27 dezembro 2007

Feliz Ano Novo, professora!


Recebemos uma linda mensagem da professora Regina Milone e não poderíamos deixar de publicá-la! Regina, muito, muito obrigado pelo seu carinho, pela sua participação e pelo seu interesse por este movimento de pais de alunos, geralmente tão mal interpretado pelos profissionais da educação. Você, a Glória Reis, a Marta Bellini, o João Batista do Nascimento, o Leandro e todos os professores que nos prestigiam são como navios que nos permitem atingir a terra firme, dentro desse "mar revolto" que é a educação no Brasil. Ah, se cada um de vocês pudesse lotar seu navio com mil educadores, como seria mais fácil transformar as escolas!...

Amigos e amigas queridíssimos,
Fim de ano... Fim de ciclo.
Tanto para rever, repensar.... Virar a página de algumas coisas e sentir saudades de outras...

Desejo, em 1º lugar, que este fim de ano seja:
- de reflexão em relação a tudo que passou;
- revisão de acertos e erros, descobertas e redescobertas;
- sinceridade, honestidade e verdadeira auto-crítica, para que possamos, cada um de nós, sermos pessoas melhores no ano que virá.

Se formos capazes de, com coragem, encararmos o que há de mesquinho em nós (lembrem-se do maravilhoso Poema em Linha Reta, do grande Fernando Pessoa), o que há de maldoso e, a partir daí, procurarmos melhorar primeiro a nós mesmos, antes de julgarmos uns aos outros (cada um é que sabe onde aperta seu calo...), aí sim poderemos nos engajar de verdade nessa busca de um amor maior entre os seres vivos, solidariedade, fraternidade e paz. Não adianta desejarmos tudo isso se não fizermos a nossa parte no dia a dia, não só em datas especiais como o Natal e o Reveillon.

Desejo que lembremos sempre que o amor é um sentimento generoso, que não se economiza, pois é como uma cornucópia: quanto mais se dá, mais se tem. E essa abundância de amor é a maior força do bem que ainda existe nesse nosso mundo louco.
Por isso, não poupemos amor e sim transbordemos, distribuindo a todos e a tudo que pudermos. Sem dúvida, amar a nós mesmos é essencial para termos esse amor verdadeiro para os outros seres também. Por isso, cuidemos bem de nós e busquemos auto-conhecimento sempre, olhemos para dentro e não nos percamos nas mil solicitações práticas e diárias do mundo externo. "O essencial é invisível aos olhos", lembrem disso!

Bem... Se fui piegas ou não, tudo bem. Só sei que me deu vontade de escrever, dessa vez, mais do que os usuais "FELIZ ANO NOVO, muita paz, amor, saúde, alegria, realizações e dinheiro no bolso para todos!!!" Mas é claro que desejo tudo isso também!!!!

E, mais uma vez, FELIZ 2008 PARA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Beijos, beijos e mais beijos,
Regina Mª Milone de F. Travassos

26 dezembro 2007

Balanço do ano


Mais uma vez, o resumo é de “embromation”. Durante todo o ano fomos “enrolados” das mais variadas formas pelas mais variadas autoridades. A última novidade se refere à biblioteca fechada da EMEF Imperatriz Dona Amélia. Leia o histórico aqui http://educaforum.blogspot.com/2007/11/mais-uma-da-emef-imperatriz-dona-amlia.html. Havíamos recebido a informação de que o edital para Orientador de Sala de Leitura já teria sido publicado. Ledo engano! Na última reunião de Conselho de Escola foi comunicado que ainda nem mesmo os professores da própria EMEF foram “convidados” a se candidatar e que o assunto está sendo empurrado para o próximo ano letivo. Trata-se de um caso exemplar, considerando que 90% das escolas públicas brasileiras têm suas bibliotecas fechadas por falta de funcionários e/ou de boa vontade dos professores. Desafiamos o INEP(T), que durante a gestão da hoje Secretária Estadual da Educação, Maria Helena de Castro, “não conseguiu” fazer essa pesquisa, a contradizer a percentagem que levantamos com base nas informações de pais e alunos.

A falta de bibliotecas ativas (o básico do básico do pedagógico dentro de uma escola!) é o maior símbolo do descaso com a educação pública no Brasil, comparável apenas ao fenômeno da AULA VAGA, essa vergonha nacional que rouba dos alunos 20 a 50% da carga horária anual.

O balanço deste ano reafirma que a corporação continua dominando o ensino público em todo o país. A “dominação” do ensino público pela corporação é um fenômeno que se apóia em outro fenômeno: os filhos dos profissionais da educação estudam na rede particular. Simples assim! Por que eles teriam alguma preocupação com os filhos “dos outros”? A solução eles não querem: permitir aos usuários da rede pública compartilhar e fiscalizar a gestão das escolas dos próprios filhos, através de Conselhos de Escola eleitos de forma democrática.

Mesmo cansados de tanto descaso, não queremos deixar de repetir a solução que apontamos há pelo menos quinze anos e que mais uma vez encaminhamos às autoridades: http://educaforum.blogspot.com/2007/12/o-faroeste-geral.html.

