28 dezembro 2006

Vai-e-volta-e-some


Veja como as verbas destinadas ao Ensino Municipal foram parar no Bolsa Família, voltaram para o ensino por falta de "famílias cadastradas" e sumiram no bolso dos "pobres professores", que nunca nos mostraram seu contracheque nem nunca tiveram descontados os 25% de aulas a menos que costumam "dar" durante o ano letivo, formando o fenômeno da AULA VAGA, essa ilustre desconhecida...

Leia na íntegra no blog Cremilda dentro da escola http://cremilda.blig.ig.com.br

25 dezembro 2006

Uma pausa


Caros visitantes deste híbrido blog, após as absurdas comilanças do Natal e no aguardo das próximas de Ano Novo, quero compartilhar com vocês a letra de uma canção sensacional de Eduardo Dusek, que ouvi ontem durante o preparo das iguarias, no programa Supertônica, da Rádio Cultura FM.
Feliz 2007 para todos!

Rock da cachorra

Uauuu, Uauuu, Uauuu... Ahhh...
Uauuu, Uauuu, Uauuu... Uhhh...
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uau uau uau uau uau

Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)

Troque seu cachorro por uma criança pobre
Tem muita gente por aí que está querendo levar
uma vida de cão

Eu conheço um garotinho que queria ter nascido
pastor-alemão


Esse é o rock de despedida pra minha
cachorrinha chamada "sua-mãe"

É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe

Esse é o rock de despedida
pra cachorra "Sua-mãe)
Seja mais humano, seja menos canino
Dê güarita pro cachorro, mas também dê pro menino
Se não um dia desse você vai amanhecer
latindo, uau, uau, uau


Troque seu cachorro por uma criança pobre
(latilda-uau-latilda)

Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre
(latilda-uau-latilda)

Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uau uau uau uau uau

A imagem é da minha cachorra Cakey, que vive uma boa "vida de cão".

24 dezembro 2006

Dá pra ser mais JT?


Fiquei pasma com a matéria do Jornal da Tarde (olá, Brasil, estou falando de Sampa!) publicada dia 22/12 sobre AULA VAGA. O jornal conseguiu a proeza de não mencionar essa expressão uma única vez! Comprove aqui Falta professor substituto e leia a mensagem que acabei de enviar ao JT:

Olá, editores do JT!

Certamente vocês devem ser bem jovens e não se lembram de uma época em que eu escrevia cartinhas para a seção São Paulo Pergunta, provocando Paulo Maluf a declarar seus gastos em educação. Bons tempos, aqueles!

Não sou saudosista, mas me impressiona a queda de nível do jornalismo no assunto educação, a ponto de eu ter ficado absolutamente pasma com a matéria “Falta professor substituto”, de 22/12.

Quem teria proposto esse assunto?... Muito estranho! Pois sempre que a gente convida a imprensa para uma matéria, os jornalistas são enfáticos ao solicitar que se trate de “um fato”, testemunhado por diversas pessoas que se disponham a dar entrevista, e que tenha relevância para o leitor. Essa matéria já peca pelo título: “Falta professor substituto”. Imagino se o JT publicaria uma outra matéria com esta manchete:

Falta telefonista substituta

ou então

Falta gerente substituto

ou então

Falta torneiro mecânico substituto

Não, né...? Porque nenhuma empresa admite um funcionário e seu substituto. Se o funcionário faltar além da conta, a empresa não sai choramingando para a imprensa, apenas o substitui. E mesmo que apelasse para a imprensa, nenhum jornal teria coragem de publicar tal matéria...né?

Então, entendemos que o “fato” foi a choraminga do Sindicato dos Professores do Município de São Paulo – Sinpeem, clamando por professores substitutos nas escolas. Sim, porque os professores “adoecem” pelo desgosto de terem que trabalhar todos os dias, ou então “se estressam” com o aluno adolescente, ou então porque a classe está lotada. Ta certo, né...? O bedel que tome conta da turma!

Ainda bem que foram entrevistados também alguns pais de alunos, que porém tiveram suas falas distorcidas ou cortadas. A pérola dessa matéria é a declaração da mãe Margarida, de que durante todo o ano os professores de Português, Ciências e Artes andaram faltando e mesmo assim os alunos foram aprovados sem recuperação, por culpa do sistema de progressão continuada, né...? O leitor menos avisado poderá concordar e se unir ao coro da volta pela repetência e à choraminga do sindicato para aumentar o “mercado” de professores substitutos. Assim a educação meia-boca da Prefeitura de São Paulo vai entrar num beco sem saída! Saibam a mãe Margarida e os editores do JT que, SEM PROFESSOR TITULAR dando aula o ano inteiro, não há recuperação que funcione! Se o professor da rede pública continuar faltando a 25% de suas aulas, como é a média nacional, e souber que existe um professor substituto para tapar seus buracos, ele vai passar a faltar a 50% das aulas! Sim, porque este é o País onde tudo é permitido a quem não sofre fiscalização. E então nada mais vai adiantar: nem a progressão continuada (que depende da avaliação e recuperação contínua do aluno) e muito menos a repetência, ou qualquer outro sistema de ensino.

