a conclusão do processo não remeti ainda para vocês. Para que você entenda, a escola não me forneceu – nem para cópias xerográficas – as provas de minha filha. Solicitamos, desta forma, de maneira judicial, que todas “os originais” nos fossem enviados, o que ocorreu no mês de junho do corrente ano. Solicitamos a correção das provas por dois profissionais definidos a critério da justiça e foi verificado, dentre outras coisas, que ela (minha filha) teria que ter um tempo maior para toda e qualquer atividade escolar que fosse feita a título de prova.

Além disto tudo, entrei em contato com uma rádio aqui em BH (muito prestigiada por diversas camadas da população – tipo Programa do Datena) e colocamos a matéria no ar com entrevista simultânea entre eu e Diretor da escola num horário nobre.

No mais, o que falta aos pais cujos filhos são submetidos ao padrão de “escola pública ou plural” e sofrem qualquer tipo de preconceito é esclarecimento. A justiça – por definição é cega - e esta cegueira a que me refiro não deveria perceber qualquer distinção entre os humildes e os poderosos.

O conselho ou palavra que dou a todo e qualquer pai é que procure os seus direitos de forma jurídica em última instância. Essas escolas que tratam os seus alunos como burros, idiotas e outros pseudônimos doentios nem sequer sabem da existência de doenças (como a dislexia) que são tratáveis e outras, ainda, sob o prisma de psicossomáticas, podem ser curáveis simplesmente com tolerância e amor.

Já dizia Roberto Carlos... “Eles estão cegos!”.

Oriente sua comunidade, através do seu blog, que é possível mudar isto, que é possível colocar um basta em adestradores travestidos de professores, em criaturas que, por uma questão conjuntural, são denominados “mestres”.

Leia os posts publicados anteriormente sobre dislexia:

Dislexia no Brasil: alguma solução?

O pai vai processar a escola

Viva a inteligência dos pais!

Dislexia: ainda a grande desconhecida

Querido Jô (este post trata também da Progressão Continuada)

Insignificância global


O menos pior programa da TV Globo é na minha opinião o Casseta e Planeta. Esse, pelo menos, ridiculariza a própria emissora. Seu personagem Gato Barcellos é o retrato da superficialidade do jornalismo da rede e o programa Profissão Repórter é a negação do jornalismo investigativo, servindo apenas para o que interessa à mídia atual: manter o ibope. Em lugar de informar, o programa vai criando bate-papos furados com os entrevistados, o que agrada muito àqueles cujo maior sonho na vida é aparecer na TV. Assim o sonho se mantém a cada terça-feira e a esperança de ser entrevistado pelo galã do Profissão Repórter aumenta cada vez mais...

Ontem fiz MUITA questão de assistir ao Profissão Repórter, após a chamada da amiga Cremilda, essa sim uma "repórter" de verdade. O assunto "dificuldades em sala de aula" foi tratado de forma tão morna que nem dá para criticar direito, rsrs... Não vi dificuldade alguma! Foram mostrados alunos desinteressados por uma escola absolutamente chata e anacrônica, professores ainda mais desinteressados em "passar matéria" e no final você se pergunta: qual o sentido de aquelas pessoas serem obrigadas a passar horas do seu dia dentro daqueles prédios mal cuidados, esperando por outras que poderão ou não comparecer, recebendo ou não "lições" que não fazem o menor sentido ou não acrescentam nada ao seu conhecimento?

Pelo menos, desta vez a Globo não conseguiu emplacar a figura do professor santo e mártir nem a do "aluno demoníaco", como costuma fazer o repórter de sua afilhada RBS Luiz Carlos Prates, um daqueles psicopatas que a mídia contrata para que o noticiário deixe de informar e se torne um show de baixarias.




A Globo trata o assunto educação como algo absolutamente insignificante e isso não é por incompetência. No ano de 2001, eu mesma cutuquei a emissora para fazer uma matéria sobre dislexia, esse assunto seríssimo e cada vez mais atual, em um país que até hoje não se preocupa com essa questão. A matéria saiu no Fantástico e ficou ótima, indiquei algumas pessoas para serem entrevistadas e lembro de depoimentos muito significativos. Depois disso o assunto caiu no esquecimento, bem no padrão de nem-te-ligo que a emissora global reserva para as questões educacionais.