Algumas iniciativas podem render frutos a curto prazo:

  • A convocação dos pais de alunos para a eleição democrática dos Conselhos de Escola, através de campanha publicitária veiculada em nível nacional.
  • A criação de uma Promotoria da Educação, proposta feita por pais de alunos na 1ª Conferência Estadual de Educação Básica de São Paulo.
  • A criação de Disk-Denúncias ATIVOS em cada Secretaria da Educação.
  • A demissão dos maus diretores de escola.

Mas também sabemos que nossas autoridades têm MUITA PREGUIÇA, especialmente em final de ano e antes do Carnaval, que ninguém é de ferro, rsrs.

Para você que, como nós, só consegue encostar a cabeça no travesseiro após ter feito o possível e o impossível para mudar o status quo, desejamos um 2008 com mais igualdade, mais solidariedade, mais justiça, mais FE-LI-CI-DA-DE!

21 dezembro 2007

O coitadismo desmistificado

Ainda sobre o post de 09/12, O coitadismo do professor, reproduzo uma carta recebida pela Veja após a publicação do artigo Professor não é coitado (leia o artigo aqui http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_071207.shtml).
Claro que muitos visitantes vão dizer que escolhemos essa carta por estar de acordo com a "posição" do blog...
Mas não. A escolhemos porque retrata uma situação real, que conhecemos de sobra, já que nossos filhos foram vítimas da falta de escrúpulos de profissionais que chegavam atrasados na sala de aula por ficarem batendo papo ou tomarem cafezinho na sala dos professores. É justamente nesse período que acontecem os maiores problemas de "disciplina" dentro das classes: alunos desmotivados que acabam brigando na sala de aula ou no corredor, enquanto o professor não chega... Aliás, esse é um dos maiores problemas da AULA VAGA: muitas vezes os alunos ficam sabendo que o professor faltou somente vinte ou trinta minutos após o início da "aula". Isso não é o cúmulo do desrespeito? E os diretores acham que os alunos devem ficar como santinhos, grudados à carteira, esperando alguém informar que a aula foi "cancelada"???

Essa carta revela também que o problema do absenteísmo do professor é muito mais grave do que mostram os dados oficiais sobre AULAS VAGAS (que finalmente estão começando a aparecer), pois muitos professores assinam o ponto para os colegas e as aulas dadas "pela metade" são registradas como na íntegra...

A carta recebida pela Veja:
Concordo com o seu ponto de vista e acrescento: trabalho há oito anos na Secretaria de Estado da Educação de Sergipe. Exerço a função de pedagogo, no horário noturno - das 18h40 às 22h40. Rotineiramente e diariamente até as 19 horas nenhum professor foi para a sala de aula, ficam na sala de professores batendo papo. Às 22 horas encerram suas aulas. Ou seja, 1 hora e 20 minutos de aula a menos todos os dias. Porém a aula é registrada e assinada como se tivesse sido ministrada na íntegra. Por ocasião de paralisações as aulas são supostamente repostas. O Sindicato, a Secretaria, as diretorias nunca acompanham a efetividade dessas reposições. Nesta época do ano (novembro a dezembro), a evasão é uma realidade cruel. Antes das 22 horas o Colégio já está vazio. (...) Tenho um salário líquido de cerca de 1.000 reais. É pouco? Depende. Não dá para minhas despesas pessoais. Mas estou num país em que o trabalhador recebe um salário de 380 reais para trabalhar oito horas diárias. O coitado sou eu (que trabalho bem menos) ou é esse operário que não teve a oportunidade de trabalhar nas SEED’s espalhadas pelo Brasil? Parabéns pelo artigo, um verdadeiro retrato da nossa educação.

18 dezembro 2007

O faroeste é geral!


Após ter ouvido de jornalistas que "atualmente a pauta é a Secretaria Estadual da Educação", queremos deixar bem claro que o FAROESTE da Educação Pública é igual em todo o Brasil! Por isso estamos publicando aqui a íntegra do documento que enviamos às autoridades, com endereço de e-mail e tudo. Você, pai ou mãe de aluno de outros municípios ou estados, procure também o e-mail do(a) Secretário(a) da Educação responsável pela rede onde seu filho estuda e envie este documento. Cobre das autoridades!!!

Coragem, pais e mães de alunos! Pensem no futuro dos seus filhos, lesados por uma corporação descompromissada e omissa. Leiam a Veja desta semana, com dados concretos sobre o absenteísmo do professor da rede pública.

Prezado Sr. Ministro Fernando Haddad

Prezada Sra. Secretária Estadual Maria Helena de Castro

Prezado Sr. Secretário Municipal Alexandre Schneider

Anexamos à presente nosso artigo Gestão Participativa na Escola: a Exclusão da Comunidade e fazemos nosso costumeiro desafio anual:

INICIAR O PRÓXIMO ANO LETIVO COM UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA
DIVULGANDO A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA ESCOLA

SEM O COSTUMEIRO BLÁ-BlÁ-BLÁ,
OU SEJA,
PROMOVENDO DE FATO A ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA DOS CONSELHOS DE ESCOLA EM TODAS AS UNIDADES ESCOLARES,
AO MESMO TEMPO
PUBLICANDO AS INFORMAÇÕES EM SEUS SITES NA INTERNET, ATÉ HOJE EXCLUSIVAMENTE A SERVIÇO DE UMA CORPORAÇÃO DESCOMPROMISSADA E OMISSA.