Sugiro que o assunto seja retomado com mais seriedade, pois o verdadeiro problema, camuflado por essa matéria chama-se AULA VAGA, uma expressão proibida pelas autoridades da educação estadual e municipal de São Paulo. Sim, porque as Secretarias da Educação, as Diretorias de Ensino e até a Ouvidoria da Educação são formadas por...professores e regidas pelo CORPORATIVISMO. Uma perguntinha apenas, senhores editores: os professores da escola particular de seus filhos faltam desse jeito, também?... Seus filhos já receberam “aula” de algum bedel? Não, né...?

É com muita tristeza que colo a esta mensagem meu artigo Aula Vaga, você sabe o que é isto?, escrito na década de 90 e infelizmente ainda tão atual, visto que a “solução” sugerida para esse grave problema é TAPAR O SOL COM A PENEIRA: contratar mais professores substitutos! Frente a tamanho absurdo, só me resta pedir:

Dá pra ser mais JT?

O artigo Aula Vaga: Você Sabe o que é isso?
está publicado na nossa seção de textos, no mês 11/05.

22 dezembro 2006

O dia vai raiar


Com vocês que nos acompanharam durante todo o ano, queremos compartilhar a certeza de que o dia vai raiar!

A tristeza é senhora,
desde que o samba é samba é assim
a lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora

Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim
cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer,
o samba ainda não chegou
o samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou

O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor
o grande poder transformador.


Caetano Veloso

20 dezembro 2006

Campanha contra a ojeriza


Hoje é dia de profunda indignação! Não apenas pelo comportamento anti-ético e desaforado dos "nossos" congressistas, mas principalmente pela forma como pessoas simples e humildes são tratadas pelas autoridades deste País.

Sabem por que pessoas como a mãe do aluno expulso da EE Presidente Kennedy no Campo Limpo são ignoradas, destratadas e humilhadas por diretores de escola, supervisores e dirigentes de ensino? Porque essas autoridades têm OJERIZA a pessoas simples e humildes. Essas autoridades torcem o nariz ao receberem mensagens como as que nós recebemos, cheias de erros de ortografia e gramática. Porque essas autoridades têm OJERIZA ao aluno trabalhador, aquele que sua para ajudar sua família pobre e ainda por cima se esforça para terminar os estudos. Essas autoridades pensam dessa forma: "Esse aluno está fazendo o quê na escola, ora bolas!? Dando trabalho para o professor?" E se incomodam MUITO quando nós respondemos: "Sim, dando trabalho para o professor!!!" Porque o professor está lá para ensinar também a esse aluno, não apenas àqueles que têm pais em casa para ajudar nas lições, àqueles que não faltam porque conseguem dormir o suficiente e que entendem imediatamente o que o professor fala em sala de aula.

Chega de preguiça e principalmente de OJERIZA, senhores professores, diretores de escola, supervisores e dirigentes de ensino! Ensinar a LER e ESCREVER é muito FÁCIL e GRATIFICANTE, para quem se dá a esse trabalho, para quem tem um mínimo de autocrítica e procura se atualizar. O que acontece em nossa rede pública de ensino, que forma analfabetos funcionais, é a PREGUIÇA de uns e a OJERIZA de outros, misturadas ao mais eficiente dos ingredientes: o CORPORATIVISMO.

Hoje, finalmente, enviamos uma mensagem para a própria Secretária de Educação do Estado de São Paulo, pedindo uma resposta objetiva à seguinte pergunta: A EXPULSÃO DE ALUNOS ATRAVÉS DA NEGAÇÃO DA REMATRÍCULA OU DA DELIBERAÇÃO DO CONSELHO DE ESCOLA É UMA PRÁTICA QUE RECEBE SEU AVAL? Tomamos essa iniciativa já que a Ouvidoria da Educação nos respondeu que o SEU PAPEL É APENAS ENCAMINHAR AS DENÚNCIAS, NÃO É FISCALIZAR NEM AVERIGUAR FATOS, NÃO LHE CABENDO EMITIR JUÍZOS DE VALOR. Vamos então aguardar o posicionamento da Sra. Secretária Maria Lúcia Vasconcellos.

Mas não vemos uma luz no fim do túnel. Enquanto os profissionais da educação tiverem OJERIZA de ensinar a alunos simples e humildes e se sentirem à vontade para humilhar seus pais, nada mudará.

Dois tipos de vergonha

Hoje é dia de links!
Links contra a palhaçada que rola solta nesse país!

Vergonha 1
Petição contra o aumento de salário dos congressistas em 90.7%
http://www.PetitionOnline.com/oeleitor/petition.html

Vergonha n2
EXPULSÃO É ILEGAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pode a diretora, a supervisora, e qualquer outra "ora" dizer o que quiser, rir quanto quiser...
É contra a lei e é imoral!
Sugestão à supervisora de Campo Limpo (que certamente virá aqui ver quem ousa defender os alunos): ao invés de dar sorrisinhos de escárnio, que seja séria e leia o artigo do promotor de justiça no Portal do Conselho Tutelar (colocamos o link entre os favoritos)
Aqui está o link para o artigo do promotor Murillo José Diácono que já foi comentado nesse blog,
A palavra-chave mais usada para entrar no Edufórum é "expulsão de aluno"! Portanto essa é uma das vergonhas vividas pela escola pública e nós vamos combate-la até onde pudermos pois juntamente com a "Aula Vaga" é um dos problemas mais sérios que os pais tem apresentado a nós do Educafórum.

