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Mostrando postagens de Abril, 2008

Mais quinze anos?!

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Eu tenho alguns hábitos bizarros: um deles é guardar as matérias publicadas em jornais, quando são boas e consistentes. Coisa de masoquista, rsrs!

Exatamente há um ano, no dia 29 de abril de 2007, o Estadão publicou o caderno Qualidade da Educação, com boas matérias que apontavam falhas e soluções para a educação brasileira. O ponto chave foi o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação, que pretendia “dar um salto de qualidade” em 15 anos. Em 15 anos, só se for um salto de... tartaruga, rs. Mas nunca vamos esquecer (ô país sem memória!) que a elaboração e a discussão da LDB durou 10 anos! Por isso vou tomar a liberdade de voltar ao assunto todo dia 29 de abril, durante os próximos 15 anos. Aff!

Bem, já se passou um ano e já podia ter melhorado “uma coisinha”, não?...
O ponto mais importante desse caderno do Estadão, a meu ver, foi a constatação de que menos de 10% das cidades brasileiras têm um plano de educação, com objetivos claros. Na falta desse plano, cada profissional trabalha com…

O "buraco" da alfabetização

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Mais um excelente artigo de Gustavo Ioschpe na Veja desta semana trata o problema da alfabetização deficiente, o maior da educação em nível nacional.

Ioschpe já havia informado em janeiro que o governo do Rio Grande do Sul estava realizando um novo experimento, que consistia em escolher diversas turmas de alfabetização para testar a eficácia de três métodos diferentes. Cada turma seria alfabetizada por um dos métodos e no final seria feita uma comparação entre os resultados, verificando se e quanto cada método seria mais eficiente do que o grupo “de controle”, ou seja, o “método” utilizado nas escolas públicas de um modo geral.

Finalmente o experimento foi concluído e os resultados foram surpreendentes. Leia o artigo de Gustavo Ioschpe clicando aqui http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_240408.shtml

Para mim, que tive três filhos alfabetizados e estudando na rede pública até o final do Ensino Médio, tudo está muito claro: qualquer método de alfabetização, desde que aplicado com …

"Tropa de elite" dentro da escola

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Neste blog quase não se fala de flores. Infelizmente. Aquele arco-íris que eu postei no dia 15 de abril continua sem legenda...

E no dia 17 de abril, em Almirante Tamandaré, Paraná, houve um fato que eu entendo deveria ter chocado todo o Brasil, mas eu mesma só tomei conhecimento dele - e com muito atraso - porque nossa amiga Vera Vaz, de Curitiba, me enviou o link de um vídeo veiculado pela emissora local: mais uma vez a patrulha escolar foi chamada numa escola para “resolver o problema” de uma professora insultada por alunos.

Os policiais chegaram rapidinho – como sempre nesses casos – e começaram a espancar, a socos e pontapés, quatro alunos de 13 a 17 anos que se encontravam no local, sentados em um banco. O assunto teria morrido ali, se os PMs não tivessem errado o alvo, agredindo alunos inocentes. O fato: O ERRO DO ALVO, revoltou a comunidade local, que chamou a mídia na escola. Assista o vídeo no link ao pé da página e preste bem atenção no depoimento da secretária da escola:

A ge…

Banho e tosa?!

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Fiquei pasma com a notícia da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo capacitar professores para ensinar aos alunos como cuidar de cachorros, com aulas de banho, tosa e primeiros socorros. Leia aqui http://geral.dgabc.com.br/materia.asp?materia=640454

Isso na maior rede de ensino do país, onde professor, coordenador e diretor podem colocar o aluno no “paredão pedagógico” - EE David Eugênio dos Santos , chamá-lo de “bicha” - EE Octacílio de Carvalho Lopes ou arrastá-lo para um tribunal, induzindo-o a testemunhar em falso contra outro aluno – EE Padre Josué Silveira de Matos. E esses são os poucos exemplos - ainda impunes! até quando? -em que pais corajosos não se calaram diante dos maus tratos sofridos por seus filhos, apesar das perseguições e represálias que os acompanharam!

Isso, numa rede onde aluno machucado e até desmaiado não costuma ser socorrido na escola. Isso, na rede que mais expulsa alunos em todo o Brasil, através de tribunais de exceção armados nos próprios Conselhos…

E o resultado da apuração?...

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Você, que acompanhou aqui as denúncias informadas à SME desde o dia 08 de outubro passado, quando fomos à Secretaria junto com pais e alunos da EMEF Imperatriz Dona Amélia, também deve estar preocupado de que tudo acabe "em pizza", já que durante a reunião do dia 09 de abril as denúncias não foram mencionadas e sim sumariamente desqualificadas. Segue o 7º documento enviado ao Secretário Alexandre Schneider, com o pedido de esclarecimentos.