Pois hoje quem vai fazer um furo de reportagem é este humilde bloguinho! Lembram daquele pai de uma aluna de Belo Horizonte, expulsa de uma escola particular de alto padrão por ser dislexa? Relembre o caso clicando no título:


Ele entrou com ação contra a escola no início de 2008, já ganhou em duas instâncias e, por ter-se negado a fazer acordo, o processo passou para julgamento final. Estamos aguardando o desfecho. O pai exige o ressarcimento de todas as parcelas pagas desde o primeiro ano até a quarta série (do currículo antigo), bem como danos e assédio moral tanto para a aluna, quanto para os pais.
Leia clicando aqui a primeira mensagem que recebemos desse pai, em janeiro de 2008, e imagine o sofrimento de toda a família pelo tratamento recebido da escola.

O pai da menina prometeu nos enviar a gravação de uma entrevista que ele deu para uma emissora de rádio de BH e aí vai a mensagem que ele me pediu para transmitir aos pais de alunos:

Oriente sua comunidade, através do seu blog, que é possível mudar isto, que é possível colocar um basta em adestradores travestidos de professores, em criaturas que, por uma questão conjuntural, são denominados “mestres”.

Repito: essa criança foi expulsa de uma ESCOLA PARTICULAR DE ALTO PADRÃO.

05 dezembro 2010

Propostas para a SEE - reunião na COGSP dia 02/12



Além de inúmeros casos pontuais, como a surreal história do aluno que está esperando há 2 anos pelo histórico escolar, a reunião abordou temas estruturais, para os quais apresentamos as seguintes propostas:

  • Eleição dos Conselhos de Escola no mesmo dia em cada município - Todos os anos propomos que essa eleição seja feita no mesmo dia em cada município para todas as escolas, sendo precedida por campanha através da mídia, esclarecendo a importância da participação da comunidade e repudiando as costumeiras "panelas" que já CANSAMOS de denunciar. Vamos ver se desta vez seremos ouvidos! Nosso artigo Gestão participativa na escola - A exclusão da comunidade, já disponibilizado em 2007, contém todas as dicas para tornar a eleição dos Conselhos de Escola e a Gestão Participativa um sucesso.
  • Eleição direta para Diretores de Escola - Como já CANSAMOS de demonstrar, a indicação política, a "dança das cadeiras" e o boicote dos maus profissionais aos bons diretores prejudicam demais as escolas públicas. Desde que a comunidade esteja livre das más influências de sindicatos como a Apeoesp e a Udemo e que o Conselho de Escola seja realmente democrático, a melhor opção é a eleição direta para diretor, pois a comunidade sabe quais são os melhores profissionais e os pais não têm problemas em divulgar sua opinião, quando não temem que os filhos sejam perseguidos dentro da escola. Bom diretor não faz estardalhaço, nem precisa ganhar prêmios ou aparecer na mídia para mostrar o valor do seu trabalho, que é comprovado pelo IDEB ou IDESP de sua escola, além dos projetos que ele implanta para garantir o aprendizado dos alunos.
  • Divulgação do Regimento Escolar e da Legislação educacional - Todo ano é a mesma coisa: os alunos e os pais não são devidamente informados sobre o regimento da escola e muito menos sobre a legislação da educação. Isso permite aos maus diretores elaborarem regimentos internos com cláusulas ilegais e até inconstitucionais. Por exemplo: como já CANSAMOS de divulgar (a Lei 3.913 você encontra rolando a barra lateral direita do blog) a rede estadual de São Paulo proibe a cobrança de taxas e a obrigatoriedade do uso do uniforme, mas a maioria das escolas tentam "legalizar" essas práticas através de seu regimento interno. A questão é séria, pois até a "surdoria da Educação" e o dirigente da Sul 3 soltaram um comunicado mentiroso declarando que a Lei 3.914 teria sido suprimida pela Lei Federal 8.907, que de forma alguma obriga os alunos a usar uniforme. Isso foi confirmado pela Divisão de Pesquisa Jurídica da Assembléia Legislativa! Senhor "surdor" Salmon e professor Samuel, não dormimos de touca!!! Devido à tremenda incompetência geral, sugerimos que o regimento escolar e a legislação pertinente sejam afixados em quadros protegidos por vidros no saguão de todas as escolas, para que fiquem ao alcance de toda a comunidade e que seu conteúdo possa ser lido e compreendido por alunos, professores e pais.
  • Cursos para profissionais afastados por mau comportamento ou corrupção - Esse é um problema crônico e gravíssimo: os diretores, professores e demais profissionais afastados das escolas acabam "perambulando" pela rede, distribuídos em outras unidades, gabinetes e nas diretorias de ensino, que costumamos chamar de Latas do lixo da educação. Além de continuar recebendo salário pago com o suado dinheiro dos nossos impostos, eles não desempenham função útil e, mesmo de longe, tentam se vingar de quem os denunciou, através de intrigas e calúnias. Já que não podem ser demitidos, devido a uma legislação ultrapassada, nossa sugestão é que sejam criadas "escolas de recuperação educacional" de tempo integral, onde esses profissionais possam aprender ÉTICA, PSICOLOGIA, SOCIOLOGIA, PEDAGOGIA, FILOSOFIA e LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL.