Estamos falando de crianças, de jovens, de ilegalidade e de imoralidade!

Não estamos brincando não, sra supervisora!

Temos cara de palhaço?




Mas nós não somos palhaço...
Ou somos?...

Leitura Obrigatória


Não li tudo ainda (são mais de 100 páginas) mas divulgo o endereço da pesquisa da UNICEF que foi publicada hoje
http://www.unicef.org/brazil/finalaprovabrz.pdf

Diretoria de Ensino apóia expulsão


Em nosso último post relatamos a expulsão de um aluno de Ensino Médio de uma escola estadual do Campo Limpo. A mãe do garoto resolveu procurar a Diretoria de Ensino, o que a diretora da escola havia desaconselhado. A incentivamos a ir, pois entendemos que é preciso percorrer todas as vias legais, antes de se tomar medidas mais drásticas. Mas, por incrível que possa parecer (para quem não conhece a corporação...), a supervisora de ensino que a atendeu apoiou a atitude da escola e ainda por cima sugeriu à diretora que convocasse o Conselho de Escola para "formalizar" a expulsão do aluno.

É nisso que dá, neste País, PROCURAR AS VIAS LEGAIS e receber em troca uma ATITUDE INCONSTITUCIONAL.

Temos certeza, porém, que a Ouvidoria e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo não irão compactuar com essa ilegalidade, pois isso seria

O F I M D O M U N D O !!!

Leia abaixo nossa nova mensagem à Ouvidoria da Educação


E d u c aF ó r u m

São Paulo, 19 de dezembro de 2006

Prezado Sr. Ouvidor,

Como informamos em nossa mensagem abaixo, a Sra. ............. foi hoje procurar a Diretoria de Ensino Sul 1 para solicitar a rematrícula do filho, negada na EE ............ Ao chegar, foi informada de que o Dirigente não se encontrava e que a supervisora da escola estava de férias. Foi então atendida pela supervisora ............, que não estava a par do assunto e resolveu ligar para a escola a fim de se inteirar. A diretora relatou que não admitia que o aluno ficasse na escola e que não permitiria assinar a rematrícula. Então a supervisora sugeriu à diretora que convocasse o Conselho de Escola para deliberar a "transferência" (ou seja, a expulsão do aluno). A mãe do aluno disse à supervisora que havia nos procurado e que estávamos em contato com a Ouvidoria. A supervisora deu um sorrisinho e disse que "não iria dar em nada".

Desesperada, a Sra......... seguiu para o Conselho Tutelar e a conselheira Neusa lhe garantiu que a negação da rematrícula é INCONSTITUCIONAL, o que aliás não se discute.

Sr. Ouvidor, mais uma vez pedimos sua intervenção imediata junto à direção da escola e à Diretoria de Ensino, pois desta vez ficou bem claro que a convocação do Conselho de Escola para a expulsão de alunos é uma prática corriqueira na Rede Estadual, a ponto de uma Supervisora de Ensino ter dado essa sugestão à diretora. Sr. Ouvidor, independentemente da prática ilegal de se convocar um tribunal de exceção, perguntamos como é possível que uma escola e uma Diretoria de Ensino decidam sumariamente pela expulsão de um garoto trabalhador, cujo único problema são as faltas, devidas ao vínculo empregatício. Aliás, pela primeira vez em sua vida escolar, esse garoto vai repetir de ano e não consta em seu histórico escolar nada que o desabone. Se ele foi mal-educado com a diretora, isso se deve ao mau exemplo dado pela mesma, ao humilhar a mãe do garoto.

Sr. Ouvidor, repetimos: a rede pública de ensino precisa de urgente reorientação, pois costuma lidar com o aluno adolescente aos berros e ameaças, como essa de INSTITUIR UM TRIBUNAL DE EXCEÇÃO PARA PROMOVER SUA EXPULSÃO. Perdoe a ênfase deste desabafo, mas tivemos dificuldades de acreditar no relato da Sra.......... e, se soubéssemos que ela seria tão mal atendida também na Diretoria de Ensino, a teríamos acompanhado para registrar a fala da supervisora. Perceba aliás que ela não se dispôs a investigar ou colaborar, mas imediatamente sugeriu uma prática inconstitucional, fazendo inclusive pouco caso da sua autoridade de Ouvidor.

Mais uma vez, Sr. Ouvidor, contamos com sua intervenção imediata, pois a escola está para entrar em recesso e nos recusamos a acreditar que a própria Secretaria da Educação venha a assumir abertamente a prática inconstitucional da expulsão de alunos da rede pública de ensino.