SOMENTE COM A PARTICIPAÇÃO ATIVA DA COMUNIDADE PODERÁ ACABAR O "FAROESTE" QUE SE TORNOU A REDE PÚBLICA DE ENSINO:

DE UM LADO, PROFISSIONAIS AUSENTES E DESCOMPROMISSADOS,
DO OUTRO LADO,

PAIS E ALUNOS PERSEGUIDOS E EXPULSOS POR SUAS DENÚNCIAS.

A mídia está começando a despertar para a situação absurda que somente os usuários da rede pública de ensino conhecem.

Reivindicamos essa campanha em vista dos impostos que pagamos o ano inteiro, sem termos retorno algum em benefício de nossas crianças e jovens.

Este desafio está publicado em nosso blog http:/educaforum.blogspot.com

16 dezembro 2007

Desafio ao Ministro da Educação


O Ministro da Educação, Fernando Haddad, declarou a importância da GESTÃO na Educação. Desafiamos o Ministro a mostrar que não se trata do habitual chavão já ouvido N vezes da boca de autoridades executivas. Este desafio é extensivo aos demais órgãos estaduais e municipais, principalmente depois que ouvimos a entrevista com a Secretária Estadual da Educação, Maria Helena de Castro à TV Globo em 13/12, praticamente “empurrando” para o Legislativo e o Ministério Público os graves problemas de gestão que provocam

a AULA VAGA,
a permanência dos MAUS DIRETORES,
a BAIXA QUALIDADE DO ENSINO,
a EVASÃO e a EXPULSÃO DE ALUNOS.

Estamos enviando a todas essas autoridades nosso artigo
Gestão Participativa na Escola: a exclusão da comunidade,
elaborado com a participação da Escola do Saber, do PaisOnline, do Napa, do Coep e da Professora Glória Reis. O artigo foi publicado no livro Educação 2007, da Editora Humana.

Leia a seguir os trechos que selecionamos, para mostrar COMO SERIA FÁCIL PARA O EXECUTIVO GARANTIR UMA BOA GESTÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS! BASTARIA PROMOVER A ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA DOS CONSELHOS DE ESCOLA, HOJE A SERVIÇO DA CORPORAÇÃO E DA EXCLUSÃO DE ALUNOS. O exemplo mais gritante é o da EMEF Imperatriz Dona Amélia, onde uma criança de 12 anos está sendo perseguida devido à coragem de sua mãe denunciar fatos tenebrosos.

Vamos ver se, finalmente, o início do próximo ano letivo vai ser marcado pelo pronunciamento do Sr. Ministro e dos Srs. Secretários da Educação sobre a importância da Gestão Participativa e da denúncia dos pais de alunos sobre irregularidades nas escolas.

Trechos do artigo
Gestão Participativa na Escola: a exclusão da comunidade
(Leia a íntegra aqui http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/01/gesto-participativa-na-escola.html)

Considerando que a classe docente costuma rejeitar a participação da comunidade na gestão das escolas, o convite aos pais e responsáveis precisa partir das maiores autoridades educacionais, com a garantia de apoio incondicional, pois os responsáveis costumam desistir de enfrentar o autoritarismo da direção das escolas. A desistência se deve ao medo das represálias e perseguições que costumam atingir o lado mais fraco: o aluno.

Soluções para a efetiva implantação da gestão participativa nas escolas:
  1. Para que a comunidade se sinta bem-vinda na gestão escolar, o Ministério da Educação precisa fazer um pronunciamento nacional no começo de cada ano letivo, falando sobre a importância da participação dos pais e responsáveis nos Conselhos de Escola. Por sua vez, os governos estaduais e municipais precisam fazer campanhas de divulgação das eleições dos Conselhos de Escola, estipulando uma única data para todas as escolas da mesma cidade ou rede e distribuindo folhetos explicativos. Cada governo poderia usar uma pequena parte de suas verbas publicitárias a fim de promover a gestão participativa na escola.

  2. É absolutamente necessário criar ouvidorias estaduais e municipais, independentes e desvinculadas da rede de ensino, para que a comunidade possa denunciar abusos e irregularidades.

  3. A escola precisa elaborar e publicar sua proposta educacional e incluir no calendário escolar as reuniões de Conselho de Escola, para que os pais e responsáveis possam efetivamente participar.

A soma dessas ações poderá permitir um controle social efetivo da educação como serviço público, hoje tratado como um mero favor.