E d u c a F ó r u m http://educaforum.blogspot.com/
Sr. Alexandre Alves Schneider
Secretário da Educação do Município de São Paulo claudiaoliveira@prefeitura.sp.gov.br
Cópia Sr. Waldecir Navarrete Pelissoni Chefe de Gabinete wpelissoni@prefeitura.sp.gov.br Cópia para Sra. Hatsue Ito
Coordenadora de Ensino de S. Mateus smecesaomateusadm@prefeitura.sp.gov.br
Ref.: Reunião de Conselho de Escola na EMEF Imperatriz Dona Amélia - São Mateus, no dia 09/04/08/ Graves denúncias sobre a EMEF - 7º documento (os anteriores estão anexos)

Sr. Secretário,
Conforme …

Raio X da rede estadual de São Paulo

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Temos denunciado aqui o autoritarismo da rede estadual de ensino de São Paulo, a que mais expulsa alunos no Brasil, através de tribunais de exceção armados nos Conselhos de Escola.

Mas esse é apenas um dos dois lados da paupérrima moeda, eu diria, da esmola que o aluno paulista recebe de sua escola. O outro lado é a péssima qualidade do ensino, sobre a qual a Secretaria Estadual da Educação procura colocar panos quentes concedendo bônus milionários aos profissionais, a fim de apaziguar essa classe “faminta”, conforme descreve o delirante artigo de Eliane Cantanhêde, publicado no post O discurso vazio.

Seguem números do último Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), divulgados pela Secretaria de Educação do Estado, há 12 anos controlada pelo PSDB... Esses dados atestam a enorme defasagem dos estudantes paulistas em relação à série escolar que cursam. E, por enquanto, não vemos nenhum sinal concreto de que a SEE pretenda reverter a situação.

“O Saresp av…

O discurso vazio

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Nossa amiga professora Glória nos encaminhou o texto abaixo, da colunista Eliane Cantanhêde, que impressiona pela tendenciosidade e leviandade. Mais uma vez o assunto é o professor e a eterna lenga-lenga de seu salário “de fome”, que a nossa sociedade responsabiliza pelo fracasso da educação no país.
No apogeu da imbecilidade, o texto reza: “Pensando bem, há algo errado com o professor. É tonto? É incompetente? Será burro? Quem paga esse pato é a criança brasileira. Ou seja, o futuro do Brasil.” Mais uma vez tenta-se insinuar que a qualidade do ensino é diretamente proporcional ao salário do professor. Mas em um ponto a colunista está certa: há algo de profundamente errado com o professor que não consegue alfabetizar uma criança. E, nesse caso, ele provavelmente merece os adjetivos que esse texto lhe atribui.

Para arejar um pouco, trago novamente aqui o link para o artigo de Gustavo Ioschpe Professor não é coitado
http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_071207.shtml. Quem sabe, u…

Quem sabe amanhã?

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Fiquei tão encantada com a imagem desse arco íris duplo, que o roubei do lindo blog da Juju http://jugehrke.blogspot.com/ e vou colocá-lo aqui sempre que aparecer alguma boa notícia. Ninguém se habilita?

É assim que o sistema funciona!

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Já tentamos inúmeras vezes mostrar como a corporação costuma afastar da escola os pais de alunos que ousam reivindicar os direitos dos seus filhos. Infelizmente muitas pessoas ainda não acreditam até que ponto o "sistema" pode ser perverso, por isso copiamos aqui o comentário muito revelador de uma mãe, publicado no post Mais um Troféu Coragem. Esse comentário responde a uma outra mãe que insinua que os filhos das mães denunciantes da EMEF Imperatriz Dona Amélia teriam vergonha delas. O "sistema" se vale de professorinhas "sofredoras" para constranger e envergonhar os alunos filhos daqueles que criticam a escola. Meus próprios filhos já passaram por isso, eu era chamada de "desocupada" nos bastidores das escolas onde eles estudaram. Para essas professoras, que muitas vezes freqüentam a missa ou o culto, trouxe a imagem acima, de Pilatos lavando as mãos, na esperança de que possam refletir a respeito. (Já disse e repito que sou uma pessoa de mui…

Sindicalista é imexível???

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Eu ia comentar a notícia dada pela Veja sobre a queima de livros em praça pública, mas a Cremilda já o fez de forma brilhante. Essa fogueira ideológica da Apeoesp envergonha mais uma vez a classe docente com uma prática medieval e criminosa. E ainda por cima os sindicalistas argumentaram que os livros foram queimados porque não ajudam a "formar cidadãos"...

Do blog da Cremilda

Os sindicalistas são corporativistas. Eles rejeitam qualquer instrumento que permita a prestação de contas da escola à sociedade.
Maria Helena Guimarães de Castro, Secretária da Educação do Estado de São Paulo

Um grupo de professores levou milhares de livros e apostilas e os queimou em praça pública. Eram apostilas para orientar professores. Tinha também livros didáticos, contendo informações que deveriam ser repassadas aos alunos da escola estadual de forma didática. Custaram milhares de reais aos cofres públicos. Custaram verbas do imposto suado do trabalhador. Os professores queimaram o que não era dele…

Mais um Troféu Coragem

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Desta vez, o Troféu Coragem vai para as duas mães da EMEF Imperatriz Dona Amélia, que enfrentaram corajosamente a reunião relatada no último post. Para os ingênuos que ainda acreditam na boa fé da SME, segue o argumento que derruba essa hipótese. Aliás, o post teve mais de 40 comentários e até agora nenhum dos sindicalistas que defenderam a escola com tanta ênfase durante a reunião veio se colocar. Não é estranho?...

Atenção!

A faixa que foi colocada em frente à escola é bem clara:

“Reunião 09/04/08 às 18h30 - Assunto: Denúncias sofridas pela Unidade Escolar desde 2006 - Sua presença é indispensável”

Se o assunto da reunião era as denúncias, elas deveriam ter sido mencionadas e esclarecidas. Mas, se a Apuração Preliminar efetuada pela SME – cujos documentos ainda estariam na mesa do Secretário Alexandre Schneider – é “assunto confidencial”, como deram a entender as funcionárias da SME presentes à reunião, então essa convocação maciça da comunidade só podia ter um objetivo: calar a boca das…

Armação ilimitada

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Imagine uma reunião numa escola, convocada pela Secretaria Municipal da Educação, à qual foi convidada – com faixa e tudo – toda a comunidade escolar, além de dois sindicatos e até um vereador.

Pelo número de autoridades presentes: duas representantes da SME, a supervisora da escola (a dirigente de ensino “justificou”), direção e corpo docente em peso, imagina-se que o motivo seja muito sério. E é sério mesmo: trata-se de denúncias encaminhadas desde o ano passado e ainda não esclarecidas. A expectativa era de que o objetivo da reunião fosse justamente esclarecer definitivamente as tais denúncias. Mas, para variar – e pela terceira vez – essa nova reunião foi marcada com a finalidade de desqualificar as duas mães denunciantes. Originariamente eram três mães, mas uma delas foi misteriosamente “calada” e a reunião de ontem pretendia calar as outras duas.

Já imagino as autoridades plugadas neste blog, que aliás foi também desqualificado em um documento redigido pelo corpo docente da escola…

O buraco é bem mais embaixo

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Os resultados do ENEM não podem servir como base para nenhuma avaliação séria do nível das escolas brasileiras, justamente porque o exame é facultativo, ou seja, os resultados retratam apenas uma pequena parte do universo dos alunos terceiro-anistas. Os professores desencorajam ativamente a participação dos alunos mais fracos da escola, alegando que eles não precisam fazer o ENEM porque entre outras razões eles não têm nem como tentar entrar em uma faculdade. Os resultados, já péssimos, das escolas públicas, seriam muito piores se o exame fosse obrigatório.

Caroline Miles, do site PaisOnline http://paisonline.homestead.com/index.html

Está havendo um tremendo blá-blá-blá sobre os resultados do ENEM, sem que a discussão atinja alguns pontos cruciais. O pronunciamento da Caroline pode dar a impressão de que a rede particular de ensino é uma “panacéia” e a rede pública uma “roubada”. Na verdade, a Caroline fez colocações de teor muito superior ao que se tem discutido por aí a respeito do ENE…

Mas será o Benedito?!...

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Nosso amigo Ricardo achou “bizarra” a história de São João da Boa Vista. Realmente, até nós aqui, se não tivéssemos nos enfronhado nela até o pescoço, teríamos dificuldade em acreditar. Expulsão de alunos da rede pública é o que mais há, veja o aumento das “matrículas” nas Febens da vida - hoje Casas “de tortura”, ficou melhor, mais especificado...
Mas, para uma diretora de escola arrastar cinco alunos para um tribunal, como vingança por ter sido obrigada a reintegrar uma garota expulsa injustamente, só tendo dois fortes motivos:A certeza do ganho de causaA certeza da impunidadeEla teve um tremendo “azar”: encontrou um juiz que (ó milagre!!!...) não quis se sujar enviando para a Febem uma menina inocente, portanto perdeu um ponto. No outro aspecto da questão, bingo! a diretora ficou impune - aliás, como a maioria das autoridades deste país devastado pela deterioração moral. Ah! O nome do juiz é Misael dos Reis Fagundes, bem lembrado pelos nossos leitores!

A única coisa positiva dessa hi…

Troféu Coragem

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Na caixa de comentários do último post está uma mensagem muito significativa que nos fez “cair a ficha”: já criamos o Troféu OH para homenagear os bons profissionais da educação, criamos o Troféu Anta para “premiar” autoridades incompetentes ou omissas, mas nunca oferecemos uma homenagem para aqueles que são a razão da existência deste blog: os pais, alunos e membros da comunidade que enfrentam corajosamente perseguições e represálias para mostrar a realidade em que vivem. Este primeiro Troféu Coragem vai para você, Fabiana, irmã da aluna de São João da Boa Vista que foi vítima de uma sórdida conspiração armada pela diretora da escola. Mesmo morando em outra cidade, você teve a coragem de nos encaminhar a denúncia e, mesmo após um ano de sofrimento, isso permitiu que sua irmã possa hoje freqüentar a escola de cabeça erguida. Este troféu é também merecido por ela, Francieli, que passou por depressão profunda após ter sido expulsa injustamente da escola, mas resistiu e enfrentou corajos…