Na certeza de sua pronta atuação,

Atenciosamente

EducaFórum

PAIS, ALUNOS, EDUCADORES E CIDADÃOS QUE LUTAM PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA CIDADANIA

18 dezembro 2006

Mais uma expulsão!


Nem acabamos de festejar a rematrícula do garoto ameaçado de expulsão em Taboão da Serra (nosso Post Dupla Vitória, de 08/12), quando a mãe dele nos ligou falando que uma conhecida estava aflita porque havia sido negada a rematrícula do filho, aluno de uma escola do Campo Limpo. Essa mãe não tem acesso à Internet, por isso nunca saberia da nossa existência não fosse pela conhecida. Aliás, quantos são os pais de alunos da rede pública que têm acesso à Internet?... Mais uma vez estamos apelando para a Ouvidoria da Educação e contamos com seu apoio imediato. Segue o documento enviado.

E d u c a F ó r u m

São Paulo, 16 de dezembro de 2005

Prof. Salmon Elias Campos da Silva
Ouvidor da Educação do Estado de São Paulo

Prezado Sr. Ouvidor,

Ainda agradecendo a sua rápida intervenção no caso da ameaça de expulsão em Taboão da Serra, já estamos novamente pedindo ajuda, pois outra mãe nos procurou por ter a rematrícula do filho negada.

Trata-se da Sra. ....................., mãe de ........................, aluno do 2º ano do Ensino Médio na EEPSG ................, no Campo Limpo. Ela nos fez o seguinte relato resumido:

Meu filho tem 16 anos, é uma idade difícil, ele é respondão mas é um bom menino, trabalha à tarde e à noite no Mc Donald´s para ajudar a família e este ano precisou faltar muito à escola pelo mesmo motivo. Na última reunião de pais fui informada que ele estava com excesso de faltas e que iria repetir o ano. Achei certo e conversei com ele. Ele disse que estava tendo problemas com alguns professores e que tudo bem repetir de ano. Mas quando fui fazer a rematrícula negaram porque disseram que ele havia xingado a diretora. Conversei com meu filho e ele disse que ela havia gritado com ele, alegando que ele ia ter que mudar de escola porque eu não tinha ido à reunião de pais para saber do problema das faltas. Ele insistiu que eu tinha ido sim, e eu tinha ido mesmo, mas parece que a diretora continuou gritando com ele e ele acabou xingando ela. Nunca tive problemas com ele na escola, ele nunca repetiu e só este ano teve problema de faltas, por causa do trabalho. Também procuro ir sempre às reuniões de pais. No dia 11/12 fui à escola para assinar a rematrícula e não aceitaram. Voltei no dia 13 e no dia 15, mas também não consegui. Voltei com meu filho lá e me humilhei, mas a diretora não quis saber, ela me deixou falando sozinha enquanto atendia outras pessoas e assinava papéis. Meu filho ficou impaciente e me falou: “Mãe, a senhora não está vendo que está sendo humilhada?” Eu pedi para ele ficar quieto, mas ele perdeu a paciência e xingou a diretora na minha frente. Daí ela disse que nessa escola ele não ia mais estudar mesmo e que se eu quisesse uma vaga para ele eu deveria bater de porta em porta em todas as outras escolas. Daí eu disse que iria procurar a supervisão e ela respondeu que ficaria muito mais fácil eu bater de porta em porta procurando vaga do que ir até a Diretoria de Ensino. E disse também que eu deveria dar graças a deus por eles não terem convocado reunião de conselho para expulsar meu filho porque daí seria mesmo muito pior. Por isso eu procurei vocês porque sei que vocês podem ajudar.

Senhor Ouvidor, o nosso contentamento pela solução do caso de Taboão da Serra durou muito pouco, pois a mãe que nos trouxe esta nova história de expulsão é conhecida da mãe de Taboão e nos procurou porque conseguiu nosso contato com ela, senão teria perdido totalmente as esperanças! Essa mãe não tem acesso à Internet e nunca saberia da existência do EducaFórum.

O mais preocupante nesta nova história é o descaso da escola com a mãe, que precisou ir três vezes implorar pela rematrícula do filho e foi simplesmente ignorada. Quanto ao aluno, ficamos com a impressão de que ele foi provocado a fim de que perdesse a paciência e assim a razão. Entendemos, porém, que o exemplo deve vir de cima: se professores e diretores tratam o aluno (principalmente o adolescente) aos berros, não podem exigir respostas educadas.

Ficamos sempre muito entristecidos ao ver que os educadores não sabem ou não querem lidar com o aluno adolescente, inquieto por natureza. Entendemos que a Secretaria de Estado da Educação precisa com urgência instruir melhor seus profissionais neste sentido.

De qualquer forma, a negação da rematrícula do aluno é ilegal e injusta, especialmente por se tratar de um garoto trabalhador e necessitado de apoio. E constatamos que mais uma escola ameaça os alunos de expulsão através da convocação de um tribunal de exceção composto pelo Conselho de Escola. Cantaremos ALELUIA! o dia em que o site da Secretaria de Estado da Educação, sempre tão pródiga em autoelogios, publicar na página inicial uma clara instrução para todas as escolas no sentido de banir a expulsão pelo Conselho.