12 dezembro 2007

Porque lugar de polícia não é na escola



É tentadora a idéia de ter uma "segurança particular" tomando conta de nossos filhos na escola, deixando-os longe das drogas e protegidos da violência com a presença da polícia NA escola.
Mas é um ledo engano!!!!!!!!
Uma mãe aqui nos comentários disse que "só assim sua filha vai poder estudar em paz"... Não é verdade, amiga.
Eu compreendo que ela queira se iludir que isso possa ser possível mas não é. Eu até fico espantada de pessoas como ela, que me parece bem esclarecida e participativa, confiarem no preparo de uma polícia que não vem demonstrando ser uma das melhores do mundo, cheia de casos de violência, corrupção e vícios da ditadura ainda, embora com muitos bons policiais na corporação. (Será que ando lendo jornais de outro país ou é aqui mesmo que isso acontece? Sei que tenho um amigo ex-policial que não quer a polícia na escola da filha dele....)
Realmente é assustadora a violência que nos cerca porém não podemos tomar atitudes histéricas e estéreis, que podem trazer muitos mais problemas do que aparentemente possa parecer.
É como pensa Bush quando age fora dos Direitos Humanos com seus prisioneiros. Ele pensa estar salvando seu povo de uma situação de emergência mas está agravando os problemas com seus inimigos!
É também mais ou menos o pensamento dos que se trancam em condomínios fechados ou aqueles que constroem grades e muros para segrega-los das ruas.
Não precisamos de muros, precisamos de pontes!!!!!!!
Não precisamos de polícia na escola, precisamos de Arte, de Música, de Saber e de Cidadania e de Ética! Precisamos criar uma mentalidade solidária, precisamos dar ênfase na EDUCAÇÃO PELA PAZ!
Precisamos ajudar a superar limites e parar com essa baboseira de criar limites!!!!!!!!! Isso não tem o menor sentido! Ninguém impõe limites do nada! Isso é uma construção que envolve o dia-a-dia das pessoas, não é uma decisão tipo: "ah! agora vou impor limites"...hehe seria bom se fosse assim, mas não é! Acho que foi isso que o inventor desse lema esqueceu de dizer! Portanto falar em dar limites é igual a dizer: não vamos fazer nada, só reclamar das famílias.
Infelizmente, não é com um batalhão de polícia revistando alunos que se faz isso. Infelizmente porque seria muito fácil se assim o fosse!
Ao contrário, a presença da polícia dentro da escola traz em si a deseducação de nossos jovens!!!
A autoridade policial é totalmente diferente da dos docentes, ela é imposta e não negociada. Os problemas de indisciplina na escola se resolvem com negociações e com soluções pedagógicas e não "de cárcere". Autoridades da área da educação não sabem com clareza a diferença de indisciplina e de ato infracional na escola... e isso é muito sério!

Vou dar alguns exemplos pra deixar claro o que estou tentando dizer: se eu resolvo "cabular" aula e fujo de um bedel é totalmente diferente de fugir da polícia... Se um bedel faz vista grossa para um erro meu (falta de uniforme ou uma briga no recreio, por exemplo) é uma atitude totalmente diferente de um policial ignorar ou ser condescendente...
Um professor pode ajudar um aluno a sair do mundo das drogas (conheço muitos que o fazem!) ou do mundo dos pequenos furtos. A polícia neste caso poderia complicar essa relação. Vira um "caso de polícia"!
Dá pra entender isso? Que um policial armado que diz: "Pare!"... é uma ordem e pronto...
A coisa pode se agravar por que geralmente o aluno que não é um marginal (a grande maioria) se sente protegido na sua "juventude" e acha que uma "traquinagem" não seria o caso de uma "perseguição policial" e pode vir a enfrentar esse policial ou a sua autoridade (não parando, por exemplo, até por medo) E AÍ? O policial foi treinado para ficar "presente cadáver" diante de uma desobediência a uma ordem sua? NÃO! E nem pode.... pois como ele vai ensinar para um estudante que ordem de polícia não é "ordem de polícia" que deve ser obedecida sem contestação?
Polícia é ótimo para estar nas redondezas da escola, cuidando da segurança dos alunos e dos professores na rua e não deixando gangs e quadrilhas atacarem FORA dos portões da escola. Só pode entrar na escola em casos extremos com ordem judicial. Além do mais a recomendação da Justiça é que a patrulha escolar atue fora dos portões da escola (não fomos nós que inventamos isso! essa determinação existe!)

Do portão pra dentro é outro mundo, outra lei que vale, a Lei Pedagógica e não simplesmente punitiva. Ninguém aqui defende a falta uma política de educação do aluno, nem que ele pode fazer o que quer mas as punições e reações da escola tem que ter um princípio baseado no EDUCAR, profissional por parte da escola (e não emocional) e negociado com os alunos e pais.


E aquele meu desafio das escolas violentas continua de pé... Quem se habilita?

