28 dezembro 2012

Quando uma máquina pode substituir o professor

O computador pode substituir o professor? A essa pergunta, o indiano Sugata Midra, professor de Tecnologia Educacional da Newcastle University, na Inglaterra e professor visitante do Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT, assim respondeu: Se existe um professor que pode ser substituído por uma máquina, é porque ele realmente merece ser substituído. 




Leia a matéria sobre essa instigante colocação no site Educar para Crescer, clicando aqui. Não é de hoje que se fala da obsolescência do nosso sistema de ensino, mas pouco se faz no sentido de promover mudanças. Nossa escola continua querendo formar repetidores de informações, sem perceber que hoje o mais importante é compreender e saber avaliar essas informações. Nunca se falou tanto em analfabetismo funcional: a cópia e a decoreba são o primeiro passo para isso. 

19 dezembro 2012

Alfabetizar no 1º ano: o salto de Claudia Costin

Nunca é demais falar de Claudia Costin e do vertiginoso salto de qualidade da educação no município do Rio de Janeiro, onde é Secretária da Educação. Já lançamos aqui sua "candidatura" a Presidente da República, mas deixamos claro que não se trata de qualquer interesse político-partidário. Como sempre dizemos, nosso partido é o aluno e Claudia Costin parece ser, em todo o cenário nacional, a pessoa mais preparada e mais INTENCIONADA em realmente resolver esse que é o problema mais urgente do país: o analfabetismo funcional, que vem da falta de competência da escola em alfabetizar o aluno em letras, números e leitura do mundo. Por leitura do mundo não entendemos qualquer das teorias propaladas por certos educadores: trata-se, por exemplo, de a criança saber que cenoura não dá em supermercado, que energia é algo muito mais amplo do que corrente elétrica, que ser professor é profissão e não sacrifício, informações que abrem os horizontes da escola além das quatro paredes.

Claudia Costin quer alfabetizar os alunos no 1º ano e já coloca em prática seu plano no Rio de Janeiro. Recebemos "críticas" (entre aspas, pois crítica sem fundamento é papo furado) ao trabalho da Costin, dizendo que sua Educopédia é coisa de "futurista". Esclarecemos que o programa pedagógico da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro é amplo, muito bem estruturado e não se resume à Educopédia, que é aliás um dos instrumentos de trabalho. E falar do que não se conhece é coisa de gente sem nexo.

Comparando com a pretensão do governo federal, de ter todos os alunos alfabetizados no 3º ano, a proposta de Claudia Costin é admirável. Ela diz que "o Brasil tem pressa" e apresenta  sua estratégia. Leia seu artigo Os desafios da Educação clicando aqui.

15 dezembro 2012

Mais verbas? Para quê? Para o ralo???





Acompanhamos os gastos com educação - os famosos 25% do orçamento que já foram inclusive 30% aqui em São Paulo - há mais de duas décadas e podemos afirmar que até hoje essas verbas têm sido mal gastas, manipuladas ou até roubadas. A comprovação está no rendimento dos alunos que, no país inteiro, deixa muito a desejar. Salvo honrosas exceções, que porém não garantem a continuidade, a maioria dos estados e municípios brasileiros apresenta resultados medíocres ou até péssimos. Leia clicando aqui sobre nossa luta de mais de 20 anos.

Enquanto não houver uma política educacional unificada em nível nacional, focada no ALUNO e no APRENDIZADO, tudo vai continuar como está. E a luta por mais verbas vai continuar, pois essa é a única ladaínha que a sociedade "entende",  por não ter o hábito de refletir sobre o assunto. 

Já que muitos seguidores se cansam de textos longos e chatos, trazemos aqui um vídeo  rápido e bem explicativo do "Tio Sam", que se aplica perfeitamente também ao nosso país.  Assista a esse vídeo legendado e leia em seguida nossos comentários, onde vamos misturar chiclete com banana, rsrs.



Vamos agora transferir a situação para o nosso país:

Digamos que o presidente do Sindicato dos Professores se chame Cláudio (nome fictício). O sindicato que Claudio preside recebe muita verba, transferida pelo governo após ter sido recolhida do salário dos professores, pago com o nosso imposto. 