Mais uma vez contamos com seu apoio e vamos instruir a mãe a procurar imediatamente a Diretoria de Ensino, na esperança de que ela seja melhor tratada do que na escola e que logo seja chamada para assinar a rematrícula do filho.

Reiteramos a nossa confiança de que o procedimento ilegal da expulsão de alunos não é sugerido pela SEE e contamos com sua ação corretiva imediata.

Atenciosamente

EducaFórum

PAIS, ALUNOS, EDUCADORES E CIDADÃOS QUE LUTAM PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA CIDADANIA

17 dezembro 2006

Nosso hino


Estamos nos preparando para premiar os professores que mereceram o selo MESTRE OH. Quem é um MESTRE OH? Não é aquele que promove o aluno com nota máxima ou o faz "produzir" um caderno bonitinho, nem aquele que o faz passar no vestibular. MESTRE OH é aquele que respeita e sabe lidar com a criança e o adolescente, que conquista sua admiração com sua postura e sabedoria, que desperta a curiosidade para a leitura do mundo e da vida. O nome do selo veio da inspiração da nossa webmaster e designer Vera Vaz pela canção italiana Bambini fanno OH, cujo original você encontra no link de textos. A tradução fizemos a quatro mãos e esperamos ter conseguido manter a poesia da letra.

Os MESTRES OH são poucos no Brasil e no mundo. Apesar de tantos estudos, a visão da criança como um ser tão importante quanto o adulto ainda é muito recente. Se você conhece um MESTRE OH, por favor nos indique!

CRIANÇAS FAZEM OH
Giuseppe Povia

Quando as crianças fazem oh
vi um ratinho!
quando as crianças fazem oh
vi um cachorrinho!
agora eu sei que nunca mais
verei um lobo mau beijando
um carneirinho.

Quando as crianças dizem “oh
me dê a mão, não me deixe só!”,
você sabe que sozinho não dá não:
ninguém consegue ser alguém.

Por uma boneca ou um carrinho
talvez briguem um pouquinho
mas a briga sempre acaba em paz.

Assim tudo é novo, tudo é surpresa
e mesmo quando chove as crianças dizem “oh
olha a chuva! que maravilha! que maravilha!”.

E eu me sinto um bobo, porque
não sei mais fazer oh nem tudo
que me dá na telha.

Porque as crianças não têm pelos
nem na barriga
nem na língua.

Crianças são indiscretas
mas cheias de segredos
como os poetas.

Crianças vivem a fantasia
e alguma mentirinha, mas
quando um grande chora
as crianças dizem “oh, machucou?
quem mandou?”

E eu me sinto um bobo, porque
não sei mais fazer oh
não sei mais ir no balanço
não sei mais fazer um colar
de um fio de lã.

Enquanto os tolos dizem «Eh?»,
enquanto os tolos dizem «Hein?»,
enquanto os tolos dizem «Bah?»
tudo fica igual,
mas se as crianças dizem «ooh»
basta a vogal.

No entanto os grandes dizem «Não!»
e eu peço asilo. Como um gato
eu quero andar de quatro.

Cada um é perfeito,
da mesma cor,
viva os loucos que entendem
o que é o amor:
um gibi de letras estranhas
que eu nunca li.

Quero tornar a fazer oh
porque as crianças não têm pelos
nem na barriga
nem na língua.

Tradução livre de Giulia Pierro e Vera Vaz

16 dezembro 2006

Educação é isto!



Veja a definição de Charles Hadji, pesquisador francês especialista em avaliação.

É quem teve a sorte de encontrar as circunstâncias e as pessoas que lhe permitiram tirar o melhor proveito de suas potencialidades. E que, graças a isso, vai saber em qualquer situação respeitar os outros. Este é o critério para saber se a Educação foi bem-sucedida: como o respeito se manifesta na relação com o outro.

Ele também diz que é preciso apostar na inteligência dos alunos. Só assim o professor consegue organizar suas aulas, limitar o número de erros e garantir que todos aprendam.


Leia completo no site www.novaescola.com.br - Edição dezembro -
Seção Fala, Mestre!

15 dezembro 2006

Quando i bambini fanno OH


O cantor e compositor italiano Povia está fazendo o maior sucesso lá com a música "Quando i bambini fanno OH" ("Quando as crianças dizem OH").
Eu escutei achei incrível, divido com vocês (a letra está no Educafórum textos). Aí me veio a idéia maluca de dar o nome do nosso prêmio de algo parecido com "Mestre OH", homenageando aqueles professores que por ainda conseguirem fazer OH! diante da vida e fazem seus alunos dizerem OH! diante do saber...
Rubem Alves tem uma crônica muito bonita sobre o encantamento das crianças diante das descobertas!...
Espero que gostem da idéia, da música e que continuemos a poder fazer sempre OH! diante de maravilhosas descobertas que a vida nos apresenta! E que muitos professores provoquem OHs! E que muitas crianças digam OH! pelas escolas desse país... Che meraviglia! Che meraviglia!