09 dezembro 2007

O coitadismo do professor

Sem querer polemizar mais do que o costume, limito-me a sugerir a leitura do artigo de Gustavo Ioschpe Professor não é coitado http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_071207.shtml.
Selecionei este trecho:

A idéia de um professor acuado pela violência não se confirma quando contrastada com a frieza dos dados. Questionário respondido pelos professores quando da aplicação do Saeb, o teste do ensino básico, revela que apenas 3% deles haviam visto, em toda a sua carreira, alunos com armas de fogo, que só 5,4% dos professores já foram ameaçados e 0,7% sofreu agressão de aluno. São incidentes lamentáveis e que devem ser punidos com todo o rigor da lei. Essa quantidade de problemas, porém, está longe de indicar uma epidemia de violência tomando conta das nossas escolas.

O "rigor da lei", entretanto, não atinge o professor que agride o aluno, fato tão corriqueiro nas escolas que mereceria uma profunda pesquisa. Veja por exemplo o caso da professora de matemática perseguindo o aluno da EMEF Imperatriz Dona Amélia. A coordenadora da comissão de apuração que cuida do assunto disse que a mãe tem direito de assistir as aulas para proteger seu filho, mas, se a diretora não permitir sua presença na escola, nada a fazer...

Sugerimos ao Gustavo Ioschpe, que parece bem intencionado e está trazendo à tona dados estatísticos interessantes, utilizar seu prestígio para sugerir a realização de uma pesquisa sobre agressão de alunos por professores. Até hoje, o assunto é tabu.
Em tempo: saiu novo artigo de Gustavo Ioschpe na net, O professor desvalorizado. Leia aqui

08 dezembro 2007

Paranóia dos limites e dos "alunos assassinos"!


Professora é colada na cadeira por aluno

Folha de Londrina – 06.12.2007

A cola de secagem rápida e o verniz do móvel provocaram sérias queimaduras nas pernas da docente

Era para ser mais uma segunda-feira normal de trabalho para a professora de matemática Lilian Cavado Iacomo, 35 anos, no Colégio Estadual Padre José Erions, no Jardim Novo Horizonte, em Rolândia (Norte do Estado). O que ela não imaginava é que seria literalmente colada na cadeira por um aluno de 14 anos, com histórico de problemas disciplinares. A agressão lhe rendeu queimaduras sérias nas pernas.

Lilian contou que eram 13h50 quando entrou para dar mais uma aula para a turma da 6ªsérie. Ela estranhou o fato de que todos os 30 alunos a olhavam com ar de apreensão. "Cheguei até a mesa, tirei meus livros e quando sentei já senti minhas pernas queimarem e comecei a gritar e chorar de tanta dor", recordou, ainda abalada com a humilhação.

Ela disse que permaneceu colada na cadeira por cerca de 10 minutos até que outra funcionária da escola chegasse para ajudá-la. A cola e o verniz do móvel provocaram uma reação química perigosa.

Por sorte, a professora usava uma calça jeans, que evitou que a queimadura fosse mais grave. Da sala, a professora seguiu para um hospital e, de lá, direto para a delegacia, onde registrou queixa por lesão corporal.

Com 11 anos de experiência - três somente neste colégio - a professora creditou a agressão à falta de limites por parte dos pais. "Eu tenho experiência tanto em colégio particular quanto público e acho que é falta de educação de pai e mãe. Tem coisas que a gente traz de casa mas quando você tenta corrigir na escola eles não aceitam. Os pais, muitas vezes por sentimento de culpa, acabam aprovando", comentou a professora, apontando que na próxima semana retoma suas aulas no colégio. "Já tive meu carro riscado e não posso me intimidar, mesmo sabendo que o professor hoje corre risco de vida", concluiu. Uma das vice-diretoras do colégio, Sanlay Miriam Minelli, lembrou que nenhum estudante pode ser expulso. O aluno apontado como o responsável pela agressão foi suspenso por três dias e a direção acionou os pais, a polícia e o Conselho Tutelar. De acordo com Sanley, o estudante envolvido tem um extenso histórico de indisciplina. O colégio tem 1,4 mil estudantes. O delegado de Rolândia, Walter Helmut, instaurado um procedimento contra três adolescentes - o que efetivamente passou a cola, outro que deu a "idéia" e um terceiro que sabia mas não impediu a agressão. O caso será remetido ao Ministério Público.

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Lamentável a professora ter se machucado (acho que não muito já que pode ir até a policia logo em seguida, graças a Deus). porém lamentável também o diagnóstico da situação e as atitudes tomadas!!!!!!!

Esse episódio não tem nada a ver com "valorização dos professores", com "limite dos pais" e muito menos com "jovens assassinos" de professores!(aliás eu conhecia o grupo de professores assassinos, alunos não....) É mais velho que eu colocar cola na cadeira do professor! Na escola de vocês não aconteceu? A literatura juvenil está cheia de exemplos e existem muitos filmes clássicos de "colégios" onde o professor é alvo dessas "pequenas maldades". (acredito piamente que o aluno não queria machucar a professora, isso é obvio!)

Não estou discutindo também que o aluno deva ou não ser punido. Só que essa punição tem que ser pedagógica e não vingativa de alguém que se sentiu "humilhada"....

