31 agosto 2011

A escola tabu nº 32 - Os tentáculos da escola


Que a escola é uma instituição imexível todos nós já sabemos há um bom tempo. Entretanto, algumas situações beiram o inimaginável. Lembram do "causo" do Conselho Tutelar que boicotou a reintegração do aluno expulso injustamente, aluno contra o qual absolutamente nada constava? Refresque a memória lendo o post Conselho Tutelar, lacaio da escola. Pois é, ocorreu o inimaginável! O "promotor" que ficou bundando, enrolando a mãe do aluno com a promessa de cobrar do Conselho Tutelar os registros a respeito do filho, não era promotor, fingiu-se de!!!

Você se pergunta como isso pôde acontecer? Pois é, os pais são separados, o aluno mora com o pai numa cidade e a mãe mora em outro estado com duas filhas do casal, então toda a conversa da mãe com o "promotor" foi pelo telefone. Leia trechos da penúltima mensagem dessa mãe:

Quando apertei o promotor para saber a respeito dos relatórios da conselheira tutelar, ele me falou que ela havia entrado em contato e que teria levantado o suposto envolvimento de meu filho com drogas dentro da escola. Nessa hora perdi totalmente o horizonte, falei que a partir daquele momento iria processar todo mundo, a escola, a direção e a conselheira tutelar, pois ele, o promotor, devia saber muito bem o que custa uma acusação sem provas!!! Ele se comprometeu a apurar a questão com rigor...

Inconformada com a demora na apuração, alguns dias depois liguei novamente para a promotoria e fui atendida por uma oficial que me revelou uma situação absurda: aquele "promotor da infância e juventude" com quem eu havia falado diversas vezes... não passava de um simples oficial de promotoria e me deixou pensar que fosse o promotor!!!

Bem, inconformada de passar por idiota, liguei novamente para o suposto promotor e delicadamente perguntei: venho me reportando a você como se fosse o promotor desta comarca e você não me corrigiu em tempo algum, agora eu quero lhe perguntar, a dona conselheira já protocolou junto da promotoria o processo do meu filho??

Ele me pediu alguns minutos, voltou e falou: não! ainda não!! Em seguida me aconselhou a protocolar mesmo por sedex um relatório dizendo tudo o que se passava, então falei a ele que mais tarde voltaria a ligar, e que por favor ele me fizesse a gentileza de pedir ao verdadeiro promotor que me atendesse, pois, afinal de contas, ele havia participado de toda minha denúncia, então nada mais justo que ele me colocasse em contato com o tal promotor!! E assim meu filho continua fora da escola a três semanas!!!! Até quando se manterá esta situação???????

Ficamos sem notícias dessa mãe durante algumas semanas, depois recebemos a seguinte mensagem:

Quando liguei novamente para a promotoria, onde aquele canalha se fez passar por promotor, não consegui falar com o Promotor verdadeiro, ele se negou a me atender por telefone, ou depois da lambança do oficial ele tratou de travar meu contato, já que a distância o ajudaria pelo menos em tempo.

Nesse ínterim entrei em contato com a diretora da escola mais próxima à casa do meu filho, ela arranjou uma vaga para ele à noite, não pude negar porque senão até hoje o menino estaria fora da escola.
Portanto estou na seguinte fase, preciso me deslocar até lá para protocolar junto ao Promotor minha reclamação, narrando toda a ocorrência! O meu filho foi o único prejudicado de toda essa lambança, mas a essa distância nada se pode fazer!! Indignação é pouco, mas infelizmente meu ex-companheiro não quer se envolver com os problemas escolares do filho e eu com nossas duas filhas morando em outro estado tenho dificuldades para me deslocar até lá!

Para resolver uma injustiça as pessoas têm que mudar toda a sua rotina, senão nada acontece!!! No mínimo, o Promotor deveria tomar ciência do fato que ocorreu dentro da própria promotoria, da postura do Conselho Tutelar e de quem eles estão protegendo!!!

Ao final, o que vemos na prática (vida real) é totalmente diferente daquilo que aprendemos nos bancos universitários, ninguém quer saber de fazer o que é certo, justo, CUMPRIR CADA UM SUA DEVIDA FUNÇÃO, na verdade todos estão preocupados em se manter no poder custe o que custar, isso em qualquer escalão. Infelizmente essa é a nossa realidade!!

Mais uma vez está claro que o Conselho Tutelar é um instrumento às ordens dos diretores de escola e demais "autoridades" da educação, contra os alunos. Nesse caso específico, o próprio promotor da infância e juventude é conivente com a expulsão injusta do aluno e a colocação de panos quentes foi garantida pela dificuldade da mãe em se deslocar para a cidade onde o filho reside. Esse não é um caso isolado, a diferença aqui é a escolaridade da mãe, de nível superior, e sua tenacidade. Os tentáculos da escola chegam ao inimaginável, neste país pedófilo onde o aluno, além de vítima, é sempre o culpado.

Leia mais este relato sobre Conselho Tutelar.

28 agosto 2011

A escola tabu nº 31 - O esquema do Playcenter


Há anos denunciamos a pobreza cultural da rede pública de ensino em São Paulo, principalmente na periferia, onde não existem nem mesmo áreas de lazer. Visitas monitoradas a museus, casas de cultura e institutos culturais são muito raras e, quando acontecem, dificilmente são proporcionadas a todos os alunos.

Em lugar de incrementar atividades culturais, que seriam de enorme proveito para os alunos, diretores de escola e coordenadores "pedagógicos" se empenham, ano após ano, em realizar excursões ao Playcenter, de longe o passeio mais frequente na rede pública de ensino. Trata-se de uma atividade imoral, pois pelo alto custo já exclui no mínimo 90% dos alunos das escolas estaduais e municipais. Além do preço do ingresso, os pais precisam também arcar com a despesa de transporte, pois os ônibus que transportam os alunos são alugados.

Duas escolas municipais da periferia da zona sul, a EMEF Olegario Mariano e a EMEF Milton Ferreira de Albuquerque, acabam de organizar esse passeio, ao preço "módico" de R$ 62,00 por aluno. Está na hora de as secretarias municipal e estadual da educação começarem a proibir os passeios ao Playcenter e investigarem esse esquema que vem vindo há anos: se a escola adquire 100 ingressos, recebe mais 100 de graça. O que você imagina que vai acontecer com os 100 ingressos grátis?... Uma farra absurda e inconfessável!

Em uma escola da extrema periferia de São Paulo, que tenha 1.500 alunos matriculados, quantos você pensa que poderão pagar R$ 62,00 para um passeio?... E os demais, vão ficar chupando o dedo?... A escola vai decretar feriado naquele dia?... Ou vai dar falta para os alunos que não forem para o passeio e cabularem aula?...

Esse é mais um exemplo da escola tabu, a escola que deseduca e estimula o ressentimento dos alunos.

Leia os últimos posts da série A escola tabu:

Padula, o eterno


Dizem as más línguas que o Padula vai finalmente realizar seu sonho de se tornar secretário estadual da educação em São Paulo. Se isso acontecer, nada mudará, será apenas a continuidade do status quo. Ele já está "secretário de fato", se não de direito, há uns anos. Ele é quem sempre nos vetou o acesso direto aos diversos secretários que foram esquentando a cadeira nos últimos anos, de trás para frente: Hermann Voorwald, Paulo Renato, Maria Helena de Castro, Maria Lúcia Vasconcellos, Gabriel Chalita.

Durante esse secretariado de fato do Padula, a Secretaria da Educação foi se tornando altamente excludente, fechando escolas, expulsando alunos a torto e direito e tolerando os maiores crimes contra o patrimônio, desde a queima de livros em praça pública até o desvio de milhões de verbas do ensino, cujo maior rombo se deu na Diretoria de Ensino de Araraquara.

O pior dos boatos que estão circulando é que o Padula escolheria o José Benedito, nossa pessoa de confiança, como seu secretário adjunto. Tu quoque, Benedictus?!

As más línguas ainda falam que o santo do homem é muito forte e que exige sacrifícios humanos... Isso já sabemos, basta ver o número de expulsões de alunos no Ensino Médio. Deus proteja os alunos da rede estadual de ensino!

24 agosto 2011

Mídia nota zero - A série XX - A Folha de São Paulo e a trapalhada do ENEM


Só mesmo quem está MUITO interessado em desmascarar a palhaçada que virou a educação brasileira, para procurar entender e não engolir a história da carochinha que a Folha de São Paulo contou sobre o ENEM. Leia a excelente crítica do Mauro Alves da Silva:

Jornalismo chapa-branca repete a fala do ministro da educação, que está escondendo as notas do ENEM 2010.

Leia outros posts da série Mídia nota zero clicando aqui e perceba o marasmo em que se encontra o "jornalismo" da educação no país.

18 agosto 2011

Educação pública: ovos quebrados, sem omelete


Algumas pessoas que atuam no serviço público costumam deixar saudades. Apenas algumas, principalmente na área educacional. Mas elas existem e a saudade é proporcional à falta que elas fazem após sua saída. A amiga Cremilda lembrou que o Jânio Quadros dizia ser impossível fazer omelete sem quebrar ovos, mas algumas dessas pessoas parecem ter esse dom.

A pessoa de quem mais sentimos saudades na SEE - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é a ex-coordenadora da CEI Edna Mattos, pessoa de grande sensibilidade em relação aos alunos. Após sua saída do cargo, o aluno da rede estadual voltou a ser considerado indivíduo a princípio suspeito e sujeito à expulsão, cada vez mais frequente e pelos motivos mais fúteis.

Outra pessoa que deixou saudades é a ex-dirigente Walkyria Cattani Ivanaskas, que sabia tratar assuntos delicados com luvas de pelica. Nossos seguidores sabem da opinião do EducaFórum sobre as Diretorias de Ensino, essas latas do lixo da educação, por isso a dirigente Walkyria faz tanta falta, principalmente como exemplo e modelo.

Quanto à mídia que cobre a área educacional, não conseguimos lembrar de algum jornalista que tenha deixado saudades, durante os últimos quinze anos! Não existem mais figuras como a Rosa Baptistella, carinhosamente chamada pelos alunos de "Dona Rosa do Estadão" ou "Seu Nilton da Band", que se desdobravam para vir pessoalmente ou mandar uma equipe para nos dar apoio, sempre que necessário. A Rosa chegou a organizar o trânsito em frente a uma escola, quando a diretora tentou nos assustar mandando várias radiopatrulhas para dispersar a manifestação. Durante os últimos quinze anos, o jornalismo simplesmente tem ignorado as denúncias dos pais e alunos, atendendo porém maciçamente aos apelos da corporação. Muitas vezes, quando pedimos a ajuda de algum jornalista, nos convidam para "um café", em lugar de vir até nós, rsrs (rindo para não chorar).

Chega de saudosismo, Cremilda, vamos arregaçar as mangas e continuar trabalhando, mesmo sem apoio! É nóis no Twitter, rsrs.

15 agosto 2011

Movimento Educar para Crescer: por que dicas apenas para os pais e alunos?


O EducaFórum entrou no Twitter e começou a devolver perguntas ao movimento Educar para Crescer, que diariamente posta N motes e dicas para os pais e alunos, do tipo:

Não estimula seu filho a ler?
Não conversa com os professores do seu filho?
Faltou às últimas reunões na escola do seu filho?
Não ensina ao seu filho que estudar vale a pena?
Você não é um pai presente na vida escolar do seu filho?

Tudo isso em um único dia... Chega de lavagem cerebral diária nos pais e alunos, vítimas de um sistema educacional voltado para os interesses da corporação! Veja nosso questionamento em resposta ao movimento Educar para Crescer:

@educarcrescer
Por que todas as dicas de vocês são para os pais e alunos? O professor, por acaso, não precisa?...

Veja também o que respondemos à pergunta:
Você não é um pai presente na vida escolar do seu filho?

@educarcrescer
Presentes, na vida escolar do aluno, têm que ser os professores! A escola pública oferece de 25 a 40% de aulas vagas.