13 dezembro 2006

Gestão democrática na escola


Atenção, senhores pais e avós paulistanos!

O Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública http://geocities.com/coepdeolho
promove a

9ª Conferência Popular dos Direitos da Criança e do Adolescente
dia 19 de dezembro das 14h às 18h, na
Assembléia Legislativa,
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Parque do Ibirapuera
Auditório Teotônio Vilela

A pauta dá especial enfoque à gestão participativa na rede pública de ensino e à importância da eleição democrática dos Conselhos de Escola, que temos defendido com unhas e dentes aqui neste espaço.

Será uma excelente oportunidade para conhecer a Assembléia Legislativa, que é um lindo prédio inserido numa bonita paisagem, raridade em São Paulo. Infelizmente não podemos elogiar da mesma forma os parlamentares que ocupam esse prédio, pois a maioria não tem o menor compromisso com a educação. Mas temos certeza de que se preocupam e incomodam com a presença da população conferindo sua presença e atuação na Assembléia. Cada vez que um cidadão independente visita uma sede do Legislativo, está exercendo seu direito de fiscalizar os representantes que ele próprio elegeu. Não tenha medo de levar seus filhos ou netos para conhecer esse espaço que é a casa de todos nós. Se tivermos vergonha dessa casa, é porque talvez tenhamos estado muito ausentes. A nossa presença pode fazer a diferença!

Os participantes do encontro vão receber a cartilha Gestão Democrática nas Escolas.

12 dezembro 2006

Disciplina se ensina!


Não agüento mais aquelas lamúrias de professor, principalmente em final de ano letivo: “Meus alunos são mal-educados, indisciplinados, sem limites!”. Ou então aquela frase carimbada: “A educação vem de casa!”. Famosa ficou a resposta daquele aluno ao desabafo de um professor:
“Não dou mais aula para cavalo!”
“Cavalo? É a mãe!”.

Mas chega de xingamentos! Hoje trouxe uma entrevista bem humorada de Lino de Macedo, psicólogo especializado em Piaget, mostrando que a disciplina é um conteúdo como outro qualquer e pode, sim, ser ensinada na escola, desde que o professor esteja interessado no assunto. Ele precisa ter um mínimo de conhecimentos de psicologia, para entender como abordar a questão da disciplina em cada fase do desenvolvimento infantil. Lino de Macedo deixa também claro que o elemento fundamental para o aprendizado da disciplina é o exemplo. Alguém duvida?

Professor que se limita a repetir frases feitas como acima mostra que não tem interesse no aluno nem em solucionar os problemas de comportamento em sala de aula. A disciplina é uma “disciplina” fundamental para o desenvolvimento de qualquer disciplina, se me permitem a redundância. É uma matéria interdisciplinar, da qual dependem todas as outras. A palavra de ordem é convencer, não obrigar. Construir um conjunto de regras pode ser uma atividade rica e prazerosa para crianças e adolescentes. E essas regras serão mantidas se forem compreendidas e aceitas como necessárias e importantes. Deliciem-se com a entrevista de Lino de Macedo, abrindo o link da página de textos ao lado.

11 dezembro 2006

Brainstorming


Força, pessoal! Já temos diversos nomes: Educador Coragem, Educador Fera, Educador Marginal, Educador Voador, Educador do Futuro. E o Osmar, que está com dificuldades de postar, mandou por e-mail a seguinte sugestão: Este sim, é Educador!

Alguém tem mais algum palpite???

10 dezembro 2006

Educador "Seiláoquê"


Estamos em um dilema. O anunciado prêmio "Educador Coragem" periga mudar de nome. Ô dúvida cruel! Resolvemos então pedir a colaboração de vocês para nos ajudar a encontrar um nome mais interessante, porque esse não nos agrada. A idéia é a seguinte: não queremos premiar o profissional mais qualificado ou mais competente. Estamos procurando o educador que enfrenta preconceitos, que arregaça as mangas e pratica a avaliação e a recuperação contínua, promovendo o aluno de fato e não de forma automática. É aquele que não usa métodos antipedagógicos e ilegais como a ameaça e a suspensão. Mas, principalmente, é o educador que se preocupa com o bem-estar do aluno na escola e procura evitar a evasão e a expulsão, mesmo enfrentando a corporação ou o Conselho de Escola. Educador Coragem nos parece apelativo. Educador Fera? Pode ser mal interpretado, embora seja uma expressão jovem e "descolada".

Aguardamos seu palpite e também sua indicação de algum educador. A Dona Osmarina não vale, tá, David! rs. A não ser que ela ainda esteja na ativa ou mesmo aposentada como a nossa amiga Glória, mas batalhando pelos alunos e pela comunidade.

08 dezembro 2006

Dupla vitória


Gente, como é bom poder dar uma boa notícia! Duas, então!!

A partir de agora, o autoritarismo nas escolas públicas de Taboão da Serra, Grande São Paulo, vai diminuir.

Na EEPSG Edgard Francisco (estadual), a mãe que denunciou a expulsão do filho, programada pelo Conselho de Escola para hoje, 08/12, informou que a reunião foi cancelada e que a direção da escola a tranqüilizou a esse respeito, tendo sido convidada como todas as outras mães do colégio, para a reunião de pais e mestres a ser realizada no dia 15/12.