As propostas acima mencionadas e colocadas na reunião do dia 02/12 foram bem compreendidas e consideradas possíveis pela COGSP. Existem porém dois assuntos antigos para os quais a Secretaria da Educação é absolutamente insensível: a expulsão de alunos através dos Conselhos de Escola e as suspensões coletivas para estimular a caguetagem, que também resultam em expulsão. Infelizmente, essa administração não compreende a importância da inclusão e a ilegalidade desses atos, por isto levaremos esses assuntos à Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Esta é para os que falam que apenas criticamos, em vez de darmos sugestões...

03 dezembro 2010

Uma história sórdida


Em vinte anos de luta pela educação e com três filhos que só estudaram na rede pública, posso atestar que a coisa mais difícil é encontrar um diretor dentro da escola, trabalhando. Eles sempre têm mil desculpas para justificar sua ausência: foram para "reuniões fora", para “resolver problemas” na diretoria de ensino ou na secretaria da educação...

Por isso, neste blog, valorizamos demais a atuação dos bons diretores, de quem depende a qualidade das escolas. O nível dos diretores, em todo o país, anda tão ruim que se pensa ser suficiente um prédio escolar “pintadinho e arrumadinho” para atestar uma boa direção. A lição mais importante quase nenhum deles faz: cuidar do elemento pedagógico. E, por favor, não venham contestar isso, pois não é necessário discutir a má qualidade do ensino em todo o país!...

Vamos agora refletir: duas ótimas diretoras de escola, ambas da diretoria de ensino Sul 3 - tão boas que se atreveram a cobrar trabalho, presença e pontualidade dos professores e funcionários (!) - começaram a ser perseguidas pelos profissionais da “banda podre”, que fizeram intrigas e calúnias contra elas, além de ameaças que as levaram a pedir férias para tentar se recuperar do desgaste. Não é muita coincidência?...

Localizadas na extrema periferia da zona sul de São Paulo, as duas escolas estão afastadas 12 km uma da outra. As diretoras não se conhecem, mas elas têm muito em comum: conseguiram recuperar suas escolas, não apenas no aspecto físico, mas também pedagógico:

A EE Lucas Roschel Rasquinho, esfacelada por uma péssima direção até 2008, teve em 2009 uma grande melhora no IDESP, que ficou acima da média. Além disso, a nova diretora fundou uma rádio comunitária junto com os alunos, equipou a sala de vídeo com aparelhos de última geração, criou uma zeladoria e equipamentos de segurança, incrementou a merenda e fez a formatura dos alunos de graça, aliás moralizou a escola, onde não cobrava uniformes nem outras taxas.

A EE Joaquim Álvares Cruz estava em completa decadência, quando a nova diretora arregaçou as mangas e, quase sem equipe de apoio, conseguiu reformar o prédio, arrumar as contas da APM e em pouco tempo desenvolveu um projeto de gestão tão bom que foi um dos poucos selecionados pelo programa Mais Educação para representar a diretoria de ensino.

Além da qualidade do seu trabalho, as diretoras dessas duas escolas têm mais dois pontos em comum, um ponto positivo e outro negativo:
  • graças à assiduidade e pontualidade que tiveram durante sua vida profissional, mereceram uma licença prêmio que poderiam tomar quando lhes fosse mais oportuno;

  • graças à moralização que implantaram em suas escolas, despertaram a ira da “banda podre” e do sindicato APEOESP, que se revoltou por elas terem marcado falta aos professores que fizeram greve no início do ano.

O EducaFórum recebe denúncias do Brasil inteiro, principalmente de São Paulo. A EE Lucas Roschel Rasquinho é nossa velha conhecida, mas as informações sobre a EE Joaquim Alvares Cruz começaram a chegar somente este ano e chamaram nossa atenção, pois ambas escolas estão dentro de uma região dominada pela banda podre do sindicato, que atrapalha o trabalho dos POUCOS bons diretores de escola da rede.