Com essa verba, Cláudio faz campanhas por maiores salários e melhores escolas, enfim, campanhas por MAIS VERBAS. 

Digamos que um político chamado Gabriel (nome fictício) resolva aproveitar a campanha do Cláudio em sua plataforma eleitoral, papagueando os slogans "Melhores salários para os professores!" "Melhores escolas!", ou seja, MAIS VERBAS.

Na medida em que Gabriel se compromete com o sindicato de Cláudio, o sindicato contribui com verbas para a campanha eleitoral de Gabriel e gasta mais verbas para divulgar esse político junto aos professores, que constituem uma das categorias de trabalhadores mais numerosas do país. 

A contribuição do sindicato de Cláudio pode fazer a diferença na campanha eleitoral e decidir a vitória de Gabriel, mais um político sem qualquer compromisso com o aluno e com uma plataforma tão pobre que se limitou apenas a papaguear: MAIS VERBAS!

Após a eleição do Gabriel, o governo vai injetar MAIS VERBAS no sistema de ensino, o CABIDE DE EMPREGOS aumenta e o sindicato de Cláudio recebe mais contribuições, assim toda a máquina fica bem lubrificada. 

E daí? A educação melhorou!?
Os sindicatos têm o único interesse de inchar a rede de ensino! E suas assessorias de imprensa (pagas com o nosso dinheiro, lembra?...) são tão eficientes que emplacaram seus slogans formando uma verdadeira LAVAGEM CEREBRAL na população: MAIS SALÁRIOS PARA OS PROFESSORES! MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO! 

Pense bem nisso, na hora de pedir mais verbas: esse dinheiro é de todos nós e costuma ir para o ralo!! Experiências positivas e BARATAS como aquelas mostradas neste link não são reproduzidas em grande escala, porque DÃO TRABALHO e o que os políticos querem não é trabalho, apenas VERBAS. Pergunte para qualquer político onde estudam seus filhos! Na rede pública???

13 dezembro 2012

O que falta para a educação brasileira dar certo




Leia este livro de Gustavo Ioschpe, clique aqui para assistir à sua entrevista na Band News e entenda que falta um projeto estratégico para a educação brasileira.

11 dezembro 2012

Delação na escola: quem recebe esse "prêmio"?...


Está sendo travada na sociedade uma discussão sobre delação premiada A princípio, a delação só é "necessária" quando o "culpado" de algum crime não se identifica, seja por covardia, seja por estratégia. O prêmio só faz sentido se a delação for realizada por alguém já  condenado, com a promessa de ter a própria pena diminuída ao entregar algum cúmplice, evitando assim que esse continue cometendo crimes. A delação premiada é portanto instrumento de prevenção e não de vingança.

Diz o bom senso que as crianças devem ser orientadas a dizer a verdade  e a ter coragem de admitir os próprios erros.  Entretanto, em muitas escolas públicas de todo o país, a delação é estimulada como algo normal, apenas para "tirar da frente" problemas disciplinares que incomodam  a direção da escola.  Trata-se de uma espécie de vale-tudo, em que coloca-se colegas contra colegas a bel prazer pelos motivos mais banais, muitas vezes devidos à falta de supervisão dos alunos durante as aulas vagas. Quem pichou a parede da escola? Quem começou a guerra de giz? Quem escreveu bilhete contendo palavrões? Quem  quebrou a descarga do banheiro?...

Imediatamente começa uma inquisição braba, muitas vezes culminando na famigerada suspensão coletiva de uma semana, com separação da classe: primeiro as meninas, depois os meninos, ou vice-versa. Nesse meio tempo, a direção da escola costuma receber denúncias anônimas, às vezes utilizadas para culpar alunos inocentes. Muitos pais revoltados por ter seus filhos em casa durante a semana os estimulam a entregar os colegas, fazendo o jogo da escola. Depois de a direção "decidir" quem é o culpado, que ninguém se atreva a contrariar o veredicto. A "honra" da direção é inviolável!