Acreditamos que a Ouvidoria da Educação do Estado tenha interferido no assunto, como solicitamos no documento enviado em 14/11 (leia o texto em nosso post “Tribunal de Exceção”, de 16/11), pois o aluno foi chamado para fazer as provas que havia perdido durante a suspensão ilegal. Queremos assim agradecer à Ouvidoria por sua rápida interferência, de forma que não foi necessário tomar medidas mais drásticas.

Na EMEF Rui Barbosa (municipal), a denúncia encaminhada pelos pais sobre o famigerado “Termo de Compromisso” que promove a expulsão de alunos foi acatada pela Promotora de Justiça Dra. Renata Gonçalves de Oliveira, que vai investigar a escola e chamar a Secretaria Municipal de Educação para explicar como esse documento ilegal foi aplicado. Parabéns à Promotora e que ela continue sempre de olho nas escolas públicas de Taboão da Serra! Veja a informação completa no post de 07/12 no blog da Cremilda “Rui Barbosa e o milagre de Natal” e leia o nosso post mais antigo “A marcha do caranguejo”, de 28/08, já sobre essa escola e o tal documento.

Enfim, tanto a Secretaria Estadual quanto a Secretaria Municipal da Educação de Taboão da Serra tiveram que reconhecer a ilegalidade dos instrumentos de expulsão e exclusão utilizados nas escolas da rede pública. Agora, com a vigilância do Ministério Público, os pais estarão muito mais à vontade para denunciar os abusos e o autoritarismo dos maus profissionais da educação. Parabéns a todos os pais que tiveram a coragem de se manifestar e buscar apoio na Lei, correndo o risco das perseguições e represálias que costumam prejudicar seus fihos, quando as autoridades responsáveis se fazem de cegas, surdas e mudas.

06 dezembro 2006

Educador coragem


O ano está terminando e mais uma vez as “contas” da educação não fecham. Mas nós somos otimistas! Entendemos que algo está mudando dentro da escola. Cada vez mais educadores estão se conscientizando da importância do seu papel e da sua presença em sala de aula. Por isto criamos o prêmio Educador Coragem, não para o professor “bonzinho”, nem para o professor “esforçado” ou “sacrificado”. É um prêmio para o educador que realmente acompanha o aluno em sua trajetória, faz a avaliação e a recuperação e, principalmente, o que é muito raro, enfrenta a corporação para defender o aluno. Até o final do ano letivo criaremos o selo “Educador Coragem 2006”, que os dez educadores mais corajosos poderão exibir em seus blogs ou sites. E até o dia 22 de dezembro você pode também indicar seu candidato. Veja abaixo um exemplo de “Educadora Coragem”: é a nossa amiga professora Marta Bellini de Maringá. Acompanhe suas lembranças do tempo em que ela freqüentava a escola...

Lembranças da professora Marta Bellini


Quando somos crianças a magia vem para nos socorrer dos adultos. Na escola aquelas professoras bravas com suas tabuadas para memorizar (achando que tabuada é matemática, não é!), com a conjugação dos verbos... pretérito, presente do indicativo... professoras que gritavam de dia na sala de aula e que, talvez, em casa levassem surras de seus maridos. Uma brutalidade. Aliás, as escolas brasileiras são especialistas em brutalidades. Começa pela brutalidade da ignorância (a maior parte dos professores não lê, não estuda, apenas vomita as horríveis lições dos livros didáticos) e segue pelos caminhos da rudeza de espírito.
Eu lia tudo que tinha em Porto Ferreira, SP. Manuais de biotônico Fontoura, Seleções Readers (do meu vizinho), revistas de vampiros, novelas, Meu pé de Laranja Lima, José de Alencar (minha mãe comprou a coleção), mais tarde... Machado de Assis, Clarice... NO MEIO disto tudo o Disney , o idiota do Pateta com seu amendoim mágico.
Pequena, eu pensava que poderia degolar as professoras que tinha... comendo aqueles amendoins.

03 dezembro 2006

Pior que a pena de talião!


Este blog trata de educação e entendemos por isto muito mais do que ensino ou conhecimento. Em seu sentido profundo, trata-se da elevação do ser humano acima de sua condição primária, seja intelectual, emocional ou moral. Por isto, ficamos extremamente chocados quando pessoas que tiveram a oportunidade de estudar e ocupam posições de destaque na sociedade se comportam de forma primitiva ou desumana. É o caso do juiz de Leopoldina que está processando nossa amiga professora Glória Reis por suas críticas ao sistema carcerário. Glória desenvolve um projeto muito interessante, dando voz aos presos de Leopoldina no jornal Recomeço, que foi transformado em blog e pode ser acessado no endereço http://jrecomeco.blog.uol.com.br. É um trabalho voluntário e certamente gratificante, não fosse o absurdo de uma situação como a que estamos relatando. Leiam o texto do jornal Recomeço que motivou o juiz a entrar na “justiça” (???) contra Glória, o editorial do nº 117:

Não é aceitável a conivência de magistrados, fiscais da lei, advogados, enfim, operadores do Direito, com tamanha barbárie. O regime atual é um desrespeito à Constituição, à lei, aos cidadãos deste País, enfim, à nossa inteligência.