Além dessas duas escolas, recebemos denúncias da comunidade de mais duas unidades da diretoria de ensino Sul 3, a EE Hermínio Sacchetta, de onde os maus profissionais e a APEOESP conseguiram afugentar um bom diretor, e a EE Prisciliana Duarte de Almeida, cuja ótima diretora está também sendo pressionada a sair. Estamos de olho!

A incompetência do dirigente da Sul 3, que não soube dar às diretoras da EE Lucas e da EE Álvares Cruz qualquer apoio contra as intrigas e ameaças que sofreram, chegou ao ponto de recomendar que ambas emendassem suas férias com a licença prêmio, “até a poeira baixar”. Isso não é estranho???!!! Que poeira o dirigente queria que baixasse?...

Moral da história: as duas diretoras acabaram ficando meses afastadas da escola, contra sua própria vontade, além de estragar sua licença prêmio. Durante esse tempo, a banda podre e a Apeoesp conseguiram “fazer sua caveira” junto à comunidade, promovendo inclusive manifestações em frente às duas escolas, atirando lama sobre elas e distribuindo panfletos pedindo sua cabeça. Pior: as escolas foram sucateadas e até depredadas!

A cereja do bolo: quando o projeto de gestão da EE Joaquim Álvares Cruz foi selecionado pelo programa Mais Educação, a diretora não foi comunicada nem convidada para a homenagem que seria prestada aos diretores das escolas! Ela descobriu isso por acaso através do site da Secretaria da Educação e, quando ligou para a diretoria de ensino Sul 3, uma assessora do dirigente lhe disse que ela não seria convidada para a cerimônia: quem receberia a homenagem pela escola seria seu vice, pois sua demissão sairia em breve no diário oficial...

Pois assim são tratados os diretores que IMPLANTAM BONS PROJETOS E EXIGEM TRABALHO E ASSIDUIDADE DOS PROFISSIONAIS DAS SUAS ESCOLAS.

Durma-se com um barulho desses!!!


01 dezembro 2010

Que tipo de monstro? - A série 7

Uma mordidinha não dói!

Relembre os outros posts da série Que tipo de monstro?

8 anos de torturas em bebês e crianças de até 4 anos
Professora obriga criança a engolir papel
Maus tratos na creche
Dois assassinatos na escola
Diretora apaga cigarro nas partes íntimas do aluno
Festival de violência na escola

Ah, esqueci de avisar: todos os casos acima estão sendo apurados e os esclarecimentos vão ser dados no Fantástico, ok? rsrsrs

A escola tabu nº 17 - Dois anos de atraso é "normal"!


A mensagem abaixo acabou de chegar e até o fim da semana vamos resolver o problema do aluno. A pergunta que não quer calar: por que sobrou para nós? Cadê a "surdoria" da Educação? Cadê a corregedoria? Ao que tudo indica, na diretoria de ensino que "coordena" a escola desse aluno não se trabalha há dez anos!!!

Parabéns para o aluno que não baixou o nível, mas bem que esses "educadores" mereciam!... Aliás, esta semana desliguei o telefone na cara de uma "educadora" da Secretaria da Educação que me negou o e-mail de uma diretoria de ensino (o e-mail era "confidencial", rsrs) e falei: "É uma m... ter que pagar seu salário!"

Terminei o ensino médio numa escola estadual no ano de 2008 e desde então tenho enfrentado uma saga para obter o meu histórico escolar.

Fui na secretaria da escola umas cinco vezes e em todas as vezes a resposta foi a mesma: “O seu histórico está pronto, porém a pessoa que assina vai vir ainda esta semana para assiná-lo”.

E isso vem se arrastando até aqui. Sinceramente estou sem paciência. Ontem uma coordenadora me disse que é normal a demora, que tem históricos sem assinaturas desde 2000 e que eu estou muito apressado.

Confesso que fiquei furioso no momento, mas não me exaltei a ponto de baixar o nível, mas expressei a opinião que essa mentalidade por parte dos educadores têm que mudar e eles mesmos lutarem para que as coisas na nossa educação comecem a mudar, para que pelo menos em outras camadas mudem a partir daí. Visto também que são servidores públicos e são pagos para tal. Apenas cumprir um horário e sem se preocupar com o que acontece debaixo do próprio nariz é um absurdo. É o “ápice do ostracismo”!