Esse tipo de atitude é o cúmulo do antipedagógico. Uma delação desse tipo não premia ninguém, apenas coloca os alunos uns contra os outros e levanta suspeitas muitas vezes infundadas. É impressionante que a suspensão coletiva ainda seja tão usada nas escolas públicas brasileiras, principalmente na rede estadual de São Paulo, cuja Secretaria da Educação já recebeu diversas denúncias nesse sentido e continua se fingindo de morta, quando seria tão simples publicar, em seu blindado site, textos que condenassem essa medida e sugerissem soluções pedagógicas para problemas de disciplina muitas vezes causados pela ausência de professor em sala de aula ou de inspetor durante o recreio. Para não falar dos alunos largados na quadra, no pátio ou nos corredores da escola, sem qualquer supervisão.

Professor Padula, alguma mudança para o ano que vem?...


05 dezembro 2012

O que é pior: AULA VAGA ou aula ruim?...





Por que  aula vaga  é  pior do que  aula  ruim? Pela lógica, ficar sem aulas poderia ser melhor do que receber aulas ruins. Afinal, a soma de aulas ruins arruína a vida escolar do aluno...

Entretanto, a observação mostra que as aulas do professor que falta muito costumam ser ainda piores do que as aulas ruins de professores que faltam menos. Por uma simples razão: se falta continuidade na sequência pedagógica, também fica difícil a avaliação do que o aluno aprendeu. Professor que falta muito não consegue manter a continuidade e precisa voltar aos assuntos mais vezes. A avaliação também é mais difícil, pois o que o aluno aprende hoje ele vai esquecer rapidamente, se não houver revisão. Tem mais: na hora da revisão, por onde começar?...

No final da década de 90 provocamos a mídia para fazer uma matéria sobre AULA VAGA, essa expressão ainda hoje proibida na rede pública, por caracterizar oferta irregular do ensino, que constitui crime. Na época, o PaisOnline havia lançado um formulário para os pais preencherem as aulas vagas dos alunos por disciplina, dia a dia, bem bonitinho e com fórmulas que puxavam as somas a cada mês. Muitos pais tinham receio de divulgar o formulário, outros não sabiam lidar com ele e ficavam confusos se, por exemplo, festas, projeção de filmes e tapa-buracos, como bate-bola na quadra, deveriam ser considerados aulas vagas ou não. Por isso não conseguíamos apresentar dados concretos que comprovassem a percentagem de aulas vagas na rede pública brasileira que, de forma pragmática, estimávamos entre 20 e 40%, portanto, na média, 30%. Também provocamos o INEP, que como sempre se fez de surdo. No final, a Folha de São Paulo resolveu publicar uma matéria arriscando 20%, uma percentagem baixa mas que despertou muita polêmica,  por não haver comprovação dos dados.

No último dia 1º de dezembro, a Folha de São Paulo publicou uma análise de Naercio Aquino Menezes Filho, professor do Insper e da Usp, dando um quadro incrivelmente mais sombrio do que o nosso, feito há mais de uma década... O artigo foi uma resposta a uma matéria sobre escolas particulares com mensalidades baratas, porém, em média, com infraestrutura pior do que as públicas. Por que, então, os alunos de tais escolas particulares apresentam desempenho melhor que os da rede pública?... A resposta está no fenômeno da AULA VAGA, que praticamente não existe na rede particular, mesmo nas piores escolas, pois quando os professores faltam eles são demitidos, enquanto na rede pública não há fiscalização nem punição.

Agora pasme para o estudo apresentado pelo professor Naercio e realizado em uma amostragem de escolas públicas:

Nas escolas mais problemáticas, os alunos tiveram apenas 1 hora e 17 minutos de aula por dia, em média. Então, mesmo o aluno tendo direito a 5 AULAS DE 50 MINUTOS POR DIA, nessas escolas ele está recebendo apenas UMA AULA E MEIA POR DIA. 

Nas melhores escolas da amostra, o tempo efetivo de aula foi de 2 horas e 13 minutos, ou seja, o aluno recebe pouco mais de DUAS AULAS E MEIA POR DIA.

Resumo da ópera: na melhor das hipóteses, o aluno de escola pública teria METADE DAS AULAS, ou 50% DAS AULAS diárias.