O editorial se refere ao regime em que viviam os detentos na época, tendo ficado durante onze meses em castigo coletivo, 24 horas em celas de 2x2, sem banho de sol, sem nenhuma atividade, sem material de higiene e limpeza, com visitas de 15 minutos na grade. Eram em média 100 presos, a maioria doentes.

A conclusão à que chegamos é que esse juiz se sentiu à vontade para processar Glória porque está com o respaldo da sociedade. Sim, a nossa sociedade entende que o papel da prisão deve ir além da punição e promover o extermínio. É pior do que olho por olho, dente por dente. A sociedade olha com indiferença para pessoas que já estão pagando com a privação da liberdade, como se merecessem a pena de morte, independentemente de sua dívida ser pequena ou grande. Desta forma até um juiz acaba se sentindo à vontade para reprimir uma opinião contrária. É mais uma inversão de valores, em uma sociedade que não se incomoda de continuar rastejando na injustiça e na falta de humanidade.

Aula Vaga, depoimento de professora consciente



Fernanda Reis é professora em São Paulo. Agradecemos a ela por usar de sua sinceridade em descrever o que acontece realmente dentro da escola (fato raro!... deve ser mal de sobrenome, hein, Glória?) e esperamos de coração que continue uma "romântica universitária idealista uspiana"!!!!!!!!!!
E que o que professam para o seu futuro como professora não se confirme nem em cinco, nem em vinte anos!
Precisamos de professores com o espírito e a coerência da professora Fernanda para que o alerta parta das escolas pelas escolas!
Onde estão eles? Nosso sonho é que todos se manifestassem aqui dando apoio a esse grupo de "educochatos" que há mais de dez anos vem tentando melhorarar a Educação nesse país por um preço, acreditem vocês, muito alto pago por nós e por nossos filhos em sua vida escolar...
"Na escola onde trabalho, aula vaga é uma constante. Dou aulas de manhã e à noite para o Ensino Médio. Nos dois períodos tem sempre um ou dois faltosos. Alguns tristemente brincam que ao invés de existir a "licença prêmio" deveria existir a "licença falta", já que eles acumulam mais de 10 faltas por ano.
Nestes dois anos que estou no Estado já perdi a conta de quantas vezes ouvi que eu e alguns colegas somos "românticos universitários", "idealistas uspianos", etc. "Espere 5 anos", professam.
À tarde o problema é ainda maior. Nunca dei aula para o Ensino Fundamental, mas os professores reclamam muito. E faltam.
Há uns 15 dias havia somente 1 professor na escola, para 16 salas. Na 2a aula chegou mais 1 professor. E ficaram os dois até o fim do período.
É um cenário muito triste e preocupante.
Semana retrasada uma aluna minha, do período da noite, me disse quando entrei na sala de aula: "professora, é sexta feira e a senhora nunca falta!!" Fiquei feliz por ela ter reparado que sou freqüente, mas desconfortável com esse meu sentimento. Não era para eu ter ficado feliz! Ela não pode esperar que um professor falte ao trabalho. Ela não poderia estar acostumada com isso!
Dou aula há pouco tempo (3 anos) e trabalhei 10 anos em grandes empresas. O mundo corporativo me ensinou a levar o trabalho à sério. Na escola, meus professores não faltavam, na faculdade também não. Também nunca faltei na aula, só quando operei de apendicite. Durante 13 anos de vida profissional faltei 2 ou 3 vezes. Tomei um susto quando entrei para o Estado. Nunca tinha visto algo assim!....
Faltarei 4a feira para fazer a prova do mestrado ...
Fernanda"

02 dezembro 2006

Eles faltam mesmo, Glória!

Pelo fim da AULA VAGA!
Quer Ajudar?
Faça a chamada nas escolas!

01 dezembro 2006

Aula vaga nunca mais!




Não é de hoje que gritamos aos quatro ventos que o maior problema da rede pública de ensino é a AULA VAGA, essa ilustre desconhecida. Alguns discordam, mas vamos e convenhamos: sem professor em sala de aula, não dá nem para discutir qualidade de ensino!

Estamos preparando uma campanha pelo fim da aula vaga procurando envolver toda a sociedade e aceitamos sugestões. A primeira foi do nosso leitor Osmar, que inspirou nossa webmaster, essa fantástica designer multimídia que é a Vera Vaz. Delicie-se com os modelitos de camisetas criados por ela com base nas sugestões do Osmar e contribua com seus palpites!

O Vestibular vai finalmente acabar!!!!!!!!!!!!!!!!


Isso sim que é um boa notícia!
Leiam o texto postado no Educafórum - os textos
Na minha opinião esse é o primeiro passo para mudar o paradigma da escola!


PS . Vejam lá também a camiseta do Osmar...Ficou D+!
Se alguém tiver sugestões é só mandar que a gente publica!