Como disse a Rosely Sayão há uma total falta de profissionalismo da escola. (vejam texto no educaforumtxt)

Isso faz com que ela não saiba mais lidar com esses conflitos corriqueiros de indisciplina. Frente qualquer "acidente" de percurso vem o papo de limite, de alunos violentos (foi um que aprontou, a escola tem 1399 alunos que tem limite?Ou ninguém lá tem limite?) Na fala da professora me pareceu meio paranóia o modo de encarar os alunos, "risco de vida" é um pouco demais, não é não?

E ainda: em nenhum momento ela colocou de rever sua prática para saber porque provocava nos alunos esse tipo de atitude?

(Não estou afirmando que seja culpa dela mas não era o caso de parar e refletir também sobre isso invés de vir com essa história de limites? Limite é uma coisa muito vaga! Cada família tem o seu e a escola tem que colocar os seus que devem servir para alunos que tem todos os tipos de "limites" em casa"!)

De qualquer modo, adolescentes não são mini-adultos, essa fase é exatamente aquela de romper os limites, Conselho Tutelar não é delegacia de problemas de indisciplina escolar, lugar de policia não é na escola e a escola tem que repensar suas atitudes e valorizar a si mesmo para poder ser respeitada.

Gostei que a diretora pelo menos sabe que aluno não pode ser expulso porque isso é ilegal !

07 dezembro 2007

Nóis no Orkut - visão distorcida


Luiz
Um blog que calunia professores, você conhece?
Existe há muitos anos, um blog, que se diz imparcial e a favor do ensino público e gratuito com qualidade. Porém, esse mesmo blog tem detonado os professores, de todas as formas, desde chamar de incompetentes até assédio moral 'virtual'. Convido a todos dessa comunidade a passarem por lá e confirmarem o que digo, como também participarem efetivamente para que nossa profissão, que já não tem reconhecimento algum, não se torne alvo de pessoas de má fé.o endereço: http://educaforum.blogspot.com/
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Caro Professor Luiz e seus demais convidados
Bem-vindos ao Educafórum!
Aqui ao contrário do que diz a mensagem não se detona "professores", se detona "maus professores" e tem aí uma larga diferença!!!!!!!!!!!
E como é verdade que quem não deve não teme (odeio frases feitas mas vá lá... encaixa como uma luva) acredito que todos os bons professores que nos visitam poderiam largar de lado o corporativismo da classe e ajudar a mostrar que finalmente com a parceria de vocês vamos separar o joio do trigo! Temos sonhado com esse momento!!!!!!!!!
Quando caiu um prédio na barra da Tijuca todos morreram de meter o pau no emprenteiro que provocou aquela tragédia. Nenhum empreiteiro saiu em defesa do "mau empreiteiro" e isso não quis dizer que todos os empreiteiros construiam com areia da praia...
Por que com os professores é diferente?
Deseducar uma criança é tão grave quanto o desmonoramento de um prédio!
Aqui nós não inventamos nada, recebemos muitas denúncias - isso deve ser o que o senhor chama de "calúnias" - (nem todas são publicadas aqui, muitas são resolvidas sem dar publicidade para não prejudicar os alunos) e tentamos de todas as formas dar sustentação aos alunos e a seus pais, por vias legais, através das Secretarias de Educação e com a Justiça quando é o caso.
Professor Luiz, o que há de "má fé" nisso? Leia bem os casos que defendemos aqui. São todos absurdos que acontecem nas escolas! Quantas instâncias o senhor conhece às quais pais desorientados podem recorrer quando seus filhos sofrem injustiças na escola? O senhor sabe que elas ocorrem, não? (ou vive em alguma ilha de excelência - se for conte pra nós que queremos verificar e elogiar.)
A sociedade civil tem que ter meios fortes de fiscalizar e de denunciar os erros cometidos no serviço público. Isso é uma garantia até para os bons professores que deveriam se aliar a essas iniciativas ao invés de difama-las.
Aqui tratamos a todos com educação, somos duros nas críticas mas jamais partimos pra ofensas pessoais, porque o que queremos realmente são caminhos que nos tirem do lugar que ocupamos em todos os rankings educacionais e temos certeza de uma coisa: só os professores podem transformar isso!!!!!!!!!!!!
Por isso repito: bem-vindos ao EDUCAFORUM todos aqueles que buscam essa transformação e que pretendem implantar um novo paradigma na Arte de Educar!
Ansiosa pela colaboração de vocês que têm nos visitado muito nesses últimos dias,
Saudações
Vera Vaz

06 dezembro 2007

Adélia Prado fala da escola

Escola é uma coisa sarnenta... Escuta quem tenha ouvidos: os meninos do Brasil fenecem entre retórica, montanhas de papel e MEDO. Onde é que tem um mestre no Brasil pra que eu lhe beije as mãos?