Tem mais: a campanha contra a falta de educação, promovida pelo Educar para Crescer, deveria abordar também a escola, como mostramos em nossa série A escola que deseduca.

Participe do Twitter conosco:
@EducaForum




13 agosto 2011

A hora da verdade


Professores são inúteis e não gostam de dar aulas, diz vereador

Leia clicando aqui

É exatamente o que sempre dizemos neste blog: queremos EDUCADORES.

10 agosto 2011

Esse sim, é um político!


Já ouviu político sincero? Pois esse fala o que pensa. E digo mais, ele PENSA!

Parabéns, Dario Bueno, você é o nosso herói!!!

EXTRA, EXTRA, nova fala do vereador referindo-se aos sindicatos da "educação":
Se eu fosse um aluninho, iria para a diretoria, mas como sou adulto me mandam para a delegacia.

09 agosto 2011

Luta pela educação, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsr


Vejam aqui a luta "pela educação" travada durante a heroica greve de mais de 60 dias em Minas Gerais. No enorme discurso do deputado, a palavra aluno não foi pronunciada uma única vez, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs. Não consigo parar de rir, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs.

Leia clicando aqui o excelente texto da professora Glória Reis sobre a hipocrisia geral.

08 agosto 2011

Conselho Tutelar, lacaio da escola


Mais um caso de expulsão escolar por motivo fútil está ocorrendo numa cidade do interior paulista. Um adolescente perseguido por sua franqueza, mesmo sem ter dado motivo mais sério, foi "transferido compulsoriamente" para... escola nenhuma. Diga-se em alto e bom tom que essa "transferência" é uma expulsão pura e simples. O aluno tem que se virar para procurar vaga numa escola qualquer mas, quando chega, sua ficha "criminal" já foi na frente. Assim, ele é considerado "aluno problema" e só lhe resta ficar na rua. Mais um fato que explica por que nem metade dos adolescentes terminam o Ensino Médio.

É o caso desse garoto, que após sua expulsão teve a matrícula negada numa escola próxima à sua residência, devido a "falta de vaga" (conversa mole para boi dormir...).

Por sorte, esse aluno tem uma mãe com instrução e inteligência superiores à média. Ela não só soube buscar os direitos do filho, mas ainda desmascarou o Conselho Tutelar da região, esse lacaio da escola. Essa mãe procurou o Ministério Público e o promotor pediu que ela fosse no Conselho Tutelar buscar informações sobre o comportamento do filho. Esse é o procedimento normal: se a criança ou o adolescente comete alguma infração grave, a escola deve comunicar ao Conselho Tutelar, esse entra em contato com a família e mantêm um relatório sobre os fatos. Leia como foi o contato dessa mãe com a conselheira tutelar:

Na mesma hora liguei para a Conselheira, ela me atendeu com uma certa reserva, ficou desculpando a escola, dizendo que ela tem suas regras e que quando o aluno infringe essas regras ele pode sim ser expulso.

Perguntei então como o Conselho Tutelar costumava agir, já que no meu entendimento deveria proteger a criança e o adolescente, mas ela repetiu os direitos da escola, falando da falta de respeito de alunos que descumprem regras. Eu disse então que antes mesmos do que regras existem leis e que as leis são claras no tocante a crianças na escola. Repeti a ela que o promotor estava esperando o telefonema dela de volta assim que acabasse de falar comigo, que ele aguardava notícias a respeito do caso, mas ela respondeu que teria que entrar em contato com a escola para ficar a par das ocorrências. Questionei então que se ela tinha que entrar em contato com a escola é porque não havia registros de ocorrências do meu filho no Conselho! Ela tentou desconversar, mas eu exigi que ela entrasse em contato com o promotor.

Desliguei e em seguida liguei novamente para o Promotor, pedi para que ele esclarecesse os fatos, pois a conselheira nem sequer tinha qualquer registro de meu filho, nem nunca havia entrado em contato conosco, pais do aluno, para comunicar alguma reclamação. Ele então se comprometeu a ligar para a conselheira cobrando os registros do Conselho.

Essa conselheira tutelar agiu conforme a "regra": defendendo a escola! Esse filme já vimos inúmeras vezes, inclusive na EE Lucas Roschel Rasquinho, em Parelheiros, quando acompanhamos diversos pais de alunos que levaram suas denúncias e eles foram AMEAÇADOS por dois conselheiros tutelares da região, chamados pela diretora da escola para defendê-la. Eles se dirigiram aos pais de alunos como a pessoas desregradas que não educavam seus filhos, dizendo aliás que essa era a realidade geral. (Nessa mesma reunião, aliás, uma "educadora" chamou os alunos diversas vezes de pentelhos...)

Esse novo caso vem confirmar que muitos conselheiros tutelares, em lugar de defensores das crianças e adolescentes, não passam de lacaios da escola.

07 agosto 2011

Cremilda, a voz do povo, denuncia plano sinistro do Governo!

A escola esquizofrênica 2


Mais um excelente artigo do Gustavo Ioschpe, infelizmente nessa péssima revista que é a VEJA... Não faz mal, isso mostra que nem tudo está perdido, rs.

Desta vez o articulista defende os pais de alunos das investidas da classe "docente", que responsabiliza a família pelas falhas da escola. Leia o texto clicando no link:


Tomara que esse artigo sirva para ampliar a discussão na sociedade e que a escola comece a tomar para si a responsabilidade pelo ensino. Nele, Gustavo Ioschpe mostra um dos aspectos esquizofrênicos da escola: supostos "educadores" querendo "formar cidadãos" (mera hipocrisia...) e negligenciando o seu papel de alfabetizar em letras e números.

Curiosamente, em 2008 o EducaFórum e seus colaboradores publicaram no anuário da Editora Humana um artigo com o título A escola esquizofrênica. Nossa abordagem foi diferente e mais ampla que a de Gustavo Ioschpe, mostrando principalmente os vários aspectos da escola que deseduca. Hoje, 3 anos depois, não mudaríamos uma vírgula do que escrevemos naquela época, ou melhor, pintaríamos um quadro ainda mais sombrio. Triste, não é? Leia esse texto antigo clicando no link A escola esquizofrênica

01 agosto 2011

Educador é isso!

Muitas vezes, os verdadeiros educadores não estão dentro das escolas (aliás, esses são bastante raros). Para ser um educador, não é necessário saber ensinar matemática, português, história, geografia ou outra disciplina. O verdadeiro educador pode ser até analfabeto...

O verdadeiro educador transmite, através do exemplo e da atitude, seus valores, sua ética, boa vontade, coerência, pensamento ou sentimento, fazendo a diferença para alguém que precisa de esclarecimento, ou até para toda a sociedade.

No marasmo educacional, cultural e moral em que se encontra a sociedade brasileira, onde as referências de comportamento são ditadas por novelas e programas televisivos boçais, é raro ouvir na mídia depoimentos justos e éticos, expressos com clareza. Os telejornais costumam ser infestados de depoimentos "politicamente corretos", onde especialistas de todo tipo ficam em cima do muro diante das maiores barbaridades.

É com muita satisfação que apresentamos o depoimento do EDUCADOR Marcelo Nolasco, delegado de proteção à criança e ao adolescente do município de Cariacica, ES, onde ocorreu o "causo" comentado semana passada.




Quem produziu esse vídeo foi o amigo Mauro Alves da Silva, que aproveitou para distorcer a voz dos "bonequinhos Playmobil" da TV Globo. Bem feito para eles! Na reportagem original do Jornal Hoje, a voz do aluno de 13 anos - uma criança - foi engrossada, ao ponto de o menino parecer um brutamontes como esse professor de jiu jitsu, que por sua vez tentou posar de vítima e conseguiu a simpatia dos dois bonequinhos... Mídia de .....!

Parabéns ao EDUCADOR Marcelo Nolasco, que não apenas cumpriu seu papel profissional, mas esclareceu em poucas palavras a diferença entre um adulto e uma criança, conceito ignorado pela sociedade brasileira, que tende a responsabilizar o mais fraco pelos desmandos do mais forte. Essa tendência é ainda mais acentuada quando se trata de aluno da rede pública, como sempre demonstramos neste espaço.