Durma-se com um barulho desses! Ficam duas perguntas que estamos encaminhando ao professor Naercio, especialista em políticas públicas:
  1. Onde foi realizado esse estudo e qual a amostragem?
  2. Por onde começar a promover uma mudança na legislação que impede a demissão do professor, no caso, funcionário público?
 Cabe observar que nem todo funcionário público é efetivo, aliás, na educação a minoria dos profissionais o é. Veja o que costuma acontecer aos bons diretores de escola que se atrevem a demitir os professores não efetivos, quando não demonstram assiduidade, pontualidade e resultados: Diretoras afastadas por intrigas de maus profissionais e da APEOESP.

Refrescando a memória, o antigo e "eterno" artigo AULA VAGA: você sabe o que é isso?


01 dezembro 2012

Gustavo Ioschpe fala da educação brasileira: muito calor e pouca luz




Reserve uma hora do seu dia (ela dura mesmo 60 minutos) para ouvir atentamente essa entrevista do Gustavo Ioschpe e reflita a respeito das prioridades na educação brasileira. Você não precisa concordar "em gênero, número e grau", já que a unanimidade é burra, mas preste bastante atenção, pois a questão das prioridades é muito bem discutida neste bate-bapo descontraído, mas que aborda os pontos principais para uma análise do sistema de ensino no país.

Consideramos Gustavo Ioschpe uma espécie de "colaborador" do blog, pois já postamos e comentamos aqui muitos dos seus artigos e até recebemos dos nossos seguidores mensagens e comentários dirigidos a ele, o que mostra que alguns leitores o consideram "da casa".

O que chama a atenção no discurso do Gustavo é sua objetividade e coerência. Ele procura se basear em estudos e estatísticas, mostra números e percentagens e, quando é perguntado sobre algo que não pode mensurar, esclarece que se trata de opinião pessoal. Nada mais sensato e ético. Não é isso que se espera de um pesquisador e especialista em educação?  Ainda assim, ele sofre grande rejeição, principalmente por parte da classe docente ligada ao ensino público. Geralmente, aqueles que criticam mais ferrenhamente suas teses são os que não conseguem comprovar as próprias... Por isso mesmo Gustavo resume o marasmo na educação à expressão "muito calor e pouca luz": discussões acaloradas e intermináveis produzindo resultados pífios. 

Existe uma questão na qual Gustavo não consegue penetrar em profundidade e talvez ele mesmo não se dê conta do tamanho do buraco: é o nível de satisfação das famílias brasileiras com respeito à qualidade do ensino da escola dos filhos que, segundo pesquisas, atinge nota 8 sobre 10, quando a nota média nacional do Ideb no final do Ensino Fundamental não passa de 4... Só quem vivencia a escola por dentro, como nós, que sempre tivemos e teimamos em manter nossos filhos na rede pública, consegue penetrar o TABU. Não por acaso criamos neste blog a série A escola TABU, que já está no número 65. Para dar alguma dimensão da profundidade desse enfoque, vamos ao nº 1 dessa série e em seguida ao desfecho do caso relatado, que foi publicado no nº 45 da série.

A escola TABU nº 1 - Processo administrativo na EE David Eugênio dos Santos, em São Paulo Trata-se aqui de uma denúncia escabrosa encaminhada pela comunidade escolar contra a direção da escola, envolvendo desde maus tratos e torturas em alunos, até falcatruas financeiras e irregularidades administrativas. O caso chegou a ter repercussão na mídia no ano de 2004, sem que isso resultasse no afastamento da direção ou em melhorias na escola.

A escola TABU nº 45 - EE David Eugênio dos Santos, 8 anos de injustiça Esse post, datado de janeiro deste ano, traz finalmente o resultado final do processo administrativo e mostra as consequências desastrosas dessa denúncia, que somente nós do EducaFórum nos preocupamos em acompanhar. A mesma mídia que divulgou as denúncias em 2004 se desinteressou pelo desenrolar dos fatos e por seu desfecho, que podemos resumir assim: os alunos prejudicados tiveram que mudar de escola, tendo que estudar  longe de casa, os pais denunciantes ficaram desmoralizados, os professores e funcionários que apoiaram a causa foram perseguidos e alguns receberam ameaças de morte, uma das professoras denunciantes foi até afastada por "problemas psiquiátricos administrativos" (sic). O mais absurdo da situação foi a "condenação" da diretora da escola, 7 anos após a denúncia: suspensão durante 90 dias, já estando aposentada... Essa mesma pena havia sido recebida anos antes por aquela mesma professora denunciante, que foi depois afastada por "doença mental". Moral dessa história: a punição foi para as vítimas!!!

Quem nos passou as últimas informações sobre o caso foi o Percival, um dos pais de alunos denunciantes. Você pode inclusive ler, ao pé do post acima (A escola TABU nº 45) um comentário assinado pelo próprio Percival sobre o que se passou nessa escola.

Nada do que aconteceu  na EE David é exceção, dentro do panorama do ensino público do país. A grande diferença é que nela a comunidade escolar se uniu para formalizar  e encaminhar suas denúncias, o que foi feito com muita coragem, propriedade e espírito de cidadania. O resultado foi absolutamente desastroso! Se, hoje, a EE David Eugênio dos Santos fosse reconhecida como um exemplo público de luta da comunidade escolar (pais e professores juntos, fenômeno praticamente inédito!), essa guerra teria valido a pena. Mas o resumo da ópera é amargo, pois as notícias circulam rapidamente entre escolas do mesmo bairro, cidade e rede, então o que restou de tanta luta foi apenas frustração. O exemplo dado aos pais, alunos e aos bons profissionais da rede pública é que denunciar não vale a pena.

Se numa escola onde a comunidade conseguiu se organizar e encaminhar denúncias documentadas e comprovadas o resultado foi uma catarata de água gelada, imagine, caro Gustavo, a mãe Margarida, que pediu para não publicar seu nome nesta denúncia: A lei como papel de embrulho. Essa mãe foi a única que teve coragem de criticar a escola do filho e acabou até sendo discriminada pelas outras! Entenda este fenômeno: os maus diretores e profissionais da educação inculcam na cabeça dos pais de alunos que tudo está bem na escola, que críticas e denúncias DENIGREM A IMAGEM DA ESCOLA NA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, que se eles insistirem nas denúncias A ESCOLA PODERÁ VIR A SER FECHADA. Esse argumento é mais do que suficiente para fazer todos os demais pais de alunos se revoltarem contra os denunciantes!!! Isso não lembra um pouco o caso "Isadora Faber"?...
Esperar que os pais de alunos, sem qualquer apoio, se levantem em bloco para questionar a qualidade da escola, é no momento realmente utópico. Uma medida que poderá encorajar os pais é a que o próprio Gustavo Ioschpe sugeriu, de obrigar cada escola a exibir a nota IDEB em seu saguão. Sem o apoio da sociedade e da mídia, continuarão existindo apenas "mães coragem", como essas que o Fantástico apresenta: andorinhas que dificilmente fazem verão.

Caro Gustavo, se você, que é especialista em educação, articulista renomado e hoje inclusive colaborador "fantástico", sofre de rejeição, imagine então nós, que não passamos de mães "encrenqueiras" e "arruaceiras"! Se você costuma ser convidado a "dar um mês de aulas em escolas da periferia", nós somos questionadas se "não temos roupas pra lavar" ou "faxina pra fazer". Há anos moderamos os comentários do blog, pois você não faz ideia do tipo de mensagens que recebemos...

Toda essa verborragia foi apenas para mostrar que os pais de alunos não estão satisfeitos, não. No máximo, eles fazem o jogo do contente e tem mais: pessoas simples costumam ser desconfiadas com respeito a pesquisas, elas não acreditam que sua opinião ficará em segredo. Ah! E também fica difícil para elas separar "qualidade do ensino" do panorama geral.

Penúltimo lugar! Cabe a quem?




Muito "engraçado" esse cartaz, como aliás todas as imagens que se referem à falta de qualidade da educação: é sempre o aluno que leva a fama! Também quando se mostram as "pérolas" do enem, o aluno é que paga o mico. Quando será que alguém vai mostrar o "outro lado"? Até quando a figura do professor vai continuar intocável?