Esse depoimento da Adélia Prado já foi publicado neste blog N vezes e continuará sendo divulgado sempre que ele fizer sentido, diante das denúncias que recebemos. Hoje acompanhamos novamente as mães de alunos da EMEF Imperatriz Dona Amélia à Secretaria Municipal da Educação, para que elas prestassem depoimento à comissão de apuração "preliminar" das denúncias protocoladas no dia 08/10. A mãe do garoto perseguido pela professora de matemática, que entregou à escola a carta publicada no último post, perguntou à comissão se ela teria o direito de assistir as aulas. Ela recebeu a seguinte resposta: "Direito a Sra. tem, mas se a diretora não permitir, nós da Secretaria não podemos fazer nada". Tentamos falar com o Secretário da Educação, Sr. Alexandre Schneider, para ele nos confirmar essa informação, mas ele estava em reunião com a própria secretária, Sra. Cláudia, que também não pôde nos atender, já que estava em reunião com o próprio Secretário...
Detalhe: a reunião da comissão foi ao lado da sala do Secretário. Nós estávamos lá, mas não fomos atendidos.

04 dezembro 2007

Abuso moral na EMEF

A respeito do post anterior, leia a carta que a mãe do aluno perseguido na EMEF Imperatriz Dona Amélia protocolou na escola, pedindo para assistir as aulas de matemática junto com seu filho. Senhores pais de alunos de escolas públicas, aprendam com essa mãe a defender seus filhos de
Abuso Moral na escola! Esse aluno está sendo perseguido para atingir sua mãe, membro do Conselho e grande lutadora pela educação. Se apenas metade dos representantes de pais nos Conselhos de Escola fossem como essa mãe, que recusa-se a ser manipulada pela direção da escola, a rede pública de ensino poderia dar um grande salto de qualidade.

Resta comentar a omissão da Secretaria Municipal da Educação, que recebeu a denúncia no dia 8 de outubro e permitiu que a perseguição contra esse aluno chegasse a um ponto insustentável. As autoridades da educação não gostam de pais conscientes e participativos nos Conselhos de Escola: preferem "vaquinhas de presépio" que compactuam com todos os abusos, inclusive o Abuso Moral contra seus próprios filhos.


À Diretora da Escola

Ref.: Agressão sem marcas...físicas

Prezada Senhora,

Enquanto sociedade, estamos aprendendo a denunciar abusos e cuidar melhor de nossas crianças. Mas o que fazer quando a violência não deixa marcas? Quando não se tem um olho roxo ou um hematoma para mostrar?

O que fazer quando o que machuca são palavras ríspidas e comportamentos abrutalhados, manifestos entre quatro paredes, longe dos olhos dos pais? O que fazer quando uma professora perde o tempo de sua aula criticando as mães do Conselho de Escola, fazendo questão de deixar bem frisado que uma das mães denunciantes é a mãe do aluno.........., atribuindo a essas mães mentiras desse tipo: todas as vezes que algum aluno solicita que seja feita uma determinada atividade, a resposta dessa professora é sempre assim: “Não posso fazer isso por causa dessas mães do conselho...”. Por exemplo: uma aluna pediu que fosse feita a brincadeira “amigo chocolate” e a professora disse que não podia, senão as mães do conselho iriam dizer que ela não dá aula... (falou isso olhando para o aluno..........). Detalhe: Depois de ela ter enchido bem a cabeça das crianças com essa mentira, acabou fazendo a brincadeira. Outro exemplo do que ela fala em sala de aula: "Não faremos festas nesta escola por causa dessas mães", manipulando assim a cabeça dos alunos e jogando todos contra o colega. Essa professora fala mal das mães do Conselho, como se o filho de uma delas não estivesse ali, como se ele não existisse, como se ele não fosse nada!

O que fazer quando uma professora diz para seu filho que ele é diferente dos demais? O que fazer quando uma professora diz para seu filho calar e não rir, enquanto uma sala inteira está rindo de uma brincadeira?... Por que somente ele tem que se calar? O que fazer quando uma professora olha torto para seu filho o tempo todo? O que fazer quando uma professora manipula toda uma classe para cobrar de um aluno as denuncias feitas por sua mãe? O que fazer com uma professora quando ela diz a uma outra funcionária, sem fazer questão nenhuma de esconder, que esse aluno não fede e nem cheira? O que fazer com uma professora que proibe a um aluno de assistir uma aula de reposição, alegando não ser a turma dele, sendo que ela permite que outros alunos assistam às aulas de reposição, misturando as turmas? Então, por que só ele
não pode, isso é discriminação! O que fazer com uma professora que ignora totalmente a presença de um aluno, a ponto de o mesmo falar com ela e ela fingir não escutá-lo?

Faço questão de deixar aqui registrado que eu nunca recebi nenhuma reclamação do comportamento de meu filho, muito pelo contrário, apenas elogios. É uma criança muita bem educada e extremamente respeitadora de seus professores, funcionários e coleguinhas.

Eu, como mãe, não tenho palavras que expressem a minha consternação. Em minha casa ensino o valor da cidadania, o valor do respeito pelo próximo e da educação como chave para um mundo melhor, e estou vendo tudo isso sendo pisoteado dia após dia, por uma pessoa que nunca deveria estar exercendo o magistério, pois lhe falta estabilidade emocional para tal.

A exposição de meu filho para tamanha violência psicológica não pode ser mais tolerada, visto que já venho há muito tempo solicitando que providências sejam tomadas.

Sendo assim, solicito permissão IMEDIATA para acompanhar meu filho nas aulas de matemática, tendo em vista o ABUSO MORAL que meu filho vem sofrendo por parte dessa professora e pela omissão dessa escola.

03 dezembro 2007

A última da EMEF Imperatriz Dona Amélia


Você, que acompanhou a "epopéia" dessa EMEF, acredite se quiser: um aluno de onze anos, que foi pessoalmente à Secretaria da Educação contar para o Secretário que está sofrendo perseguição dentro da escola, foi "convidado" a escolher outra unidade escolar...

Leia a seguir o 4º documento que enviamos ao Secretário:

E d u c a F ó r u m

Sr. Alexandre Alves Schneider
Secretário da Educação do Município de São Paulo
claudiaoliveira@prefeitura.sp.gov.br
Cópia Sr. Waldecir Navarrete Pelissoni
Chefe de Gabinete
wpelissoni@prefeitura.sp.gov.br
Cópia para Sra. Hatsue Ito
Coordenadora de Ensino de S. Mateus
smecesaomateusadm@prefeitura.sp.gov.br

Ref.: Graves denúncias sobre a EMEF Imperatriz Dona Amélia – São Mateus - 4º documento

Sr. Secretário,

Pela quarta vez pedimos sua interferência imediata na solução dos graves problemas relatados durante os últimos dois meses nas três mensagens anteriores, aqui coladas.

Temos hoje absoluta certeza de que V.Sa. não foi informada pessoalmente do assunto, nem soube que no dia 8 de outubro, quando estivemos na Secretaria para entregar-lhe o primeiro documento, junto com pais de alunos da EMEF Imperatriz Dona Amélia, algumas crianças acompanharam esses pais. Essas crianças estavam dispostas a contar-lhe pessoalmente as perseguições que estavam sofrendo dentro da escola e ficaram muito frustradas de não poder conhecê-lo. Mas é claro que uma pessoa tão ocupada como o Sr. Secretário da Educação não teria tempo para ouvir a fala de alunos! Mesmo assim a sua secretária, Sra. Cláudia, os recebeu e ouviu da boca dessas crianças a forma como são tratadas dentro da escola. Ela as parabenizou por sua coragem e sinceridade e disse que se empenharia pessoalmente para que sua escola voltasse a ser um lugar digno e tranqüilo.

De lá para cá, Sr. Secretário, a vida escolar dessas crianças ficou cada vez mais difícil, pois estão sendo discriminadas e hostilizadas ao máximo. Um dos garotos que tentou lhe falar no dia 8 de outubro está sendo perseguido de tal forma pela professora de matemática que sua mãe não está permitindo que ele freqüente essas aulas. Nós do EducaFórum e a própria mãe do aluno telefonamos diversas vezes para a SME na semana passada para pedir providências.

A gota d´água, Sr. Secretário, aquilo que nunca poderíamos imaginar, foi a proposta que a mãe do aluno recebeu por telefone da sua secretária, Sra. Cláudia: que o garoto seja transferido para outra escola, "para o bem dele mesmo"! É isso que se faz com uma criança de onze anos que tem a coragem de se expor ao ponto de visitar o próprio Secretário da Educação?

O que está ocorrendo na SME, Sr. Secretário??? Uma criança que se dirige pessoalmente à Secretaria, na tentativa de contar para a autoridade máxima as perseguições que está sofrendo em sala de aula, é convidada a se retirar da escola??? Quem é que a Secretaria está tentando proteger? Sabemos que muitos maus professores são bons cabos eleitorais, mas não podemos acreditar que um Secretário da Educação, cujo papel é essencialmente pedagógico, possa compactuar com atitudes desse tipo! É por esse motivo que não conseguimos acreditar que a proposta feita à mãe do aluno seja do seu conhecimento.

Também não conseguimos acreditar que tantas graves irregularidades ocorridas nessa escola sejam simplesmente empurradas para o ano que vem, na "torcida" de que os pais que as denunciaram tirem seus filhos da escola!!! Sr. Secretário, orientamos os pais do aluno a não aceitar vaga em nenhuma outra escola do bairro, como foi oferecido por sua secretária. Se realmente for do interesse da família mudar o garoto de escola, a SME deverá oferecer ao aluno e à sua irmã vaga em escola particular, inclusive porque a professora da irmã do garoto disse que "foi proibida" de conversar com a mãe dela. A perseguição já está atingindo também a irmã do aluno e, caso ambos mudem para outra escola da rede municipal, continuarão com a pecha de "filhos de pais barraqueiros", como são chamados os poucos pais de escolas públicas que ousam denunciar irregularidades.

Francamente, Sr. Secretário, a situação está insustentável e informamos que no começo da semana estaremos novamente visitando a SME, para cobrarmos providências imediatas. Caso queira agendar a reunião, por favor, responda este e-mail. Caso contrário, iremos quando tivermos disponibilidade.

Atenciosamente
EducaFórum e Movimento Ideamos
Clique nos links para ler os documentos anteriores: